Parecia-me ser importante produzir um diagnóstico correcto quando se t
Jornal de Espiritismo nº 10 · 2005Página 96 min
Parecia-me ser importante produzir um diagnóstico correcto quando se tratava de uma doença física ou de uma manifestação de natureza espiritual. A maturidade profissional, entretanto, me permitiu acumular experiência nos dois campos. Hoje, posso afirmar que toda a expressão de doença que ocorre em nós é fruto amargo produzido por nós mesmos. Somos a própria vítima quando cedemos à invigilância. O campo mental que vivenciamos é expressão de inteira responsabilidade nossa. Qualquer escolha e qualquer decisão que tomamos agrega elementos que irão compor a psicosfera com a qual estaremos circulando pelo mundo.
A psicografia do nosso querido Chico Xavier, com destaque para André Luiz e Emmanuel, brindou-nos com uma vastíssima literatura nos ensinando essas verdades cristalinas. Será, de facto, a glândula pineal o órgão da mediunidade por excelência?
N.O.F. - A minha visão, como neurologista, exige um pouco mais para explicar toda a fisiologia do fenómeno mediúnico. AÀ importância da pineal mereceu muito destaque nas obras de André Luiz e, a partir daí, os estudiosos espíritas se encarregaram de alçála a uma espécie de vedeta com brilho exponencial. Para mim, os instrumentos com os quais a ciência de hoje nos permite abordar o sistema nervoso são muito limitados.
Conhecemos os neurónios e os seus circuitos, os neurotransmissores e a sua actividade nas sinapses, e o ADN com suas mensagens químicas interferindo na construção das proteínas. Penso que mais cedo ou mais tarde iremos reconhecer com os nossos instrumentos a actuação dos fluidos espirituais, que de alguma forma executam uma fisiologia que nos é na actualidade totalmente desconhecida. É por isso que a pineal é vista “do lado de cá” como uma glândula de menor importância do que as descrições que André Luiz nos oferece.
Quando nos foi revelada a circulação do sangue, a condução eléctrica pelos feixes nervosos ou a actuação dos micróbios produzindo doenças, a medicina inaugurou, nessas ocasiões, novos paradigmas que mudaram por completo a sua interpretação sobre a fisiologia dos fenómenos orgânicos. Creio que o estudo da fisiologia dos “fluidos espirituais” nos abrirá um extenso domínio de conhecimentos com capacidade, também, de alterar todo o paradigma da ciência médica.
À partir daí, compreenderemos melhor a importância do influxo da energia mental na condução de toda a orquestração que a fisiologia celular exige.
Como diagnostica os distúrbios neurológicos de foro espiritual?
N.O.F. - Estudando as obras de André Luiz, na psicografia de Chico Xavier, elaborei uma classificação para compreendermos o diagnóstico das “doenças espirituais”. Sugeri a existência de dois gruposas “autoinduzidas”, que resultam das nossas próprias
Sou de Uberaba. Ali, foram inúmeras as oportunidades de testemunhar a certeza da vida espiritual. As cartas amorosas dos familiares já desencarnados trazem detalhes de comprovação inegável. Os fenómenos de efeitos físicos que presenciámos serviriam para afrontar a exigência de qualquer cientista descrente. A possibilidade de caminhar lado a lado com o médium Chico Xavier permitiu-me conhecer tantos detalhes da Espiritualidade que seria ingratidão de minha parte exigir mais.
com que nos associamos promiscuamente ou
aquelas que de alguma maneira se sentem credoras de débitos que precisamos saldar.
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Dentro desses dois grupos foram incluídos o desequilíbrio vibratório, a auto-obsessão, o
vampirismo e a obsessão propriamente dita. Ficam disponíveis os meus livros O Cérebro e a Mente, Muito Além dos Neurônios e minha homepage na Internet onde consta a descrição completa dessa classificação WWW.geocities.com/nubor facure/. Que tipo de tratamento utiliza?
N.O.F. - Na minha actividade profissional desempenho o papel de um neurologista como qualquer outro. O que faço questão sempre, é de, respeitosamente, deixar claro aos meus pacientes que sou espírita e, quase sempre, posso discutir com eles uma orientação espiritual para seus problemas médicos. Em todo o Brasil as pessoas são muito abertas a conversar sobre espiritualidade. Felizmente, os preconceitos e o fanatismo que costumam prejudicar esse diálogo são relativamente incomuns.
Para o tratamento específico no campo da espiritualidade, considero ser muito mais adequado apontarmos um centro espírita, onde já temos pessoal competente e interessado nesse apoio que nos é fundamental. Como médico neurologista, o facto de também ser espírita contribui para uma melhor qualidade de vida dos pacientes? N.O.F. - Prefiro inverter a colocação. Quem se sente favorecido sou eu, pela acolhida de uma grande clientela que me prestigia, aceitandome como médico e como espírita.
Já sou neurologista há 40 anos e toda a população da cidade de Campinas me identifica como médico espírita. Com frequência os encontro nas minhas palestras nos centros espíritas que me honram com os seus convites.
No Instituto de Cérebro que pesquisas tem efectuado na comprovação da existência do espírito?
N.O.F. - Como já afirmei, conheci o espiritismo a partir dos sete anos de idade. Com meus pais e irmãos sempre estivemos envolvidos com o meio espírita de nossa cidade natal. Preciso destacar que sou de Uberaba e ali foram inúmeras as oportunidades de testemunhar com os nossos médiuns a certeza da vida espiritual. As cartas amorosas dos familiares já desencarnados trazem detalhes de comprovação inegável. Os fenómenos de efeitos físicos que presenciamos serviriam para afrontar a exigência de qualquer cientista descrente. A possibilidade de caminhar lado a lado com o médium Chico Xavier me permitiu conhecer tantos detalhes da Espiritualidade que seria ingratidão de minha parte exigir mais.
E por isso que não sentimos necessidade de comprovar experimentalmente a existência de espíritos. Pelo que já sabemos, eles estão, por sua vez, esperando um pouco mais de nós. O nosso maior interesse, como se pode perceber nesta entrevista, é conhecer mais e melhor os processos cerebrais envolvidos na mediunidade e a contribuição que a classificação das doenças espirituais pode trazer para alívio do sofrimento dos pacientes que nos procuram.
Texto e fotos: Luís de Almeidaluis.almeida&mail.telepac.pt
Devido ao ponto evolutivo em que nos encontramos, nós, criaturas do planeta Terra, ainda não podemos ozar da plena e verdadeira elicidade. Todos conseguimos, cada um segundo o seu entendimento e aspirações, dizer o que seria para si a felicidade, e, alguns até conseguimos viver numa felicidade relativa dessa felicidade que aspiramos. No entanto, a verdadeira e plena felicidade, essa de que Jesus nos falou, talvez ainda nem sequer consigamos entrevê-la e muito menos compreendê-la. Neste planeta de provas e expiações,
acotovelam-se biliões de criaturas, mais ou menos desorientadas, à procura da sua felicidade. Uns procuram-na exclusivamente nas realizações efémeras, e a “felicidade” que daí julgam sentir é tão vazia quanto o são essas realizações; outros, que já começaram a despertar para o verdadeiro sentido da vida, seja o que for que os tenha despertado, guiamse para a finalidade que conseguem vislumbrar com a ajuda dessa bússola que encontraram, seguindo assim mais firmes e tranquilos o seu caminho.
Contudo todos, quer os mais quer os
menos desorientados, somos como o viajante que sobe a montanha com a sua bagagem às costas. A cada passo que avançamos na subida, livramonos do que passamos a considerar prejudicial ou desnecessário e o saco da bagagem começa a ficar mais leve tornando-nos mais fácil a caminhada; Ao mesmo tempo que nos vamos despojando do supérfluo, vamos também descobrindo e adquirindo novos valores que tornam a nossa bagagem mais valiosa, e, quanto mais preciosidades (morais e intelectuais) acumularmos mais felizes seremos. Para o homem deste planeta, é-nos
dito na resposta à questão 922 de “O Livro dos EsPíritos” que, quanto à felicidade, “com relação à vida material, é a posse do necessário. Com relação à vida moral, a consciência tranquila eafé no futuro.”. Como, apesar de sermos todos iguais, somos todos diferentes, a posse do necessário, a consciência tranquila e a fé variam de pessoa para pessoa; Mas, todos nós podemos tentar enquadrar a nossa realidade íntima na resposta acima e ser tão felizes quanto nos seja possível aqui na Terra.
Texto: Cecília Morais cecilia.morais&portugalmail.com

