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Jornal de Espiritismo nº 10 · 2005Página 163 min
"clonagem humana", hoje, referimo-nos à modalidade reprodutiva , que produz bebés como cópias físicas de seres já existentes (clonagem natural) e a clonagem terapêutica, que elabora embriões humanos, que são congelados, com a finalidade de fabricar tecidos orgânicos diversos, tratar infertilidade, etc...
As células-tronco, também chamadas por alguns de "sementes da vida", estariam presentes nos primeiros 14 dias do desenvolvimento embrionário. Por serem células indiferenciadas, estão sendo utilizadas em alguns países para tratamento da doença de Parkinson, diabetes, músculo cardíaco enfartado, etc., com resultados promissores. Porém, ao serem retiradas as células-tronco de embriões, estes ficam danificados, transformam-se num "amontoado de tecidos", como teria dito o prof. JAN WILMUT...
A primeira pergunta do nosso leitor Joaquim Figueiredo é: "Nessas experiências de embriões existe algum espírito atribuído aquele embrião?", bem, é o que tentaremos responder, a seguir. Em que momento se une o espírito ao corpo? O sr. Figueiredo afirma como tácito que "a ligação do espírito ao corpo se dá na concepção, união do espermatozóide com o óvulo"... Isto é parcialmente verdadeiro, pois a união do espírito ao corpo "começa na concepção", mas só "se completa no momento do nascimento", como foi revelado pelos Espíritos Superiores na resposta à questão 344 de «O Livro dos Espíritos», "ab initio"...
Além disso, essa união NÃO É DEFINITIVA (cf. se depreende da resposta à questão 345 de OLE), pois tais laços "fluídicos" são muito "FRÁGEIS" (cf. explicitado na mesma resposta da questão 345 de OLE). Portanto, Leitores, não conseguimos conceber que um embrião permaneça congelado, nos seus primeiros 14 dias, e um espírito ali permaneça ligado a ele nestas condições! E há até uma classe de espíritas, contrários a tais experiências, que dizem que "o espírito sofreria muito, pois ficaria congelado"!
Ora, espírito não é líquido para ser congelado e, muito menos matéria!...
Não obstante, o Leitor ou Leitora poderia argumentar: «E se aquele embrião for implantado no útero de uma mulher e vingar, ele teria um espírito?». Responderíamos: «Obviamente, sim, se nascer vivo, sem dúvida!». O que desejamos argumentar é que a Providência Divina a tudo provê; o espírito será atraído para o feto por poderosas forças, cuja natureza ainda desconhecemos... Alguns falam em força "magnética"... É possível, mas o facto é que tal força é DESCONHECIDA cientificamente. A propósito, lemos no item 18, capítulo 11, do livro «A Gênese, os milagres e as predições segundo o Espiritismo», de ALLAN KARDEC:
"Quando o Espírito etem de encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que mais não é do que a expansão do seu perispírito, o liga ao gérmen que o atrai por uma força irresistível [o grifo é nosso], desde o momento da concepção. À medida que o gérmen se desenvolve, o laço de encurta. Sob a influência do princípio vito-material do gérmen, o perispírito, que possui certas propriedades da matéria, se une, molécula a molécula, ao corpo em formação(...)"
Outros diriam: «Mas, a estrutura do feto não é determinada pelo perispírito, através do Modelo Organizador Biológico (MOB), e, portanto, antecede a formação do embrião?!».
fosse matéria. Sim, o perispírito é semimaterial, mas a matéria aqui é quintessenciada... O que me parece é que haja uma Directriz Organizadora Biológica (DOB), através de uma força ainda desconhecida por nós, seres humanos ainda imperfeitos, até porque desconhecemos como nasce o espírito! A propósito, na resposta à questão 78 de OLE, a Espiritualidade Superior enfatiza para KARDEC, e para nós: "(...) mas quando e como cada um de nós foi feito, eu te repito, ninguém o sabe, isso é um mistério."
Os embriões e os clones têm alma?
Respondendo, em síntese, diremos: os clones humanos naturais (gémeos), obviamente, têm alma, já os clones humanos artificiais teriam uma alma latente, isto é, haveria uma ligação "fluídica" do espírito àquele ser que deverá nascer, pois aquele que já estiver, de antemão, previsto pela Providência Divina para não nascer, o Espírito ali não estará ou abandonará aquele corpo (ou aquele feto)... Aqui, a situação seria análoga aos natimortos, assim, na questão 356 de OLE é perguntado e respondido: «Há crianças natimortas que não foram destinadas à encarnação de um Espírito?
Sim, há as que jamais tiveram um espírito destinado aos seus corpos: nada devia cumprir-se nele. É somente pelos pais que essa criança nasce». A resposta a essa pergunta é fundamental para entendermos que o que dá vida a um corpo é o "fluido vital" e não o espírito. Conhecemos vários casos de vida vegetativa de vários seres humanos, sem que necessariamente ali exista um espírito. À propósito, leia-se nosso artigo ASUBLIMIDADE DA MORTE («Jornal de Espiritismo», Jan.
º/Fevereiro 2005, Coluna SAÚDE, p.4). Alguns confrades poderiam argumentar: «Mas, se no futuro os factos vierem a demonstrar que a teoria do MOB está correcta? Responderíamos nós, como o célebre dramaturgo brasileiro NELSON RODRIGUES: «Pior para os factos!» Parafraseando ALLAN KARDEC: as fantasias científicas de hoje podem ser uma realidade amanhã, antes que chegue o amanhã, fiquemos com a realidade de hoje!
Respondendo à segunda pergunta do nosso leitor, em relação à doença de ALZHEIMER, se o espírito ficaria como no coma, parcialmente liberto, diremos quea situação é ligeiramente diferente da anterior (no embrião), pois o espírito precisaria, eventualmente, de concluir suas PROVAS, e o desprendimento mais ou menos rápido irá depender da elevação intelectual e moral do espírito. A este respeito, os comentários de KARDEC sobre a resposta da questão 155-A de OLE, quase "in fine", são esclarecedores: "(...) Por outro lado, a actividade intelectual e moral, a elevação dos pensamentos, operam um começo de desprendimento, MESMO DURANTE A VIDA CORPÓREA e quando a morte chega, é quase instantânea".
A doença de ALZHEIMER é um quadro demencial, irreversível, com solapamento progressivo da memória e outras funções cognitivas da pessoa, é uma doença de evolução crónica. ALZHEIMER é uma prova duríssima, cáustica para os familiares, mas também pode ser prova e expiação para o doente; contudo, em todos os casos, parece-me, o espírito estará parcialmente liberto do corpo, semelhantemente ao coma, concordamos com o Leitor e agradecemos-lhe perguntas tão pertinentes e interessantes para o nosso estudo doutrinário. O TRABALHO DA EQUIPA DO INSTITUTO ROSLIN, DA ESCÓCIANASCIMENTO E MORTE DA OVELHA DOLLY
O prof. JAN WILMUT, do Instituto Roslin, de Edimburgo na Escócia, foi o pesquisador responsável pelo experimento que produziu a ovelha DOLLVY. Tal trabalho foi realizado ao longo de 1995 e 1996. A ovelha DOLLY nasceu em 05 de julho de 1996; porém, somente em 23 de fevereiro de 1997, o prof. JAN WILMUT anunciou o sucesso com a ovelha DOLLY como um possível salto qualitativo em clonagem. Em resumo, enquanto as clonagens anteriores eram feitas com células embrionárias, a de DOLLVY teria sido conseguida através de uma célula diferenciada, somática, com 2n cromossomos.
Num excelente estudo de revisão, intitulado “Clonagem é?”, na Universidade Federal de ViçosaMG — Brasil, disse CARLA DE BEM DOS .
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Como foi o trabalho que culminou com o nascimento da ovelha DOLLY? - Origem do nome DOLLY.
A equipa do prof. WILMUT utilizou 834 núcleos de célula de animais adultos e de fetos. De todos os 156 óvulos implantados, somente 21 se desenvolveram e apenas 8 animais nasceram. Destes, apenas um único (DOLLY) era oriundo de um núcleo de uma célula animal adulto. O objetivo comercial desta pesquisa, talvez fosse a produção do fator sanguúíneo VIII, para o tratamento de pacientes hemofílicos ou outros produtos biológicos semelhantes. Em uma explicação de especialistas da Comissão Técnica de Biossegurança do Ministério de Ciência e Tecnologia, os passos de obtenção da ovelha DOLLY foram, em ElBrees meh resumo, os seguintes (ver ilustração):
SANTOS, bem humoradamente: “As pesquisas que culminaram com a clonagem vêm de há mais de 40 anos na Grã-Bretanha e o apoio permanente tanto em tempos de ovelhas magras, quanto em tempos de ovelhas gordas. Para que isto aconteça e chegue-se a um resultado positivo das pesquisas é preciso antes de tudo que os órgãos financiadores acreditem naquilo que estão financiando e saibam que pesquisa científica, mesmo as mais bem sucedidas, têm altos e baixos, e períodos de dormência e amadurecimento. Sendo bem nutrida, um dia floresce e outro dá frutos. Pensem antes de
cortar “só porque a moda da corrente saison é outra”.
Faça a sua pergunta sogre saúde mental!
Dr. ISO JORGE TEIXEIRA E-mail: isº,iorge©globo.corg1 correio postal: Apartado 1 4711-910 BRAGA PORTUGAL
The sheep named Dolly (July 5, 1996 - February 14, 2003) was the first mammal to have been successfully cloned from an adult cell. She was created at the Roslin
Scientists did not announce her birth until February 22, 1997, however.
The name “Dolly" came from a suggestion by the stockmen who helped in the process, in honour of Dolly Parton, because the cloned cell was a mammary cell [1]. The particular technique that was made famous by her birth, is somatic cell nuclear transfer, in which the nucleus from one of the donor's non-reproductive cells, is placed into a de-nucleated embryonic cell (which is then coaxed into developing ínto a fetus). When Dolly was cloned in 1996 from a cell taken from a 6 year old ewe, she became the centre of a controversy that still continues today
On April 9, 2003 her stuffed remains were placed in state at Edinburgh's Royal
foma En 2onmms — 1 - uma célula somática (célula mamária da ovelha doadora) - congelada havia três anosde 5-6 anos de idade, chamada BELINDA, da raça Finn Dorset foi levada a um estado de quiescência (dormência) durante o qual o núcleo da célula tornouse possível de reprogramação. Em seguida, esse núcleo contendo o DNA (ácido desoxirribonucléico) foi removido; 2- o núcleo de uma célula germinativa feminina (o óvulo da ovelha receptora seria uma outra ovelha chamada FUFFY, da raça Scottish Blackface) foi removido, para que pudesse receber o núcleo da célula
Dolly and her first son, Bonnie
3- onúcleo da célula doadora eacélula receptora sem núcleo foram fundidos (por microinjeção e manipulação, sob a indução de uma descarga elétrica controlada), para obter-se um embrião. Em seguida, esse embrião foi implantado no útero de uma terceira ovelha, gestante (chamada LASSIE, da raça Scottish Blackface), que pariu a ovelha DOLLY.
Posteriormente, a ovelha DOLLY teve filhotes, alguns com problemas e teria apresentado um “envelhecimento precoce”, com uma forma rara de “artrite”, e surgiu uma grave infecção pulmonar e, por esta, foi sacrificada, às 15 horas do dia 14 de janeiro de 2003. O nome DOLLY foi uma homenagem do prof. WILMUT a uma cantora americana, DOLLY PARTON, que possuía as mamas muitos grandes; como a célula doadora foi retirada da glândula mamária...
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ESCOLA DE BENEEICÉNCIA E CARIDADE ESPIRITA
A Escola de Beneficência Caridade Espírita, convida os amigos de ideal espírita a associarem-se na passagem do seu aniversário.
Esta associação nasceu fruto da boa vontade dos seus fundadores, tendo sido inaugurada em 26 de Abril de 1997 por Divaldo Pereira Franco. Para assinalar a data, criamos uma série de palestras a realizar por convidados de outras Associações e por elementos da nossa própria casa.
As actividades decorrem à sexta-feira às 21 Horas e ao domingo às 10 Horas.
Programa de AniversárioAbril 2005: Dia 1 - Sexta-feira - 21 Horas. Tema: *O Amor e o ser humano*. Carlos RibeiroE.B.C.E. Dia 3 - Domingo - 10 Horas. Conferência: *Meditação, Factor de Equilíbrio*. José António LuzNERV.
Dia 8 - Sexta-feira - 21 Horas. Tema: *O Curso Básico de Espiritismo*. Monitora do Curso Adelaide Sousa e participantesE.B.C.F.
Dia 10 - Domingo - 10 Horas. Tema: *A importância da Prece*. João Xavier de Almeida
Dia 15 - Sexta-feira -21 Horas. Tema: *Fluido, a ponte entre espírito e matéria*. José Augusto E.B.C.E.
Dia 17 - Domingo - 10 Horas. Tema: *Espiritismo, força renovadora em nossa vida*. Jorge Gomes ADEP
Dia 22 - Sexta-feira - 21 Horas. Tema: *O Passe, a atitude do paciente*. Manuel FernandoE.B.C.E. Dia 24 - Domingo - 10 Horas. Tema: *Os exemplos de Jesus*. Isaías SousaE.B.C.E.
Dia 29 - Sexta-feira - 21 Horas. Tema: *Consequências do Amor na Saúde*. Paula Pereira -E.B.C.E.
Sessão de Encerramento, 1 de MaioDomingo - 10 Horas. I. Homenagem comemorativa do dia da mãe pelo grupo Juvenil. II. Palestra: *O Amor*, Arnaldo Costeira, presidente da F. E. P. Para informações mais detalhadas ou outras questões, solicitamos que nos contactem via o nosso endereço de e-mail: ebce&netvisao.pt ou via telm 919960968. EBCERua Quinta da VinhaS. João de VerPortugal. http:/ /ebce.net
No passado dia 19 de Março, pelas 15 horas, teve lugar no auditório da Comunhão Espírita Cristã, de Rio Tinto, uma palestra proferida por Noémia Margarido, subordinada ao tema "Vida: desafios e soluções".
A palestra teve o seu início com a leitura de uma curiosa "entrevista realizada a Deus" por um jornalista. Seguiu-se então a explanação do tema
com a análise das diversas formas de sofrimento muitas vezes auto-infligido, que afastam o homem da felicidade. Foi citado o exemplo das ostras e a sua capacidade de transformar em pérolas as impurezas vindas do exterior, simbolizando assim o amor com que cada homem deve envolver tudo e todos quantos o rodeiam, pese embora as impurezas que ainda possuam; o amor é o caminho da felicidade.
A palestra teve o seu termo por volta das 16 horas. Os trabalhos prosseguiram como habitualmente neste dia da semana nesta associação com a realização de vibrações e a terapia do passe. Texto: José Miguel Figueiredo
CENTRO DE CULTURA ESPIRITA: NOVO SITIO NA INTERNET
O Centro de Cultura Espírita, sito no Bairro das Morenas, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c, 2500- 831 Caldas da Rainha, mudou o seu endereço na Internet bem como o seu e-mail.
O novo endereço da sua página na Internet passa a ser www.caldasrainha.net/cce eoe-mail é o seguinte: cceOcaldasrainha.net , pelo que solicitamos aos interessados que façam a respectiva alteração.
e-mail ceca&sapo.pt e página de Internet em http:/ / www.ceca.web.pt , convidou a população metropolitana do Porto, a estar presente às sextasfeiras do mês de Abril, pelas 21h30, para o seguinte quadro de palestras: dia 1 - "Perispírito: a sua Interacção no mundo tridimencional", por Luís Almeida (conferencista da associação). Dia 8 - "Ser Jovem no Mundo Moderno", por Miguel Silva (conferencista da associação). Dia 15 - "'O Medo pela Optica Espírita", por Carlos Ferreira
(conferencista da associação). Dia 22 - "Onde Fica o Animal?", por Cátia Martins (psicóloga e dirigente da AME Portoassociação Médico-Espírita do Porto www.ameporto.org ). Dia 29 - "Esforço", por Ricardo Godinho (conferencista da associação).
XV JORNADAS ESPÍRITAS DE LISBOA
O Centro Espírita Perdão e Caridade, na Rua Presidente Arriaga, 124/125 em Lisboa (às Janelas Verdes), vai levar a cabo as XV JORNADAS ESPÍRITAS DE LISBOA, no próximo dia 29 de Maio de 2005.
Este ano estas jornadas estarão subordinadas ao tema "BICENTENÁRIO DO NASCIMENTO DO CODIFICADOR!. As conferências abordarão os seguintes subtemas: A REVISTA ESPIRITA (expositor: Carlos Alberto Ferreira-CEPC). AÀA SOCIEDADE PARISIENSE DE ESTUDOS ESPÍRITAS (Expositor: José Luís UchaA. E. Barsanulfo). O LIVRO DOS ESPIRITOS (expositor: Antero Ricardo-CEPC ). O CÉUEO INFERNO (expositor: Paulo Henriques-FEC). Horário: Das 9H30 às 17H30 (com intervalo para o almoço). Entrada livre e gratuita
ASSOCIAÇAO CULTURAL ESPÍRITA HELIL
Calendário de actividades em Faro desenvolvidas por este centro espírita: dia 1 de Maio, das 10:00 às 17:00 horas, seminário “O universo inteligente», por Nuno Cruz da Casa do Caminho, Lisboa; dia 3 de Maio, às 21:00 horas, palestra de Vítor Mora Féria, da Associação Espírita de Quarteira “O Consolador” (a confirmar); dia 10 de Maio, terçafeira, às 21:00 horas, palestra de Hugo Guinote; 15 de Maio, domingo, das 10:00 às 18:00 horas, seminário “Reencarnação e evolução, da préhistória à actualidade”, por Hugo Guinote; 24 de Maio, às 21:00 horas, “Paulo, o Apóstolo”, palestra de Julieta Marques, da Associação Espírita de Lagos; dia 31 de Maio, às 21:00 horas, palestra de Lúcia Alves, do Centro Espírita Luz Eterna, de Olhão.
Todas as terças-feiras, das 21:00 às 22:00 horas, palestras públicas; sábados, das 15:00 às 16:00 horas, Grupo de Infância e Juventude; e das 17:30 às 18:30, Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita. A Associação Cultural Espírita Helil fica na Urbanização de Santo António do Alto, lote 58, loja B, 8000 Faro. Contacto para informações: 966 859 273.
LEÇA DA PALMEIRA: CONFERÊNCIAS ESPÍRITAS
O Núcleo Espírita Rosa dos Ventos (NERV) convida os leitores a estarem presentes às sextas-feiras no mês de Maio, para o seguinte "Ciclo de Palestras Espíritos de Luz'": dia 6 de Maio às 21h00, «Joanna de Angelis», orador: José Augusto (conferencista da Escola de Beneficência e Caridade EspíritaS. João de Ver). Dia 13 de Maio às 21h00: «Bezerra de Menezes, vida e obra», orador: José António Luz (conferencista do NERV).
Dia 20 de Maio às 21h00, «Francisco de Assiso Homem e a Espiritualidade», oradora: Susana Luz (conferencista do NERV). Dia 21 de Maio às 16h00, I Tertúlia Espírita “Um olhar sobre o mundo espiritual”, com a participação da Escola de Beneficência e Caridade Espírita, de S. João de Ver; às 17h30, I Concurso Internacional Descobrir o Espiritismo. Dia 27 de Maio às 21H00, «Eurípedes Barsanulfoo apóstolo da caridade», orador: José Augusto (conferencista do NERV).
* O NERV fica na Travessa Fonte da Muda, n.º 26, 4450-672 Leça da Palmeira, com e-mail nervespiritismoOyahoo.com e página de Internet em http:/ / www.nerv.pt.vu
Nos passados dias 22, 23 e 24 de Abril, realizou-se na Figueira da Foz o 22.º Encontro Nacional de Jovens Espíritas (ENJE), subordinado ao tema “A famíliao melhor é viver em família, aperte mais este laço de amor”, cuja organização coube, desta feita, à Associação Espírita do Paião.
O Encontro decorreu no Aparthotel Sottomayor, tendo contado com a presença de cerca de 200 jovens e 30 acompanhantes. Iniciou sexta-feira, pelas 20h00, com a recepção aos jovens participantes e entregas de crachás, pelos elementos da organização. De seguida, na sala de conferências, decorreu, com a presença de Florêncio Anton, espírita, médium de efeitos físicos, licenciado em pedagogia, professor e terapeuta, uma sessão de pintura mediúnica ao vivo, com a presença de jovens espíritas, acompanhantes e curiosos. Após curta sessão de esclarecimentos e dúvidas, foram encerrados os trabalhos.
O dia seguinte iniciou-se pelas 8h00 da manhã, com uma sessão de exercícios de relaxamento, tendo-se seguido o pequeno-almoço. Seguidamente, e já com a presença de todos os jovens inscritos, deu-se início a um conjunto
de jogos de socialização, tendo em vista a interacção e sociabilização de todos os jovens presentes. Alguns desses jogos permitiram, de igual modo, que os membros dos grupos de trabalho constituídos previamente pela organização, num total de 12, pudessem travar conhecimento.
Já a manhã caminhava a largos passos para o seu final, quando Maria Emília Barros, coordenadora do Departamento InfantoJuvenil da Federação, deu uma palestra sobre a família e a sua importância na formação dos jovens, tendo, no final da mesma, sido distribuindo a cada grupo algumas perguntas relacionadas com esta temática, para reflexão e posterior apresentação de conclusões. Pelas 13h00 foi servido o almoço, sempre em clima de alegria e saudável confraternização, tendo os trabalhos reiniciado pelas 15h00 da tarde, com a apresentação, por alguns membros da Associação Espírita de Paião, do hino do 22.
º ENJE e declamação de um poema de Fernando Pessoa por um grupo de jovens das casas espíritas de Lisboa.
De seguida, procedeu-se novamente à divisão dos jovens participantes em grupos, tendolhes sido atribuídos temas para, num primeiro momento, reflectirem e se prepararem e, num segundo momento, apresentarem as suas conclusões, de uma forma livre mas,
necessariamente, criativa.
Entre muita reflexão e cuidada preparação, a animação subiu de tom, notando-se o extraordinário entusiasmo com que todos os jovens participantes acolheram este desafio. Pelas 20h00, jantar. Houve lugar à apresentação dos trabalhos preparados pelos grupos. Entre pequenas representações com muito humor, e outras mais sérias, passando por declamação de poemas e/ou textos e corais, os jovens participantes passaram as suas mensagens, sempre com a natural e divertida irreverência, que os caracteriza.
Findas as apresentações, foram encerrados os trabalhos pela 1h30 da manhã, tendo-se a organização congratulado pela extraordinária qualidade, criatividade e entusiasmo com que todos os grupos abraçaram o desafio. Reiniciados os trabalhos na manhã de domingo, com mais uma sessão de exercícios de relaxamento, os jovens participantes tiveram oportunidade de assistir a uma palestra de Francis Lobo, representante do movimento jovem brasileiro, subordinado ao tema “A família”, tendo, de seguida, novamente divididos em grupos, reflectido e ponderado sobre algumas questões relativas ao mencionado tema, para posterior apresentação de conclusões, as quais, farão parte de um estudo sobre o mencionado tema a apresentar, posteriormente, aos jovens brasileiros.
De seguida foi servido o almoço que decorreu sobre um clima de alegre fraternidade, tendo, de seguida, sido reiniciados os trabalhos, agora com um painel de palestrantes, onde se contavam Maria Emília Barros, Arnaldo Costeira, presidente da Federação Espírita Portuguesa, Manuel dos Santos Rosa, Francis Lobo, Florêncio Anton e Naldo Bernardes, em representação da Associação Espírita do Paião. Foi apresentada pela ADEP (Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal) uma grande novidade na área da divulgação espírita: uma biblioteca espírita virtual, composta por dezenas de obras espíritas em formato electrónico!
Foi também apresentada a nova versão do CD do Curso Básico de Espiritismo, agora com mais material pedagógico e recursos audiovisuais. Os representantes de todas as casas espíritas presentes foram convidados a dar o seu testemunho relativamente ao ENJE que estava a terminar, tendo sido visível a satisfação que marcou todas as opiniões, relativamente ao encontro que se aproximava do fim. Posto isto, os jovens participantes assistiram a curtas palestras, efectuadas pelos mencionados membros do painel, tendo, de seguida, sido passado o testemunho à Associação Espírita de Braga (responsável pela realização do ENJE de 2006), e decorrido a votação para a escolha da associação que organizará o ENJE de 2007, tendo tal escolha recaído sobre a Associação Espírita de Leiria.
De seguida foi encerrado o 22.º ENJE, entre canções e manifestações de alegria e alguma saudade, pelas horas de alegre e saudável convívio vividas.
Há que salientar o número de jovens participantes, o entusiasmo, o convívio e a alegria com que se viveu este ENJE, bem como o esforço despendido pela organização que neste, como em todos os ENJE, merece sempre o carinho e o sincero agradecimento de todos os jovens participantes.
Texto: Pedro Melo espiritismo
ven mediunidade seria um fenómeno de “automatismo cerebral”, com a participação de duas mentes. O espírito comunicante e o médiumque compõem uma parceria sensitivo-motora mais ou menos harmónica, capaz de produzir o fenómeno. Sendo assim, tenho sempre destacado que, em termos de mediunidade, não há produção independente. Tanto o médium que se presta à transmissão da mensagem como o espírito que a transmite, são autores e co-autores de todo conteúdo da mensagem, seja ela oral, escrita, pictórica ou psicométrica.
Sem poder entrar em detalhes numa entrevista como esta, quero anotar apenas que os automatismos motores a que me refiro, já têm as suas vias neurais muito bem conhecidas no ambiente da neurologia. E, se a mediunidade inclui o cérebro do médium para se revelar, é fundamental conhecer e respeitarmos as conexões dos centros nervosos ao propormos qualquer teoria para explicá-la.
E com as doenças espirituais?
N.O.F. - Desde que iniciei os meus estudos na Faculdade de Medicina procurei lidar com a existência da alma para compreender a extensão maior do sofrimento humano. Nunca me permiti excluir o conhecimento espírita, que trago desde criança, para completar minha formação académica. A minha busca maior foi sempre a de lidar com os conhecimentos da fisiologia cerebral ampliada pelas expressões da espiritualidade que tive a felicidade de testemunhar com nossos médiuns.
No início preocupava-me mais em aprender a catalogar correctamente os quadros clínicos. Parecia-me ser importante produzir um diagnóstico correcto quando se tratava de uma doença física ou de uma manifestação de natureza espiritual. A maturidade profissional, entretanto, me permitiu acumular experiência nos dois campos. Hoje, posso afirmar que toda a expressão de doença que ocorre em nós é fruto amargo produzido por nós mesmos.
Somos a própria vítima quando cedemos à invigilância. O campo mental que vivenciamos é expressão de inteira responsabilidade nossa. Qualquer escolha e qualquer decisão que tomamos agrega elementos que irão compor a psicosfera com a qual estaremos circulando pelo mundo.
A psicografia do nosso querido Chico Xavier, com destaque para André Luiz e Emmanuel, brindou-nos com uma vastíssima literatura nos ensinando essas verdades cristalinas. Será, de facto, a glândula pineal o órgão da mediunidade por excelência?
N.O.F. - A minha visão, como neurologista, exige um pouco mais para explicar toda a fisiologia do fenómeno mediúnico. A importância da pineal mereceu muito destaque nas obras de André Luiz e, a partir daí, os estudiosos espíritas se encarregaram de alçála a uma espécie de vedeta com brilho exponencial. Para mim, os instrumentos com os quais a ciência de hoje nos permite abordar o sistema nervoso são muito limitados. Conhecemos os neurónios e os seus circuitos, os neurotransmissores e a sua actividade nas sinapses, e o ADN com suas mensagens químicas interferindo na construção das proteínas.
Penso que mais cedo ou mais tarde iremos reconhecer com os nossos instrumentos a actuação dos fluidos espirituais, que de alguma forma executam uma fisiologia que nos é na actualidade totalmente desconhecida. E por isso que a pineal é vista “do lado de cá” como uma glândula de menor importância do que as descrições que André Luiz nos oferece. Quando nos foi revelada a circulação do sangue, a condução eléctrica pelos feixes nervosos ou a actuação dos micróbios produzindo doenças, a medicina inaugurou, nessas ocasiões, novos paradigmas que mudaram por completo a sua interpretação sobre a fisiologia dos fenómenos orgânicos.
Creio que o estudo da fisiologia dos “fluidos espirituais” nos abrirá um extenso domínio de conhecimentos com capacidade, também, de alterar todo o paradigma da ciência médica. À partir daí, compreenderemos melhor a importância do influxo da energia mental na condução de toda a orquestração que a fisiologia celular exige.
Como diagnostica os distúrbios neurológicos de foro espiritual?
N.O.F. - Estudando as obras de André Luiz, na psicografia de Chico Xavier, elaborei uma classificação para compreendermos o diagnóstico das “doenças espirituais”. Sugeri a existência de dois gruposas “autoinduzidas”, que resultam das nossas próprias
Sou de Uberaba. Ali, foram inúmeras as oportunidades de testemunhar a certeza da vida espiritual. As cartas amorosas dos familiares já desencarnados trazem detalhes de comprovação inegável. Os fenómenos de efeitos físicos que presenciámos serviriam para afrontar a exigência de qualquer cientista descrente. A possibilidade de caminhar lado a lado com o médium Chico Xavier permitiu-me conhecer tantos detalhes da Espiritualidade que seria ingratidão de minha parte exigir mais.
ocorre a participação de entidades espirituais com que nos associamos promiscuamente ou
aquelas que de alguma maneira se sentem credoras de débitos que precisamos saldar.
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LOCALIZAÇÃO OBJETIVOS,. DIREÇÃO CampinasSP -Brasil PUBLICAÇÕES, TEMAS
Última atualização 05 de feverçêiro de 2003, Problemas ou sugestões favor
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Dentro desses dois grupos foram incluídos o desequilíbrio vibratório, a auto-obsessão, o
vampirismo e a obsessão propriamente dita. Ficam disponíveis os meus livros O Cérebro e a Mente, Muito Além dos Neurônios e minha homepage na Internet onde consta a descrição completa dessa classificação www.geocities.com/nubor facure/. Que tipo de tratamento utiliza?
N.O.F. - Na minha actividade profissional desempenho o papel de um neurologista como qualquer outro. O que faço questão sempre, é de, respeitosamente, deixar claro aos meus pacientes que sou espírita e, quase sempre, posso discutir com eles uma orientação espiritual para seus problemas médicos. Em todo o Brasil as pessoas são muito abertas a conversar sobre espiritualidade. Felizmente, os preconceitos e o fanatismo que costumam prejudicar esse diálogo são relativamente incomuns.
Para o tratamento específico no campo da espiritualidade, considero ser muito mais adequado apontarmos um centro espírita, onde já temos pessoal competente e interessado nesse apoio que nos é fundamental. Como médico neurologista, o facto de também ser espírita contribui para uma melhor qualidade de vida dos pacientes? N.O.F. - Prefiro inverter a colocação. Quem se sente favorecido sou eu, pela acolhida de uma grande clientela que me prestigia, aceitandome como médico e como espírita.
Já sou neurologista há 40 anos e toda a população da cidade de Campinas me identifica como médico espírita. Com frequência os encontro nas minhas palestras nos centros espíritas que me honram com os seus convites.
No Instituto de Cérebro que pesquisas tem efectuado na comprovação da existência do espírito?
N.O.F. - Como já afirmei, conheci o espiritismo a partir dos sete anos de idade. Com meus pais e irmãos sempre estivemos envolvidos com o meio espírita de nossa cidade natal. Preciso destacar que sou de Uberaba e ali foram inúmeras as oportunidades de testemunhar com os nossos médiuns a certeza da vida espiritual. As cartas amorosas dos familiares já desencarnados trazem detalhes de comprovação inegável. Os fenómenos de efeitos físicos que presenciamos serviriam para afrontar a exigência de qualquer cientista descrente. A possibilidade de caminhar lado a lado com o médium Chico Xavier me permitiu conhecer tantos detalhes da Espiritualidade que seria ingratidão de minha parte exigir mais.
E por isso que não sentimos necessidade de comprovar experimentalmente a existência de espíritos. Pelo que já sabemos, eles estão, por sua vez, esperando um pouco mais de nós. O nosso maior interesse, como se pode perceber nesta entrevista, é conhecer mais e melhor os processos cerebrais envolvidos na mediunidade e a contribuição que a classificação das doenças espirituais pode trazer para alívio do sofrimento dos pacientes que nos procuram.
Texto e fotos: Luís de Almeidaluis.almeidae&mail.telepac.pt
Devido ao ponto evolutivo em que nos encontramos, nós, criaturas do planeta Terra, ainda não podemos ozar da plena e verdadeira %elicidade. Todos conseguimos, cada um segundo o seu entendimento e aspirações, dizer o que seria para si a felicidade, e, alguns até conseguimos viver numa felicidade relativa dessa felicidade que aspiramos. No entanto, a verdadeira e plena felicidade, essa de que Jesus nos falou, talvez ainda nem sequer consigamos entrevê-la e muito menos compreendê-la. Neste planeta de provas e expiações,
acotovelam-se biliões de criaturas, mais ou menos desorientadas, à procura da sua felicidade. Uns procuram-na exclusivamente nas realizações efémeras, e a “felicidade” que daí julgam sentir é tão vazia quanto o são essas realizações; outros, que já começaram a despertar para o verdadeiro sentido da vida, seja o que for que os tenha despertado, guiamse para a finalidade que conseguem vislumbrar com a ajuda dessa bússola que encontraram, seguindo assim mais firmes e tranquilos o seu caminho.
Contudo todos, quer os mais quer os
menos desorientados, somos como o viajante que sobe a montanha com a sua bagagem às costas. A cada passo que avançamos na subida, livramonos do que passamos a considerar prejudicial ou desnecessário e o saco da bagagem começa a ficar mais leve tornando-nos mais fácil a caminhada; Ao mesmo tempo que nos vamos despojando do supérfluo, vamos também descobrindo e adquirindo novos valores que tornam a nossa bagagem mais valiosa, e, quanto mais preciosidades (morais e intelectuais) acumularmos mais felizes seremos. Para o homem deste planeta, é-nos
dito na resposta à questão 922 de “O Livro dos Espíritos” que, quanto à felicidade, “com relação à vida material, é a posse do necessário. Com relação à vida moral, a consciência tranquila eafé no futuro.”. Como, apesar de sermos todos iguais, somos todos diferentes, a posse do necessário, a consciência tranquila e a fé variam de pessoa para pessoa; Mas, todos nós podemos tentar enquadrar a nossa realidade íntima na resposta acima e ser tão felizes quanto nos seja possível aqui na Terra.
Texto: Cecília Morais cecilia.moraisOportugalmail.com reportagem
As dúvidas existenciais afectam cada vez mais o pensamento do ser humano. Jovens e idosos sabem que o corpo físico se perde na noite dos tempos e procuram novas realidades. Estão prontos a conhecer os fundamentos da filosofia espírita. Buscam a harmonia do seu “mundo” interior. E envolver-se em permanente terapia de luz.
É sábado. Dezassete horas. Um pouco menos. Ao todo são 15 os alunos do Curso Básico de Espiritismo que começam a chegar. Desde o dia 11 de Setembro de 2004 — data que assinala as “feridas” provocadas pelo massacre e sequestro de centenas de pessoas numa escola de Beslan (Ossétia do Norte).
A sala branca que os vai acolher é demasiado pequena para a euforia com que se cumprimentam. A afeição que reina entre todos é contagiante. “Sinto-me aqui muito bem. Adoro todos os meus colegas”, assegura Benilde Oliveira.
São jovens ... e alguns maduros! Trocam livros já lidos, enquanto aguardam a saída dos adolescentes que frequentam o Minicurso Básico de Espiritismo, que agora termina. Conhecem-se todos.
O bulício da grande cidade e o ritmo de vida que a sociedade moderna pratica levou-os a eleger o conhecimento dos problemas da existência humana como prioritário. “Quero conhecer-me a mim própria. E também aos meus irmãos, encarnados e desencarnados, para melhor os poder ajudar”, refere Júlia Barros. No seu íntimo, trazem conceitos equivocados de espiritualidade. E reconhecem a inevitabilidade de uma educação moral capaz de amenizar os exageros teológicos que culturalmente carregam.
Do passado, transportam conhecimentos formados, mas também dúvidas: “O que é o espírito? E a obsessão? A reencarnação é facto cientificamente comprovado ou não tem consistência? Os animais têm alma? ” Por inscrição directa, ou via internet, este grupo conferiu à Associação Sociocultural Espírita de Braga a responsabilidade de lhe transmitir novos entendimentos para corrigir distorções que, porventura, precisem de ser desfeitas, a fim de olhar e perspectivar o futuro de feição verdadeiramente nova.
Raquel Castro esclarece mesmo que “esta Associação não exclui o cariz científico do espiritismo. Aborda a doutrina tal qual ela foi codificada”. Há muito que esta casa espírita concorre grandemente para o imperioso aprimoramento intelectual e moral de quem dela se aproxima, mediante estudos doutrinários e demais actividades de valor mediúnico e assistencial. “Começámos a ministrar o Curso Básico de Espiritismo há mais de 20 anos.
Ininterruptamente”, afirma Noémia Margarido, monitora desde o primeiro curso.
As vertentes sociocultural, científica, educacional e prática em que esta formação assenta levam a associação a apostar cada vez mais na sua inovação. “Já passaram por este curso imensas pessoas ao longo destes 20 e tal anos. Alguns de três turmas”, acrescenta. Doutorados, licenciados, mas também analfabetos, encontram-se entre um leque muito variado de indivíduos, cujas dissemelhanças perspectivaram turmas interessantes e a partilha extremamente enriquecedora.
“ Vai continuar e não vemos, felizmente, o fim dele, porque é uma forma de esclarecimento muito grande”. O argumento apresentado por aquela trabalhadora espírita é o de que cada turma é diferente da outra e “vão ser os alunos que, de alguma forma, ditam o próprio nível do curso”.
das novas tecnologias de informação estão patentes no manual fornecido e constituem parâmetros essenciais para quem tem a responsabilidade de ensinar as vertentes científica, filosófica e moral do pensamento espírita. O objectivo final do Curso Básico de Espiritismo é o conhecimento pelo estudo e reflexão em grupo, ou em minigrupos, a partir de um referencial alicerçado em «O Livro dos Espíritos» e complementado pelas demais obras básicas de Allan Kardec.
Para contemplar as exigências de qualidade, actualização científica e envolvimento pessoal, a concepção do Curso assenta num dossier composto por 10 cadernos. No seu âmbito, engloba conteúdos predominantemente susceptíveis de modificação. “Fomos alterando os manuais, criando imagens, sempre na tentativa de melhorar e aperfeiçoar”, explica a formadora. Eugénia Lopes, outra monitora, acrescentou: “ Está estruturado de modo muito lógico, iniciando por uma panorâmica geral para, no decorrer do tempo, pormenorizar”.
Desta forma, facilita a percepção de “uma nova forma de ver e sentir a vida”. A opinião é generalizada entre os aprendizes, quando reconhecem que o compêndio está “bem construído” e que os textos “são simples e compreensíveis”. Entretanto, José Oliveira diz que apenas “mereciam mais um pouco de atenção por parte de todos nós”. Condicionados pela metodologia de trabalho, os desejos, as necessidades e as expectativas determinaram os efeitos formativos, ao mesmo tempo que explicitaram saberes que se reflectiram no decurso das aulas.
Para corresponder a esta exigência, os monitores “são pessoas que se preocupam em saber cada vez mais, para poder transmitir as coisas de forma mais correcta”, sustenta Vânia Nazaré.
espiritualidade elevada. É o que acontece naquela associação, onde “a maior parte dos assistentes às reuniões públicas são, ou foram, frequentadores de um curso”. Pela mesma razão, grande parte, senão a totalidade dos seus trabalhadores, “começaram por frequentar este curso e depois outros. E hoje são os dirigentes da casa”.
O mês de Junho é o prazo final para o encerramento desta formação que, segundo José Guilherme “foca os aspectos gerais do Espiritismo”, perfazendo, assim, um período de duração de 10 meses. “Não é muito longo porque a doutrina espírita é muito profunda e o tempo é pouco para explorar os casos mais importantes que ela tem para nos oferecer”, afirma João Paulo.
Pontualidade, disciplina, adequada técnica de comunicação, terminologia acessível, exemplos simples e permuta de experiências foram a trave-mestra e geraram, quer para os três formadores quer para os formandos, contributos importantes para a definição de laços afectivos. “Ao aluno pode parecer que não, mas a possibilidade de esclarecer dúvidas e partilhar o conhecimento é de uma riqueza extraordinária”, garante Noémia Margarido. Talvez por este facto se concretize, em breve, um novo projecto: “está em pensamento um outro curso. E sobre a Educação da Mediunidade”, confirma.
Estes estudiosos do Espiritismo, que já percepcionam alguns saberes e sustentam os seus princípios, estão agora empenhados em desvendar novas vertentes desta doutrina filosófica. E não vão, com certeza, perder o ensejo que lhes é gratuitamente facultado. Já sonham com o próximo curso.
Não será, assim, por insuficiência de participantes que a nova formação não se efectiva.
Texto: Maria Eugénia . Fotos: José Braga opinião
Desde sempre existiram na crosta terrestre fenómenos para os quais o homem não encontrava uma explicação, classificando-os
Por volta do século XIX, esses fenómenos multiplicaram-se consideravelmente, obrigando o homem a reparar neles melhor. Entre os mais falados, temos o caso das “mesas girantes”, que inicialmente surgiu na América do Norte, gro agando-se em seguida pela Europa. endo visto como uma brincadeira, o fenómeno das “mesas girantes” começou por servir de entretenimento nos salões de convívio da classe média-alta, juntandoágrandes grupos, que retendiam assistir ao divertimento da moda.
árias pessoas sentavam-se ao redor de uma mesa rédonda com três pés, e colocavam as suas mãos sobre ela, que começava a sua dança, rodando, levitando é batendo com os pés no chão, em movimentos variados, por vezes suaves e outras vezes bastante violentos. Com o tempo, o fenómeno deixou de captar a atenção daqueles que o viam somente como algo sobrenatural, caindo em descrédito. No entanto, outros se deixaram encantar pela estranha dança, começando a investigá-la.
E foi %taças a esse fenómeno que surgiu a doutrina que estudamos hoje: o Espiritismo. Hippolyte Rivail, um senhór respeéitado em Frâniça, iniciou os seus estudos em torno das mesas girantes”. Estudando o fenómeno de erto, percebeu que não só rodopiavam e evitavam, como eram feridas com batidas fortes. Depressa descobriu por detrás desses ruídos a presença de uma espécie de inteligência, que pelas batidas, respondia a questões que lhe eram colocadas.
Métodos mais simples de comunicação foram depois propostos por essa inteligência oculta, tais como o uso de lápis e pranchetas, que possibilitavam o desenvolvimento de textos ao lon%p de páginas e Eágmas. E assim, nasceram os livros que conhecemos como AÀA Codificação. Foje, quase 150 anos depois, este tipo de fenómenos já não se verificam do mesmo modo. Na verdade, eles tinham um objectivo: dar a conhecer ao mundo corpóreo, no momento oportuno, a existência de algo para além da matéria.
Desse modo, o homem foi presenteado com as palavras de Espíritos Superiores. No entanto, o Homem, preso ao plano material, sente ainda necessidade de ver e ouvir certas coisas, sobretudo aquelas que não consegue explicar. E dessa curiosidade surgem brincadeiras praticadas sobretudo pelos adolescentes, como “O Jogo do Copo”. E a procura de contacto com o mundo que desconhecemos (conscientemente), na busca de um arrepio forte.
Para fazer êsse jogo, é utilizado um tabuleiro, de nome original * Tabuleiro Ouija”, do ano de 1890, e inventado por Reiche, Bond e Kennard, sendo vendido aó público como um jogo de salão. Nesse tabuleiro, encontram-se dispostas em linha as letras do abecedário, todos os números e as palavras “Sim”,“Não” e“Adeus”. O tabuleiro trãz ainda uma espécie de pequena prancheta com um apontador ou um buraco, que indica as letras para formar as palavras.
Um usuário ou mais, colocam as mãos na Fequena prancha sobre o tabuleiro, e após azerem uma questão, a prancha inicia o movimento, formando palavras e frases. No entanto, não é necessária a utilização de um tabuleiro original. Na verdade, bastam as letras e os números escritos numa folha de papel, para além das palavras “Sim” e “Não”, substituindo-se a prancheta por um copo ou até uma moeda. Isso implica que, na verdade, o segredo não está no material utilizado, mas naquilo que o faz mover...
, Para compreendermos este tipo de fenómenos, é essencial que primeiro os classifiquemos de acordo com a suúa categoria (de acordo com a Doutrina Espírita). Assim, neste caso, falamos de manifestações físicas: traduzem-se por efeitos sensíveis, tais como ruídos, movimentos e deslocação de corpos sólidos. O Livro dos Médiuns, diz-nos o seguinte a respeito das manifestações físicas: : Pergunta: Como pode um Espírito produzir o movimento de um corpo sólido?
” P“ : á Resposta: Combinando uma parte do fluído universal com o fluído próprio àquele efeito, que o médium emite.” Ou seja, para que o fenómeno se produza, é indispensável a intervenção de pelo menos uma pessoa dotada de especial aptidão, que se designa pelo nome de médium (de efeitos físicos).
produzir o movimento. ” i “Pergunta: São aptos todos os Espíritos, a produzir
“Resposta: Os que produzem efeitos desta espécie são sempre Espíritos inferioreS, que ainda se não desprenderam inteiramente de toda a influência material.” : NA Ora, no que respeita ao Jogo do Copo, isto implica dizer que existe, de facto, uma inteligência por detrás do fenómeno do movimento físico, denominada por nós como Espírito. A diferença em comparação com a época de Allan Kardec é que os indivíduos que se comunicavam através do fenómeno eram bons Espíritos, rocurando ensinar-nos, enquanto que as rincadeiras de hoje em dia não passam de uma forma que os Espíritos inferiores encontram de se divertirem à nossa custa e de conseguirem o que querem.
Os Espíritos são seres humanos desencarnados, com 0 mesmo carácter que tinham quando encarnados. Encontram-se por toda à parte, ocupados nos seus afazeres, tal como nós, encarnados. Contudo, eles não se encontram num local específico. Geralmente, os Espíritos imperfeitos estão junto a nós, por afinidade connosco. Não o0s conseguimos ver pois encontram-se num plano diferente do nosso, mas eles vêêm-nos, e conhecem até os nossos pensamentos.
Agem sobre nós, sobretudo pelo pensamento, viSto que não lhes é fácil agir sobre a matéria (como vimos, necessitam de um médium). ” Diz-nos o Livro dos Espíritos: "456. Vêem os Espíritos tudo o que fazemos?” Podem ver, pois que constantemente vos rodeiam. Cada um, porém, só vê aquilo a que dá atenção. Não se ocupam com o que lhes é indiferente.” Quando uma ou mais pessoas se juritam para procurar entrar em contacto com o “Além”, abre-se uma porta para que se aproximem de nós aqueles que assim desejem.
Ora, sendo o nosso planeta ainda inferior na hierarquia dos mundos, e daí resultando que a maiória dos Espíritos que nesta crosta vivém são igualmente inferiores, não deverá surpreendeíf-nos que tenhamos mais rápida resposta por parte destes. Na verdade, o mundo espiritual superior não tem tempo a perder com este tipo de brincadeiras e contactos inúteis. Assim, o mal deste jogo está em que apenas Espíritos inferiores e ignorantes se préstam a esse tipo de invocação, mentindo, mistificando, inclusive assumindo falsa ídentícÍade, a fim de satisfazer a curiosidade dos ignorantes.
Respondem àquilo que lhes perguntam, fazem prêévisões e dão conselhos, participando na brincadeira. Contudo, de imediato se colocam na posição de credores daqueles que os invocam a seu serviço, fazendo duras cobranças pelo trabalho prestacfo. Esses Espíritos, portadores de fluidos pesados e negativos, infestam e prejudicam o ambiente a que comparecem. roblema agrava-se se gostam do lugar e dos moradores, permanecendo aí e passando a fazer parte da vida familiar, acarretando todo o tipo de desequilíbrio e influências nocivas.
Induzem os jovens ao consumo de drogas de todo o Éenero para que possam vampirizá-los. nvenenam os seus pensamentos acerca dos que os rodeiam, convencendo-os de que não são amados e de que só eles (Espíritos invocados) se preocupam com o seu bem-estar. Podem inclusive levar as suas vítimas ao suicídio ou a cometer homicídio, tal o grau de obsessão que podem provocar. Divertem-se com as partidas de mau gosto que 1pregam aos encarnados desprotegidos, e julgam-se no direito de usar e abusar de tudo e de todos por terem sido chamados para a prestação de serviços.
Com o tempo, o grande problema é o facto de que são realmente invocados pelo encarnado, dependente das suas palavras e conselhos. É sendo convidados por nós a entrar em nossa casa, o mundo espiritual superior nada pode fazer. E nossa opção. i A este respeito, uma vez mais, O Livro dos Espíritos nos diz::! — “459. Influem os Espíritos em nossos pensamentos eemnossosactos? ” Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.
” 466. Porque permite Deus que Espíritos nos excitem Os Espíritos imperfeitos são instrumentos próprios a pôr em prova a Éeea constância dos homens na prática do bem.
progredir na ciência do infinito. Daí o passares pelas provas do mal, para chegares ao bem. (...) Desde ue sobre ti actuam influências más, é que as atrais, esejando o mal: porquanto os Espíritos inferiores correm a te auxiliar no mal, logo que desejes praticálo. (...) Mas, outros também te cercarão, esforçandose por te influenciarem para bem, o que estabelece o ãqm,llã?rzo da balança e te deixa senhor dos teus acfos. “E assim que Deus confia à nossa consciência a escolha do caminho que devamos seguir e a liberdade de ceder a uma ou outra das influências contrárias que se exercem sobre nós.”
A obsessão é uma espécie de doença de ordem psíquica e emocional, que consiste no constrangimento das actividades de um Espírito pela acção de um outro. Sabendo nós que estamos sempre rodeados de Espíritos que nos acompanham ou que connosco Se cruzam, não podemos considerar em todos os casos que somos vítimas de uma obsessão. Na verdade, apenas se considera ser esse o problema quando a influência de um Espírito sobre nós é constante, afectando a vida mental da pessoa, alterando as suas emoções e raciocínio, e chegando mesmo a atingir o seu corpo físico com doenças.
: Embora só os Espíritos maus e inferiores se dediquem a obsediar alguém, fazem-no porque a vítima lhes dá espaço para tal, através dos seus pontos fracos morais. Podemos dizer que se aproveitam das nossas feridas. Daí que, na Revue Spirite, em 1858, Allan Kardec tenha dito que “Ligam-se os Espíritos inferiores àqueles que os ouvem, junto aos quais têm acesso e aos quais se agarram. : : Mas então, se é o próprio homem que permite a persistência e influência de um Espírito inferior, não dependerá dele mesmo afastar esse Espírito?
Pois bem, “Por sua vontade pode sempre o homem sacudir o jugo dos Espíritos imperfeitos, porque em virtude de seu livre arbítrio, há escolha entre o bem e o mal.” E mesmo no caso de a obsessão ser tão grave que coloca a pessoa num estado de fascinação e incapacidáde de ajudar-se, uma terceira pessoa pode fazê-lo. Mas não há dúvidas de que a cura da obsessão é uma auto-cura. : O Livro dos Espíritos nos diz: : : “467. Pode o homem eximir-se da influência dos Elãpzrltos que procuram arrastá-lo ao mal?
” “Pode, visto que tais Espíritos só se apegam aos que, pelos seus desejos, os chamam, ou aos que, pelos seus pensamentos, os atraem.
468. Renunciam às suas tentativas os Espíritos cuja influência a vontade do homem repele?”
ue querias que fizessem? Quando nada
conseguem, abandonam o campo. Entretanto, ficam à espreita de um momento propício, como ó gato
ntão, o melhor que uma vítima de obsessão tem a fazer é controlar as suas ideias e sentimentos, re%'eitando os pensamentos inferiores e perturbadores e estimulando simultaneamente as boas tendências. Manter a mente arejada é essencial, tendo sempre consciência de que somos donos de nós mesmos, e %ue dependemos apenas da nossa própria vontade.
Tenhamos maior consideração por o que fazemos com o nosso tempo de ócio: E valoroso que o ocupemos com coisas que nos enriqueçam de alguma forma, que contribuam
ara o nosso bem-estar e a nossa felicidade.
er um livro, ver um bom filme, dar um passeio à beira-mar ou mesmo na nossa rua... Conversar com um amigo, ouvir música e dançar, como se fosse a melhor coisa que já fizemos. Tudo pode ter mais valor do que dedicar-nos e jogos que nada nos trazem de bom, nos quais somos enganados gozados, para além de poderem trazer-nos problemas graves. Nada de bom nos traz o “Jogo do Copo”, apenas a perda de tempo...
Texto: Cátia MartinscatiamartinsOgwar.org
Bibliografia: O Livro dos Espíritos, Allan Kardec; O Livro dos Médiuns, Allan Kardec; Copos que Andam, Espírito António Carlos, psicografado por Vera Lúcia de Carvalho. opinião
Em 343 a.C,, o rei da Macedónia, Filipe II, convidou o célebre filósofo grego, Aristóteles de Estagira, sábio discípulo de Platão, para mestre e preceptor do seu filho Alexandre que contava, apenas, treze anos. Aristóteles teria, à época, cerca de 40 anos e é provável que já tivesse iniciado as suas minuciosas investigações, no âmbito da biologia e das ciências naturais, em colaboração com o seu discípulo Teofrasto.
Durante três anos, Alexandre foi discípulo de Aristóteles. Não se sabe ao certo o que lhe terá ensinado o filósofo. Sabe-se apenas que o mestre escreveu uma obra dedicada ao seu jovem discípulo, “Sobre a Monarquia”, de que não sobreviveram vestígios. Terá ainda preparado um texto da “Ilíada”, com comentários próprios, que Alexandre conservou consigo durante toda a sua vida. Aristóteles, com o seu enciclopédico saber, ter-lhe-á infundido o gosto pela poesia grega e pela observação da natureza.
Com a morte de Filipe II e a subida ao trono de Alexandre, a Macedónia depressa se converteria, de mera periferia das cidades gregas, no centro político do mundo helénico. Chegando às costas da Ásia Menor, o jovem caudilho venceu e pôs em fuga o rei persa Dario, em Issos. Desviou-se depois para o Egipto, apoderando-se da cultura mais antiga do Mediterrâneo que se encontrava moribunda. Na margem ocidental do delta do rio Nilo, fundou (c. 331 a.C.) uma cidade que foi o porto comercial mais importante do Mediterrâneo e o mais famoso centro cultural do mundo helenístico: Alexandria.
Voltando para trás, defrontou de novo e venceu Dario, em Gaugamela. A vitória abriu-lhe as portas das cidades do império persa. Entrou depois no coração da Ásia, cruzando a Média e a Partia.
Regista-se um facto curioso. Quando Alexandre, o Grande, empreendeu a sua expedição de conquista, incluiu no seu exército uma plêiade de cientistas gregos (botânicos, biólogos, geógrafos, zoólogos, engenheiros militares...) que o acompanharam até às distantes regiões da India, com a missão de estudarem, no âmbito das suas especialidades, os diferentes territórios pelos quais iriam passando na sua campanha de conquista.
À valiosa informação compilada era arquivada e sistematizada na Babilónia e que depois enviada para a Grécia, onde Aristóteles e Teofrasto, entre outros, a aproveitavam para escrever alguns dos seus tratados.
A 5 de Março de 1798, o general Bonaparte, então com 29 anos, recebe a responsabilidade de organizar a Expedição. Em dois meses e meio, com notável celeridade, põe em marcha a complexa operação militar. A 19 de Maio uma esquadra de 328 navios, levando a bordo um exército de 38000 homens, parte do porto de Toulon.
Regista-se um facto original e único nas expedições europeias além-mar: Bonaparte, o matemático Monge e o químico Berthollet conceberam o plano de juntarem ao exército uma Comissão de Ciências e de Artes, representando todas as áreas e todo o saber da civilização ocidental, que prepararia e efectuaria seguidamente uma colonização do Egipto. Assim, além de um exército, Bonaparte levou consigo um excelente grupo de técnicos e de sábios, munidos de livros, duzentas caixas de instrumentos científicos e duas tipografias completas.
Berthollet foi encarregado do recrutamento, tão específico quanto delicado, e o general Caffarelli da direcção e da administração. A Comissão compreendia cerca de 150 membros classificados segundo cinco categorias: 1) Ciência puras: geómetras, astrónomos, químicos, zoólogos, botânicos, mineralogistas; 2) Ciências aplicadas: mecânicos, engenheiros de pontes e de açudes, geógrafos, médicos e cirurgiões; 3) Artistas: arquitectos, desenhadores, pintores, escultores e músicos; 4) Gente das letras: literatos, antiquários, economistas, orientalistas; 5) Tipógrafos. Mais de metade dos membros inscritos eram engenheiros ou técnicos.
No Cairo, Bonaparte reagrupa os membros mais eminentes da Comissão e determinadas altas personalidades do exército para formar um “Instituto do Egipto”, cujos 48 lugares foram repartidos em quatro áreas: matemáticas, física, economia política, artes e letras. A alma do Instituto foi o seu secretário perpétuo, Fourier, e os principais animadores Monge, Berthollet, Dolomieu, GeoffroySaint-Hilaire e, bem entendido, Bonaparte, que nunca deixou de assistir a
tudo o que se referisse à fauna, mostrando-se r— FA
maravilhado ante animais como o pavão real ou o elefanteconsiderado, certamente, uma | valiosa arma de combate. Alguns autores, como | ' o geógrafo Estrabão, consideram inclusive que | durante o seu périplo asiático o general macedónio manteve uma relação epistolar com o seu mestre, na qual lhe expunha todas as | . novidades do que ia conhecendo; hoje em dia / considera-se incerta essa correspondência. À expedição de Alexandre à Ásia abriu uma nova etapa na história da ciência, cuja influência se estenderia por vários séculos.
O tratado de Campo Formio, assinado a 17 de h Outubro de 1797, marcou o fim da brilhante campanha de Itália (1796-1797) onde se revelaram as extraordinárias qualidades de é .. estratego do jovem general Napoleão Bonaparte. *
Regressado a Paris, recebido como um herói, nos meses que se seguem, sentindo a inacçãoea ambição que o dominam, comparando-se a Alexandre, Napoleão " escreve: “Paris pesa sobre mim como um manto de chumbo! A vossa Europa é um covil de toupeiras! Só no Oriente, com os seus seiscentos milhões de almas, se podem fundar grandes impérios e fazer grandes revoluções!” Apoiado por Bonaparte, Talleyrand, ministro das relações exteriores, fAz com que o Directório tome a decisão de ocupar militarmente o Egipto. O objectivo último de Napoleão era, a partir do Egipto, atingir a Índia por terra e pôr em cheque a supremacia do império inglês.
Os acontecimentos, contudo, precipitaram-se, alterando os projectos de Napoleão. Informado das dificuldades internas e externas que se faziam sentir em França, a 19 de Agosto de 1799, Napoleão abandonou o seu exército no Egipto e regressou rapidamente a Paris. Aí, organizou uma conjura contra o Directório (Novembro de 1799). Senhor do poder, torna-se o homem providencial que evita o colapso em que a nação mergulhara e o rosto da Revolução que mudaria a face política da Europa. Ambicioso, impôs ao país o regime do Consulado. Primeiro cônsul, depois cônsul vitalício (1802), farse-á eleger, por fim, imperador dos franceses, em Dezembro de 1804, com o nome de Napoleão 1.
A expedição napoleónica foi um completo fracasso militar. Em Agosto de 1801, os franceses, derrotados pelos ingleses, tiveram de abandonar o Egipto, entregando aos recém-chegados todos os achados arqueológicos que tinham recolhido e estudado.
O barão Dominique Vivant Denon, pintor, gravador, escritor, que fez parte a Expedição ao Egipto, após regressar a Paris, ao publicar, em 1802, Voyage dans La Basse e La Haute Egypte, o relato da sua experiência pessoal, onde reúne um acervo de cento e quarenta e um quadros de paisagens, em formato grande, foi o primeiro a tornar o Egipto conhecido dos seus próprios compatriotas e de toda a Europa.
Apesar de a Expedição ter perdido o seu espólio para os ingleses, tal facto não chegou a causar um dano irreparável uma vez que tudo havia sido minuciosamente recopiado, até aos mínimos detalhes. Isto permitiu a publicação pelo governo (1809-1813), por ordem de Sua Majestade o Imperador Napoleão, o Grande, sob a presidência de Berthollet (até à sua morte em 1822) e sucessivamente sob a direcção de Conte, Lancret e Jomard, daquela que seria uma das mais extraordinárias e monumentais obras-primas da actividade editorial francesa: a Description de l Egypte (nove volumes de texto in folio e catorze ilustrações, incluindo novecentos mapas de zoologia, botânica, mineralogia, costumes, paisagens e arqueologia, documentados com amplos textos descritivos).
Duas centenas de artistas e gravadores participaram nesta obra. Os mapas de arqueologia trazem apenas breves e sumárias notas explicativas, visto que o significado das descobertas era, então, ainda totalmente desconhecido. Embora muito cara e, por conseguinte, ao alcance de poucas pessoas, o interesse que a obra despertou foi enorme. Até então, daquela misteriosa civilização, tudo o que se podia admirar eram alguns obeliscos em Roma, algumas pequenas esfinges, alguns escaravelhos em pedra, além de alguns papiros indecifráveis.
A “Descrição do Egipto” tornar-se-á o ponto de partida de uma nova ciência: a egiptologia. A Comissão das Artes e das Ciências será o embrião dos Champollions, dos Mariette e dos Maspero e de todos aqueles, investigadores e arqueólogos de todas as nações, que trarão de novo à luz o antigo Egipto.
&. Os factos semelhantes que se encontram nestas duas biografias podem não ser apenas coincidência. Uma vez que o Espírito pode conservar, em suas novas existências, os traços do carácter moral das existências anteriores, as suas manifestações podem ter, de umareencarnação para outra, certas semelhanças (v. LE 216). Como os conhecimentos adquiridos x em cada existência não se perdem, o Espírito * conserva uma vaga lembrança, sob a forma de F ideias inatas ou intuições, que o ajudam no seu adiantamento (v. LE 218). As faculdades 3 extraordinárias que os indivíduos apresentam
naturalmente, intuitivamente, têm origem em lembranças do passado e revelam o progresso anterior já realizado, do qual o Espírito não tem consciência (v. LE 219). Alexandre, o Grande, e Napoleão Bonaparte podem ser, hipoteticamente, duas reencarnações do mesmo Espírito em épocas diferentes.
Curiosamente, existe em Paris, no Museu do Louvre, uma cabeça de Alexandre, cópia do Alexandre com lança, esculpido por Lisipo, que foi oferecida a Napoleão Bonaparte por José Nicolás de Azara, embaixador de Espanha na corte napoleónica e seu fervoroso admirador.
Texto: Reinaldo Barros opinião Imagine...
Imagine uma Casa para trabalhar onde a desconfiança foi substituída pela esperança.
Onde todos acreditam que a Casa também é deles. Onde controlamos a forma de fazer e não as pessoas, até porque cada uma delas se preocupa em se vigiar. Onde encaramos os problemas como oportunidade, e o enfrentamos procurando descobrir o que está errado, e não quem está errado, ou quem é o culpado. Onde medimos o resultado, em vez das pessoas, e definimos procedimentos, em vez de autoridade. Onde perguntamos: ” Como posso ajudá-lo?”, em vez de dizer: “isto não faz parte do meu trabalho”. Imagine uma Casa onde trabalhamos juntos, como uma equipa, para sermos cada vez melhores, não pelo simples facto de sermos melhores que os outros, mas para melhor servir.
Onde buscamos uma resposta para cada problema, em vez de vermos um problema em cada resposta. Onde o único erro é repetir um erro eaúnica verdadeira falha é não tentar.
Imagine uma Casa onde os dirigentes são companheiros, amigos, em vez de simplesmente chefes, feitores. Onde temos disciplina nos trabalhos, em vez de disciplinarmos pessoas, até porque cada um já está preocupado com sua própria disciplina.
Onde o significado da palavra responsabilidade está vinculado a um desejo de contribuir, e não a uma obrigação imposta por outra pessoa. Afinal, o trabalho é de Jesus. Imagine um ambiente construído sobre uma base de confiança e respeito. Onde as ideias são bem-vindas, embora não necessariamente implementadas, e as pessoas são valorizadas pela sua contribuição, preocupando-se com o seu aprimoramento contínuo, atendendo ao preceito: “Amai-vos e instruí-vos”.
Imagine uma Casa onde as pessoas dizem: “Pode ser difícil, mas é possível”, em vez de: “Pode ser possível, mas é muito difícil”.
Imagine uma Casa onde o medo de ser franco, leal e honesto foi substituído por um ambiente de franqueza sem medo, de sinceridade sem rudeza.
Imagine, imagine e acredite!
Pode imaginar? Pode ajudar a construir uma Casa assim? Nós, do Grupo de Estudo e Pesquisa Espírita, acreditamos, e convidamo-lo a materializar este sonho em sua Casa Espírita.
Texto elaborado pela equipa de trabalho do Centro Espírita Humildade e Amor, do Rio de Janeiro, RJ, Brasil, com adaptação feita pelo GEPEGrupo de Estudo e Pesquisa Espíritaextraído do livro A Humanização do Centro Espírita.
À medida que o espiritismo avança na sociedade, são milhares aqueles que se apaixonam pela nova ideia.
Vazios por dentro, corroídos pela falta de esperança no que tange à espiritualidade, os conceitos lógicos que a Doutrina Espírita confere facilmente os catapultam para um entusiasmo inicial.
Assistem a palestras, lêêm, trocam opiniões, frequentam reuniões, mas, amiúde, não se vislumbra qualquer mudança do foro íntimo. Acreditando que a felicidade eterna é garantida pelo epíteto que ostentam, caem nos mesmos erros em que militavam quando outrora se inseriam em religiões com as quais não se identificavam ou no agnosticismo que daí derivava.
Espíritos habituados à lei do menor esforço, não conseguem descortinar que a Doutrina Espírita é ferramenta para colocar em serviço
e não bela estatueta para ostentar socialmente. A vaidade de outrora teima em manter-se viva nos corações desatentos; a maledicência, a crítica ferina, o julgamento apressado, que faziam parte do património psicológico do ser, voltam agora à actividade, com nova fraseologia, com expressões douradas de falsa caridade e hipócrita bondade.
Na sequência de vidas passadas, o espírita desatento busca o poder, o protagonismo, o destaque, esquecendo os ensinamentos de Jesus que nos incitava à humildade, ao serviço. Chegados ao fim da vida corporal, os espíritas desatentos partem, imaginando planos felizes, lidos em obras, por vezes de dúbia credibilidade, e revoltam-se muitas vezes, perante a colheita que fazem como sequência do seu agir na Terra.
A bondade divina providenciará novo ensejo de voltar ao planeta, até que um dia, colimado
pela dor, o ser aprenda a amar realmente, a servir realmente, a ser espírita realmente. Nessa altura, não serão mais “espíritas sem esforço”, mas sim espíritos transformados pelo labor íntimo, consciente, que vivenciando os ensinamentos de Jesus iluminar-se-ão e iluminarão aqueles que os rodeiem. Esse é o desiderato dos verdadeiros espíritas: a transformação moral.
Meditar, analisar, modificar procedimentos, são tarefas urgentes para que amanhã não nos acuse a consciência de termos sido “espíritas sem esforço”.
Psicografia recebida a 3 de Abril de 2005, em Óbidos, Portugal.
Livro onde estão enfaixados os derradeiros escritos de Allan Kardec, bem como as suas experiências mediúnicas íntimas: a sua iniciação, orientações particulares dos espíritos para a gigantesca obra de codificar o Espiritismo e preparar o futuro do Movimento Espírita.
Estes últimos documentos jamais os publicou enquanto esteve encarnado, devido à sua humildade, mas estavam guardados para integrarem, na hora própria, a História do Espiritismo. Foi o que se passou 21 anos após o seu passamento, no ano em que Paris assistia à inauguração da Torre Eiffel, 1890, o seu discípulo Pierre-Gaétan Leymarie (1827-1901), publicava esta obra determinante para compreendermos o nascimento do Espiritismo e a grandeza espiritual de Kardec.
A primeira parte deste livro é constituída por documentos que foram sendo publicados na Revue pelos seus discípulos, mas nunca traduzidos para o português. A Revista Espírita só está traduzida para o português no período em que o Codificador a criou e dirigiu, ou seja até Abril de 1869. Os números de Maio e Junho desse ano também estão traduzidos visto trazerem ainda dados muito importantes referentes ao passamento e obra de Allan Kardec.
Desta primeira parte, para não nos tornarmos exaustivos, registamos apenas os seguintes trabalhos que devem ser estudados e não apenas lidos por todos aqueles que amam a Doutrina Espírita.
Do capítulo «Manifestações dos Espíritos», o 8 7.º «Da Obsessão e da Possessão» que integra os itens 56 a 61, passamos a entender claramente o que é a obsessãoea possessãoeo que se deve fazer para as combatermos de forma eficaz. Kardec explica porque na maior parte das vezes, nos casos de subjugação (possessão), o exorcismo aumenta o mal em vez de o abrandar. Diz o seguinte: «A razão disso é que a influência está toda no ascendente moral exercido sobre os Espíritos, e não num acto exterior, na virtude das palavras e dos gestos.
O exorcismo consiste em cerimónias e fórmulas das quais os maus Espíritos escarnecem, ao passo que cedem à superioridade moral que se lhes impõe. Eles vêem que querem dominá-los por meios impotentes, que pensam em intimidá-los com práticas vãs, e por isso procuram mostrar que são mais fortes, redobrando sua acção. São como o cavalo espantadiço que lança por terra o cavaleiro inábil, e que se submete quando encontra quem o domine.
Ora, o verdadeiro senhor é aqui, o homem de coração mais puro, porque é o mais atendido pelos bons Espíritos.» O seu «Estudo sobre a natureza do Cristo» que se desenrola por 30 páginas é um trabalho inédito, até então, que desmistifica definitivamente a divindade de Jesus. Kardec serve-se, única e exclusivamente, dos únicos documentos históricos válidos para o fazer — os Evangelhos e os Actos dos Apóstolos. Muitos espíritas desconhecem este estudo, que nos dias de hoje, por certo nos libertaria de confusões, dúvidas e atavismos.
Registamos a beleza e profundidade dos conceitos expostos pelo espírito do compositor Rossini, transmitidos mediunicamente na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas através dos médiuns Desliens e Nivart, a respeito da música — «A Música Espírita».
A questão das expiações colectivas está muito bem esclarecida na rubrica «Questões e Problemas». Quem tem dúvidas a respeito de tão candente problema, leia e estude este artigo. Neste trabalho inconfundível de Kardec —o «Bom Senso Encarnado» — ficamos a entender, também,
claramente a posição do Espiritismo perante o Poder e a forma como o Espiritismo transforma as mais diversas instituições do Planeta. No último trabalho desta primeira parte das Obras Póstumas, intitulado «Breve Resposta aos Detratores do Espiritismo», destacamos sem comentários as seguintes passagens:
«O Espiritismo marcha de acordo com a Ciência no terreno da matéria: admite todas as verdades que ela comprova, mas onde terminam as investigações desta, prossegue ele as suas no terreno da Espiritualidade.» «O Espiritismo é uma doutrina filosófica espiritualista. Por isso toca forçosamente nas bases fundamentais de todas as religiões: Deus, a alma e a vida futura. Mas não é uma religião constituída, visto não ter nem culto, nem rito, nem templo e, entre seus adeptos, nenhum recebeu o título de sacerdote ou grão-sacerdote.
Estas qualificações são pura invenção da crítica.» «O Espiritismo combate o princípio da fé cega, porque ela impõe ao homem a abdicação do julgamento próprio. Ele ensina que toda a fé imposta não pode ser profunda.» «De acordo com os seus princípios, o Espiritismo não se impõe a ninguém: quer ser aceito livremente e por convicção. Expõe suas doutrinas e acolhe os que o procuram voluntariamente. Não procura demover ninguém de suas convicções religiosas.
Pela leitura e análise da segunda parte das Obras Póstumas, poderemos verificar que Allan Kardec não foi um Espírito qualquer, a quem a Espiritualidade Superior depôs nas mãos a tarefa de trazer ao mundo a obra de codificar a Terceira Revelação. Foi o único que teve uma assessoria espiritual ímpar, pois uma plêiade de Espíritos o assistiu permanentemente: São Luís, Vicente de Paulo, Samuel Hahnemann, Lacordaire, João-o evangelista, Paulo de Tarso, Fénelon, Santo Agostinho, Erasto, Sócrates, etc., sob o comando, se assim nos podemos expressar, do Espírito da Verdade ? o verdadeiro orientador de Kardec. Foi E SE p TE TERRRETAOA SaES S o 100 ANOSEDIÇAO COMEMORATIVA - 100 ANOS
único que teve sempre à sua disposição dezenas de médiuns de elevada idoneidade moral e de grande pureza das faculdades mediúnicas de psicografia e psicofonia, nomeadamente as meninas, Caroline Baudin (16 anos), Julie Baudin (14 anos), Ruth Japhet (17 anos), Ermance Dufaux (14 anos), etc.; enfim, foi o único que esperou até aos 50 anos da existência física, ganhando um imenso tirocínio no campo da pedagogia, para iniciar a sua missão de educador da Humanidade. Por tais factos, o sábio de Lyon na sua gigantesca obra, jamais se equivocou na escolha das instruções que publicou e das que rejeitou, bem como da forma como organizou, estruturou e publicou os livros da Codificação Espírita.
Vamos registar duas passagens que mostram inequivocamente a grandeza espiritual de Allan Kardec. A primeira referente à sua missão, quando após a publicação d' O Livro dos Espíritos, da criação da Revista Espírita e da fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, se iniciava a guerra para destruírem a sua obra e desacreditarem a Doutrina nascente e a sua pessoa. Estava-se em 1860. Os espíritos na sua ausência, em casa do sr.
Dehau diriam espontaneamente: «Que saiba com certeza que estamos de seu lado e que os Espíritos sábios ficarão felizes de poder assisti-lo em sua missão. Quantos entre eles desejariam cumprir a sombra dessa missão, porque receberiam a sombra dos benefícios de que ela é causa.
Por este extracto da mensagem os espíritos poderemos verificar a importância da sua missão, a forma correcta como a executava, bem como a assessoria que possuía.
Em 1863, quando preparava a terceira obra da codificação, em Sainte-Adresse, obra que iria abanar as estruturas visíveis e invisíveis da religião instituída em grande parte do Planeta, iria aí começar verdadeiramente a luta tenaz para destruir a nova doutrina. Surgiria pela primeira vez a perseguição directa aos espíritas, negando-lhes em muitos locais o emprego e apedrejando-os muitas vezes, por instigação do clero mais retrógrado que gritava nos púlpitos e nos jornais que controlava o anátema, dizendo que os espíritas tinham pacto com o demónio.
Muitas vezes a calúnia e a maledicência persistentes maceravam o coração sensível do discípulo fiel d' A Verdade. Era a repetição do que fizeram a Jesus e aos seus discípulos.
Também, no mundo invisível, o clero que ainda se mantinha subjugado aos dogmas e às grandezas terrenas, preparava a obra que iria confundir alguns adeptos sinceros, pois tal obra procuraria recuperar a grandeza decadente do papado, atacando de forma subtil um dos princípios basilares do Espiritismo — a reencarnaçãoea justiça divina —recuperando, assim, a questão do privilégio, a questão da «graça». Estamos a falar da obra da médium Collignon de Bordéus e do seu orientador, o Dr. Roustaing.
Como dizíamos, Kardec estava recolhido em SainteAdresse a preparar O Evangelho segundo o Espiritismo, quando solicitou para a Sociedade uma comunicação dos espíritos para o orientar. Comunicação esta que lhe foi enviada e da qual deixamos aqui a seguinte passagem que não deixa quaisquer margens para dúvidas a respeito da impossibilidade de qualquer engano na obra que nos iria legar:
«Quero falar-te de Paris, embora não veja utilidade disso, já que meus sentimentos íntimos manifestamse à tua volta e teu cérebro apreende nossas inspirações com a facilidade que tu mesmo percebes. Nossa actuação, principalmente a do Espírito da Verdade, é constante sobre ti e é tal que dela não podes esquivar-te. É por isso que não entrarei em pormenores inúteis a respeito do plano de tua obra, que modificaste completamente, de acordo com os meus conselhos ocultos.» Desta passagem, fazemos apenas as três seguintes observações:
1ºFoi a primeira vez que nas notas de Kardec aparece o nome Espírito da Verdade de acordo com a tradição evangíélica;
2ºPodemos verificar a plena sintonia, diria mesmo simbiose perfeita, do Codificador com o seu guia, o Espírito da Verdade;
3ºDizer que Kardec se enganou ou falhou na sua missão e que a Codificação está ultrapassada, é o mesmo que dizer que as lições de Jesus estão caducas e que o Espírito da Verdade se equivocou. É este o livro que encerra a obra monumental de Allan Kardec.
Texto: Carlos Alberto Ferreira internacional
El Espiritismo como forma de vida
Ya se ha aclarado en muchas ocasiones que el Espiritismo es una ciencia basada en la observación de los hechos acaecidos en el laboratorio de la mediumnidad; que es una filosofía fundamentada en la universalidad de las respuestas surgidas en diversas partes del mundo a la vez, por lo que sus postulados no provienen de la opinión de una única persona sino de los espíritus de forma simultánea y a través de médiums dispersos en todo el mundo que no se conocían entre sí; y por último el Espiritismo también es una ensefianza moral porque propone la reforma de uno mismo.
Si bien tanto la parte científica como la filosófica son aceptadas, estudiadas, analizadas e integradas con cierta facilidad en la vivencia personal del Espiritismo, en lo que concierne a la reforma íntima proveniente de la ensefianza moral, encontramos ciertos escollos difíciles de salvar en muchas ocasiones. Se debate largamente sobre si esa reforma recuerda a preconceptos religiosos y atavismos pasados que han llevado a la humanidad al recrudecimiento del ser y a apartarlo de vivir la espiritualidad inherente al hombre; que si la ensefianza moral es religiosa porque religa al hombre a Dios, pero a la vez es sectaria
porque Jesús es un maestro cristiano y esto excluye a otras creencias; que si (...) La realidad la encontramos en la Introducción del Evangelio según el Espiritismo, cuando Kardec afirma de forma categórica y haciendo referencia al objetivo de la obra mencionada: “(La enserianza moral) Es el terreno en que todos los cultos pueden reencontrarse, la bandera bajo la cual todos pueden hallar refugio, sean cuales fueren sus creencias, por cuanto no ha sido jamás motivo de disputas religiosas, siempre y en todas partes suscitadas por cuestiones de dogma”.
Y sigue diciendo en un párrafo posterior: “Para los hombres en particular, es una regla de conducta que abarca todas las circunstancias de la vida privada y pública, el principio de todas las relaciones sociales fundadas sobre la más rigurosa justicia.” Si Kardec fue tan claro explicando el objetivo de la obra más polémica dentro del Espiritismo, éiPor qué nos debatimos en absurdas discusiones que lo único que hacen es apartarnos de lo que más nos cuesta que es reformarnos íntimamente?.
Postergamos la llamada del autoconocimiento propuesta por los espíritus desde la misma historia de la humanidad, distrayéndonos con discusiones estériles que nos apartan del verdadero camino de la felicidad.
omos responsables de nuestros . actos, aquíi y ahora y en vidas pasadas — que no podemos recordar por misericordia divina, pero seguimos do responsables»
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la pluralidad de los mundos habitados, ... es abrir un mundo de conocimientos que nos permiten entender el por qué de tantas cosas que no tenían explicación alguna si no es con los principios en los que se basa el Espiritismo, pero ;de qué nos sirve ser técnicos en conocimientos espiritistas sino somos capaces de abrazar esa reforma íntima propuesta desde el Evangelio según el Espiritismo? La Ley del Amor y del Perdón es la única terapia capaz de curar todos los dolores de la humanidad.
Apoyada y sustentada por la Ley de Reencarnación o Causa y Efecto, es la única vía de liberación que nos permitirá la reconquista de nosotros mismos. Esclavizados por dependencias de todo tipo, el hombre se debate entre culpabilidades y miserias que alimentamos cuando nos olvidamos que gozamos de la libertad de elegir. Somos responsables de nuestros actos, aquí y ahora y en vidas pasadas que no podemos recordar por misericordia divina, pero seguimos siendo responsables.
Se dirá que no podemos ser responsables de aquello que no recordamos, pero eso no es más que un juego psicológico, una trampa donde se sigue escondiendo nuestra propia infantilidad e inmadurez de aceptar y responsabilizarnos de todos nuestros actos.
Nos perdemos en sofismas extravagantes, sólo para posponer la Ilamada interior del cambio psicológico y social que implica el conocernos a nosotros mismos. Es más fácil debatirnos en discusiones filosóficas, conceptos técnicos y científicos que enfrentar nuestras más íntimas miserias. Mirar hacia fuera es mucho más fácil que mirar el desconocido y ambiguo interior. No es más que miedo en el fondo. Miedo que dejamos que domine nuestras mejores intenciones de reparación.
Miedo que ocultamos con palabras bonitas, sonrisas de dientes blancos y limpios y besos de bienvenidas, pero no nos ocultan de nuestro interior. Podemos engafiar al prójimo pero no lo conseguimos con nuestra alma. Ella es el archivo histórico de todo nuestro devenir de múltiples reencarnaciones y en ella se encuentra la clave de nuestra realidad. Podemos “hacer ver como si” pero hacer ver no es ser.
La propuesta espiritista es clara y sólida cuando afirma que Fuera de la caridad no hay salvación. Pero la caridad empieza en nosotros mismos.
Foto: Ulisses Lopes. Texto: Teresa Vázquez é presidente do Conselho Directivo do Centro Espírita Amália Domingo Soler, da cidade de Barcelona www.ceads.org e directora da Área de Divulgação da Federação Espírita Espanhola
A Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal iniciou uma campanha para assinantes do «Jornal de Espiritismo».
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jornal de espirítismo 19 Algarve: Congresso Nacional
O V Congresso Nacional de Espiritismo decorre nos dias 29, 30 e 31 de Outubro de 2005, no Conservatório Regional do Algarve.
O tema central deste evento é «Divulgação Espíritanovas tecnologias e inovação» e os interessados poderão enviar os seus trabalhos para a comissão organizadora.
Este congresso «está por aí a chegar e é necessário atentarmos em alguns aspectos essenciais que nos permitam concluir este processo da melhor maneira e com o mínimo de imprevistos», informa a circular, que continua: «Para tal, recordamos alguns prazos e regras que se fazem necessários respeitar: Tempo máximo para apresentação do trabalho, por palestrante: 30 minutos; estes 30 minutos podem ser utilizados na totalidade ou em duas partes: 20 de apresentação do tema, reservando os restantes 10 minutos para respostas a perguntas (por escrito), que possam ser apresentadas pelos congressistas. Formato dos trabalhos: deverão ser
Um bom descanso é essencial na obtenção da melhor qualidade de vida. Melhore o qualidade do seu descanso, escolha produtos que lhe proporcionam a postura mais correcta, sentado ou deitado,
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TIf.: 226 088 000 — E-mail: info&colunexpbt www.colunex.com
apresentados em papel A4, com letra tipo Arial, tamanho 12, gravados em CD. Prazo de entrega: até ao dia 15 de Julho de 2005, e deverão ser enviados à Comissão Coordenadora do Congresso. Direitos de autor: os trabalhos apresentados ficarão propriedade da Federação Espírita Portuguesa, não tendo os seus autores quaisquer direitos adquiridos. A apreciação e
selecção dos trabalhos será feita por uma Comissão de Análise, a nomear oportunamente. Os trabalhos seleccionados serão compilados em publicação afim, que estará disponível desde a
abertura do Congresso, possibilitando aos congressistas seguirem os trabalhos pelo Livro do Congresso. Os resultados da venda eventual da publicação referida reverterão a favor da
O número de lugares é limitado, pelo que os interessados devem fazer a sua inscrição quanto antes. O preço da inscrição é de 50 euros. Para mais informações contactar a Federação Espírita Portuguesa pelo telefone 214975754. A ficha de inscrição pode ser encontrada
no site: httpy//geocities.yahoo.com.br/congressoe spirita
ÓBIDOS: JORNADAS ESPÍRITAS DO OESTE
O Centro de Cultura Espírita, com sede em Caldas da Rainha, irá levar a cabo estas II Jornadas, nos dias 20 e 21 de Maio, no Auditório Municipal "A Casa da Música”, na simpática vila de Obidos.
«Numa altura em que a sociedade se afunda no materialismo destrutivo, pensamos que qualquer contributo que possa auxiliar as pessoas a entenderem a vida sob um ponto de vista holístico, espiritualista, será sempre uma maisvalia quer para elas, quer para a sociedade em geral», informa a comissão organizadora.
Nesse sentido, «escolhemos para tema central destas jornadas «A vida para além da morte: evidências científicas», procurando trazer trabalhos que evidenciem a imortalidade da alma, no seguimento dos estudos pioneiros de Al%an Kardec. ,
Procuramos trazer até Obidos vários especialistas em certas áreas da pesquisa no campo da espiritualidade», demonstrando assim «a actualidade do pensamento espírita».
As entradas são livres e gratuitas. «Estamos certos de que com este programa atraente e interessante, serão muitas as pessoas que se deslocarão a Obidos, vamos todos pugnar pelo seu êxito, procurando divulgar a doutrina espírita com a dignidade que ela merece. Que Deus nos abençoe e intua a todos».
- Dia 20 de Maio, sexta-feira:
21H00 - Início das II Jornadas de Cultura Espírita do Oeste.
21H15 - Sessão de pintura mediúnica ao vivo com Florêncio Anton, espírita, médium de efeitos físicos, licenciado em pedagogia, professor e terapeuta. - Dia 21 de Maio, sábado:
09H00 - Abertura oficial das II Jornadas de Cultura Espírita do Oeste. 09H15 - Experiências fora do corpo Eng.º Luís de Almeida.
09H50 - Um caso de Poltergheist em PortugalEng.º Francisco Curado. 10H45 - Visões no leito de morteDr.º Lígia Almeida.
11H20 - Marcas de nascença (reencarnação) - Dr. Vítor Rodrigues. 11H55 - Mesa-redonda (Eng.º Luís Almeida, Eng.º Francisco Curado, Dr. Vítor Rodrigues, Dr.º Lígia Almeida). 14H35 - Sobrevivência: estudo das manifestações mediúnicas espontâneasJorge Gomes.
15H10 - Caso de reencarnaçãoDr. Jorge Andrea dos Santos.
15H45 - Caso de Drop-in no Nordeste, PortugalNoémia Margarido. 16H20 - Experiências de Quase-morte (EQM) Dr. Manuel Domingos. 17H15 - A óptica espírita da imortalidadeProf. Reinaldo Barros. 17H50 - Mesa-redonda
19H05 - Comunicação de encerramento (foi convidado o presidente da Federação Espírita Portuguesa, coronel Arnaldo Costeira).
19H15 - Conferência de encerramento: mediunidade: comunicabilidade ou patologia? - Dr.º Gláucia Lima.
