Voltar à edição
Capa da edição nº 80 do Jornal de Espiritismo

80Jornal de Espiritismo nº 80

Outubro 2017 · 20 secções · ≈ 68 min de leitura

Esta edição do Jornal de Espiritismo aborda a importância da metodologia e investigação no movimento espírita, seguindo o exemplo de Allan Kardec, e discute a falibilidade da interpretação de temas como a origem do mal. Inclui uma reflexão sobre suicídio, a vida após a morte e o conceito de demónios, anjos e a evolução espiritual, utilizando a metáfora da borboleta, defendendo o estudo aprofundado da doutrina.

Espiritismo
Kardec
Investigação
Mediunidade
Evolução
Suicídio

Capa

Página 11 min

80 JDE JANEIRO . FEVEREIRO . 2 0 1 7 JORNAL BIMESTRAL DA ASSOCIAÇÃO DE DIVULGADORES DE ESPIRITISMO DE PORTUGAL DIRETOR . ULISSESLOPES | PRE Ç O € 0 . 5 0 Há muito para dizer sobre lesões autoprovocadas intencionalmente, face a pesquisas feitas em suicidologia. Em qualquer dos casos, é certo que o espiritismo fornece dados que são uma mais-valia. André Trigueiro é jornalista, professor e estudioso da doutrina espírita.

Debruçou-se de modo especial sobre este tema. De passagem por Lisboa em outubro, concedeu-nos esta entrevista exclusiva… 4 FEDERAÇÃO ENEIJ’2016 O Encontro Nacional de Educadores Infanto- juvenis decorreu em 13 de novembro na FEP... 9 CONSULTÓRIO DISFORIA DE GÉNERO E ESPIRITISMO – PARTE II Gláucia Lima, psiquiatra, escreve sobre “perturbações da identidade de género”. 10 INQUÉRITO COMUNICADOS NOTICIOSOS: AÍ VÃO MIL! A ADEP envia um noticiário a quem se inscreveu na respetiva listagem… 20 NOTÍCIA JORNADAS DE CULTURA ESPÍRITA DO OESTE Já abriram as inscrições para as Jornadas de 2017!

Ouvir artigo

Editorial / Conto Janeiro.fevereiro.2017

Página 24 min

EDITORIAL / CONTO JANEIRO.FEVEREIRO.2017 Fraternidade? Sim, sempre! Uma virtude básica que estamos a aprender com êxito é a de sabermos dialogar com quem não pensa como nós sem transtorno emocional. Nesse sentido, Allan Kardec, o codificador do espiritismo, exemplificou uma rotina de registo e análise de dados à sua época de que beneficiamos até hoje. Não ofende perguntar: será que nós, no movimento espírita atual, nos identificamos realmente com essa prática?

Há vozes que não contornam a evidência de que modelos antigos se sobrepuseram espontaneamente com um desmerecimento enorme da investigação. Fala-se nas palestras um pouco por todo o lado no tríplice aspeto do espiritismo, mas na verdade a esmagadora maioria das comunicações assentam só num. Curiosamente é nesse mesmo âmbito que ainda se ouvem pessoas pouco informadas dizer que Kardec – um homem que teve, entre outras grandezas, a noção de falibilidade e consequente possível melhoria do que se faz – ficou desatualizado.

À luz da realidade vê-se que o que está em défice, é evidente, não é o trabalho metódico de Kardec, mas sim o de muita gente que parece não querer saber de trabalho que leve a pensar. Não se ver isso no movimento espírita é um contra-senso, mais ainda quando numerosos dos seus integrantes trabalham em áreas técnicas e científicas em que estas práticas são usuais Uma associação tem, por exemplo, cursos – pode fazer anualmente registos sintéticos que lhe permitam ver o que funcionou melhor e evitar o oposto –, tem reunião mediúnica provavelmente – pode fazer o registo semanal de dados, depois da reunião terminada, sem problema, que emerjam dos diálogos com o outro lado da vida no trabalho de esclarecimento dos que estão confusos –, tem atendimento privado – pode analisar ano a ano numerosos dados com respeito total pela privacidade dos atendidos, etc.

Ouvir artigoContinuar a ler “Editorial / Conto Janeiro.fevereiro.2017” →

Correio Janeiro.fevereiro.2017

Página 35 min

CORREIO JANEIRO.FEVEREIRO.2017 Queda de anjos e afins Os leitores enviam as suas mensagens e nenhuma fica sem resposta: escolhemos esta para reflexão sobre questões antigas que ainda não foram superadas por todos. José Paulo escreve e deixa mensagem particular na página da Associação de Divulgadores de Espiritismo no Facebook em 17 de novembro: «Boa noite, fui trabalhador num centro, saí por alguns problemas e agora voltei.

Em conversa com um irmão de doutrina este disse que agora ensinam que o demónio existe. Ou seja aquilo que está em «O Livro dos Espíritos» sobre os anjos e demónios está desatualizado. Existem de fato alguns centros espíritas ou correntes espíritas que conheçam, que ensina sobre a queda dos anjos e a ideia católica sobre os anjos e demónios? Eu pessoalmente desconheço». A resposta seguiu no dia seguinte: «Caro José Paulo, confessamos que essa informação que nos traz não é de certeza de alguém que conheça bem a doutrina espírita.

Há muita gente que aborda centros espíritas que privilegiam a mediunidade em desfavor do estudo e, como os Espíritos não são mais do que os homens desencarnados, existe uma longa gradação qualitativa que vai dos mais ignorantes aos mais sábios. Allan Kardec desdobra muito bem esse item em «O Livro dos Espíritos», na escala espírita. A palavra «daimon» é antiga, muito anterior ao surgimento do cristianismo. Antes do significado que conhecemos nos nossos dias foi normalizada para o mito do demónio pelas religiões dominantes.

Ouvir artigoContinuar a ler “Correio Janeiro.fevereiro.2017” →

FEP Encontro Nacional de Educadores Infanto-juvenis O ENeij’2016 levou

Página 44 min

FEP Encontro Nacional de Educadores Infanto-juvenis O ENeij’2016 levou, no dia 13 de novembro, dezenas de pessoas à sede da FEP (Federação Espírita Portuguesa) Sob o tema “A Família”, educadores e evangelizadores oriundos de diversas partes do país começaram o dia a ouvir Reinaldo Barros, trabalhador e evangelizador do CELE, falar de Expressão Criativa e em como utilizá-la no dia-a-dia com as crianças e jovens. A manhã ia a meio e José Esteves brindou o público ensinando algumas técnicas de descontração com uma pequena terapia do riso.

Depois de boas gargalhadas estavam todos bem acordados e dispostos para, em seguida, ouvir a palestra de Gláucia Lima, trabalhadora e formadora da FEP, sobre os perigos de alguns tipos de comportamentos autolesivos nos mais jovens. Gláucia Lima mostrou também como um educador pode lidar com alguns desses comportamentos. Depois de um pequeno intervalo para perguntas e convívio, o director do Departamento de Infância e Juventude da FEB (Federação Espírita Brasileira), Marco Leite, falou de sexualidade e de como o assunto deve ser tratado com os jovens.

Esta energia que todos trazemos para a vida é um tema considerado tabu por muitos e, às vezes, constrangedor. Marco Leite desconstruiu e reconstruiu ideias, mostrando a importância de tratar este tema com seriedade. Depois de um delicioso almoço-convívio, oferecido pela FEP, o ambiente familiar manteve-se. Paulo Mourinha, trabalhador e formador da FEP, falou sobre o Desenvolvimento Psicoafetivo adequado na criança e adolescente, que é o que garante o equilíbrio emocional e relacional do adulto.

Ouvir artigoContinuar a ler “FEP Encontro Nacional de Educadores Infanto-juvenis O ENeij’2016 levou” →

Janeiro.fevereiro.2017

Página 52 min

Notícia JANEIRO.FEVEREIRO.2017 Espanha: Congresso Espírita Nacional A Federação Espírita Espanhola (FEE) levou a cabo o XXIII Congresso Espírita Nacional. Numa organização bem elaborada, o congresso realizou-se no Hotel Diamante Beach, que estava praticamente cheio, apenas com espíritas. Esta aposta, facilitou muito a dinâmica dos congressistas, que estando alojados no mesmo espaço do evento, facilmente se deslocavam dentro do hotel.

O programa era variado e interessante, tendo como cabeça de cartaz Divaldo Pereira Franco, o maior conferencista espírita do mundo que, nos seus 89 anos de idade não regateou esforços para, da América Latina onde fazia um périplo, rumar a Espanha, onde, antes do Congresso, teve oportunidade de efetuar várias conferências espíritas, em várias cidades espanholas. Depois da sessão de abertura e das boas - -vindas por parte do presidente da FEE, Esteban Zaragoza, Divaldo Pereira Franco efetuou a conferência de abertura, em torno das cinco características do ser humano: a personalidade, a identificação, o conhecimento, o despertar de consciência e a individualidade.

Falando dos vários mensageiros espirituais que a Humanidade tem tido, no seu bosquejo histórico deteve-se em Jesus de Nazaré, como modelo e guia para a Humanidade. Terminou recordando que ao espírita compete o trabalho responsável da renovação social, por meio da transformação moral, de modo a construir um novo conceito de vida e felicidade, com base na fidelidade doutrinária e no sentimento de gratidão, tendo enchido a alma dos presentes ao terminar com um poema de Amélia Rodrigues.

Ouvir artigoContinuar a ler “Janeiro.fevereiro.2017” →

Breves

Página 66 min

V Jornadas Culturais Espíritas da Ilha Terceira No passado dia 19 de novembro decorreram as V Jornadas Culturais Espíritas da Ilha Terceira no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, organizadas pela Associação Espírita Terceirense e com o apoio da Federação Espírita Portuguesa. À hora prevista, 10 da manhã, foi aberto o auditório para a recepção do público que, com serenidade e expectativa, se acomodou confortavelmente à espera do que seria exposto.

Às 10:30, Reinaldo Barros, à viola, iniciou o evento com um momento musical agradável e convidativo à harmonização do ambiente, dando lugar a umas breves palavras pelo representante da Casa Mater do Espiritismo em Portugal que nos abraçou com o seu encanto verbal e poético e que congratulou esta que é uma das missões da Doutrina: a sua divulgação. O dia estava bom e a equipa de trabalhadores, coesa e amiga. Prece realizada e, eis que Carla Bártolo, em representação da instituição espírita terceirense, inicia os trabalhos, expondo o tema relativo à “Família – Um Projecto de Educação Espiritual”.

No fim, o relógio biológico apontava a direcção de um pequeno intervalo matinal para o tão apetecido bolo e café. Mais despertos, ouvimos Natércia Faria, membro da Associação Médico-Espírita de Portugal, falar sobre: “Parentalidade e Nascimento – O Começo da Nova Família”. O almoço foi um momento de convívio entre colegas ilhéus e continentais que aproveitaram para fortalecer laços que unem os que caminham num mesmo objectivo.

Ouvir artigoContinuar a ler “Breves” →

Breves Janeiro.fevereiro.2017

Página 73 min

BREVES JANEIRO.FEVEREIRO.2017 Seminário de Medicina e Espiritualidade no Norte foto arquivo Sábado, dia 19 de novembro, entre as 9h30 e as 18h00, decorreu no Grande Porto o IV Seminário de Medicina e Espiritualidade, organizado pela Associação de Médicos Espíritas do Norte (AME Norte). Escutaram-se oito conferências, com a participação de Sónia Dói, Gilson Luís Roberto, Roberto de Souza e Andresa Thomazoni. Os temas alargaram ideias em torno da “Psiquiatria: interface entre fenómenos psicopatológicos e experiências espirituais”, “Psicologia, autoconhecimento e evangelho”, “Neuropsicologia e espiritualidade”, “Conexão entre mente e corpo físico”, “Síndromes demenciais, envelhecimento e espiritualidade”, “O princípio inteligente e o fluido cósmico universal”, “Casa do Caminho André Luiz – um projeto de amor”, apresentado por Amélia Cazalma e “O poder da oraçãoeo seu mecanismo de ação”.

Sónia Dói é médica, reside nos EUA, sendo a atual presidente da AME Internacional, da AME USA e da Sociedade Espírita Allan Kardec, de Maryland, nos EUA. Por sua vez, Gilson Luís Roberto é médico homeopata e possui especialização em Psicologia Analítica Junguiana, sendo ainda vice-presidente do Hospital Espírita de Porto Alegre, presidente da AME Brasil, coordenador e professor do Curso de Pós-Graduação em Saúde e Espiritualidade da Faculdade Monteiro Lobato em Porto Alegre-RS, Brasil.

Roberto Lúcio V. de Souza é psiquiatra, diretor clínico do Hospital Espírita André Luiz de Belo Horizonte (MG), vice-presidente da AME-Brasil. Andresa Thomazoni é psicóloga, mestre em Psicologia Social e Institucional e doutora em Informática na Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS- Brasil), sendo também membro da AME Norte. Foi apontado aos presentes o dia 28 de maio de 2017 para a realização de um outro evento deste género, mas desta vez em Vale de Cambra, numa parceria organizativa entre a associação espírita local e a AME Norte.

Ouvir artigoContinuar a ler “Breves Janeiro.fevereiro.2017” →

Janeiro.fevereiro.2017 (pág. 8)

Página 81 min

Notícia JANEIRO.FEVEREIRO.2017 Julieta Marques lança livro no Porto Tem por título “Os Espíritos, os espíritas e eu” e foi apresentado num dos salões do Palacete dos Viscondes de Balsemão, na Praça Carlos Alberto, em 17 de dezembro de 2016, às 15h30. foto ulisses.com.pt mularam na escrita do mesmo. Devo muito porque sempre me sensibilizaram para colocar por escrito as minhas experiências, as minhas recordações. Um dia comecei a escrever, há mais de sete anos.

Fui escrevendo e, quando já tinha 40 capítulos escritos, desaparece-me tudo do computador. Pensei: “Acabou. Isto não é mesmo para sair. É porque não tem interesse”. Mas alguém disse: “Continua, continua...”. E a minha vozinha interior também me dizia: “Não desistas, é apenas um contratempo. Tens os apontamentos, recomeça”. Recomecei tudo, apenas com os títulos dos capítulos. Agora o livro está nas vossas mãos”. O salão encheu com as pessoas interessadas que afluíram ao certame, tendo inclusive vindo algumas do Algarve propositadamente, assim como de Coimbra e de outras cidades.

No fnal, a fila para os livros com as dedicatórias da autora. Obra foi publicada pela editora A Luz da Razão, pode encontrá-la nas livrarias de diversas associações ou online em www.luzdarazao.pt. Na semana anterior, Julieta fez palestras em associações da região, nomeadamente na cidade do Porto, em Fiães de Santa Maria da Feira e na Póvoa de Varzim. João Xavier de Almeida faz o prefácio e sublinha que “Julieta Marques não abranda o entusiasmo e criatividade com que há meio século se devotou à causa espírita.

Ouvir artigoContinuar a ler “Janeiro.fevereiro.2017 (pág. 8)” →

Janeiro.fevereiro.2017 (pág. 9)

Página 95 min

Consultório JANEIRO.FEVEREIRO.2017 Disforia de género e Espiritismo – 2.ª parte Damos agora exemplo de um caso de disforia de género em que podemos identificar uma situação na qual um homem apresenta um caso de disforia de género tardia, identificando-se com o sexo oposto (feminino). Refere que aos 40 anos, descobriu que se sentia verdadeiramente realizado como mulher. Caso Pedro Pedro (prefere ser chamado de Adriana), masculino, de 43 anos de idade, proveniente dos Açores, refere que há 3 anos descobriu a sua verdadeira identidade sexual, após uma decepção amorosa (com uma mulher).

Gradualmente foi sentindo necessidade de se vestir como mulher. “No dia em que me assumi como uma mulher foi uma verdadeira libertação”, sic. Apresenta-se vestido de mini-saia, maquilhado e calçado com sabrinas. Traz uma mala de senhora e senta-se delicadamente”. Refere que não é um homossexual, sente aversão pelo seu sexo, evita tocar nos seus órgãos genitais porque sente nojo. Iniciou tratamento hormonal para inibição da testosterona e pretende fazer cirurgia para reatribuição de género.

Refere que não se sente atraído por homens e quer ser uma mulher e deseja ter uma relação sexual normal com outra mulher. Nesta situação, é claro que o Pedro possui uma disforia de género (é um transexual), mas não é um homossexual, não se sente atraído pelo mesmo sexo. Logo, nem todo transexual é homossexual, como nem todo homossexual é transexual, está mal adaptado com a sua identidade sexual. Tanto no adolescente quanto no adulto masculino com disforia de género existem duas trajetórias principais para a disforia de género: 1.

Ouvir artigoContinuar a ler “Janeiro.fevereiro.2017 (pág. 9)” →

Inquérito

Página 105 min

Graças à internet, sem custos, a Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP) envia, via correio eletrónico, um noticiário a quem se inscreveu na listagem com vista a receber informações sobre as suas e outras atividades a curto prazo do movimento espírita português. Comunicados noticiosos: aí vão mil! Em 11 de julho de 2016 foi ultrapassada a meta dos 1000 comunicados noticiosos enviados por e-mail para mais de um milhar de pessoas registadas com e-mail válido neste serviço de informação.

Como curiosidade, note que o Comunicado Noticioso n.º 0 foi emitido em 1 de setembro de 1999, logo no surgimento da ADEP. Passando por várias fases até hoje, quando sai com periodicidade semanal, os comunicados noticiosos consistem num sistema não profissional de passar a palavra de acontecimentos que podem ser do interesse dos assinantes, tais como conferências, seminários, etc. Quem está envolvido nessa tarefa quis fazer o ponto da situação com vista a perceber até que ponto se conseguirá melhorar o serviço, dentro do tempo possível e dos recursos disponíveis.

Para esse efeito, criaram dois questionários, ambos estruturados em formulários on-line: um dirigiu-se às associações espíritas portuguesas; o outro tinha o foco nos leitores desses comunicados noticiosos. Nessa altura contavam-se 1264 inscritos. Como já terá percebido, este serviço oferecido pela ADEP situa de um lado as associações espíritas que querem divulgar as suas atividades e, de outro, os leitores dos comunicados noticiosos.

Ouvir artigoContinuar a ler “Inquérito” →

Inquérito (pág. 11)

Página 113 min

Como já terá percebido, este serviço oferecido pela ADEP situa de um lado as associações espíritas que querem divulgar as suas atividades e, de outro, os leitores dos comunicados noticiosos. JANEIRO.FEVEREIRO.2017 REPAROS «Acho que os e-mails noticiosos estão organizados de forma caótica! Sempre que recebo, leio o início e quando começo a ver texto, atrás de texto... ignoro e apago o e-mail. Na minha ideia, deverão fazer uma seleção das notícias que poderão ter mais impacto junto dos leitores e adicionar links para remeter para mais detalhes.

Quando vejo TODOS OS EVENTOS que ocorrem no país num e-mail mal formatado, mesmo que esteja lá algo que me interesse, já ignorei por ser impraticável ler tudo para ver se encontro algo que seja do meu interessedeveriam seleccionar os eventos mais populares (2 ou 3 no máximo) e colocar um link para “Outro evento no país”. Por exemplo. Fazer um comunicação efectiva não é nada fácil! :) No entanto, recolher feedback do público é um primeiro passo importante no caminho da melhoria.

Conseguirem ter alguém com boa experiência na área de “marketing e comunicação” ou “user experience” a fazer umas horas de voluntariado convosco para vos ajudar neste ponto, é outra ideia que vos dou. Falem com escolas como a EDIT, por exemplo, para propor- lhes como trabalho de fim-de-curso, uma estratégia de marketing para a ADEP. Qualquer questão e participação em outros “surveys”, terei todo o gosto em ajudar. Abraço».

Ouvir artigoContinuar a ler “Inquérito (pág. 11)” →

Entrevista

Página 124 min

Suicídio: é mau ou bom falar dele? foto jg Embora seja incontornável dar uma notícia sobre suicídio quando isso ocorre com alguma pessoa de cariz mediático, a verdade é que impera na imprensa a ideia de que é preciso muito cuidado ao falar de suicídio, não vá a abordagem incentivar alguém a dar o derradeiro passo. É com base nesse ponto que colocamos a primeira pergunta a Trigueiro, autor do livro «Viver é a melhor opção», recomendado como bom exemplo numa cartilha de acesso público disponibilizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria.

André está agora sentado e já aplicou o microfone de lapela. A poucos metros, gentil, Cláudia, a esposa observa. Dentro de poucas horas vai dar uma conferência sobre ecologia e espiritismo num grande auditório, em Lisboa, no decurso do Congresso Espírita Mundial. A sala ecoa um pouco, está vazia, mas não há alternativa – já foi bom termos conseguido a oportunidade entre tantas solicitações. Tripé instalado, câmara de vídeo pronta, o tempo urge, começa a gravação… É mau ou bom falar de suicídio?

André Trigueiro – Existe um jeito certo de falar de suicídio. A ciência médica revelou que em obras de ficção, na literatura, no teatro, no cinema, na poesia, nas telenovelas, nos filmes, no jornalismo, dependendo da forma como se fala de suicídio, pode predispor-se pessoas fragilizadas psíquica ou emocionalmente a repetirem o gesto. Pode ser uma sugestão. Isso está comprovado. Vem de longe: século XVIII, 1774, o dramaturgo alemão Goethe, com uma obra intitulada «Os sofrimentos do jovem Werther» – o efeito-werther – é como os cientistas dizem.

Ouvir artigoContinuar a ler “Entrevista” →

Entrevista Janeiro.fevereiro.2017

Página 134 min

ENTREVISTA JANEIRO.FEVEREIRO.2017 lua, o seu inconsciente, o que é que se passa. Autoconhecimento. Porque sofro? Porque tenho reações que me incomodam? A psicologia ajuda. A fluidoterapia, o passe magnético, está no pacote. Entretanto estamos a falar do maior divulgador do espiritismo, médium, que sempre que fala sobre esse assunto categoricamente confirma a necessidade de um atendimento holístico. Tem de ter a medicação para equilibrar a bioquímica do cérebro – o passe não vai resolver nesse sentido, a prece, a meditação também não.

É química! Mais: psicoterapia. Háasérie psicológica de Joanna de Ângelis exaltando o avanço da humanidade na compreensão de como a mente opera respostas que nós não sabemos de onde vêm. A psicoterapia ajuda-nos a conhecermo-nos melhor nesse sentido, a favor da saúde. O espiritismo tem sempre a capacidade de ajudar, mas nem sempre de resolver por completo. Imagine uma família que inclui alguém com tendências suicidas.

Que linha de conduta devem ter os familiares? André Trigueiro – Em primeiro lugar não sufocar, não criticar, não ofender, não reprimir. Abrir um canal de conversação, um diálogo aberto e franco e uma postura recetiva de acolhimento dessa dor que não conhecemos. Uma pessoa que queira matar-se, ela realmente não quer matar-se, ela quer é resolver um problema. Esse problema é muito difícil de ser explicado, é muito perturbador, e nenhum de nós tem o direito de julgar.

Ouvir artigoContinuar a ler “Entrevista Janeiro.fevereiro.2017” →

Opinião

Página 143 min

Não nos confunde que para aqueles que não acreditam em Deus mas a quem basta para sua satisfação aquilo que os olhos podem ver, que não se lhes levantem grandes questões metafísicas acerca da existência. Todavia, para quem tenha o sentido da sua existência assente na existência de Deus, a simples hipótese académica da não existência de Deus é apavorante. E é apavorante porque perde-se aquilo a que William Lane Craig chama de sentido fundamental.

Filosoficamente, pode haver Deus e não haver imortalidade (há quem diga que acredita em Deus e descreia da imortalidade), o que é fonte de grande angústia existencial, e pode haver imortalidade e não haver Deus (há quem se saiba imortal, mas continue sem Deus), o que é fonte de angústia não menor. Então, sem Deus e sem imortalidade o que quer façamos sempre acaba em nada. Estudar, trabalhar, sofrer, amar, mudar o curso da história – no fim, que importa deveras se tudo acaba em nada, se lhe falta o sentido fundamental?

Em escala maior, acaba a humanidade, acaba o universo – e, sem Deus e sem imortalidade, que resta do que se fez? Nem a memória. Sem Deus e sem imortalidade, existir ou não existir vai dar no mesmo, não importando tão pouco ser santo ou ser assassino, porque o fim é o nada. Pode conceber-se a existência da imortalidade sem Deus, mas acontece como naquela história do astronauta que foi abandonado numa qualquer rocha do espaço, tendo consigo dois frascos: um, com veneno, que o mataria; outro, com uma poção que lhe daria a imortalidade.

Ouvir artigoContinuar a ler “Opinião” →

Opinião (pág. 15)

Página 153 min

Quinhentas mil pessoas mortas, em 5 anos, (dados de Dezembro de 2016) numa guerra civil alimentada pelos “Senhores da Guerra” de todo o mundo. Quem está “bem”, em “paz e sossego”, assobia para o lado, fingindo não ver. Aquando dos atentados terroristas em Paris, em Novembro de 2015, morreram mais de 100 pessoas, e os dirigentes de todo o mundo desfilaram, de braço dado, em plena capital francesa, numa união contra o terror.

Em 3 de Janeiro de 2015, na Nigéria, o grupo terrorista Boko Haramo mesmo grupo que sequestrou centenas de meninas de uma escola nigerianaatacou o vilarejo de Baga e pode ter matado de 150 até 2 mil pessoas, além de atear fogo a toda a cidade. Nem no caso africano, nem no sírio, vimos tanto empenho como em Paris (nas ruas, nos jornais, nas redes sociais) por parte dos ocidentais, consternados e “unidos” em torno de um massacre de mais de 100 pessoas, em França.

Não estamos a falar de números, estamos a falar de pessoas, estamos a falar de hipocrisia humana, de egoísmo de alto nível, de falta de ética, falta de moral, falta de princípios de toda a ordem. O Ocidente “civilizado” revolta-se contra os “seus” mortos, e esquece os mortos de outros países. O Ocidente esquece-se que viajamos todos dentro e um grande avião chamado Terra, com 7,4 mil milhões de passageiros, e não se apercebe da suprema estupidez que é haver guerras dentro de um avião, entre passageiros de classe executiva e classe económica.

Ouvir artigoContinuar a ler “Opinião (pág. 15)” →

Opinião (pág. 16)

Página 165 min

“Perdoa-nos as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores” – eis a quinta proposição da “oração dominical”, ou Pai Nosso, formulada pelo incomparável pedagogo de Nazaré. A fórmula atual adotada na Igreja católica, desde os passados anos 60, difere um pouco da usada antes, e mencionada em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”: os termos “dívidas” e “devedores” foram substituídos por “ofensas” e “aqueles que nos têm ofendido”.

Não alteram o sentido à frase, ambas as versões têm matriz bíblica: a primeira, no Evangelho de Mateus (6:12); a outra, no de Lucas (11:4). A decisão e suas razões vinculam os católicos romanos; merecem respeito, mas obviamente os espíritas ou outros cristãos não católicos não lhes devem acatamento. A propósito de fórmulas, conviria frisar de novo que o divino Amigo valorizou o culto espiritual, o culto em espírito e verdade, devido ao Pai (por ex.

João 4: 23, 24), em detrimento do culto externo ou ritual. O texto lapidar da prece dominical reflete isso mesmo, e nunca a hipotética prescrição duma fórmula ritual a observar pelos crentes. Não parece pois muito próprio o uso bem-intencionado mas ritual, em um ou outro grupo espírita, de recitar em coro a sublime prece de Jesus (ou qualquer outra). Não que, em si, as práticas rituais constituam um mal. Consideremos no entanto o conceito de oração em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (capítulo 27): uma emissão de energia mental que modula o fluido universal, como o som modula a atmosfera.

Ouvir artigoContinuar a ler “Opinião (pág. 16)” →

Literatura / Vídeo

Página 174 min

LITERATURA / VÍDEO O Espírito e o Tempo O Dom observadas pelo emérito Professor: «Qual o motivo, porque os seus adeptos, ainda hoje, divergem, no tocante a questões doutrinárias importantes? E qual o motivo por que os não-espíritas continuam a tratar o Espiritismo com tanta incompreensão?» Herculano Pires é taxativo na resposta aquelas questões: «O Espiritismo é ainda uma doutrina do futuro.» Ao lermos e estudarmos este trabalho ficamos a conhecer melhor o processo de evolução espiritual do homem na sua marcha incessante rumo à perfeição, etapa após etapa, desde os primórdios como Australopitecos, rumo à angelitude.

Ficamos também saber que o Espiritismo é uma Doutrina recente ─ data de 18 de Abril de 1857, com a publicação de O Livro dos Espíritos ─ e que a mediunidade é um fenómeno natural, portanto, de todos os tempos, que sempre esteve, e ainda está, envolta no mistério e na superstição. O Professor introduz-nos no pensamento de Herbert Spencer (1820-1903) e do seu emérito discípulo Ernesto Bozzano (1862- 1943), para entendermos como surgiram as religiões.

Ficamos a saber que todas elas tiveram origem nos factos mediúnicos, pois os primitivos eram incapazes de elaborar concepções de abstração mental, que caracterizam o homem actual, para criarem a concepção dos espíritos e deuses. Demonstra-nos assim o distinto estudioso, que «As superstições dos selvagens, as suas práticas mágicas, não eram nem podiam ser de natureza abstrata, imaginária. Decorriam, como tudo na vida primitiva, de realidades positivas e de factos concretos [manifestações dos Espíritos], conhecidos naturalmente dos selvagens.

Ouvir artigoContinuar a ler “Literatura / Vídeo” →

direitos reservados Entrevista a frequentadores Renata Gastal Porto mo

Página 182 min

foto direitos reservados Entrevista a frequentadores Renata Gastal Porto mora em Lisboa e veio do Brasil, do estado do Rio Grande do Sul. Com tem 32 anos, possui formação académica na área de Design de Comunicação «e continuo a trabalhar na minha área profissional». Como conheceu o espiritismo? RenataNasci em um lar construído em alicerces de origem católica, onde recebi as primeiras instruções cristãs. Por volta dos meus 18 anos de idade começaram a emergir questionamentos mais profundos a respeito da origem, finalidade e destino da vida, entre outras indagações, e então um amigo muito próximo alertou que o espiritismo responderia as minhas inúmeras inquietações.

Logo dei início a leitura de «O Livro dos Espíritos» e uma nova janela de luz abriu - -se na minha vida. Deixo o meu agradecimento profundo a esse amigo e ao seu pai por terem apresentado o espiritismo e pelas longas conversas que tínhamos a respeito. Sabia que? Ao contrário do que dizem a maior parte das religiões, Jesus não é “o Filho de Deus”, mas sim um Espírito muito evoluído e modelo para a Humanidade? Joel Silva, de Setúbal, foi a primeira pessoa a inscrever-se para as XIII Jornadas de Cultura Espírita do Oeste que terão lugar no Centro de Congressos de Caldas da Rainha, Portugal, em 29 e 30 de abril de 2017?

Na sua primeira edição a obra “o Evangelho Segundo o Espiritismo” saiu com o título “Imitação do Evangelho Segundo o Espiritismo? As recordações espontâneas de vidas anteriores se observam com mais frequência em crianças cujos intervalos entre reencarnações são menores? Frequenta algum centro espírita? RenataColaboro na área da comunicação no Centro Espírita Perdão e Caridade e frequento a Fraternidade Espírita Cristã.

Ouvir artigoContinuar a ler “direitos reservados Entrevista a frequentadores Renata Gastal Porto mo” →

Duas irmãs bem traquinas e bem-dispostas andavam sempre a brincar pela

Página 192 min

Duas irmãs bem traquinas e bem-dispostas andavam sempre a brincar pela rua. Uma tinha oito anos, a outra dez, e sonho e imaginação não lhes faltava. Quando brincavam com as suas amigas, adoravam inventar histórias sobre as companheiras. Por vezes, essas histórias complicavam a vida das suas amigas, pois chegavam a provocar discussões entre vizinhos e familiares, tais eram as invenções. Na verdade, as meninas irmãs, não o faziam por mal, mas depois de instalada a confusão, os problemas complicavam com o passar dos dias.

De cada vez que se repetiam esses problemas, corriam para casa para tranquilizar a mãe, dizendo-lhe: - Mãezinha, não te preocupes: nós vamos reparar o mal que fizemos. Por mais que fossem avisadas, não se emendavam. A cada dia que passava, lá vinham mais algumas invenções, intrigas e mal entendidos entre as amigas da escola, por causas da imaginação fértil das irmãs. Num dia ventoso, a mãe das meninas resolveu sentar-se no meio do pátio da casa em que viviam e chamou as filhas.

Tinha no seu colo, uma almofada e uma tesoura. - Fiquem atentas ao que vai acontecer. – E, num gesto tranquilo, cortou a almofada ao meio. A almofada, que estava cheia de penas, começou a espalhar penas para Infância AS HISTÓRIAS por MANUELA SIMÕES tudo o que era lado. Levadas pelo vento, enchiam o pátio como se fossem flocos de neve a cair. O espetáculo era tão bonito que as meninas pularam e rodopiaram todas contentes atrás das penas até se cansarem.

Ouvir artigoContinuar a ler “Duas irmãs bem traquinas e bem-dispostas andavam sempre a brincar pela” →

Última

Página 202 min

Jornadas de Cultura Espírita do Oeste As XIII Jornadas de Cultura Espírita do Oeste, em Portugal, organizadas pelo Centro de Cultura Espírita, de Caldas da Rainha, este ano centra-se no tema «Fazer a Paz» e decorrem no fim-de-semana de 29 e 30 de abril, no Centro Cultural e Congressos (CCC) de Caldas da Rainha, ou seja, no mesmo excelente auditório do ano passado. As inscrições já abriram – os interessados em realizá-la podem ir a este link na internet e tudo se resolve – www.

facebook.com/jornadas.espiritas –, bem como pelo e-mail jornadascaldas@gmail.com. A juntar à experiência de abril deste ano, quando decorreu a edição anterior deste evento, a expectativa é óptima. Clóvis Nunes, um excelente conferencista de além-mar, vai abrir o evento e, entre outras boas surpresas. Se quiser estar atualizado sobre estas jornadas, pode seguir tudo nos contactos antes referidos da internet. Ílhavo: Seminário sobre medicina e mediunidade Dia 18 de fevereiro, sábado, com início às 15h00, o Centro de Cultura Espírita Mar de Esperançaea Associação Cultural Porto de Abrigo juntam esforços e organizam no auditório da Junta de Freguesia S.

Salvador, em ílhavo, um mini-seminário subordinado ao tema “Mediunidade e Medicina”. Gláucia Lima, médica psiquiatra, é a conferencista em destaque. Do programa constam a abertura às 15h00 havendo um intervalo às 16h15, seguido de um momento cultural minutos depois e um debate sobre o tema exposto. Os contactos dos organizadores estão em circulação: 918790786, Nélson Silva, e 931843667, Lurdes Brito Almeida. A entrada é livre e gratuita.

Ouvir artigoContinuar a ler “Última” →