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Jornal de Espiritismo nº 90 · Setembro 2018Página 76 min

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Encontro Espírita do Algarve A Associação Núcleo Familiar Espírita-Mentor Amigo, agora sediada em Faro, organizou o IX Encontro Espírita do Algarve, no passado dia 13 de maio no Hotel Eva. O Encontro teve como tema principal “O Espiritismo e o seu Contributo na Sociedade Atual” e visou divulgar a doutrina espírita. Foram convidados diversos oradores nas mais diferentes áreas para que o tema principal pudesse ser abrangido a partir de diferentes ângulos, sendo então dividido por subtemas.

O período da manhã foi iniciado com um momento musical, interpretado por Margarete Áquila, também ela, oradora no encontro com o subtema “Como lidar com os Conflitos Familiares”. Margarete Áquila (natural de São Paulo-Brasil) cantora, psicanalista e colaboradora na Casa do Consolador, em São Paulo. Também no período da manhã, o terapeuta ocupacional e colaborador na Associação Núcleo Familiar Espírita-Mentor Amigo, Humberto Oliveira, natural do Rio de Janeiro, focou a sua palestra no tema “A importância do Espiritismo na Formação do Indivíduo”.

Para terminar o período da manhã, foi convidado, João P. Gonçalves, coronel tirocinado paraquedista, investigador em T.C.I. e colaborador em Portugal na ACEA, CCE com o tema “O Espírita na Sociedade Atual”. Após o intervalo para o almoço, para os dois últimos temas da tarde, estes ficaram a cargo de Maria Júlia Ramalho, natural de Vila Nova de Gaia e dirigente das Casas Francisco Xavier-Associação Espírita, tendo por tema “Como Entender e Aceitar o Sofrimento”, eaúltima palestra, foi realizada por Mónica de Medeiros, médica, ufóloga e fundadora da Casa do Consolador em São Paulo, com o tema “O Perdãoeo Amor no Processo de Cura”.

No Encontro houve vários momentos dedicados à música, na voz de Margarete Áquila e poesia interpretada por Manuela Félix. O Encontro Espírita do Algarve como vem sendo habitual, pretende juntar oradores nacionais e estrangeiros de modo a divulgar a doutrina espírita e abranger um número cada vez maior de pessoas com temas aliciantes e que visam esclarecer e colaborar para que todos possam integrar em si os conhecimentos adquiridos e assim usá-los na sua vida diária.

Ao percebermos a importância do Espiritismo na nossa formação enquanto indivíduos, procuraremos lidar da melhor forma com os conflitos familiares e saberemos colocarmo-nos na sociedade atual. Diante das dores e sofrimentos saberemos entender e aceitar o sofrimento e usaremos o perdãoeo amor no processo de cura. Por Ana Manuela Monteiro – colaboradora da Associação Núcleo Familiar Espírita do Mentor Amigo ADEP TV “Hoje fizemos história” - foi a frase que saiu quando Betina Ferreira e Noémia Margarido terminaram de gravar o primeiro vídeo para a ADEP TV, uma emissão experimental.

Durante cerca de 12 minutos, conversaram sobre o Curso Básico de Espiritismo, tentando sensibilizar o público para as vantagens de frequentar esse curso, disponível em duas versões: on-line e aulas presenciais, a decorrerem em várias associações espíritas portuguesas. Num estúdio devidamente equipado, generosamente cedido para toda a atividade da ADEP TV por um amigo, «as emoções eram mais que muitas. E mais: foi também a estreia do estúdio.

Estávamos muito felizes. A alegria era contagiante. Parecíamos crianças, deixando fluir naturalmente tudo o que sentíamos, à mistura com alguma euforia, até». Porém, ao mesmo tempo, «o sentido de responsabilidade era muito visível: já pensaram no que nos estamos a meter? Olhámo-nos, olhos nos olhos, com a certeza de que sim, que sabíamos», diz Noémia. fotos arquivo A AEE organizou este ano mais um encontro regional no Alentejo Novas associações espíritas vão surgindo no Alentejo SETEMBRO.

OUTUBRO.2018 08 . JO RNAL DE ESPIRITISMO CRÓNICA O nosso instinto egoísta, equivocadamente escolhe o oposto para fonte da sua satisfação: RECEBER logo, logo. A omnisciente Providência Divina sempre enviou instrutores a todos os povos, em todas as eras. Acima de todos, Jesus de Nazaré, o mestre dos mestres que nos veio ensinar com ênfase e eloquência: DAR É RECEBER, exortando-nos o seu Evangelho (Lucas 6: 37, 38): “Não julgueis e não sereis julgados, não condeneis e não sereis condenados… Dai e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, a transbordar, vos deitarão no regaço; porque com a medida com que medirdes também vos medirão”.

A ideia de que dar é receber brilha no magistério de Jesus e põe em evidência a amarga frustração de buscarmos TER, em vez de SER. Os possuidores de bens sem a luz do Evangelho vivem a trágica ilusão do apego doentio aos seus teres e haveres. O Bom Pastor admoestou-nos com a parábola tão elucidativa do mendigo Lázaro e do homem rico (Lucas 16: 19-31). Mais recentemente, no ensejo histórico adequado enviou-nos O CONSOLADOR, reafirmando a lei de causa e efeito na história Novas de alegria - 17 verídica “Uma realeza terrena” (Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.

º 2.º). Adverte-nos também o espírito Emmanuel, através de Chico Xavier, na pág.ª 30 do LIVRO DAS RESPOSTAS: “No domínio das possibilidades materiais, as lições são diversas. O que guardas, talvez te deixe. O que desperdiças, com certeza te acusa. O que emprestas, experimenta-te. Em verdade, só te pertence aquilo que dás”. O válido e útil está naquilo que damos, não naquilo que temos a ilusão de possuirna área dos bens materiais como também na dos sentimentos.

No plano sentimental, a quem aspire encontrar um par ideal, aconselha o mesmo Emmanuel (e julgo que qualquer bom psicólogo): ninguém procure o seu par ideal; procure cada um ser antes o par ideal para alguém. É do maior interesse aprimorarmos o modo de dar e, para tal, possuímos o ensino seguro do Bom Pastor, pedagogo ímpar da Humanidade. Lições suas, eloquentes, sobre a maneira de darmos, ressumam de todo o capítulo 13 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.

“Guardai-vos, não façais as vossas obras diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis recompensa da mão de vosso Pai, que está nos céus… Mas quando dás esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita… e teu Pai, que vê o que fazes em segredo, te pagará”. Amarga deceção espera os que fazem benefícios na expetativa interesseira de louvores e vantagens. Cabe-nos ponderar bem o sensato juízo de Séneca, dramaturgo romano contemporâneo de Jesus: “O melhor prémio duma boa ação é tê-la praticado”.

O válido e útil está naquilo que damos, não naquilo que temos a ilusão de possuirna área dos bens materiais como também na dos sentimentos. “Quando fizerdes tudo que vos for mandado dizei: servos inúteis, fizemos somente o que devíamos fazer” (Lucas 17:10). Compete-nos fazer o bem; porque NÃO FAZER O MAL, apenas, está longe de ser suficiente, como se enfatiza no capítulo citado. Da dinâmica da Vida e do Universo, pela lei de causa e efeito recebemos rigorosamente o que damos.

Com o desenvolvimento progressivo da Humanidade e obviamente por inspiração d’ O Consolador (que não poderia confinar-se ao domínio estrito do Cristianismo Redivivo), a sabedoria cósmica do Evangelho também a seu tempo encontrou interpretação e expressão racional nas ciências profanas. A noção de que DAR É RECEBER transparece nitidamente no seguinte trecho de divulgação, atribuído a Albert Einstein, príncipe dos cientistas do século XX: “A vida é como jogar uma bola à parede.

Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde; se for jogada uma bola azul, ela voltará azul. Se for jogada fraca, ela voltará fraca; se for jogada com força, voltará com força. Por isso, nunca “jogue uma bola na vida” sem estar pronto para recebê-la. A vida não dá nem empresta; não se comove nem se apieda. Tudo quanto faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos”. Por João Xavier de Almeida DAR está na essência da caridade, o grande princípio evangélico para o bem-estar e progresso humano; e dar não apenas materialmente, mas sobretudo em sentimentos, emotividadecomo se entende em todas as correntes de cristandade, ou por simples bom senso.

foto pixabay SETEMBRO.OUTUBRO.