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vo, influenciam a matéria como instrumentos conscientes ou inconscient

Jornal de Espiritismo nº 9 · 2005Página 134 min

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vo, influenciam a matéria como instrumentos conscientes ou inconscientes dos desígnios divinos, conforme os casos.

Não houve portanto subversão — e muito menos caótica ou casual — das estruturas planetárias da Terra, mas apenas LEI e seu funcionamento exacto. As referidas estruturas, como tudo no micro ou no macrocosmo, são dinâmicas e não estáticas ou definitivas; tudo se transforma, tudo evolui para formas de existência superiores. Os bons espíritos, no Quesito 540 da obra citada, elucidam sobre como, na Natureza, todos os seres se encadeiam, “desde o átomo primitivo até ao arcanjo, que também começou por ser átomo”; do mesmo modo que o calhau de hoje, estagiando pelos tempos fora em todos os reinos da Natureza, atingirá sucessivamente etapas desde a inorganicidade, a vida orgânica, a razão, a consciência angélica...

e porventura outras, que na nossa actual fase evolutiva mal vislumbramos.

Não houve na realidade catástrofe nenhuma, salvo no estrito ponto de vista da nossa sensibilidade e compreensão actuais, na dimensão material em que vivemos, encarnados neste mundo. Ao qual todavia não pertencemos: o nosso ser real não é a chamada “realidade” material, mostrada pelos sentidos materiais, pela nossa inteligência sensorial, cerebral — também material.

Milénios antes de Cristo, o princípio hinduísta de Maya (ilusão) advertia que tudo é ilusão, excepto Atman (o Espírito). Anaxágoras (séc. V a.C.) declarava que o que vemos é a materialização do que não vemos; o que vemos não é, o que não vemos é. E o próprio Jesus Cristo, que no capítulo Das leis morais do citado LIVRO DOS ESPIRITOS (Parte Terceira) é apresentado como guia e modelo para a Humanidade, ensinou, pela palavra e pelo exemplo, “que o espírito é que vivifica, a carne para nada aproveita” (João, 6:63).

A seguir às leis morais, a mesma Parte III do livro citado ocupa-se das várias divisões da lei natural, que podem agrupar-se em dez e coincidir em número com o decálogo mosaico: lei de adoração, de trabalho, de reprodução, de conservação, de DESTRUIÇÃO, de sociedade, de progresso, de

igualdade, de liberdade, e finalmente a lei de justiça, amor e caridade. Cada uma delas tem no, livro citado, apreciável desenvolvimento, ainda ampliado metodicamente em volumes ulteriores da Codificação Espírita. Sobre o tema deste artigo, importa determo-nos no capítulo VI, “Da lei de destruição”, subdividido em sete títulos: 1. Destruição necessária e destruição abusiva. 2. Flagelos destruidores. 3. Guerras. 4. Assassínio.

5. Crueldade. 6. Duelo. 7. Pena de morte. À questão 728, E lei da Natureza a destruição?, respondem os bons espíritos: "Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque o que chamais destruição não passa duma transformação, que tem por fim a renovação e melhoria dos seres vivos”.

Questão 728-a: O instinto de destruição teria sido dado aos seres vivos por desígnios providenciais? Resposta dos espíritos superiores: “As criaturas são instrumentos de que Deus se serve para chegar aos fins que objectiva. Para | se alimentarem, os seres vivos

evoluídos de reencarnação em reencarnação. Esta, para além de mera crença, constitui mais uma lei da Natureza, intimamente associada ao princípio da evolução das espécies e dos seres individuais. Vinculados indissoluvelmente à dinâmica universal da evolução, avançamos para a auto-realização plena, para o progresso, a felicidade. Todos, uns mais cedo outros mais tarde, usufruiremos da “terra prometida”: a Terra inteira transformada em “nova Jerusalém”, onde o lobo repousará ao lado do cordeiro, onde não se levantará nação contra nação, não se ensinará a guerra, não haverá luto nem lágrimas.

Não haverá necessidade de ninguém dizer a ninguém “conhece o Senhor”: todos O conhecerão, todos terão impressa na sua biologia superior, programada por Ele, a consciência permanente do Criador e das Suas leis sapientíssimas (cf Jeremias, 31: 31-34).

reciprOCªmente se destroem, destruição Dec 26 2004 Photos are by a vacationer on Phuket, Thailand. He was going to the ]

esta que obedece a um duplo fim: manutenção do equilíbrio na reprodução, que poderia tornar-se excessiva, e utilização dos despojos do invólucro exterior que sofre a destruição. Esse invólucro é simples acessório e não a parte essencial do ser pensante. A parte essencial é o princípio inteligente que não se pode destruir e se elabora nas metamorfoses diversas por que passa”. E prossegue a esclarecedora dialéctica de perguntas e respostas, abrindo horizontes à nossa compreensão e conduta, rumo ao aperfeiçoamento.

Sem nada decretar à crença das pessoas nem recorrer à pedagogia da ameaça e da intimidação, a Espiritualidade Superior explica que o * que no nosso limitado ponto de vista designamos por flagelos, naturais ou sociais, é frequentemente necessário ao advento mais rápido duma ordem mais elevada do estado evolutivo global, conquistando a Humanidade em alguns anos o que necessitaria de séculos. Voltamos à interrogação inicial: onde estava Deus naquele dia?

Os conceitos aqui expendidos ajudam a compreender que Ele estava e está sempre em toda a parte, inclusivamente no íntimo de cada ser. Através das Suas leis e das Suas criaturas já situadas no plano espiritual, proporcionou às vítimas do tsunami o acolhimento apropriado, sempre amoroso, visando o bem de cada um, mesmo dos que certamente não partiram nas melhores condições de consciência. Aos que ainda ficam, atingidos ou não pelos impressionantes efeitos destruidores do fenómeno, suscita a dor regeneradora, a compaixão, fraternidade, solidariedade, reflexão, avivando sobremodo os nossos melhores sentimentos.

Global ou individual, a dor tem o seu papel na ordem e equilíbrio do Universo.

.stopped for a cup of coffee on a hill before going to

the beach. He missed the Tsunami b