Centrais
Jornal de Espiritismo nº 93 · Março 2019Página 102 min
Entes queridos: onde param os ganhos? João sentiu forte o golpe da vida: acabado de sair da adolescência, o seu pai, na casa dos 40 anos, teve um ataque cardíaco e faleceu. Maria, mãe de um filho de tenra idade, viu ao longo de apenas um ano a vida material do marido esvair-se num problema cancerígeno. Manuel, acabado de alcançar o estatuto de avô, sente o falecimento da sua mãe quando esta senhora anda já nos 80 anos de idade.
A lista é interminável. Para inúmeras pessoas que não conhecem a doutrina espírita será um adeus sem retorno. Mas… como poderá entender este assunto quem gosta de estudar espiritismo? Perda de entes queridos O sentimento de perda é natural e inevitável. A conversa, o abraço, o telefonema, o desabafo ao fim de um dia de trabalho são luxos que deixam de ser possíveis mediante a morte do corpo material. É algo que se partilha ao longo da história da evolução de muitas maneiras.
Para podermos juntar dados que ajudem a refletir sobre esta parcela do conhecimento de nós próprios, talvez ajude recorrer ao que podemos observar nos nossos parentes que coabitam a nave espacial que é o planeta Terra. Observando alguns insetos gregários, concretamente diversas espécies de formiga, os especialistas na área destacam um comportamento automatizado. O coletivo prepondera sobre o individual. Num formigueiro, quando uma formiga morre, os demais animais ignoram o facto.
Porém, passado um par de dias o odor decorrente do pequeno cadáver começa a exalar. Logo, as que estiverem nas imediações reagem e retiram-na do local em que morreu, passando a transportá-la para um outro espaço, subterrâneo, aparentemente destinado a esse fim. O curioso é que se descobriu que se se pegar numa formiga qualquer, mas viva, e esta for borrifada com ácido oleico, depressa esta formiga contrariada é transportada por outras para o tal do “cemitério”, e não lhe adianta nada discordar.
Ali depositada vai sair de novo e será novamente detetada até que o odor certeiro desapareça. Pode dizer que são formigas, que é que têm a ver connosco? Bem, podemos ver o que se passa em seres da classe dos mamíferos, a que também pertence a nossa espécie. No caso do rato-toupeira-nu, que como o nome indica não tem pelo e vive em túneis subterrâneos, na galeria em que vivem exisfotos pixabay MARÇO.ABRIL.
