Editorial / Conto
Jornal de Espiritismo nº 97 · Setembro 2019Página 23 min
EDITORIAL / CONTO O amor é como um espelho que nos acompanha e reflete o recorte do momento evolutivo que apresentamos. Ensaia-se nos primeiros passos como posse. Sob a hegemonia do egoísmo cego, o outro não passa de uma moldura do nosso ego. A centralização desse interesse de aparente supremacia sobre o mundo exterior, um ângulo do egoísmo, teve a sua importância nas fases primárias da evolução, quando entre iguais os bens limitados foram disputados e não o fazer poria em causa a própria sobrevivência material.
Hoje, com a regulação da moral social e dos preceitos jurídicos, a defender como podem o bem comum, esse vetor antigo vai ter de se metamorfosear progressivamente. A vida deveria tender para o equilíbrio sob o jugo da regulamentação social que gere as relações interpessoais. Ao nível da individualidade que cada um é, se realmente amamos, não vale aprisionar Ao nível da individualidade que cada um é, se realmente amamos, não vale aprisionar.
O amor incondicional que estamos a aprender de modo singular com Jesus de Nazaré sugere liberdade, para quem ama e quem é amado. Os laços imponderáveis que ligam os seres entre vidas supõem espontaneidade, jamais manipulação. Ninguém consegue ser mais feliz se se considerar o centro do mundo. Sobretudo quando somos colhidos pela experiência de viver com aqueles que mais amamos, aprendemos a fazer algumas Os travesseiros cedências e a dialogar sobre como é sensato agir.
Não fazemos só porque queremos, quaisquer que sejam os efeitos, mas porque não estamos completamente bem se quem mais amamos não está. Saramago, prémio Nobel da literatura, terá dito que a vida nos deu filhos para que aprendêssemos a amar mais alguém do que apenas a nós próprios. Faz sentido. Sendo a Terra a fugaz escola onde se conseguem por vezes preciosas bolsas de estudo como a que alcançámos nesta passagem, pedindo aproveitamento e cuidado, as lições que preponderam no labirinto das múltiplas experiências de vida são as da aprendizagem de amar.
O Mestre dos mestres sublinhou: toda a lei e os profetas se resumem a este preceito – amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. É como dizer que a bola está do lado de cáenão faz sentido ficar inerme. Texto: JG Minhas filhas, – dizia a mãe – A maledicência é destrutiva! Com ela podemos praticar muito mal. As filhas praticavam a maledicência constantemente. A mãe aconselhava: - Filhas, não falem mal dos outros...
As meninas faziam ouvidos moucos. - As críticas, – dizia a mãe – podem ser foto pixabay feitas, porém construtivas, e na presença das pessoas. As filhas continuavam a falar mal dos outros. Foi então que a mãe, chamando-as ao quintal, lhes deu dois travesseiros e pediu que cortassem cada uma os seus travesseiros. As filhas por sua vez não foto pixabay entenderam o porquê de tal ação, mas cumpriram-na. Como o vento soprava muito naquela hora, as penas voaram, umas pelo quintal e outras para longe.
Aí, a mãe, vendo-as a divertir-se com o acontecido, aconselhou-as a que recuperassem as penas para refazerem os travesseiros. Assim como agora é difícil recompor os travesseiros, é também muito difícil a recomposição do nosso comportamento perante os estragos que faz a nossa língua As filhas, aflitas, puseram-se a trabalhar. Mas as penas voaram para cima do telhado e das árvores. Era difícil a tarefa. Então, a mãe deu-lhes a nobre lição: - Vejam!
Assim como agora é difícil recompor os travesseiros, é também muito difícil a recomposição do nosso comportamento perante os estragos que faz a nossa língua, quando somos maledicentes. Além de estarmos a prejudicar a vida de outras pessoas, dos que acolhem a maledicência e dos visados por ela, muitos dos afetados podem não nos perdoar; outros, passando para o plano espiritual, podem até perseguir-nos de forma obsessiva.
Fontehttp://www.techs.com.br/meimei/entrada.htm NOVEMBRO.DEZEMBRO.
