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Entrevista a frequentadores Sabia que?

Jornal de Espiritismo nº 99 · Março 2020Página 182 min

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Era mais um dia de ir à escola e Carolina acordou com um mau humor que ninguém conseguia suportar. Aliás, esse era o seu estado habitual. Tinha tudo o que todos os meninos sonhavam. - O que hei-de fazer? – suspirava a mãe consigo própria. - Carolina, hoje está um dia lindo. Podes vestir um vestido e despacha-te para ires para a escola. – dizia-lhe a mãe com alegria. - Grande coisa… sol… se correr fico toda transpirada… - murmurava com os seus botões.

Depois de se vestir, agarrou num gancho com uma bonequinha, e ia a colocá-lo nos seus cabelos quando sentiu a bonequinha a mexer-se entre os seus dedos e ouviu uma vozinha muito fina: - Heiii…olha lá…assim vais arrancar-me do teu gancho, eu caio e ainda me aleijo. A Carolina arregalou os olhos para olhar melhor para o gancho e ver se estava a sonhar. Não, nada disso. Era mesmo um ser muito pequenino que estava ali a falar com ela.

Ela era tão bonitinha. - Eu sou a Fada Alegria. Vá, coloca o gancho e vamos embora para a escola. Já estás atrasada. Carolina não contava com aquela situação e, sem responder, pôs-se a caminho da escola. - Carolina, ó Carolina, levanta a tua cabeça. A olhar para o chão eu ainda caio daqui de cima. - Chata! Ainda não paraste de falar. Não quero olhar para ninguém. - Olha, vêaD.Luísa a sair da casa dela. Hoje vai de bicicleta para o trabalho.

Leva uma saia, sapatos de salto alto e o cabelo todo em pé. Que engraçada! E vai apressada. De facto, a menina mal-humorada, nunca se tinha apercebido da cena engraçada. Já não era a primeira vez que a D.Luísa ia assim. Como é que nunca achou piada? - Epá, ali vai um bebé tão bonitinho. Que ternura. - É o Miguelinho. - Está a dizer-te adeus. Diz-lhe também adeus. Acena a tua mão e atira-lhe um beijinho. O dia foi passando, com a Fada Alegria, no cabelo da Carolina, que não lhe dava descanso.

A fada adorou as aulas. Como podia sonhar com o que se aprendia ali na escola. Na verdade, a Carolina começou a habituar-se às novidades da fada e estava já à espera do que podia vir a seguir. Tinha vivido um dia como nunca. Tudo era motivo de alegria. No dia seguinte, levantou-se com muito ânimo e foi a correr buscar o seu gancho para o colocar no cabelo, mas a fada já não estava no seu gancho. No seu lugar, estava um papelinho em forma de borboleta que tinha escrito com letrinha bem pequenina: - Tive de ir para os cabelos de outros meninos que não sorriem.

Tu já sabes como ficar alegre. Olha para tudo à tua volta e vê como tudo é bonito. Quando alguma coisa for mais difícil, lembra-te que são os teus olhos e o teu pensar que lhe vão dar um sentido diferente. Um dia, virei visitar-te! A Carolina passou a ser alegre e contagiava os outros com a sua alegria, tentando sempre lembrar-se de como a fada fez com ela. A fada da felicidade INFÂNCIA Por Manuela Simões 06 MARÇO.ABRIL.