As pessoas estão diferentes, agitadas, nervosas, inseguras. As elites desapareceram ou perderam qualidade, algumas esparramando-se no lodo da corrupção. O Homem, perdido, sem rumo e sem quem o guie (como sempre teve ao longo da História) agita-se, embrenha-se no materialismo, materialismo este morto pela descoberta da Quântica. Quer ser feliz e não é. Quer ter, para ser feliz, e não tem. Se tem o que quer, não é feliz na mesma, e arranja vazadouros psíquicos nos estádios de futebol, na violência doméstica, nas questiúnculas sem sentido.
Os “media” perderam a qualidade em prol da produtividade e do escândalo a qualquer preço. As notícias sóosão quando se destaca o mal, esquecendo o imenso bem que existe no mundo. Os governantes, os banqueiros, os decisores mundiais parecem chacais, procurando locupletar-se com tudo o que encontram, numa sofreguidão pelo “ter”, pelo “poder” sem sentido, já que, logo mais, o corpo morre, os bens ficam, e o Espírito adentra-se numa nova dimensão de vida (a imortalidade do Espírito foi comprovada em 1857 por Allan Kardec – in “O Livro dos Espíritos”).
A vaidade, o ego e o orgulho levam a que outras deficiências morais campeiem. O planeta lança os seus gritos de dor, enquanto a indiferença do Homem vai matando oportunidades de rectificação. A dor está presente no presente, sob variadas formas, levando o Homem a interrogar - -se do porquê da Vida, quem é, de onde vem, para onde vai, qual a causa das dissemelhanças entre si. Estamos no fim dos tempos, dizem alguns. Sim, no fim dos tempos de iniquidade, fim da indiferença social, da injustiça social, das guerras, da fome.