Educar
Jornal de Espiritismo nº 100 · Maio 2020Página 43 min
+ Quem é o meu filho? FEP foto arquivo Com a “avalanche” de crianças “diferentes” que estão a nascer atualmente, à questão ”quem é o meu filho?” está, na maioria das vezes, camuflada um pouco da nossa vaidade que cuida das aparências, alimentando o orgulho de casta que está enraizado no Ser desde o pretérito. A crença de que há sempre o melhor, o primeiro, o especial, vem da nossa pequenez que ainda dorme sobre a ilusão de que uns são filhos de Deus e, outros, menos filhos… Essa crença que já levou a humanidade a tantas atrocidades e que, se olharmos para trás, e para as nossas tendências atuais, percebemos o nosso envolvimento nesses enganos.
Muito embora, ainda, a situação de guerra em partes do mundo, aqui e ali corrupção, distúrbios de vária ordem, o ser humano tem lutado para reparar os erros e criar condições para dignificar a Vida em muitos sentidos. Que bom! Visível se torna a luta entre o bem e o mal, onde, queiramos ou não, vamos aferindo as nossas capacidades espirituais perante as escolhas que fazemos quando chamados a essa mesma luta. E a nossa tarefa é a de despir esse homem/ mulher velho, ruidoso, ignorante… para uma nova veste, mais límpida, mais transparente.
A nova geração vai chegando, são os nossos filhos. Não importa de onde vêm, pois necessitam de nós, de bons exemplos, de ânimo para conseguirem habitar o momento de transformação por que passamos. O mundo precisa das suas conquistas mas, eles, do mundo precisam. A reencarnação, sendo lei divina, possibilita-nos despertar para evoluir. Quanto mais despertos, maior a possibilidade do autoconhecimento e de sermos cooperadores nas boas obras.
Quem é o nosso filho? Um ser que Deus colocou nos nossos braços para fazermos a nossa parte, no sentido de os colocarmos ativos, conscienciosos, para que, por sua vez, cumpram a sua parte neste momento de regeneração. Índigo, cristal, isto ou aquilo, mais evoluído ou não, esperto, irrequieto, amoroso, falador e tantas outras características, continua a ser o filho que necessita da orientação dos pais: ajudá-lo a gerir as suas emoções, a conhecer os limites, a espiritualizar-se para que se realize o ambiente fraterno, de solidariedade que a Terra necessita, é a forma dos pais contribuírem para a evolução dos seus filhos e de todos.
Longe de serem Espíritos puros, necessitam que os pais se afastem de uma educação narcisística, para que não haja tempo para grande contemplação que provoca muita distração e perigos. Lembrem-se pais, cuidem-se bem para melhor cuidarem dos vossos filhos! A proposta do Espiritismo, mais do que nunca se encontra de pé: a reforma íntima para que saibamos “Amar o próximo como a si mesmo”! Foram editados pela Federação Espírita Portuguesa coleções completas de livros para estudo espírita destinado a crianças e jovens, que poderão ser comprados on-line Foram editados pela Federação Espírita Portuguesa coleções completas de livros para estudo espírita destinado a crianças e jovens, que poderão ser comprados on-line ou na sede da FEP e nas Casas Espíritas.
Ainda, à sua disposição, no site da FEP, o Programa Orientador para a Educação Espírita para Crianças e Jovens, que poderá baixar gratuitamente, e auxiliar a sua criança ou jovem no seu processo de educação integral. A FEP igualmente disponibiliza uma “pen drive” com todo o material do programa a quem o solicitar. Livros relacionados com o Programa Orientador: Coleção Espiritismo para crianças - 6 anos (4 livros) Coleção Espiritismo para Crianças – 7-8 anos (12 livros) Coleção Espiritismo para Crianças – 9 anos + (12livros) Coleção Estudando o Espiritismo – 12 anos + (12livros) Coleção Estudando o Espiritismo – 15 anos + (2 já disponíveis) Livros complementares para o estudo: “Pensamentos que fazem Crescer”; “A Lenda do Arco-íris”; “Parábolas e Efemérides cristãs”.
Em construção se encontra o livro destinado aos 5 anos para apoio ao Evangelho no Lar e os demais referentes a 15anos+ Por Manuela Vieira “A encarnação é necessária ao Espírito para conseguir esse duplo progresso, intelectual e moral. O progresso intelectual é realizado pela atividade que é obrigado a desenvolver nos seus trabalhos. O progresso moral, pela necessidade das relações mútuas entre os homens.” • “O Céueo Inferno”, Allan Kardec MAIO.
