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Jornal de Espiritismo nº 9 · 2005Página 118 min

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Onde estava Deus naquele dia?

O jornal PÚBLICO, edição de 5 de Janeiro, interrogava a toda a largura de uma página: “Onde estava DEUS naquele andes religiões (um hindu, um muçulmano, um católico, um budista e um judeu),

dia ?”. Ouviu cinco responsáveis de (%r e 26 de Dezembro último, no oceano Índico.

a respeito do gigantesco maremoto

A jornalista declarava: “as explicações científicas para uma tragédia como a que se vive na Ásia não são suficientes”. E não deixou de transcrever a pouco animadora interrogação do arcebispo de Cantuária no Sunday Telegraph: “Se algum génio religioso surgir com uma explicação de por que é que estas mortes fazem sentido, sentir-nos-íamos mais felizes, mais seguros ou com mais confiança em Deus?”.

Sem presunção de genialidade, no seu tom sóbrio e consolador o Espiritismo responde com simplicidade às perplexidades e interrogações suscitadas pelo tsunami de 26 de Dezembro. Naquele dia, como sempre, Deus estava lá e em toda a parte. Porque é infinito e eterno — recordam-nos os bons espíritos, logo no capítulo inicial de O LIVRO DOS ESPÍRITOS (1857). No capítulo IX da Parte Segunda, Quesitos 536 a 540, explanam a acção dos espíritos nos fenómenos da natureza: agentes da Providência Divina, com tarefas adequadas ao seu maior ou menor adiantamento evolutivo, influenciam a matéria como instrumentos conscientes ou inconscientes dos desígnios divinos, conforme os casos.

Não houve portanto subversão — e muito menos caótica ou casual — das estruturas planetárias da Terra, mas apenas LEI e seu funcionamento exacto. As referidas estruturas, como tudo no micro ou no macrocosmo, são dinâmicas e não estáticas ou definitivas; tudo se transforma, tudo evolui para formas de existência superiores. Os bons espíritos, no Quesito 540 da obra citada, elucidam sobre como, na Natureza, todos os seres se encadeiam, “desde o átomo primitivo até ao arcanjo, que também começou por ser átomo”; do mesmo modo que o calhau de hoje, estagiando pelos tempos fora em todos os reinos da Natureza, atingirá sucessivamente etapas desde a inorganicidade, a vida orgânica, a razão, a consciência angélica...

e porventura outras, que na nossa actual fase evolutiva mal vislumbramos.

Não houve na realidade catástrofe nenhuma, salvo no estrito ponto de vista da nossa sensibilidade e compreensão actuais, na dimensão material em que vivemos, encarnados neste mundo. Ao qual todavia não pertencemos: o nosso ser real não é a chamada “realidade” material, mostrada pelos sentidos materiais, pela nossa inteligência sensorial, cerebral — também material.

Milénios antes de Cristo, o princípio hinduísta de Maya (ilusão) advertia que tudo é ilusão, excepto Atman (o Espírito). Anaxágoras (séc. V a.C.) declarava que o que vemos é a materialização do que não vemos; o que vemos não é, o que não vemos é. E o próprio Jesus Cristo, que no capítulo Das leis morais do citado LIVRO DOS ESPIRITOS (Parte Terceira) é apresentado como guia e modelo para a Humanidade, ensinou, pela palavra e pelo exemplo, “que o espírito é que vivifica, a carne para nada aproveita” (João, 6:63).

A seguir às leis morais, a mesma Parte III do livro citado ocupa-se das várias divisões da lei natural, que podem agrupar-se em dez e coincidir em número com o decálogo mosaico: lei de adoração, de trabalho, de reprodução, de conservação, de DESTRUIÇÃO, de sociedade, de progresso, de

igualdade, de liberdade, e finalmente a lei de justiça, amor e caridade. Cada uma delas tem no, livro citado, apreciável desenvolvimento, ainda ampliado metodicamente em volumes ulteriores da Codificação Espírita. Sobre o tema deste artigo, importa determo-nos no capítulo VI, “Da lei de destruição”, subdividido em sete títulos: 1. Destruição necessária e destruição abusiva. 2. Flagelos destruidores. 3. Guerras. 4. Assassínio.

5. Crueldade. 6. Duelo. 7. Pena de morte. À questão 728, É lei da Natursza a destruição?, respondem os bons espíritos: “Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque o que chamais destruição não passa duma transformação, que tem por fim a renovação e melhoria dos seres vivos”.

Questão 728-a: O instinto de destruição teria sido dado aos seres vivos por desígnios providenciais? Resposta dos espíritos superiores: “As criaturas

evoluídos de reencarnação em reencarnação. Esta, para além de mera crença, constitui mais uma lei da Natureza, intimamente associada ao princípio da evolução das espécies e dos seres individuais. Vinculados indissoluvelmente à dinâmica universal da evolução, avançamos para a auto-realização plena, para o progresso, a felicidade. Todos, uns mais cedo outros mais tarde, usufruiremos da “terra prometida”: a Terra inteira transformada em “nova Jerusalém”, onde o lobo repousará ao lado do cordeiro, onde não se levantará nação contra nação, não se ensinará a guerra, não haverá luto nem lágrimas.

Não haverá necessidade de ninguém dizer a ninguém “conhece o Senhor”: todos O conhecerão, todos terão impressa na sua biologia superior, programada por Ele, a consciência permanente do Criador e das Suas leis sapientíssimas (cf Jeremias, 31: 31-34).

são instrumentos de que Deus se serve FFF

para chegar aos fins que objectiva. Para se alimentarem, os seres vivos reciprocamente se destroem, destruição esta que obedece a um duplo fim: manutenção do equilíbrio na reprodução, que poderia tornar-se excessiva, e utilização dos despojos do invólucro exterior que sofre a destruição. Esse invólucro é simples acessório e não a parte essencial do ser pensante. A parte essencial é o princípio inteligente que não se pode destruir e se elabora nas metamorfoses diversas por que passa”.

E prossegue a esclarecedora dialéctica de perguntas e respostas, abrindo horizontes à nossa compreensão e conduta, rumo ao aperfeiçoamento. Sem nada decretar à crença das pessoas nem recorrer à pedagogia da ameaça e da intimidação, a Espiritualidade Superior explica que o “ que no nosso limitado ponto de vista designamos por flagelos, naturais ou sociais, é frequentemente necessário ao advento mais rápido duma ordem mais elevada do estado evolutivo global, conquistando a Humanidade em alguns anos o que necessitaria de séculos.

Voltamos à interrogação inicial: onde estava Deus naquele dia? Os conceitos aqui expendidos ajudam a compreender que Ele estava e está sempre em toda a parte, inclusivamente no íntimo de cada ser. Através das Suas leis e das Suas criaturas já situadas no plano espiritual, proporcionou às vítimas do tsunami o acolhimento apropriado, sempre amoroso, visando o bem de cada um, mesmo dos que certamente não partiram nas melhores condições de consciência.

Aos que ainda ficam, atingidos ou não pelos impressionantes efeitos destruidores do fenómeno, suscita a dor regeneradora, a compaixão, fraternidade, solidariedade, reflexão, avivando sobremodo os nossos melhores sentimentos. Global ou individual, a dor tem o seu papel na ordem e equilíbrio do Universo.

Dec 26 2004 Photos are by a vacationer on Phuket, Thailand. He was going to the beach with his surfboard.... the beach. He missed the Tsunami by five minutes. Think it tells the whole

stopped for a cup of coffee on a hill before going to

As alvissareiras profecias bíblicas parecem uma irónica utopia, confrontadas com a belicosa realidade histórica de sempre e muito mais dos dias de hoje. Mas coincidem com a descrição de mundo regenerador, para que a Terra se encaminha, saindo da condição actual de mundo de expiação e de provas (cap. IIl de O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO).

É esse o Deus amoroso, Pai e Mãe de infinita ternura, que nunca deixou de “estar lá”. Nele vivemos e nos movemos e existimosasseverava com o vigor da convicção Paulo de Tarso, discursando aos cultos atenienses.

Perguntar, perguntar muito por Ele (ainda que porventura com um travo de amargo cepticismo, que Ele bem sabe compreender) já é um bom começo, um modo de O afirmar, mesmo negando. Mas nada poderá impedir-nos de um dia, um glorioso dia, O vermos, porque todos trazemos há muito em imperceptível mas efectiva elaboração o sentido espiritual apropriado para isso (LIVRO DOS ESPÍRITOS, questões 10 e 11). Como a planta que ninguém vê a crescer, mas cresce.

Texto: João Xavier de Almeida

DIVALDINHO MATTOS: PALESTRAS EM PORTUGAL

Divaldinho Mattos é a alma duma obra de apoio a crianças, em Votupuranga, no Brasi Ex-funcionário do Banco do Estado de São Paulo, é o director e fundador da Editora Pierre-Paul Didier, contendo cerca de 80 obras editadas, por espíritas consagrados, como Heloísa Pires, Carlos Baccelli e outros. Criou a obra assistencial Maria de Nazaré, dedicada às crianças carentes, onde alberga cerca de meio milhar de crianças. Está em Portugal a convite e os interessados poderão adquirir os livros dessa editora, colanrando assim com essa obra social.

Dia 1 de Março, este palestrante está no NÚCLEO ESPÍRITA CRISTÃO, 21h30, na Rua Stº Catarina, 1458 no Porto. Dia 2, na ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA CONSOLAÇÃO E VIDA pelas 20h30, Rua 15 de Agosto, 30 - Trás -3750-115 ÁGUEDA. Dia 3, na ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA CRISTA MENSAGEIROS DA

CARIDADE pelas 21h30, Rua do Almada, 30 - 1º Frente - 4050-030 PORTO. Dia 4, no CENTRO ESPÍRITA CARIDADE POR AMOR pelas 21h30, Rua da Picaria, 59 - 1º Frente - 4000-478 PORTO. Dia 5, no CENTRO DE ESTUDOS ESPIRITUAIS DE CHAVES, pelas 20h30, Rua Cabanas, Bloco 1, Edifício de Sotto Mayor, cave - 5400-133 - CHAVES. Dia 7, ASSOCIAÇÃO LUZ NO CAMINHO, 21h30, na Rua das Forças Armadas, 142 - 4710-214 BRAGA. Dia 8, CENTRO ESPÍRITA CAMINHEIROS DA LUZ, 21h30, Rua Pedro Hispano, 968 - 4250364 PORTÓ: Dia 9, na

SSOCIAÇÃO DE BENEFICÊNCIA ESTRECA DA LIBERTAÇÃO, 21h00, Praça General Barbosa, 85 - Salas 8/9/10 - 4900-347 VIANA DO CASTELO. Dia 10, ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA LUZ E PAZ pelas 21h30, Rua de Recreio Artístico, 9 - 3808 AVEIRO. Dia 11, ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA

MARIA DE NAZARÉ pelas 20h30, Covão Aguieira - 3750-802 ÁGUEDA. Dia 12, seminário «COMO DIAGNOSTICAR AÀ OBSESSÃO?» (das 15h00 às 18h00), na 'OLA DE BENEFICÊNCIA CARIDADE ÍRITA, Quinta do Areeiro - 4520-615 S. JOÃO DE VER. Dia 13, ESCOLA DE BENEFICÊNCIA CARIDADE ESPÍRITA, 10h00, 4520-615 S. JOÃO DE VER. Dia 15, FARO (*). Dia 16, UNIÃO ESPÍRITA DO ALGARVE, 21h30. Dia 17, GRUPO FAMILIAR (Rosado e Marina) pelas 21h00 (9. Dia 18, Lagos, pelas 21h00.

Dia 19, Lagos, 21h00. Dia 20, seminário «MEDIUNIDADE: ESTUDO, EDUCAÇÃO E PRÁTICA», na JUNTA DE FREGUESIA DE LAGOS (10h00). Dia 22, ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA DE PORTIMÃO, Rua D. Carlos 1, Bloco H-3, Loja 46 - 8500-607 PORTIMÃO. Dia 24, FORU! MUNICIPAL DE CASTRO VERDE, 21h00.

Dia 28, ASSOCIAÇÃO CULTURAL ESPÍRITA, 21h00, Rua Eça de Queirós, n.º 5- 2500-279 CALDAS DA RAINHA. Dia 29, ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA CRISTÃ ISABEL DE PORTUGAL, 21h00, Alveite Grande - 3350 VILA NOVA DE POIARES. Dia 30, GRUPO DE ESTUDOS ESPÍRITAS ALLAN KARDEC, 21h30, Rua Cidade de Santos, 63 - Cave - 3000- 112 COIMBRA. Dia 31, ASSOCIAÇÃO CULTURAL O NOSSO LAR, 21h00, Rua Gago CoutinhoArmazéns 1 e 2 - Santa Joana - 3810-269 AVEIRO. Dia 1 de Abril, ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA DE LEIRIA, 20h30, Rua das Cervas, s/n.ºBarosa - 2411-013 LEIRIA.

Este programa pode sofrer alterações: contacte as associações envolvidas e confirme, por favor. Fonte: Helder Alexandre

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