ven mediunidade seria um fenómeno de “automatismo cerebral”, com a par
Jornal de Espiritismo nº 10 · 2005Página 81 min
ven mediunidade seria um fenómeno de “automatismo cerebral”, com a participação de duas mentes. O espírito comunicante e o médiumque compõem uma parceria sensitivo-motora mais ou menos harmónica, capaz de produzir o fenómeno. Sendo assim, tenho sempre destacado que, em termos de mediunidade, não há produção independente. Tanto o médium que se presta à transmissão da mensagem como o espírito que a transmite, são autores e co-autores de todo conteúdo da mensagem, seja ela oral, escrita, pictórica ou psicométrica.
Sem poder entrar em detalhes numa entrevista como esta, quero anotar apenas que os automatismos motores a que me refiro, já têm as suas vias neurais muito bem conhecidas no ambiente da neurologia. E, se a mediunidade inclui o cérebro do médium para se revelar, é fundamental conhecer e respeitarmos as conexões dos centros nervosos ao propormos qualquer teoria para explicá-la.
E com as doenças espirituais?
N.O.F. - Desde que iniciei os meus estudos na Faculdade de Medicina procurei lidar com a existência da alma para compreender a extensão maior do sofrimento humano. Nunca me permiti excluir o conhecimento espírita, que trago desde criança, para completar minha formação académica. A minha busca maior foi sempre a de lidar com os conhecimentos da fisiologia cerebral ampliada pelas expressões da espiritualidade que tive a felicidade de testemunhar com nossos médiuns. No início preocupava-me mais em aprender a catalogar correctamente os quadros clínicos.

