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Divulgue Sem Custos os Acontecimentos da Sua Associação para Mais

Jornal de Espiritismo nº 15 · Março 2006Página 148 min

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Opinião DIVULGUE SEM CUSTOS OS ACONTECIMENTOS DA SUA ASSOCIAÇÃO PARA MAIS DE 1500 PESSOAS Basta enviar a notícia para adep@adeportugal.org e, para além de ser enviada por e-mail, será inserida na Agenda do movimento espírita portu- guês, no respectivo dia e mês, facilitando assim a consulta de eventos espíritas nacionais. Para consultar a Agenda basta aceder a www.adeportugal.org. FAÇA A SUA ASSINATURA DO JORNAL DE ESPIRITISMO Assinatura anual (Portugal continental) € 7,00 Assinatura anual (Outros países) € 15,00 Desejo receber na morada que indico o “Jornal de Espiritismo” durante uma ano, pelo que junto cheque ou vale postal a favor da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal, JE, Apartado 161 – 4711-910 BRAGA (portes incluídos).

Nome Morada Telefone E-mail N.º de contribuinte Assinatura Ser espírita «O objecto de toda moral é de ser praticada; mas esta sobre- tudo tem esta condição como absoluta, porque ela chama espíritas, não aqueles que aceitam os seus preceitos, mas somente aqueles que colocam os seus preceitos em acção», Allan Kardec. O ser humano só pouco a pouco se acostuma com a verdade, isto conforme a vai compreendendo. Por isso ela sóanós (enquanto seres em reencarnados) tem chegado “às gotinhas”.

Em todas as épocas houve Espíritos, que podemos considerar adiantados em relação à maioria dos que constituem os seres deste planeta, que encarnaram com a missão mais ou menos patente, de “relem- brar” a lei de Deus à Humanidade, com o fim de a ajudar a progredir. «A humanidade progride, por meio dos indivíduos que pouco a pouco se melhoram e instruem. Quando estes preponderam pelo número, tomam a dianteira e arrastam os outros.

De tempos a tempos, surgem no seio dela homens de génio que lhe dão um im- pulso». O mais perfeito exemplo que temos desses seres é aquele que ficou conhecido por Jesus, cujos ensinos a ignorância e a iniquidade têm, infelizmente, alterado e adulterado. Paralelamente a estes houve, e há, outros, muitos deles de considerável inteligên- cia, cujo propósito não é exactamente a evolução humana, mas que conseguem arrastar consigo multidões num sem fim de mecanismos, sistemas absurdos e falsos princípios muito bem dissimulados, que em vez de nos libertarem para voos mais altos e plenos, nos prendem às mesquinhices do ser, do estar e do pensar.

Quase 2000 anos após a vinda de Jesus, Deus presenteia-nos com o Espiritismo que Allan Kardec, o seu codificador, definiu ser «ao mesmo tempo, ciência experimental e doutrina filosófica. Como ciência prática, tem a sua essência nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos. Como filosofia, compreende todas as consequên- cias morais dessas relações.» O cepticismo, em relação à Doutrina Espíri- ta, pode ser o resultado da conotação que, quem nem se dá ao trabalho de averiguar, dá a termos como Espírito, Espírita, Espiri- tismo, etc.

, os quais associa aos muitos siste- mas espiritualistas cujos prodígios vemos anunciados nos jornais diários, porque, para quem não sabe, espírita e bruxo é a mesma coisa. Mas ainda pior é o uso injusto que estes adivinhos dão a esse termos. «Os que atribuem ao Espiritismo o que é contrário à sua própria essência, ou o fazem por ignorância ou intencionalmente. No primeiro caso existe leviandade; no se- gundo existe má fé»; «O próprio Espiritismo traça os limites em que se fecha, define o que prescreve e o que não prescreve, o que pode fazer e o que não pode fazer, o que está ou não está em suas atribuições, o que aceita e o que repudia»; «O Espiritismo não é mais responsável pelos actos daqueles que abusam do seu nome, do que a ciência médica o é pelos actos dos charlatães que impingem drogas…».

Mas, e também já Kardec o dizia, os grandes inimigos do Espiritismo são os pseudo-es- píritas, muitos deles absorvidos em ideias que a lógica e a pureza doutrinária não con- seguem apagar; «os impacientes que, não calculando a importância de suas palavras e de seus actos, podem comprometê-la… Depois vêem aqueles que, não tomando do Espiritismo senão a superfície, sem dele serem tocados no coração, dão, por seu próprio exemplo, uma falsa opinião de seus resultados e de suas tendências morais… É um facto constatado que o Espiritismo é mais entravado por aqueles que o com- preendem mal do que por aqueles que não o compreendem de todo, e mesmo por seus inimigos declarados; e há a anotar-se que aqueles que o compreendem mal, ge- ralmente, têm a pretensão de compreendê- -lo melhor do que os outros… Para remedi- ar o inconveniente que acabo de assinalar, quer dizer, para prevenir as consequências da ignorância e das falsas interpretações, é preciso se prender em vulgarizar as ideias justas, a formar adeptos esclarecidos, cujo número neutralizará a influência das ideias erróneas»; «Acrescentamos que o estudo de uma doutrina, qual a Doutrina Espírita, que nos lança de súbito numa ordem de coisas tão nova quão grande, só pode ser feito com utilidade por homens sérios, perse- verantes….

O que caracteriza um estudo sério é a continuidade que se lhe dá…. Demais, sucede frequentemente que, por complexa, uma questão, para ser elucidada, exige a solução de outras preliminares ou complementares. Quem deseje tornar-se versado numa ciência tem que a estudar metodicamente, começando pelo princípio e acompanhando o encadeamento e o desenvolvimento das ideias.» Vamos compreender a importância destas advertências de Kardec, ou será que vamos fazer com o Espiritismo o mesmo que fizemos com os ensinos do doce Mestre Nazareno?

Deturpar-lhe o sentido, alterar- -lhe a simplicidade da essência, usá-lo em benefício próprio, entendê-lo de acordo com a nossa, por vezes, equivocada ma- neira pessoal de ver as coisas? Muito se fala em Espiritismo, muitas ver- dades mal interpretadas, algumas verdades misturadas com muitas mentiras e su- perstições, muitas opiniões ditas como certezas, até filmes de temática espiritu- alista são rotulados de filmes espíritas… embora um ou outro, segundo a minha opinião pessoal, até pudessem ser classifi- cados como tal pois não acho que ma- culem a doutrina, parece-me que para serem filmes espíritas teriam que ser basea- dos na codificação espírita e não apenas falar ou tratar de Espíritos.

Ainda na minha opinião pessoal é errado ler uns livritos (a codificação é uma seca, não tem historietas romanceadas, dá muito trabalho estudá-la!) e ir para a Internet dizer isto e aquilo em nome do Espiri- tismo. Embora isso possa contribuir para a propagação da doutrina, pois dentre os muitos que lêem o que por lá se diz há-de haver alguém que se dê ao trabalho de ir confirmar, estamos a fazer propaganda de uma doutrina adulterada, e mais tarde ou mais cedo teremos que assumir responsabi- lidade da nossa má vontade ou negligência.

A respeito dos muitos livros “espíritas” que por ai andam, «é um grande erro crer-se obrigado a publicar tudo o que ditam os Espíritos, uma vez que, se há os bons e esclarecidos, há os maus e ignorantes; importa fazer uma escolha muito rigorosa de suas comunicações, pondo tudo o que é inútil, insignificante, falso ou de natureza a produzir uma impressão má», diz-nos Allan Kardec. Ele não nos aconselha a pôr de lado só aquilo que é falso, mas também o que é inútil, insignificante ou de natureza a produzir uma má impressão.

A mim não me parece que ele nos tenha dito isso de ânimo leve, e a prova disso está nas muitas teorias floreadas que por aí há, e que, embora nem todas sejam graves, todas nos fazem perder tempo com coisinhas que não nos levarão a lado nenhum por nada de sério acrescentarem. Pena que muitos andem mais preocupados em divulgar do que em ver o que divulgam, levando grande número de pessoas a colher dez mentiras encobertas com uma verdade, quando, como já nos foi dito, é preferível rejeitar dez verdades a aceitar uma mentira.

Parece-me muito importante se passe pelo crivo da razão que a Codificação nos dá todos os livros que nos chegam às mãos com a classificação de livros espíritas; e parece-me que os centros espíritas têm aí muita responsabilidade por não terem o cuidado de ver o conteúdo de todos os livros que põem à disposição, acham que o bom-nome do autor encarnado ou desen- carnado já é uma garantia. Há quem diga estar a Codificação Espírita desactualizada/ultrapassada: A Codificação Espírita é e será actual nos seus princípios e fundamentos, e nela própria estão previs- tos novos conhecimentos cuja aceitação Kardec ensinou deve sempre ser firmada pela razão.

Em vez de ultrapassada talvez venha a ser ela o móbil mais poderoso ao progresso pois «Fazendo conhecer novas leis da natureza, dá a chave de fenóme- nos incompreendidos e de problemas insolúveis até este dia, e mata ao mesmo tempo a incredulidade e a superstição». «O Espiritismo abre horizontes novos a todas as ciências; quando os sábios consentirem em levar em conta o elemento espiritual nos fenómenos da natureza, ficarão muito surpresos em ver as dificuldades, contra as quais se chocavam a cada passo, se aplaina- rem como por encanto».

Um dos maiores benefícios que o Espiri- tismo traz à Humanidade é a transformação íntima que provoca em quem realmente o compreende: «a moral espírita ensina-nos a suportar a infelicidade sem desprezá-la, a gozar da felicidade sem a ela nos prender; abaixa-nos sem nos humilhar, eleva-nos sem nos orgulhar; ela coloca-nos acima dos interesses materiais, sem por isto marcá- -los de aviltamento, porque nos ensina, ao contrário, que todas as vantagens das quais somos favorecidos são tantas forças que nos são confiadas e por cujo emprego somos responsáveis para com os outros e para connosco mesmos».

E como só se compreende aquilo que se conhece bem, nada melhor que estudar começando por: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Céueo Inferno, O Evangelho Segundo o Espiritismo, A Gé- nese, O que é o Espiritismo, sem esquecer a Revue Spirite, todos de Allan Kardec. Texto: Cecília Morais cecilia.morais@portugalmail.com Bibliografia: O Livro dos Espíritos, Allan Kardec; O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec; A Revue Spirite, ano de 1866.