nenhuma doença mental
Jornal de Espiritismo nº 11 · 2005Página 54 min
de nenhuma doença mental. Além disso, eles também apresentaram uma boa adequação social e demonstraram ter uma saúde mental melhor que a da população em geral". Não houve correlação entre
O psiquiatra brasileiro ressalva ainda que os resultados da investigação se referem especificamente a médiuns espíritas com actividades regulares em centros espíritas. "Para eles trabalharem nos centros são necessários dois anos de cursos, além da participação semanal nas reuniões mediúnicas", afirma. "Durante muito tempo a psiquiatria encarou a mediunidade como um transtorno mental", relata o doutor Alexander de Almeida e conclui: "Só a partir das décadas de 50 e 60 é que houve uma mudança de mentalidade e essas manifestações passaram a ser vistas como sendo não-patológicas quando vivenciadas dentro de uma religião”.
No próximo número, não perca a entrevista que o cientista brasileiro e doutor em psiquiatria Alexander Moreira de Almeida concedeu ao «Jornal de Espiritismo».
médiuns espíritas tinham curso superior, 76,5% eram mulheres,
entrevista psiquiátrica-padrãoeâJelo DDIS (Dissociative Disor
frequência de actividade mediúnica ers e problemas mentais ou desajuste
Texto: Luís de Almeida luis.almeida&mail.telepac.pt
Ilhavo: simpósio médico-espírita
A AME PortoAssociação Médico-Espírita da Área Metropolitana do Porto realizou pelo terceiro ano consecutivo o seu IIIl Simpósio Médico-Espírita.
Desta vez, a organização ficou a cargo da Associação Cultural Porto de Abrigo de Ilhavo, contando com o apoio da Câmara Municipal local. O Seminário realizou-se sábado, 7 de Maio, no Auditório do Museu Marítimo da cidade de Ilhavo, tendo como tema "Mecanismos psiconeurofisiologicos dos estados modificados de consciência". AÀ Abertura do evento foi efectuada por Elisabeth Azevedo, dirigente da Associação Porto de Abrigo e uma das organizadoras do “III Simpósio Médico-Espírita da AME Porto”.
O evento contou como conferencista a Dra. Lígia Almeida, presidente da AME Porto, médica especialista em Cardiogeriatria e Mestra na área de aterosclerose e envelhecimento; durante dez anos Investigadora clínica do InCor Instituto do Coração da Faculdade de Medicina na Universidade de São Paulo, actualmente directora clínica no Porto e dirigente espírita portuguesa.
Lígia Almeida, M.D., numa minimaratona de mais de 4 horas focou a relação Medicina e Espiritualidade: neuroanatomia funcional da mediunidade; interacção cérebro-mente encarnada/desencarnado; importância do perispírito no processo mediúnico, além de outros aspectos: “as questões da influência espiritual são inconscientes porque a pessoa capta e a informação fica alternada no tálamo que é inconsciente, daí que a pessoa vivencie múltiplos problemas, sem saber a sua origem.
No que concerne ao desenvolvimento da mediunidade, esta não é o desenvolvimento das capacidades paranormais, mas sim a capacidade da pessoa entender os padrões da sua sensibilidade e dominá-los”, e continua, focando uma breve referência do conceito e da natureza do elo inter-existencial, tendo por base, as modernas teorias da Física, a Dra. Lígia desenvolve o tema abordando as variadas propriedades e funções nos dois planos existenciais, ou seja, no plano dos encarnados e no plano dos desencarnados, explicando a estrutura e composição molecular e bioquímica do perispírito, sua ligação ao corpo físico, e como se dá esse intercâmbio entre os vários universos.
Ainda numa correlação com a Psicologia Transpessoal eaFísica moderna buscou apresentar um ponto de vista integrado da teoria do quantum e da relatividade. A Dra.
A médica Lígia Almeida, da AME Porto, e Elisabeth Azevedo, dirigente espírita de Ilhavo
Lígia Almeida levou todos os presentes a uma viagem ao “interior” do Cérebro, abordando de forma clara e didáctica os processos psiconeurofisiologicos da mediunidade. Por fim, em jeito de conclusão, enfatiza a ideia de criar uma ciência para a vida, sendo que a espiritualidade permite uma melhor compreensão e encaminhamento do diagnóstico do médico e aponta a necessidade do médico “observar” o seu paciente numa
abordagem biopsicossocioespiritual. Tendo sempre por base Allan Kardec, o espírito de André Luiz e a Ciência, a médica investigadora conquistou o auditório, superlotado, composto por profissionais de saúde provenientes de varias cidades de Portugal e da zona norte de Espanha; médicos, psicólogos, farmacêuticos, enfermeiros, estudantes de várias Universidades de Psicologia, Farmácia e Enfermagem e da Faculdade de Medicina do Porto e de Coimbra, contando também com espíritas. Com o adiantar da hora, a Dra. Lígia Almeida respondeu ainda às perguntas colocadas pelo público.
Um sucesso. O auditório solicitou à AME Porto para programar mais eventos deste tipo. Ficaram vários convites por todo o território português e GalizaNorte de Espanha. O site da AME Porto está em: WWW.ameporto.org
O auditório da Casa da Música, com os seus 200 lugares, foi pequeno para tanta gente, vinda de todo o país. Lotação sempre esgotada, muita gente de pé, muita gente a ter de ficar à porta. Uns, familiarizados com a doutrina espírita. Outros, nem por isso. Um interesse comum: o de ficarem a saber mais sobre o que a ciência sabe, hoje, acerca da imortalidade da alma.
Estas II Jornadas, organizadas pelo Centro de Cultura Espírita, de Caldas da Rainha, abriram, na noite de sexta-feira, com uma sessão de pintura mediúnica. Florêncio Antón, médium de efeitos físicos, veio do Brasil a expensas suas, generosamente, para participar neste evento. Psicólogo e professor de psicologia, Florêncio explicou com particular conhecimento de causa o que é a pintura
mediúnica ou psicopictografia. Rejeitou, com argumentos sólidos, hipóteses que tentam explicar estas manifestações, por exemplo, como “surtos de esquizofrenia”. A ciência não tem ainda explicação para este fenómeno, e a hipótese mediúnica vai
