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Jornal de Espiritismo nº 10 · 2005Página 111 min

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Têm espírito ou não? Iso Teixeira, espírita, médico e professor, comenta o assunto cheio de actualidade...

Pedro Melo esteve presente e traz-lhe as notícias fresquinhas ainda, e ilustradas.

Cátia Martins examina o tema do jogo do copo, um divertimento que pode sair caro a muitas mentes desprevenidas! Saiba porquê.

René Peoch, médico e etólogo francês, estuda este assunto em laboratório e, caso não saiba, os resultados são extraordinários!

Maio/Junho de 2005 | Ano |1l | N.º 10 | Jornal bimestral da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal | Director: Úlisses Lopes | Preço: € 0,50

Fax: 22 7419279 gabisousasQnetvisao.pt

PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS BRAGA TAXA PAGA

e espirita Núbor Facure é director do Instituto do Cérebro, em Campinas, Brasil, exprofessor universitário catedrático de neurocirurgia, é escritor e expositor espírita. Veja como responde às perguntas de «Jornal de Espiritismo».

centros espíritas portugueses ministram ano após ano este curso.

Braga. Maria Eugénia faz-lhe a reportagem...

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Uma edição electrónica inovadora e inédita, que vai revolucionar o seu método de estudo! Neste jornal descobrirá como consegui-la!...

SEMPREBONITAComercio e Flores, Los

Lugar da SéApariado 22 - 4509-908 Caldas de S.Jorge

Telef. 22 745 57 28 Fax 22 745 56 00 editorial

Maio é o mês da cardiologia, disseram-me hoje. No primeiro domingo deste mês, todos sabem bem melhor, comemora-se o Dia da Mãe. Maio parece ser a época do coração...

Este órgão sempre foi associado à bondade. Bondade, generosidade, caridade, quase sinónimos. E, de facto, que melhor alimento pode existir para a alma do que a caridade? Autêntica dose de imunidade diante de quem se anima de tristes suposições a nosso respeito, todo o pensamento generoso abre céus e luzes no Ííntimo do nosso ser.

O que pensem a seu respeito não muda o que é na realidade. O que digam sobre si que não corresponda à verdade não deve mudar o seu mundo interior...

Antigamente acreditava-se que a prática do bem, em pensamentos e atitudes, era uma opção meramente facultativa. Os espíritos

Numa pequena vila do interior havia uma escola que reunia todas as crianças da região. Uma professora, em especial, era muito querida pelos seus alunos.

Eles sentiam-se tão à vontade na sua presença que não hesitavam em perguntar o que lhes

Registado no Instituto da Comunicação Social com on.º 124325

Director Ósi Ulisses Lopes zºãf;;âga'egª' Editor

Ficha técnica «Jornal de Espiritismo» Periódico bimestral

Jorge Gomes Fotografias Arquivo Maquetagem J. Pereira

Administração e Redacção ADEP

Rua do Espírito Santo, N.º 38, Cave Nogueira - 4710-144 BRAGA

sábios hoje ensinam que é uma necessidade, se se quer viver melhor.

Essa ciência de viver com aproximações sucessivas do eterno bem é o que a doutrina espírita ensina de mais importante, se queremos traçar a nós próprios metas superiores de evolução, rumo a horizontes maiores de sabedoria e amor.

Quanto mais as notícias riscam dramas e dilúvios, que existem, mais se compreende a necessidade da bondade.

Uma pequena nota há que adiantar neste fecho de edição: sucumbiu o disco rígido que centralizava os textos e fotos destinados a publicação neste jornal. Um enfarte irreversível pôs termo à sua longevidade... Escusado será dizer: a maior parte dos dados desapareceram da nossa alçada. Pelo facto, que afunilou o prazo de término desta edição, pedimos

desculpa antecipada aos estimados Leitores e Colaboradores seja por colaborações entretanto perdidas seja pelo simples facto da «pressa ser inimiga da perfeição», no ditado popular. Ah! É verdade, antes que fique esquecida, uma informação de fonte seguríssima: a direcção da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal. Sabendo da tomada de posse de novos corpos sociais da Federação Espírita Portuguesa, a ADEP (re)enviou o pedido de adesão a essa associação de associações — pela instituição digna que é a FEP — no espírito de unificação espírita que sempre a norteou, desde sempre.

Texto: Jorge Gomesjorge.je&clix.pt

viesse à cabeça. Durante uma aula, um aluno perguntou:

A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta que fizera, e pensou numa maneira de explicar na prática, para que todos compreendessem melhor. Como já estava na hora do recreio, pediu que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e que cada um trouxesse o que mais despertasse em si próprio o sentimento de amor. Assim, a resposta serviria para todos e seria melhor entendida. As crianças saíram apressadas e, findo o recreio, voltaram entusiasmadas. A professora então W pediu:

— Quero que cada um mostre o que trouxe consigo.

“A primeira criança disse: — Eu trouxe esta flor, . nãoélinda? Vou levá-la para casa e colocá-la numa jarra bonita. : X A segunda criança afirmou: )M — Eu trouxe esta borboleta. Veja ” a cor das suas asas, vou colocá-la na minha colecção.

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Noémia Margarido, Isaías Sousa

A terceira criança justificou:

— Eu trouxe esta cria de passarinho. Tinha caído do ninho com outro irmão. Não é lindo? E assim as crianças apresentaram-se, uma a uma. Quando todos já tinham mostrado o que cada um trouxe, a professora notou que uma criança tinha ficado emudecida. Ela estava vermelha de vergonha, pois nada tinha trazido. A professora dirigiu-se-lhe e perguntou: — Por que não trouxe alguma coisa? E a criança timidamente respondeu: — Desculpe professora.

Vi a flor, senti o seu perfume, pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que o seu perfume exalasse por mais tempo e as pessoas pudessem contemplar a sua beleza. Vi também a borboleta, leve, colorida! Ela parecia tão feliz voando de lá para cá, que não tive coragem de aprisioná-la. Vi também um passarinho caído entre as folhas, mas ao subir à árvore notei o olhar triste da sua mãe e preferi devolvê-lo ao ninho.

Portanto professora, trago comigo o perfume da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe do passarinho. A professora agradeceu emocionada àquela criança e deu-lhe a nota máxima.

Essa criança, de entre todas, fora a única que percebera que só há um lugar verdadeiramente capaz de abrigar o amor: o coração. Somente o coração...

n http:/ /www.erudito.com.br/ modules.php?name=historias &pa=showpage&pid=68

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Oficinas de S. JoséBraga A presença de Jesus

Na sua generosidade, os Leitores enviam-nos impressões, pareceres, textos nas suas cartas e mensagens a cujos conteúdos procuramos atender. No caso, alguém partilha connosco uma memória de infância e, outro Leitor, envia-nos de forma poética uma reflexão...

«Muitas vezes recebemos, de forma singela e inesperada, ensinamentos que perduram ao longo da nossa vida, sem que a princípio tomemos consciência da sua real grandeza. Recordo-me, como se fosse hoje, do dia em que a minha querida professora do ensino primário nos disse, num tom de profunda convicção, as seguintes palavras:

"Tal como Jesus Cristo, todos os homens são filhos de Deus, porque foi Deus que criou o mundo em que habitamos, e nos criou a nós também. Por isso mesmo, todos os homens são irmãos entre si.'

Aquele ensinamento acompanhou-me sempre, porque sempre senti naquelas palavras grande verdade.

À medida que fui crescendo, nunca senti vontade de participar em qualquer evento de cariz religioso, mas a figura de Jesus sempre me inspirou muita curiosidade. Dos seus ensinamentos houve um que sempre me acompanhou, que é a célebre frase "não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem". Penso que se este ensinamento fosse posto em prática por toda a gente, teríamos certamente uma Humanidade mais justa.

Devido à curiosidade acerca da figura de Jesus, comecei a assistir a todos os filmes que relatassem factos relacionados com a sua vida. Numa certa Sexta-feira Santa, assisti a um filme lindíssimo sobre a vida de Jesus. O filme relatava a sua vida, tendo por base factos históricos conhecidos, abordando naturalmente todos os ensinamentos ético-morais deixados pelo Mestre, e que serviram de base ao Cristianismo.

Este filme deixou-me extasiada, porque terminava de uma forma absolutamente original. A última cena passava-se já nos nossos dias, aparecendo Jesus vestido com roupa de ganga e calçando ténis. Nessa cena, brincava alegremente com um grupo de crianças que jogavam à bola.

Após ver aquela cena, e estando ainda longe do caminho do Espiritismo, cheguei mesmo a pensar: "será que Jesus se encontra reencarnado? Será que ele vive actualmente

entre nós?". Durante algum tempo, fui reflectindo sobre o assunto, até que obtive a resposta: Jesus não está reencarnado fisicamente, mas encontra-se sempre entre nós! Porque Jesus está presente no sorriso de uma criança que brinca inocentemente, está presente no abraço afectuoso que recebemos de um amigo, está presente numa flor que desabrocha suavemente num jardim, está presente na água límpida que brota da nascente, e tantas vezes nos sacia a sede, devolvendo-nos a alegria de viver, está presente nas ondas que vão beijando a areia da praia, interagindo sempre, em perpétua comunhão.

E tal como as ondas do mar se vão renovando, também a nossa fé em Deus, por intermédio de Jesus, se deve renovar a cada minuto, a cada segundo que vai passando neste nosso Globo Azul, que possui ainda, e apesar de tudo, tanta beleza para ser apreciada.

Que nós, tantas vezes homens de pouca fé, possamos aprender a respeitar e desfrutar desta nossa casa comum, escola de amplos portões para incontáveis gerações, ao longo de milénios. Aproveitemos, pois, esta escola que o Pai nos deu a oportunidade de frequentar, tendo sempre como exemplo o melhor Mestre que poderíamos ter tido.

Deus permita que não nos esqueçamos nunca que Jesus é vida. E como só existe vida após a vida, Jesus está e estará sempre connosco!

Texto gentilmente passado a computador por Filipe Correia.

«Clic no VENTO, QUE NÃO SABEMOS DE ONDE VEM NEM PARA ONDE VAL... (frase bíblica).

- Que seremos nós se encolhermos os ombros e não partirmos para o "serviço" que devemos?!

- Dois milénios são passados após "Cristo" Prazo igual de que "Moisés" foi registo; Outras transformações acabarão, certamente, Por dar nova "luz" ao espírito da gente Que de guerra e fome tão horrorizada, Chora, grita e foge assarapantada

Com a fera humana, toda corrompida, Sem saber que para lá da morte... há outra vida!

Grilo 5061 9691, assina http:/ / groups.msn.com/ pcbbsc7udesqij7g2 8ulfdlc70 ».

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Basta enviar a notícia para adep(Qadeportugal.org e, para além de ser enviada por e-mail, será inserida na Agenda do movimento espírita português, no respectivo dia e mês, facilitando assim a consulta de eventos espíritas nacionais. Para consultar a Agenda basta aceder a www.adeportugal.org

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Estudos psico(pato)lógicos, psiquiátricos e de saúde mental à luz do Espiritismo. Façajáa(s) sua(s) pergunta(s)!

Clonagem: os embriões congelados têm espírito?

Recebemos uma mensagem de um leitor português, que faz parte da Associação Cultural Cristã Espírita, em Oliveira de Azeméis; disse-me ele, em 31 de janeiro de 2005: "Bom dia. Saudações especiais. Gosto muito de ler seus artigos de Saúde, no jornal de espiritismo, de Portugal. Gostaria de ficar mais esclarecido sobre o tema da clonagem. Principalmente naquela dos embriões congelados para fins terapêuticos ou outros... Todos sabemos que a ligação do espírito ao corpo se dá na concepção, união espermatozóide com o óvulo. Nessas experiências de embriões existe algum espírito atribuído aquele embrião? Em relação à doença de Alzheimer, o espírito fica como no coma, parcialmente liberto?"

Joaquim FigueiredoSanta Maria da Feira, Portugal.

Respondemos, preliminarmente, ao Leitor, agradecendo o seu interesse pelo «Jornal de Espiritismo» e, em particular, pela nossa página. Bem, o tema CLONAGEM é polémico, porque envolve aspectos considerados controversos, principalmente, científicos, éticos e espirituais. Não obstante, a controvérsia do ponto de vista espírita ainda existe, porque, a nosso ver, há distorção da Doutrina dos Espíritos por alguns confrades e confreiras, talvez, por leitura desatenta das obras da Codificação, de ALLAN KARDEC.

Que é clonagem? A palavra clone tem origem etimológica gregaklónque significa broto, ramo. O clone é um ser vivo, que tem a mesma constituição genética de outro; é o "broto" da planta que, ao ser destacado, pode desenvolver-se como a planta-mãe. De acordo com os microbiólogos, o termo clone é aplicado a uma população de microrganismos geneticamente idênticos. Nos animais, inclusive no Homem, pode ocorrer um processo de clonagem natural, que leva à formação de gémeos "idênticos".

E preciso ressaltar que no clone natural humanoos gémeossão idênticos no genótipo, isto é, com características corporais semelhantes, mas o fenótipo será diferente, pois dependerá de condições ambientais (inclusive socioculturais) diversas, além disso, os espíritos são diversos nos clones humanos naturais. A ovelha Dolly, primeiro mamífero clonado de célula somática. Naturalmente, a maioria dos organismos desenvolve-se da união de um do sexo masculino com outro do sexo feminino (reprodução sexuada), ou seja, um espermatozóide que contém n cromossomas fecundando um óvulo, também com n cromossomas, dando origem a um indivíduo com 2n cromossomas.

A clonagem de animais foi realizada cientificamente pela primeira vez em 1952, com girinos, embriões de sapos, por ROBERT BRIGGS e THOMAS KING... É importante destacarmos que antes de 1952, a clonagem em vegetais foi amplamente realizada, sem nenhuma repercussão internacional maior, apesar de se tratar de seres vivos, também... Porquê? A nosso ver, porque os vegetais não têm alma, quase todos concordam, entretanto, alguns espíritas distorcem o que os Espíritos Superiores disseram, claramente, na obra «O Livro dos Espíritos» (OLE), de ALLAN KARDEC, nas respostas às questões 71, 136-A, 585 (incluindo-se o comentário de KARDEC), 586, 587, 588, e permanecem num pieguismo e num falso evangelismo.

Mas voltemos ao nosso breve histórico: Em 1970 clonaram embriões de ratos. Bem antes de DOLLY, em 1979, foram clonados embriões de ovelhas e, em 1980, embriões de gado. A partir de então, este tipo de clonagem penetra como tecnologia avançada em veterinária e reprodução pecuária.

A ovelha DOLLY foi o primeiro mamífero clonado por transferência nuclear de células somáticas, isto é, com 2n cromossomas do indivíduo original, ou seja, de uma célula da glândula mamária de uma ovelha de 5-6 anos denominada BELLINDA, da raça Finn Dorset.

A clonagem da ovelha DOLLY produziu grandes debates internacionais, principalmente, sobre a possibilidade de clonagem humana artificial e a chamada "eutanásia" dos embriões, além da criação de "monstros"...

É preciso que se ressalte que ao falar-se de