em nosso inconsciente profundo.» (Atendimento Fraterno, Projecto Manoe
Jornal de Espiritismo nº 11 · 2005Página 164 min
em nosso inconsciente profundo.» (Atendimento Fraterno,
Projecto Manoel Philomeno de Miranda).
A informação deve ser doseada de acordo com a
capacidade de entendimento e estado emocional
do atendido, deve ser sempre na medida do que ele possa apreender e suportar, deve ser feita ao longo dos vários atendimentos (se necessário),
conforme a pessoa vá despertando e
compreendendo; o atendedor tem que ser sensato
e estar em sintonia com os benfeitores para lhes
receber a inspiração necessária.
E muito importante ter toda a atenção naquilo que
se diz para evitar aumentar a carga de aflições das
pessoas com comentários impróprios e que podem não corresponder à realidade. Vejamos duas perguntas típicas: «Estou obsidiado?», «Não sei!»
é talvez a resposta mais sensata; «Tenho obsessores
comigo?», «Connosco só estão aqueles com quem
entramos em sintonia!» é uma resposta prudente!
Nunca, jamais, dizer a alguém que está obsidiado,
isso só iria perturbar ainda mais a pessoa, estamos
ali para ajudar e não para fazer análises de tragédia
(e possivelmente erradas!). Nunca se deve fazer
pseudo revelações sobre Espíritos, obsessores, anjos
da guarda, sobre vidas passadas, etc.
E muito importante que não se confunda conflito,
desajuste, trauma, transtorno psíquico com
obsessão; os distúrbios têm sempre origem primária
no próprio indivíduo, o resto serão apenas sintomas
de sintonias (ou até nem haverá essas sintonias!)
ãue durarão enquanto a questão não for evidamente resolvida.
Se alguém disser que alguém lhe afirmou que é
um obsidiado, resta-nos o dever de explicar o que
é Obsessão, que todos o somos, de um jeito ou de
outro, num grau ou noutro, e o que fazer para a
combater, caso isso seja verdade (o que nós não
sabemos), mas como a cura é a mesma para todos os males, só temos que nos esclarecer e amar, amar muito, estas são as únicas armas infalíveis que
temos! «E comum, em momentos de grande tensão emocional, pessoas menos resistentes se deixarem envolver pela dúvida, desânimo, depressão, factos de que se servem, muitas vezes, Espíritos maus e ignorantes para incutirem ideias pessimistas, gerando um quadro de obsessão simples, de graves consequências, terminando por minar a mente, em momentos decisivos em que essas pessoas precisam do máximo de força para vencer os obstáculos.
Cabe ao atendente fraterno sacudir aquela tristeza» (Atendimento Fraterno, Projecto Manoel Philomeno de Miranda). De alguma forma todos somos obsidiados, por terceiros (encarnados ou desencarnados) ou ainda por nós mesmos (auto-obsessão), mas, estar atentos para não confundir debilidades emocionais com obsessão, embora os desencarnados ociosos e perversos se aproveitem desta e de todas as outras nossas fraquezas para “por mais lenha na fogueira”.
Allan Kardec, (O Livro dos Médiuns): «as imperfeições morais dão azo à acção dos Espíritos obsessores (...) o mais seguro meio de a pessoa se livrar deles á atrair os bons pela prática do bem (...) eles, porém, só assistem os que os secundam pelos esforços que fazem por melhorar-se»; «o conhecimento do Espiritismo, longe de facilitar o predomínio dos maus Espíritos, há-de ter como resultado, em tempo mais ou menos próximo, e quando se achar propagado, destruir esse predomínio, dando a cada um os meios de se pôr em guarda contra as sugestões deles»; e ainda, «Aqui, não podemos oferecer mais do que conselhos gerais, porquanto nenhum processo material existe, como, sobretudo, nenhuma fórmula, nenhuma palavra sacramental, com o poder de expelir os Espíritos obsessores.
Às vezes, o que falta ao obsidiado é força fluídica suficiente; nesse caso, a acção magnética de um bom magnetizador lhe pode ser de grande proveito.» Incentivar a pessoa a frequentar a casa, onde ouvirá palestras esclarecedores, estimulá-la ao estudo e aconselhar a frequência assídua à toma do passe para que se fortaleça é sempre uma excelente terapia. Outra questão muito levantada é a da mediunidade. Aqui, tal com na obsessão, também os “sintomas” são muitas vezes confundidos.
Allan Kardec (O Livro dos Médiuns): «nada é mais elástico que a faculdade mediúnica, pois que pode apresentar-se sob as mais variadas formas e em graus muito diferentes.»; «Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse facto médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos.
Pode, pois dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada (...)». Como vemos todos somos mais ou menos médiuns pois todos somos, de uma forma ou de outra, influenciados, e influenciamos também, os Espíritos; contudo quando falamos em médiuns referimo-nos àqueles em quem a faculdade esteja patente, tal como aconselhado por Kardec por uma questão de linguagem para nos entendermos.
«A mediunidade não produzirá a loucura, quando esta já não exista em gérmen; porém, existindo este, o bom-senso está a dizer que se deve usar de cautelas, sob todos os pontos de vista (...)» Então devemos ter atenção a tais “sinais” considerados por muitos indícios de mediunidade e ajudar a pessoa a conquistar o equilíbrio emocional (mais uma vez o estudo e a meditação, com a ajuda dos passes é um bom meio de o alcançar).
«Fora erro acreditar alguém que precisa ser médium, para atrair a si todos os seres do mundo invisível. (...) A faculdade mediúnica em nada influi para isto: ela mais não é do que um meio de comunicação.»; «Não sendo os Espíritos mais do ue as almas dos homens, é claro que há Espíritos ãesde quando há homens; por conseguinte, desde todos os tempos eles exerceram influência salutar ou perniciosa sobre a Humanidade. A faculdade mediúnica não lhes é mais que um meio de se manifestarem.
Em falta dessa faculdade, fazem-no por mil outras maneiras, mais ou menos ocultas.
