meio do acto sexual
Jornal de Espiritismo nº 9 · 2005Página 123 min
são seleccionados espermatozóides e colocados artificialmente no útero. Não se faz por meio do acto sexual. Fecundação “in vitro”/“Bebé Proveta” - indução à ovulação. Os óvulos são retirados da mãe e colocados junto aos espermatozóides seleccionados, fecundando “in vitro”. ICSIinjecção de espermatozóides no citoplasma do óvulo. Seleccionam-se os melhores óvulos e espermatozóides. Apenas um é colocado no interior do óvulo escolhido, podendo ser ou não fecundado “in vitro”.
Após a formação de embriões, são escolhidos os melhores e transferidos para o útero. A “reprodução assistida” pode ainda ser classificada em dois grupos: Inseminações homólogas: são utilizados os óvulos e espermatozóides do próprio casal, e pode ser “in vivo”, se é colhido o sémen do marido e colocado artificialmente no útero da esposa; ou “in vitro”, se a fecundação é orientada numa proveta de laboratório, injectando-se posteriormente o embrião no útero da mulher.
Inseminações heterólogas: o material utilizado não tem origem no próprio casal.
o resultado para uma “mãe de aluguer”; ou quando existe um problema no homem, recorrendo-se ao sémen de um doador. Pode também aproveitar-se o núcleo do óvulo da esposa e implantá-lo no de outra mulher, mantendo-se assim as características genéticas da família.
É de referir ainda que, na “reprodução assistida”, a concepção humana é processada em dois momentos principais: o da fecundação, tendo início a formação do corpo; e aquele em que ocorre a união de um espírito ao corpo, em que dizemos que se dá realmente o princípio da existência do ser humano. O tempo que decorre entre estes dois momentos pode variar de zero horas a vários anos, se o embrião for congelado.
Entãoeo que ocorre em termos espirituais? Nenhum espírito nasce sozinho ou por acaso. A sua ligação com o embrião ocorre por uma acção conjunta no plano espiritual, quando existem condições para sobrevivência, já no útero da mãe. Assim, o zigoto da espécie humana pode tornar-se o corpo de um ser humano só e somente só se a ele estiver associado um espírito, orientando o seu desenvolvimento. Se isto não se verificar, o Zigoto fenece.
O mundo espiritual, atento à evolução tecnológica na área da “reprodução assistida”, encaminha à reencarnação nestas condições artificiais aqueles espíritos que por razões cármicas se encaixam na situação. A lei de sintonia de vibrações e a lei de Causa e Efeito sempre se cumprirão.
Antes de avançar com a implantação dos embriões no útero materno, é feito um Diagnóstico Genético Pré-implantacional. Para os
casais com características genéticas que poderão afectar os seus filhos, trazendo-lhes doenças hereditárias, torna-se possível seleccionar os embriões que não serão afectados por esses genes, evitando-se assim problemas futuros ou até mesmo o aborto.
O embrião concebido naturalmente permanece na trompa uterina cerca de três a quatro dias antes de entrar no útero, implantando-se na parede deste por volta do sexto dia. Na produção “in vitro”, geralmente três a quatro embriões são transferidos para o útero no terceiro dia, sendo os outros eliminados ou congelados (para aproveitamento posterior, em caso de insucesso na implantação uterina). A discussão referente ao eliminar ou não dos embriões excedentes assenta no aspecto ético.
Enquanto alguns médicos consideram que, mesmo não sendo um cidadão, o embrião tem como futuro sê-lo, não pode ser eliminado, outros defendem que a vida para o embrião tem início somente quando este é implantado no útero, sendo então inútil manter um embrião de má qualidade. Este será tão desnecessário no laboratório como no útero, razão pela qual não é utilizado e deve ser eliminado. Segundo o mundo espiritual, o zigoto “in vitro” não é um ser humano, visto que ainda não se encontra ligada a ele uma alma.
Assim, para o Espiritismo, a eliminação do zigoto produzido em laboratório não vai contra a ética, uma vez que é como uma roupa que se pode usar, doar ou aproveitar para outros fins.

