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Jornal de Espiritismo nº 100 · Maio 2020Página 184 min

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foto direitos reservados – Como conheceu o Espiritismo? Maria Arlete – Desde muito pequena, sempre me interessei pelo desconhecido. Um dia, uma tia, que vivia no Brasil e frequentava o Racionalismo Cristão, abordou o assunto. Mais tarde foram-me dadas provas que procurei compreender. – Frequenta algum centro espírita? Maria Arlete – Sim. Frequento a Associação Espírita de Lisboa. – Qual a sua opinião acerca do «Jornal Espiritismo»?

Maria Arlete – Tenho conhecimento do jornal, não sendo, no entanto, leitora assídua. – Do que conhece do Espiritismo, mudou alguma coisa na sua vida? Maria Arlete – Depois de ter o conhecimento da doutrina espírita, tento fazer a minha reforma íntima através do autoconhecimento e da fé. Estou grata por todo o estudo efetuado e conhecimento adquirido no centro espírita e não só, mas também ao meu guia espiritual e aos bons Espíritos que me dão força e entendimento.

Sem tudo isso, não seria o que sou hoje. Maria Arlete Carvalho é natural de Moçambique, tem 66 anos, é reformada bancária e vive em Almada. IMPRESSÃO DIGITAL Sendo a felicidade terrena relativa à posição de cada um, existe, entretanto, uma medida comum para todos os homens: para a vida material, a posse do necessário; para a vida moral, a consciência pura eafé no futuro? Em algumas mortes violentas (por acidente, por exemplo) o Espírito é surpreendido, fica perturbado, não aceitando que esteja morto pois, apesar de ver o seu corpo, não compreende que esteja separado, durando essa ilusão até ao completo desprendimento da matéria, sendo aqui, de grande importância as preces de ânimo pelo que partiu?

Na obra “A Psicografia à Luz da Grafoscopia”, publicada anteriormente na revista científica “Semina”, da Universidade Estadual de Londrina (Brasil), o autor, Carlos Augusto Pérandrea, com base em mensagens psicografadas por Francisco Cândido Xavier, comprova a realidade das comunicações mediúnicas, comparando a letra padrão do indivíduo antes da morte com a sua assinatura aposta na mensagem psicografada, chegando, desse modo, por meio de análises técnicas, à verificação da autenticidade?

O primeiro pesquisador a estudar casos de experiências de quase-morte (EQM) em crianças foi Melvin Morse, médico pediatra dos Estados Unidos, há cerca de 32 anos? O Espírito, criado simples e ignorante, não necessitará mais de reencarnar quando, progredindo através de inúmeras existências, atingir o estado de Espírito puro? Foi lançada em Portugal, nas XV Jornadas de Cultura Espírita do Oeste, em Caldas da Rainha, pela Federação Espírita Portuguesa, a 4.

ª edição da obra “A Génese”, publicada em meados do século XIX por Allan Kardec? AMÉLIA REIS 01 02 03 04 05 Entrevista a frequentadores Sabia que? Era uma vez um aldeão que vivia numa aldeia simples e pobre. Falava-se, por aquelas bandas, que existia um local, bem distante dali, totalmente diferente daquele onde viviam. Chegava-se a contar que as casas tinham telhados de ouro, as pessoas eram diferentes, com charretes luminosas e, a julgar pelos relatos, até os animais deviam ser de cobre ou bronze, quem sabe?

Ora, o aldeão, tão simples e pobre, com uma casinha com telhado de colmo, sonhava ir conhecer esse lugar tão exuberante. E assim foi. Juntou todo o seu dinheiro e pôs-se a caminho. Durante essa longa viagem, o pobre homem, gastou todo o seu dinheirinho. O pior é que quando lá chegou, viu com aqueles olhos arregalados que afinal, era uma cidade como as outras. Sim, via-se que as pessoas eram ricas, bem vestidas, sempre muito direitinhas, mas no fim de contas, era tudo igual à sua aldeia.

Eram casas maiores, mas não tinham telhados de ouro. Existiam charretes bonitas, sim, mas viu muitas carroças com bestas e não eram nem de cobre, nem de bronze. Ficou muito dececionado e agora restava-lhe apenas uma moeda para comer. Como uma desgraça nunca vem só, começou a ter uma fortíssima dor de dentes. Percebeu que teria uma decisão difícil para tomar. Ou gastava o dinheiro para mandar arrancar o dente, ou para comprar comida.

Ao passar numa praça, viu uma banca com pães fresquinhos e com um aspeto delicioso. Estava embasbacado a olhar para os pães, quando passaram dois burgueses, bem vestidos e de costas bem direitas: - Quantos pães era capaz de comer de uma só vez? – perguntaram em tom de gozo. - Aiii…. Pela fome que tenho, era capaz de comer uns cem pães. E até faço uma aposta com vossas excelências. – respondeu o camponês que de parvo não tinha nada.

- Cem pães duma só vez? Isso não é possível! E qual é a aposta? - Se não conseguir comer os cem pães duma vez, me arranqueis este dente aqui. – Apontou para o dente que lhe doía tanto. Começou a aposta. O camponês comeu vários pães até matar a fome. - Desisto! Não consigo mais. – Tinha comido uns sete pães e estava bem saciado. Os senhores burgueses desataram a rir, mandaram chamar um senhor que percebia do ofício de arrancar dentes e pimba, foi o dente desta para melhor.

Enquanto toda a gente, que estava na praça a assistir, se ria, o camponês, bastante aliviado, sem a dor do dente e de barriga cheia explicou: - Ora eu, que tinha apenas uma moeda e não sabia o que fazer à vida, se comprar um pão ou pagar para arrancar um dente que me doía tanto, consegui fazer as duas coisas e ainda fiquei com a moeda. Todos ficaram muito envergonhados com a figura que fizeram, incluindo os senhores burgueses que pagaram os pães e o serviço do dente e não puderam dizer absolutamente nada.

Riqueza ou esperteza INFANTIL Por Manuela Simões 06 AFINIDADES MAIO.JUNHO.