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Jornal de Espiritismo nº 95 · Maio 2019Página 102 min
Mensagens mediúnicas aceites em tribunal Já se disse o que é o Espiritismo, mas falta referir que ele não é mais uma religião ou seita (leia-se Allan Kardec), mas uma doutrina (conjunto de ideias) filosófica de consequências morais, universal e universalista. O médium é a pessoa dotada de um sexto sentido (percepção extra-sensorial), que lhe permite captar o mundo espiritual, noutro estado vibratório. Os médiuns variam em género e em grau.
A psicografia é a escrita efectuada por um médium sob a influência dos Espíritos. Pode ser mecânica (o médium escreve mecanicamente sem saber o que escreve), semimecânica (o médium toma consciência do que escreve no momento, não sabendo o que vai escrever a seguir) e intuitiva (o médium tem uma ideia geral do que vai escreverin “O Livro dos Médiuns”, Allan Kardec). Francisco Cândido Xavier Ao falar de Francisco Cândido Xavier referimo-nos ao maior médium do século XX e quiçá um dos maiores médiuns do mundo.
Nasceu em 2 de abril de 1910 e desencarnou (faleceu) em 30 de Junho de 2002, curiosamente no dia em que o Brasil foi tetracampeão mundial de futebol. O próprio F. C. Xavier já tinha previsto que morreria num dia de grande alegria para o Brasil. Para tentarmos dar um esboço de quem foi esta alma nobre, basta dizermos que foi escolhido pelos brasileiros como o “maior brasileiro da História”, numa votação, em 2006, promovida pela “Revista Época”.
É, sem sombra de dúvidas, um dos brasileiros mais biografados, e atéaSétima Arte encontrou nele qualidade de sobra para deixar na História da Humanidade vários filmes de qualidade, entre eles “Chico Xavier” e “As mães de Chico Xavier”. Francisco Cândido Xavier não foi apenas um médium de grande quilate, mas principalmente um homem bom, um exemplo de bondade, de humildade e amor para a Humanidade, de tal forma, que o médium Divaldo Franco chegou a propor que o seu nome fosse nomeado para prémio Nobel da Paz.
Recebeu 412 livros, ditados por inúmeros Espíritos, milhares de mensagens particulares, de pessoas falecidas, destinadas aos seus familiares. Os seus livros foram todos doados para várias instituições, ultrapassando o número de 30 milhões, em várias línguas. F. C. Xavier morreu pobre, como pobre sempre viveu, não ficando com um cêntimo da venda dos livros por si psicografados, livros esses que ainda hoje ajudam a manter várias instituições de caridade, no Brasil.
A pesquisa científica Maria Júlia Prieto Peres, médica brasileira, efectuou uma pesquisa relativamente a F. C. Xavier (In “Folha Espírita”, 1977, pesquisa de M. Júlia Prieto Peres, intitulada “Análise científica das faculdades de FCX”, pag. 81) onde aborda os tipos de psicografia que foi possível encontrar neste médium: - Psicografia mecânica ambidestra e simultânea (conseguia escrever mensagens diferentes, em simultâneo, com as duas mãos); - Psicografia mecânica ambidestra simultânea, bilingue (conseguia escrever mensagens diferentes, em línguas diferentes, em simultâneo, com as duas mãos); - Psicografia mecânica especular (conseguia escrever mensagens da direita para a esquerda, tendo-se de recorrer a um espelho para ler a mensagem); - Psicografia semimecânica (o médium escreve, tomando consciência do que escreve, no momento, não sabendo o que vai escrever a seguir); - Psicografia intuitiva (o médium tem uma ideia geral do que vai escrever, escreve intuitivamente).
Mensagens aceites em tribunal fotos arquivo JULHO.AGOSTO.
