Divulgue Sem Custos os Acontecimentos da Sua Associação para Mais
Jornal de Espiritismo nº 14 · Janeiro 2006Página 146 min
Opinião DIVULGUE SEM CUSTOS OS ACONTECIMENTOS DA SUA ASSOCIAÇÃO PARA MAIS DE 1500 PESSOAS Basta enviar a notícia para adep@adeportugal.org e, para além de ser enviada por e-mail, será inserida na Agenda do movimento espírita portu- guês, no respectivo dia e mês, facilitando assim a consulta de eventos espíritas nacionais. Para consultar a Agenda basta aceder a www.adeportugal.org. FAÇA A SUA ASSINATURA DO JORNAL DE ESPIRITISMO Assinatura anual (Portugal continental) € 6,00 Assinatura anual (Outros países) € 10,00 Desejo receber na morada que indico o “Jornal de Espiritismo” durante uma ano, pelo que junto cheque ou vale postal a favor da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal, JE, Apartado 161 – 4711-910 BRAGA (portes incluídos).
Nome Morada Telefone E-mail N.º de contribuinte Assinatura Necessidade de formação Desde a passagem missionária de Hipollyte Rivaill – nosso Allan Kardec –, até ao contemporâneo Chico Xavier, recebe- mos um conjunto vastíssimo de orientações e testemunhos para a toda a raça humana, que constituem o retomar do Caminho que nos conduz através do amor, do perdão e da prática da caridade, até ao consolo do cumprimento dos ob- jectivos propostos para a presente viagem terrena.
A doutrina espírita assumiu o seu cariz regenerador universal, libertando-se dos círculos restritos da ciência materialista, e abriu a porta a todos quantos a ela qui- sessem chegar. Contudo, se parece ter sido este o propósito delineado para os primeiros 100, 150 anos, torna-se pertinente questionar, sobretudo por parte dos que congregam esforços na direcção das Casas Espíritas (CE): como exteriorizar a mensa- gem, de forma a torná-la conhecida pelo maior número de pessoas possível?
É que, conforme refere a passagem do «Evangelho Segundo o Espiritismo» (ESE), cap. XX, item 4 - Missão dos espíritas, compete-nos remover a “montanha de iniquidades” dos corações dos homens, pregando “o novo dogma da reencarnação e da elevação dos Espíritos”. Diferentes são as opções que podem ser tomadas por quem ambicione divulgar a palavra do Cristo: as reuniões evangé- licas abertas ao público; a publicação de folhetins, jornais ou revistas; a prestação de entrevistas a órgãos de comunicação social da região; a organização de eventos culturais levados a espaços públicos ou até mesmo o convite a peritos em diversas áreas, para assistir a discussões ou trabalhos sobre temáticas específicas.
Enfim, um sem número de possibilidades, qualquer delas passível de obter sucesso assim se tenha as pessoas certas, os recursos necessários e sobretudo... a aptidão de saber gerir o – sempre pouco – que temos. Mas a verdade é que, na maioria das vezes, por compreensível falta de formação em áreas como o planeamento e gestão de projectoscomo é o caso das direcções da maioria das CE’sacaba por ocorrer um dispersar no traçar de objectivos que, acompanhado por alguma falta de rigor próprio de todos os que servem volun- tária e amorosamente, promovem a não superação de pequenos obstáculos, que nos impedem a todos de alcançar maiores feitos na Obra do Pai, em prol de nossos ir- mãos.
Quantas CE’s elaboram planeamento de actividades para três, dois, ou mesmo um ano? Em algumas traça-se o mapa de palestrantes para o trimestre e o de passis- tas para o mês seguinte, e porventura não será em todas. E todo o resto? Será que não é possível planear mais nada? É tudo isso que um grupo de 30, 40, 50 pessoas pode fazer para gerir recursos, planear iniciativas e sobretudo alcançar objectivos, quando tem por ideal a promoção da fraternidade entre os necessitados e está consciente de que tal é um dever?
E nomeadamente nós, portugueses, que tão bem sabemos ter por missão fomentar marcadamente a divulga- ção da doutrina espírita no espaço europeu, ansiando finalmente pela oportunidade derradeira de resgatar em definitivo o peso do endividamento colectivo aquando da fundação da Pátria do Evangelho. Conscientes do que o Cristo de nós espera em particular, não usemos de excessiva condescendência para connosco, e outra conclusão não poderemos retirar que não seja a de nos encontramos muito aquém de lançar uma “Nova Sagres” em “mares de ideais” , para ofertar “Nova luz para a Europa, em nova Era” .
Num momento em que tanto se fala em estratégia, conta-nos a História que o primeiro acontecimento em que, a nível nacional, se percepciona o uso de um método de planeamento que em muito se assemelha aos itens da estratégia actual, foi precisamente no início do século XV, quando o Infante D. Henriquenosso Helildesencadeou a epopeia marítima que trouxe ao Velho Mundo, outras terras. E se uma nova epopeia espera por nós, parece que tal feito não poderá ser desenvolvido sem o adequado planeamento, ao invés do comum improviso e governação ao sabor de impulsos e intuições.
Tem cada CE que traçar os seus objectivos a curto, médio e longo prazo (1, 3, 5 ou 10 anos) e definir como alcançá-los. Nos actuais modelos de direcção, apesar das diferenças existentes entre cada um, podemos com facilidade encontrar os objectivos genéricos delineados por cada centro espírita quando consultamos os estatutos da associação, onde obrigatoria- mente têm que constar, sejam federadas ou não. No entanto, um rol de questões, mesmo empiricamente, deve de imediato ser colocado: -quais os objectivos próprios de cada CE?
-estarão estes objectivos definidos objecti- vamente ou apenas de modo generalista? -como concretizar estes objectivos? -quando concretizá-los? -com que meios? -quem deve fazê-lo? Na verdade, do que estamos a falar é de Direcção Estratégica. Ora Direcção Estra- tégica não é mais do que a totalidade do conjunto de opções estratégicas tomadas pelos decisores. Acontece porém que, dada a ausência de formação específica para este desempenho de tarefas à frente do centro, quem se encontra em tais funções pode deparar-se com dificuldades de vária or- dem, como sejam as limitações estruturais, as relações entre todos os elementos da CE e, sobretudo, a incapacidade para percep- cionar as reais necessidades da instituição.
A escassez de recursos, a falta de clarifica- ção de competências entre os diferentes órgãos dirigentes, as relações existentes entre a presidência, as direcções e os tra- balhadores, ou a mera ausência de planea- mento de actividades, de formação interna continuada e, sobretudo, a falta de abertura à comunidade externa, são somente alguns exemplos que, sem dificuldade, poderemos enunciar. Urge pois que, quem assumiu a respon- sabilidade de dirigir uma CE, mais do que se limitar a gerir um ou outro grupo de trabalho, entenda que tem uma instituição complexa entre mãos, e sobretudo que está subjugado a um objectivo comum claramente delineado: trazer Jesus, Kardec e Amor a todos quantos estão à sua volta e nestes se incluem os restantes irmãos europeus.
A formação para as tarefas de Direcção (chamem-lhe estratégica ou qualquer outra), tem que ser uma prioridade para quem dirige uma CE, pois caso contrário, se se deixar entregue ao acaso, à moda ou à disposição ocasional o desencadear de iniciativas benfeitoras, corre-se o sério risco de não ser tornada profícua a vontade de servir de alguns elementos da sua casa, por falta de formação dos dirigentes. Aliás, mesmo que não se cometam grandes erros, a ausência de um progresso perceptível é testemunho da vitória da inércia.
E de- senganem-se aqueles que aguardam que sejam os mentores espirituais da casa a dar todas as orientações, a tomar as iniciativas, a coordenar todas as calendarizações das diversas actividades, como que assumindo, confortavelmente, a posição subalterna, fa- zendo pouco para ser útil a quem o orienta espiritualmente. Há quem contraponha defendendo que quando o trabalhador está pronto, a obra aparece… mas há século e meio que irradiou a doutrina e nós encontramo-nos francamente distantes do propósito que sabemos estar reservado ao nosso país.
E será consensual afirmar que ninguém quererá regressar à pátria espiritual desperdiçando tal ensejo de servir Jesus. Como tal, parece preferível que o tra- balhador esteja pronto rapidamente, para que a obra apareça, e tal aprontar deverá começar por quem dirige, por forma a estar capacitado para aproveitar ao máximo tudo o que cada um tem para dar. É que, conforme nos ensina a Parábola dos Talentos, compete ao servo bom e fiel multiplicar o que lhe é dado, e um espírita não pode ser nenhum outro tipo de servo, que não o bom e fiel.
Os interessados em mais esclarecimentos sobre a matéria, deverão contactar-nos pelo e-mail hguinote@hotmail.com Texto: Hugo Batista e Guinote hguinote@hotmail.
