Correio
Jornal de Espiritismo nº 93 · Março 2019Página 35 min
Toxicodependência e outras preocupações Escreve Maria: «Tenho um filho que consome droga e álcool. Tem 35 anos, muito agressivo. Diz que me ama, que sou a sua mãe, mas foi até preciso tirá-lo de perto de mim. Queria saber alguma coisa sobre isto». RespostaBom dia Maria. Imaginamos a sua dificuldade, mediante o filho em avançado processo de toxicodependência. Na verdade, a longo prazo, todos recuperamos, por mais graves sejam as situações, o bom rumo nem que seja mais tarde, depois das tribulações nascidas da ignorância, na vida que vai além da morte do corpo material.
Para já, em termos práticos, o importante é que o seu filho venha a aceitar um tratamento de desintoxicação e evite seriamente recaídas. Procure não passar a sua vida a pensar nas opções erradas que ele tomou, não se sinta culpada pela situação que ele construiu. Ore pelo seu filho o mais tranquilamente que puder e a seu tempo tudo melhorará, apesar das dificuldades que agora enfrenta. Procure estudar esta filosofia de vida, o espiritismo, pois traz muitas elucidações aos problemas que enfrentamos na vida, ajudando à sua resolução.
Medo da morte Por sua vez, Sílvia diz: «Conheço um pouco da doutrina, fiz inclusive alguns cursos. Acredito na reencarnação e tudo mais, mas sempre que falava com alguém sobre o assunto, verifiquei que tenho sistematicamente medo da morte. Será uma fobia?». Resposta – Provavelmente, mas temos aprendido que uma maneira de desmontar fobias sobre algo passa por estudar melhor o assunto. Quando num primeiro passo de aproximação a fobia nos provoca reação, a nossa imaginação reforça esse “susto”.
Porém, junte factos, interpretações que tenham consistência, perceba o que se passa na variedade de casos suscetíveis de serem conhecidos e verá que, se tiver amor no coração, em qualquer plano de vida todos teremos sempre olhos para ver uma nova luz. Na verdade, a longo prazo, todos recuperamos, por mais graves sejam as situações, o bom rumo nem que seja mais tarde, Agora, procure ficar tranquila. Tem razões para isso.
Allan Kardec, no livro «O Céueo Inferno» - onde explica que essas regiões no plano espiritual não existem como são descritas desde antes do cristianismo surgir, já que são de facto apenas estados de consciênciaassinala que o medo da morte em boa parte provém da ignorância que se mantém sobre ela. É vista como um ponto final, não como a passagem, que realmente é. Como hoje em dia se estuda cada vez mais o facto de sermos seres espirituais em corpos físicos e não corpo físicos que têm seres espirituais, há tanto para esclarecer sobre esse assunto… A vida continua, como sublinham as evidências e o lugar da esperança e das possibilidades que todos temos para sermos mais felizes está sempre ao alcance de todos nós.
em muitos casos, morrer não é mais do que adormecer (leia-se perder a consciência) num sítio e acordar noutro, com possibilidades amplas de renovar horizontes para melhor. Presenças «Estou a entrar e m contato para esclarecer uma situação pela qual passei. Acontece que desde adolescente tive problemas espirituais, que nunca ninguém me esclareceu, e assim fui passando os anos com muitos infortúnios, mas aguentei, sempre esperando que as coisas melhorem, e aceitando como sendo o meu carma, mas o que me preocupou mais foi quando ao deitar, começou a acontecer sentir um vulto a aproximar-se.
Reajo e rezo para me livrar, depois acordo, adormeço, mas de manhã acordo muito cansada e preocupada, por talvez ter cedido. Pedia o favor se podiam me ajudar a perceber melhor o que se passa». RespostaMuita paz! Conhecemos várias pessoas que tiveram “problemas espirituais” e que ao aproximarem-se de associações espíritas se informaram suficientemente bem para perceberem o que se estava a passar com elas e, assim, ajustarem a sua vida mental no dia a dia para se harmonizarem com a vida.
Podemos deixar uma lista de associações cujos endereços conhecemoshttp:// adep.pt/todos-os-distritos. Isso pode demorar mais ou menos tempo, mas é um trabalho interior que ninguém pode fazer por outrem. Aprender a reter na sua vida mental mais vezes sentimentos de amor incondicional, que é o que Jesus de Nazaré ensina no evangelho, cria um campo em redor de nós que desliga sintonias antigas que por razões de afinidade ou então cármicas, avançam mais em dadas alturas do que gostávamos que fosse possível.
Já experimentou orar com humildade pelo menos uma vez por dia? Quem sabe se aproveitar um momento calmo do dia para ler uma página aberta na altura de «O Evangelho Segundo o Espiritismo», de Allan Kardec, não ajuda a manter-se mais tranquila, com aquela fé certeira de que, se Deus é por nós, e se estamos com Deus, quem poderá estar contra nós? Nada, contudo, deixa de estar nas nossas mãos, em qualquer tempo. Em toda a tarefa, interna ou externa, se nós próprios fizermos a (pequena) parte que nos cabe fazer certo é que Deus fará tudo o resto.
A experiência diz que nunca alguém fica alienado dos cuidados da Vida Maior, basta que se incline nesse sentido para a ajuda ser prestada. Não há milagres. Sugerimos, assim, dentro das nossas limitações grandes, que assista às palestras, vá ao passe magnético que normalmente os centros dão depois disso, leia livros que lhe façam bem à alma e faça semanalmente a reunião familiar chamada estudo do evangelho no lar. Importa também sublinhar que nunca se deve descurar a assistência médica competente.
Jesus salientou: «Ajuda-te eocéu te ajudará». Na vida, por mais difíceis sejam os problemas pelos quais passamos, eles não vão durar para sempre. O roteiro é de progresso espiritual sob as leis da natureza que regem a nossa evolução multimilenar. Os problemas são respostas dessas leis à nossa liberdade de agir, a fim de relacionar os circuitos de causa e efeito que nos ajudarão dia a dia a sermos mais felizes». foto pixabay As perguntas surgem e as respostas seguem.
Juntamos algumas que podem ser de interesse para alguns dos leitores. MARÇO.ABRIL.
