Entrevista a frequentadores Sabia que?
Jornal de Espiritismo nº 93 · Março 2019Página 183 min
São recorrentes as mensagens ditadas pelo Espírito Maria Dolores (1900/1959) aos médiuns Francisco Cândido Xavier e Divaldo Franco, que em poemas cheios de ternura focam as datas do Natal e do Dia da Mãe? A primeira inscrição para a 15.ª Jornada de Cultura Espírita do Oeste foi a de Maria Cecília Rodrigues, de Caféde-Castelo Branco? Integrado na vida corpórea o Espírito perde, temporariamente, a lembrança das suas existências anteriores, podendo, no entanto, ter delas uma vaga consciência ou serem-lhe mesmo reveladas em certas ocasiões, pela vontade dos Bons Espíritos e com uma finalidade útil?
Sendo muito diversas as consequências do suicídio, pois não há penas determinadas, há uma a que o suicida não pode escapar: é o desapontamento. Uma família de ratinhos vivia feliz na sua toca e um dia, estando o pai e os irmãos mais velhos a trabalhar, a mãe disse ao filho mais novo para ir visitar o tio e convidá-lo para vir passar uns dias com eles. O tio Joel vivia do outro lado da savana. O pequeno disse à mãe que não sabia o caminho, pois nunca lá tinha ido.
Ela sorriu e respondeu - -lhe que era muito fácil, bastava seguir o carreirinho das formigas. Encontraria a casa do tio com muita facilidade. Confiante, o ratito pôs ao caminho. Avistou o carreirinho das formigas e pôs-se a caminhar na mesma direção. A certa altura encontrou um elefante no início da savana e este meteu conversa com o pequeno roedor. - Olá pequenote, vejo que vais muito acelerado. Posso saber onde vais com este calor?
- Olá Elefante! Vou visitar o meu tio Joel do outro lado da savana e convidá-lo para vir passar uns dias a nossa casa. Sabes dizer - -me se o caminho é longo? É a primeira vez que vou lá. - Que simpático, pequenote. Não, não é nada longe. É um instantinho enquanto chegas ao outro lado da savana. É já ali. E o elefante despediu-se do ratito e seguiu o seu caminho. Andou um pouco mais e o pequeno roedor meteu conversa com as formiguinhas que seguiam muito afincadas pelo seu caminho fazendo um carreirinho sem fim.
- Olá formiguinhas. Eu vou até o outro lado da savana. Sabem dizer-me se ainda falta muito? - Ai coitado…! – diziam algumas formigas umas para as outras. – Ele nem sabe a longa jornada que o espera. - Ó ratinho, isso é tão longe. Não vais lá chegar hoje. – responderam de pronto algumas delas ao ratito pequeno. Afinal, seria uma caminhada curta ou uma longa jornada? O que deveria pensar? Em quem deveria acreditar? Muito confuso, deu meia volta e regressou a casa sem cumprir o seu objetivo.
Quando chegou a casa, a mãe toda contente, perguntou-lhe quando é que o tio Joel os iria visitar. O pequenote, de cabeça baixa e desanimado, desabafou: - Ó…sei lá… Não cheguei a casa do tio. Perguntei a um elefante se o caminho era longo e ele disse que era já ali. Depois perguntei às formigas e elas disseram-me, aflitas, que eu tinha uma longa jornada pela frente. Dei meia volta e vim para casa sem saber em quem acreditar.
A mãe sorriu simpática e tranquilizou o filho. - Sabes, o elefante tem passadas enormes e em pouco tempo faz o seu caminho. Já as formigas têm umas patitas tão pequeninas que têm de fazer verdadeiras jornadas para conseguir chegar a algum lado. Cada um julga o seu caminho conforme o tamanho dos seus passos. O ratinho, cheio de coragem, pôs-se novamente ao caminho, em direção da casa do tio. Quando lá chegou ia felicíssimo, pois afinal não foi tão fácil como lhe dissera o elefante, mas não foi, de maneira nenhuma, uma longa jornada sem fim, como lhe afirmaram as formiguinhas.
O caminho de cada um INFANTIL MARÇO.ABRIL.
