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Duas irmãs bem traquinas e bem-dispostas andavam sempre a brincar pela

Jornal de Espiritismo nº 80 · Outubro 2017Página 192 min

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Duas irmãs bem traquinas e bem-dispostas andavam sempre a brincar pela rua. Uma tinha oito anos, a outra dez, e sonho e imaginação não lhes faltava. Quando brincavam com as suas amigas, adoravam inventar histórias sobre as companheiras. Por vezes, essas histórias complicavam a vida das suas amigas, pois chegavam a provocar discussões entre vizinhos e familiares, tais eram as invenções. Na verdade, as meninas irmãs, não o faziam por mal, mas depois de instalada a confusão, os problemas complicavam com o passar dos dias.

De cada vez que se repetiam esses problemas, corriam para casa para tranquilizar a mãe, dizendo-lhe: - Mãezinha, não te preocupes: nós vamos reparar o mal que fizemos. Por mais que fossem avisadas, não se emendavam. A cada dia que passava, lá vinham mais algumas invenções, intrigas e mal entendidos entre as amigas da escola, por causas da imaginação fértil das irmãs. Num dia ventoso, a mãe das meninas resolveu sentar-se no meio do pátio da casa em que viviam e chamou as filhas.

Tinha no seu colo, uma almofada e uma tesoura. - Fiquem atentas ao que vai acontecer. – E, num gesto tranquilo, cortou a almofada ao meio. A almofada, que estava cheia de penas, começou a espalhar penas para Infância AS HISTÓRIAS por MANUELA SIMÕES tudo o que era lado. Levadas pelo vento, enchiam o pátio como se fossem flocos de neve a cair. O espetáculo era tão bonito que as meninas pularam e rodopiaram todas contentes atrás das penas até se cansarem.

Mas…! Após uns minutos de brincadeira, a mãe voltou a chamar as filhas e mostrou - -lhes uma capa de almofada nova que tinha junto de si. - Aproveitem essa alegria para encherem esta almofada com as penas todas que esvoaçaram da outra capa. - Mas…isso é impossível mãe! – Retorquiu a irmã mais velha. - As penas voaram para todo o lado…! – Dizia a outra. - Olha, pois foi. – Disse a mãe, como se não tivesse dado conta desse acontecimento.

E continuou: - Pois bem, essas penas fazem-me lembrar as histórias e intrigas que as meninas andam sempre a espalhar por todo o lado. Depois de espalhadas, dificilmente conseguimos fazê-las voltar ao ponto de partida para corrigir o que se estragou…! (Adaptado do texto “As penas” – Histórias e Ilustrações, vol.3 – 2002 – Editora: Federação Espírita do Paraná) JANEIRO.FEVEREIRO.