9 — índice de conteúdos

corpo voltou a estar exposto enquanto se procedia ao registo de muitas

Jornal de Espiritismo nº 9 · 2005Página 184 min

Partilhar
Idioma

o corpo voltou a estar exposto enquanto se procedia ao registo de muitas curas que lhe eram atribuídas. A cinco de Dezembro de 1965 a Igreja beatificouo e a nove de Outubro de 1977 foi canonizado.

A palavra da medicina legal. No dia 16 de Dezembro de 1898 estava

Charbel Makhlouf em oração quando, subitamente, teve um ataque que o deixou paralisado, estado em que permaneceu até ao desencarne. Tudo leva a crer que a sua morte se ficou a dever a causas naturais e que tudo se passaria dentro da normalidade, ou seja, depois da rigidez do corpo e do arrefecimento viria a decomposição. Contudo tal não sucedeu. Os médicos que inúmeras vezes examinaram o cadáver não conseguiram explicar a origem ou o porquê dos estranhos factos.

Entre 1910 e 1913 um grupo de três médicos não só não deu uma explicação consistente, como um deles teve a ideia de envolver os pés do monge em cal viva, processo comummente utilizado, pelas propriedades físicas corruptíveis deste produto, mas o corpo permaneceu teimosamente incorrupto, pelo que se abandonou qualquer outra tentativa forçada de desorganização celular.

O médico libanês Georges Choucralla foi um dos clínicos que maior número de observações pode realizar no corpo: trinta ao longo de dezassete anos. Teve oportunidade de discutir o caso com colegas da mesma nacionalidade bem como com estrangeiros sem que chegassem a uma solução, ao fim do que admitiu não conhecer um caso semelhante no mundo. Em 1968, baseado nas suas medições afirmou: a uma média de três gramas de fluidos exsudados por dia, ao fim de setenta anos, atingirse-ia o peso de setenta e oito quilos, ou seja, uma quantidade superior ao peso do corpo magro do monge.

Tal constatação levou-o a afirmar que a preservação do corpo se devia a uma “força sobrenatural”. Ora aqui reside uma opinião diferente da perspectiva espírita: o médico atribui ao sobrenatural a causa desconhecida enquanto o Espiritismo demonstra que o elemento espiritual é uma das “forças vivas da Natureza” (Kardec, 1868).

KARDEC, Allan, A Géneseos milagres e as predições segundo o espiritismo, 32º ed., tradução de Guillon Ribeiro, Rio de Janeiro, FEB, 1988. “Lés myroblytes ou corps qui exhalent des parfums — le cas de Charbel Makhlouf”, La Revue Spirite, nº 42, ?s.1.?, 2000, pp.30-34.

http:/ /www.ayletmarcharbel.org/saintcharbelm akhloufFr.htm

http:/ / www .fraternet.com/ magazine/etr1002.htm

«JORNAL DE ESPIRITISMO» — CAMPANHA DE ASSINANTES

Não perca tempo! Este ano dê de presente ao seu melhor amigo uma ASSINATURA anual de «Jornal de Espiritismo»! Veja o cupão, na página 3 deste jornal!

14 K smo resgatar os equívocos e os erros de uma v

imediatista, utilitarista e materialista da vida. Chegaremos à conclusão de que a segurança desejada, a verdadeira segurança, ainda não é possível num mundo, infelizmente, conturbado pela inconsciência colectiva de seres que mutuamente se agridem ao invés de se amarem. A paz não se constrói fomentando guerras, deflagrando arsenais, promovendo agressões, quezílias e divisões. A paz não se torna numa realidade permanente apenas porque a decretamos, com nobres e louváveis propósitos, como lei universal, através de tratados, nas instituições internacionais, ao conjunto dos seres humanos.

Enquanto persistirem no mundo tão grandes e flagrantes injustiças, enquanto a mentira encobrir a multidão dos equívocos deliberados, enquanto existirem multidões tratadas com indignidade a viver em situações de miséria deplorável, sem condições e sem direitos, enquanto não se investir numa educação que desenvolva as potencialidades espirituais do ser humano, a violência continuará a espalharse sob várias formas, acossando as consciências com o seu aguilhão de sofrimentos para um despertar que teimosamente adiamos.

Na data memorável de 18 de Abril de 1857, saiu a público, em Paris, França, “O Livro dos Espíritos”. Nele, Allan Kardec faz a seguinte pergunta aos Espíritos': “Por que indícios se pode reconhecer uma civilização completa?” Os Espíritos responderam-lhe: “ Reconhecê-la-eis pelo desenvolvimento moral. Credes que estais muito adiantados, porque tendes feito grandes descobertas e obtido maravilhosas invenções; porque vos alojais e vestis melhor do que os selvagens.

Todavia, não tereis verdadeiramente o direito de dizer-vos civilizados, senão quando de vossa sociedade houverdes banido os vícios que a desonram e quando viverdes como irmãos, praticando a caridade cristã. Até então, sereis apenas povos esclarecidos, que hão percorrido a primeira fase da civilização.” Acrescenta Allan Kardec: “A civilização, como todas as coisas, apresenta gradações diversas. Uma civilização incompleta é um estado transitório, que gera males especiais, desconhecidos do homem no estado primitivo.

Nem por isso, entretanto, constitui menos um progresso natural, necessário, que traz consigo o remédio para o mal que causa. À medida que a civilização se aperfeiçoa, faz cessar alguns dos males que gerou, males que desaparecerão todos com o progresso moral.