editorial Generosidade Maio é o mês da cardiologia, disseram-me hoje
Jornal de Espiritismo nº 10 · 20054 min
Maio é o mês da cardiologia, disseram-me hoje. No primeiro domingo deste mês, todos sabem bem melhor, comemora-se o Dia da Mãe. Maio parece ser a época do coração...
Este órgão sempre foi associado à bondade. Bondade, generosidade, caridade, quase sinónimos. E, de facto, que melhor alimento pode existir para a alma do que a caridade? Autêntica dose de imunidade diante de quem se anima de tristes suposições a nosso respeito, todo o pensamento generoso abre céus e luzes no íntimo do nosso ser.
O que pensem a seu respeito não muda o que é na realidade. O que digam sobre si que não corresponda à verdade não deve mudar o seu mundo interior...
Antigamente acreditava-se que a prática do bem, em pensamentos e atitudes, era uma opção meramente facultativa. Os espíritos
Numa pequena vila do interior havia uma escola que reunia todas as crianças da região. Uma professora, em especial, era muito querida pelos seus alunos.
Eles sentiam-se tão à vontade na sua presença que não hesitavam em perguntar o que lhes
E ADO bn o tta, Registado no Instituto da Comunicação Social com — Apartado 161 piriódico bimestral onº 124325 4711-910 BRAGA w'.'ªª ª'L Depósito legal E-mail Eà?fªª opes 201396/03 jornal&Madeportugal.org Editor. Conselho de Administração Fº"'ºª 7.'“ª5 Administração e Redacção Noémia Margarido, Isaías Sousa Pn in ADEP Publicidade EMAA Rua do Espírito Santo, N.º 38, Cave Apartado 161 laquetagem Nogueira - 4710-144 BRAGA 4711-910 BRAGA J. Pereira 2 Iritismo
sábios hoje ensinam que é uma necessidade, se se quer viver melhor.
Essa ciência de viver com aproximações sucessivas do eterno bem é o que a doutrina espírita ensina de mais importante, se queremos traçar a nós próprios metas superiores de evolução, rumo a horizontes maiores de sabedoria e amor.
Quanto mais as notícias riscam dramas e dilúvios, que existem, mais se compreende a necessidade da bondade.
Uma pequena nota há que adiantar neste fecho de edição: sucumbiu o disco rígido que centralizava os textos e fotos destinados a publicação neste jornal. Um enfarte irreversível pôs termo à sua longevidade... Escusado será dizer: a maior parte dos dados desapareceram da nossa alçada. Pelo facto, que afunilou o prazo de término desta edição, pedimos
desculpa antecipada aos estimados Leitores e Colaboradores seja por colaborações entretanto perdidas seja pelo simples facto da «pressa ser inimiga da perfeição», no ditado popular. Ah! É verdade, antes que fique esquecida, uma informação de fonte seguríssima: a direcção da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal. Sabendo da tomada de posse de novos corpos sociais da Federação Espírita Portuguesa, a ADEP (re)enviou o pedido de adesão a essa associação de associações — pela instituição digna que é a FEP — no espírito de unificação espírita que sempre a norteou, desde sempre.
Texto: Jorge Gomesjorge je&elix.pt
viesse à cabeça. Durante uma aula, um aluno perguntou: — Professora, o que é o amor? A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta que fizera, e pensou numa maneira de explicar na prática, para que todos compreendessem melhor. Como já estava na hora do recreio, pediu que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e que cada um trouxesse o que mais despertasse em si próprio o sentimento de amor.
Assim, a resposta serviria para todos e seria melhor entendida. ª* À As crianças saíram apressadas e, findo o recreio, voltaram entusiasmadas. A professora então pediu: — Quero que cada um mostre o que trouxe consigo. A primeira criança disse: — Eu trouxe esta flor, não é linda? Vou levá-la para casa e colocá-la numa jarra bonita. ) A segunda criança afirmou: — Eu trouxe esta borboleta. Veja a cor das suas asas, vou colocá-la na minha colecção.
Assinaturas Jornal de Espiritismo
A terceira criança justificou:
— Eu trouxe esta cria de passarinho. Tinha caído do ninho com outro irmão. Não é lindo? E assim as crianças apresentaram-se, uma a uma. Quando todos já tinham mostrado o que cada um trouxe, a professora notou que uma criança tinha ficado emudecida. Ela estava vermelha de vergonha, pois nada tinha trazido. A professora dirigiu-se-lhe e perguntou: — Por que não trouxe alguma coisa? E a criança timidamente respondeu: — Desculpe professora.
Vi a flor, senti o seu perfume, pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que o seu perfume exalasse por mais tempo e as pessoas pudessem contemplar a sua beleza. Vi também a borboleta, leve, colorida! Ela parecia tão feliz voando de lá para cá, que não tive coragem de aprisioná-la. Vi também um passarinho caído entre as folhas, mas ao subir à árvore notei o olhar triste da sua mãe e preferi devolvê-lo ao ninho.
Portanto professora, trago comigo o perfume da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe do passarinho. A professora agradeceu emocionada àquela criança e deu-lhe a nota máxima.
Essa criança, de entre todas, fora a únicaque — —
percebera que só há um lugar verdadeiramente capaz de abrigar o amor: o coração. Somente O Coração...
hn http:/ /www.erudito.com.br/modules.php?name=historias &pa=showpage&pid=68
pub(adeportugal.org Propriedade
Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal
E-mail: adep&Dadeportugal.org http:/Mvww.adeportugal.org

