ro crer-se que só por meio das comunicações exercem os Espíritos sua influência. Esta influência é de todos os instantes e mesmo os que não se ocupam com os Espíritos, ou até não crêem neles, estão expostos a sofrê-la» Como nos livrar então da má influencia de que possamos ser “vítimas”? Allan Kardec (O Livro do Médiuns): «O melhor meio de expulsar os maus Espíritos consiste em atrair os bons. Atrai, pois, os bons Espíritos, praticando todo o bem que puderdes, e os maus desaparecerão, visto que o
bem e o mal são incompatíveis. Sede sempre bons e somente bons Espíritos tereis junto de vós. Há, no entanto, pessoas muito bondosas que vivem às voltas com as tropelias dos maus Espíritos. Porquê? Se essas pessoas são realmente boas, isso acontece talvez como prova, para lhes exercitar a paciência e concitá-las a se tornarem ainda melhores». Não sigamos então o exemplo que tanto se vê por aí de dizer às pessoas com “tais sinais” que são médiuns e que, por isso, têm que começar já a “trabalhar”, além de podermos estar a dizer uma rande asneira, só vamos perturbá-la ou convencê- %a de que realmente o é, e isso poderá levá-la por caminhos muito pouco seguros; se essa pessoa realmente for médium, antes de ser convidada a participar em reuniões mediúnicas (como infelizmente se faz muito amiúde) deverá passar pelo estudo sério do Espiritismo e reequilibrar-se, o que não se dá da noite para o dia; depois as coisas acontecerão naturalmente com o tempo.
Para além destes assuntos, muitos outros podem ser levados ao Atendimento Fraterno, e para todos eles o atendedor deve ter sempre presente que o objectivo da Doutrina Espírita é erguer, jamais o de contribuir para que se continue numa atitude cómoda, sem esforço de mudança, procedendo com bondade, mas não intimidade, com compreensão, mas não conivência, e com entendimento, mas sem estímulo ao prosseguimento dos comportamentos que conduzam à estagnação.