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Entrevista “Coloquem ideias e sejam participantes” Jovens espíritas pr

Jornal de Espiritismo nº 13 · Novembro 2005Página 83 min

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Entrevista “Coloquem ideias e sejam participantes” Jovens espíritas primam pela divulgação do substancioso pensamento que percepcionam e lançam mãos à obra na continui- dade dos anseios e esforços daqueles que os precederam A componente espiritual não é a principal preocupação dos jovens de hoje. Contudo, há uma faixa considerável que se preocupa com as verdades do espírito. E envida esfor- ços na divulgação da Doutrina Espírita, sen- sibilizando a sociedade para a necessidade de repensar os problemas da alma.

jornal de espiritismo questionou um grupo juvenil que se prepara para realizar, ao longo de dois dias, uma jornada de confraternização e discussão de problemas sociais que têm raízes no foro espiritual. Concretamente, o que estão a organizar? Estamos a preparar o XXIII Encontro Nacio- nal de Jovens Espíritas. A quem cabe a organização deste acon- tecimento? A realização deste evento está a cargo do Grupo de Jovens da Associação Luz no Caminho, de Braga.

Quem integra a Comissão? A Comissão Organizadora é composta por 15 jovens com idades compreendidas entre os 13 e os 30 anos. Quando se vai realizar o ENJE? O Encontro terá lugar nos dias 22 e 23 de Abril de 2006. Onde decorrerá? Na cidade de Braga. Qual o tema central do Encontro? Elegemos como tema: “A Terra no 3º. Milé- nio”. Porquê? Escolhemos este tema porque nos aper- cebemos que a sociedade em geral, e nós próprios, está extremamente preocupada com determinados acontecimentos, como as guerras, as epidemias ou as catástrofes naturais, para os quais não consegue en- contrar o porquê, a causa desses acontec- imentos.

Aliás, quando elegemos este tema tinha ocorrido o “tsunami” e, como todos, estávamos preocupados com a causa, com o porquê daquela ocorrência. Qual a actualidade deste evento? Entendemos que “A Terra no 3º. Milénio”é um tema lato, bastante abrangente, que dará para mostrar às pessoas a causa dos grandes problemas que assolam a socie- dade em que estamos inseridos. Afirmare- mos que, do ponto de vista espírita, existe sempre uma razão para que tudo aconteça.

Nada acontece por acaso. Como estão a programar o ENJE? O primeiro dia será preenchido apenas com a apresentação dos trabalhos subordinados a este tema. No segundo dia, pretendemos fazer trabalhos de socialização entre os par- ticipantes, aproveitando ainda a deslocação deles para conhecer a cidade onde se está a realizar o Encontro. Qual o prazo limite de apresentação dos trabalhos? Até ao dia 15 de Fevereiro de 2006.

E como está a ser divulgado? Já enviámos uma primeira circular a todas as Associações. Presentemente, estamos a preparar o cartaz de divulgação do En- contro que, logo que esteja pronto, será distribuído por todas as Associações. Com que dificuldades se debatem? De momento, praticamente nenhumas. Te- mos o apoio da nossa Associação que, face às nossas ideias, nos informa se é ou não possível concretizá-las. E se uma não dá, logo outra já dará.

Portanto, pensamos que, basicamente, as dificuldades só surgirão mais perto do Encontro. Este evento tem custos. Como pensam superá-los? Uma parte dos custos vai ser suportada pelos próprios participantes, à semelhança do que tem acontecido nos Encontros anteriores. Cada participante pagará uma pequena importância, uma espécie de inscrição. De momento ainda não está determinado o valor. Brevemente já saber- emos, mas estará dentro dos parâmetros anteriormente praticados.

Quais os objectivos que pretendem atingir com este ENJE? Ao realizar este evento, pretendemos, acima de tudo, divulgar as nossas ideias relativa- mente ao pensamento espírita, conciliando a teoria com a prática. Só assim é que se consegue sentir a Doutrina Espírita. Acima de tudo, aspiramos a que a sociedade em geral e, neste caso mais especificamente a de Braga, perceba melhor a forma como a Doutrina Espírita interpreta, na actuali- dade, os factos que narrámos e que estão presentes na própria escolha do tema do Encontro.

Que gostariam de dizer aos jovens espíritas deste país? Nesta fase de preparação do evento, dire- mos aos jovens que apresentem trabalhos, coloquem ideias e sejam participantes activos na discussão dos mesmos, a fim de contribuírem para encontrar conclusões, que se pretende sejam as melhores.