Breves (pág. 7)
Jornal de Espiritismo nº 93 · Março 2019Página 74 min
O Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha no início de fevereiro deu-se conta de uma notícia mal redigida cujo lapso denigre na opinião pública o espiritismo. Por isso, em carta aberta dirigida à empresa jornalística em causa, subscrita pela presidente desta associação sem fins lucrativos, Amélia Reis, lemos: “Qual não foi o nosso espanto quando vimos uma notícia veiculada pela agência Lusa, citando fonte da Polícia Judiciária, associando a Filosofia Espírita (ou Espiritismo) à Operação “Vozes do Além” onde burlões enganavam pessoas, simulando um contacto com um familiar falecido de outra pessoa.
Em abono da verdade, e porque a imagem dos espíritas e do espiritismo ficou erradamente associada a criminosos, vimos esclarecer o seguinte, solicitando o respectivo esclarecimento: 1 - O Espiritismo nada tem a ver com este tipo de práticas, sendo um amplo movimento cultural que não se compadece com crendices, magias, superstiO auditório do Teatro Angrense, na ilha Terceira, no arquipélago dos Açores, acolheu sábado, dia 20 de outubro de 2018, as VI Jornadas Culturais Espíritas da Ilha Terceira.
Organizado pela Associação Espírita Terceirense (AET), na Rua da Guarita, 186 A, Angra do Heroísmo, o tema em pauta foi «A vida continua: vale a pena viver». Neste evento, estiveram presentes conferencistas e inscritos do continente, que se deslocaram propositadamente para o mesmo, para além dos açorianos. Na abertura, o presidente da AET, Pedro Silva, saudou e deu a palavra ao presidente da Câmara Municipal local, bem como ao presidente da Federação Espírita Portuguesa (FEP), Vítor Mora Féria.
Açores em Defesa da Vida Leonor Leal, dirigente espírita em Alcobaça os seus tempos pós-profissionais, abriu o evento dissertando sobre «Problemas da vida: e agora?». Após o intervalo, Ana Duarte, de Évora, presidente da associação espírita local, analisou o item «Casamento: que fazer?», seguindo-se uma palestra musicada com os contratenores João Paulo e Luís Peças, de Leiria, que encantaram os presentes. Após o almoço, Esteves Teiga (vice - -presidente da FEP) e João Gomes da Associação Cultural Espírita de Alcobaça (ACEA) abriram a parte da tarde com música e poesia, seguindo-se interessante entrevista efetuada por Ana Sales (organização) a Amélia Reis, das Caldas da Rainha, que testemunhou na primeira pessoa a perda de um filho, na flor da idade, relatando algumas situações em que o filho se manifestou através de médiuns, no centro espírita que frequenta, atestando assim a imortalidade dos Espírito.
Após o intervalo, em que uma livraria espírita era muito solicitada, a par de um cafezinho e algo para entreter o estômago, Pedro Silva, presidente da AET, abordou o tema intitulado “Vícios: como superar?”. A palestra de encerramento ficou a cargo de José Lucas, do Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha, que abordou o aborto, suicídio, homicídio e pena de morte, com seriedade e humor, dando o ponto de vista espírita destes assuntos.
O evento terminou com música lírica, Notícias erradasisto não é espiritismo em ambiente de harmonia e fraternidade. Pedro Silva, em reportagem para a ADEP TV (www.adep.tv) referiu a necessidade de se divulgar a doutrina dos Espíritos, levando a mensagem de esperança, esclarecimento e consolo a todas as pessoas. Quem esteve presente ficou com a certeza de que, “vale a pena viver… porque a vida continua” depois da morte do corpo de carne.
“Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei” é a frase que reflete bem o pensamento espírita. ções, bruxarias, adivinhação, promessas de curas ou de resolução de problemas alheios. 2 – Somente o desconhecimento ou a má-fé podem identificar este tipo de práticas como sendo espiritismo. Bastaria ao jornalista pesquisar na Internet, para saber que o Espiritismo é algo sério, por exemplo em www.adep.
pt. 3 – Os espíritas são pessoas normais, com as suas profissões, e que se dedicam nas suas horas vagas, gratuita e desinteressadamente, ao estudo, divulgação e prática do Espiritismo, não cobrando pelas suas actividades culturais nem tão pouco aceitando donativos. 4 - É lema do Espiritismo “Fora da caridade não há salvação”, isto é, o verdadeiro espírita age em consonância com a moral de Jesus de Nazaré, que ensinou à Humanidade “Não fazer ao próximo o que não se deseja para si”.
Os espíritas seguem o princípio moral de “dar de graça o que de graça se recebeu”, pelo que todas as actividades espíritas são efectuadas em grupo, nunca de modo privado, em prol do bem comum, de modo fraternal, altruísta e filantrópico. 5 – O Espiritismo não é mais uma seita ou religião, mas sim uma doutrina espiritualista (ciência de observação, filosofia e moral). A mediunidade é uma característica orgânica (aquilo que a ciência chama de percepção extra-sensorial), um 6.
º sentido, que permite à pessoa captar o mundo espiritual. O médium é aquele que possui a capacidade de percepcionar o mundo espiritual, seja espírita ou não. A grande maioria dos médiuns no mundo, nem conhece o Espiritismo. Nesse sentido, existem médiuns católicos, protestantes, agnósticos, ateus e existem também espíritas que são médiuns. O adepto do Espiritismo é aquele que segue a filosofia espírita, tendo ou não mediunidade.
Por uma questão de desconhecimento, é erradamente associado o facto de se ser médium, ao Espiritismo, associando a prática da mediunidade ao espiritismo (é básico o erro, é uma questão de falta de cultura geral, bastaria um clique no Google para descobrir o erro grave da notícia). 6 - Cumpre-nos, em abono da verdade, e pelo respeito à credibilidade da agência Lusa que disseminou a notícia, pelo respeito à Instituição Polícia Judiciária (PJ), solicitar o devido esclarecimento de que este tipo de práticas nada têm a ver com a Doutrina Espírita (ou Espiritismo), podendo encontrar mais informações na nossa página em www.
cceespirita.wordpress.com, em www.adep.pt ou em www. feportuguesa.pt. Certos da V. seriedade e deontologia profissional (o que vai sendo raro hoje em dia), ficamos ao dispor para alguma informação adicional e/ou entrevista acerca do assunto.” MARÇO.ABRIL.
