Sustentável
Jornal de Espiritismo nº 96 · Setembro 2019Página 193 min
Iniciativa experimental da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP), a ADEP.tv foi para o ar assim que o estúdio ficou livre para produção, pelo meio- dia de domingo, 28 de julho. Os rostos de serviço desta vez foram Ulisses Lopes e Noémia Margarido. Dadas as boas- vindas, a conversa desenrolou-se com comentários sobre a edição em circulação do «Jornal de Espiritismo». Como se estava já próximo de um evento de referência, as Jornadas de Cultura Espírita do Oeste, que decorrem no Centro Cultural e Congressos, de Caldas da Rainha, no fim de semana de 28 e 29 de setembro, subordinadas ao tema geral “Conflitos existenciais: causas e soluções”, os diálogos seguiram por esse caminho e incluíram um telefonema em direto com José Lucas, membro da organização dessas jornadas.
Os intervenientes referiram uma mão-cheia de outros acontecimentos que se desenrolam no movimento espírita português até final do ano. É o caso do 36.º Encontro Nacional de Jovens Espíritas, em Coimbra, das Jornadas Culturais Espíritas de Vale de Cambra, do fórum em Leiria sobre obsessão, o seminário sobre medicina e espiritualidade da AME Lisboa, bem como o seminário na cidade do Porto organizado pela AME Norte. Falaram ainda da abertura de novas turmas de curso básico de espiritismo em Braga, Caldas da Rainha e Porto nos meses de setembro e outubro.
O cinema teve o seu lugar quando falaram do filme sobre Divaldo Pereira Franco, sem esquecer um outro em produção sobre Paulo de Tarso e o que teve os direitos de emissão adquiridos pela Netflix sobre Allan Kardec, do mesmo realizador de «Nosso Lar». O livro escolhido por Noémia Margarido para ser referido nesta oportunidade foi “O que é o espiritismo?”, de Kardec. Pode (re)ver este programa de uma hora quer no canal de YouTube quer na página do Facebook da ADEP.
Em outubro é de esperar uma nova emissão experimental. ADEP.tv: emissão de julho foto vascomarques Até ao final de julho, em Portugal, o Verão não foi particularmente rigoroso. No entanto, dados da Organização Meteorológica Mundial e do programa Copérnico para as alterações climáticas revelam que Julho foi o mês mais quente desde que existem registos. “Sempre vivemos Verões quentes, mas este não é o Verão da nossa juventude.
Este não é o Verão dos nossos avós.” referiu António Guterres, secretário-geral da ONU na conferência de imprensa de divulgação destes dados em Nova York. “Só este ano, assistimos a records de temperatura em pontos tão distantes do globo como Nova Deli e Anchorage, Paris e Santiago, Adelaide eoCírculo Polar Ártico. Se não tivermos ações imediatas sobre as mudanças climáticas, estes eventos extremos serão a ponta do iceberg.
Iceberg que, diga-se, está a derreter rapidamente.” Acrescentou o português. “Prevenir uma disrupção climática irreversível é a corrida das nossas vidas e para as nossas vidas. É uma corrida que podemos, e temos, de vencer.”, concluiu. Ao longo do mês de julho, o calor extremo instalou-se em diversas zonas do planeta, com realce para os records de temperatura que alguns países europeus tiveram: Paris atingiu um novo máximo de temperatura nos 42,6 graus.
O serviço meteorológico Alemão descreveu o dia 25 de julho como “um dia que ficará para a história da meteorologia.” A Alemanha bateu um novo record nacional de temperatura com 42,6 graus em Lingen, perto da fronteira com a Holanda. Este calor provocou uma dramática redução do gelo na Gronelândia, Ártico e Glaciares Europeus. Pelo segundo mês consecutivo, enormes incêndios devastaram a região do Ártico, destruindo florestas pristinas com um valor ecológico e científico incalculável.
A Agência Federal Russa das Florestas, estima que na Sibéria, 754 incêndios tenham elevado a área ardida acima dos 33 mil quilómetros quadrados. O mês de julho seguiu-se a um junho que foi considerado o mais quente mês de junho desde que há registos. Não estamos no domínio da ficção científica, nem de probabilidades ou de factos que tinham pouco impacto imediato na vida das pessoas. É necessário agir o quanto antes. Carlos Miguel Julho de 2019: mês mais quente de sempre foto arquivo SETEMBRO.
