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Literatura | Tv Alma gémea Depois de alguns filmes, são as telenovelas

Jornal de Espiritismo nº 15 · Março 2006Página 165 min

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Literatura | Tv Alma gémea Depois de alguns filmes, são as telenovelas a compelir a criatura humana a repensar as suas dúvidas e o seu futuro. Enquanto estiveres aí… Anda nos cinemas o filme “Enquanto estiveres aí” (“Just Like Heaven”), uma comédia romântica cujo enredo assenta na medi- unidade que prende a atenção durante cerca de 95 minutos. Os amantes de telenovelas vão-se debaten- do progressivamente com novas formas de encarar o amor.

As intrigas, as mentiras e os enredos que prendem a atenção do telespectador estão sempre presentes nos sucessivos episódios que, diariamente, vão entrando pelas casas dos portugueses. Habituados a uma cultura tradicionalista que nega as relações intrínsecas entre os chamados vivos e mortos, a telenovela “Alma Gémea” traz, em horário nobre, grandes desafios: a reencarnação; a me- diunidade; as metades eternas; as mani- festações visuais; a constatação de que os seres desencarnados mantêm os mesmos sentimentos e desejos que caracterizam o ser terreno… Serena é Luna reencarnada.

Alexandra vê sombras, ouve vozes … E tem muitas intu- ições. Rafael apaixona-se perdidamente por Luna, que continua a amar, agora no novo corpo de Serena. Guto, assassinado pela obstinação de Cristina eamãe, não encontra paz, torna-se visível e promete vingança… Estas realidades passam despercebidas à grande massa que “olha” desconfiadamente um tema que se habituou a desdenhar. E Resumindo, Elizabeth Masterson (Reese Witherspoon) é uma médica que dedica todo o seu tempo ao trabalho, não dispen- sando tempo para relações amorosas nem sociais.

No dia em que é promovida sofre um acidente grave ao ir para casa festejar com a sua irmã. David Abbott (Mark Ruffalo) é um arqui- tecto-paisagista solitário e desmotivado desde a morte da sua esposa. Quando andava à procura de uma casa nova, acaba por alugar o apartamento de Elizabeth, desconhecendo completamente a anterior inquilina. Um dia dá de caras com Elizabeth no seu apartamento e tem uma discussão com ela porque ambos pensavam que o outro tinha invadido a sua casa, mas Elizabeth desapa- rece.

Estes encontros tornam-se mais e mais frequentes até que ambos descobrem que Resumo da lei dos fenómenos espíritas A «Revista Espírita» de Abril de 1864 publica um artigo de 22 itens, com o título deste livro, que posteriormente, no mesmo ano, Kardec amplia e publica como obra autónoma. interroga: haverá almas gémeas?! A Antiguidade impôs a crença na alma gémea e, mitologicamente, a Bíblia aponta a mulher como criada a partir da costela de Adão… Na generalidade, alma gémea significa afectividade, encontro de uma pessoa que se identifica com os ideais do outro.

Com muita propriedade, a Filosofia Espírita vem esclarecer que não há dois espíritos criados um exclusivamente para o outro. Na resposta à questão nº. 298 de «O Livro dos Espíritos», Allan Kardec afirma que “não existe união particular e fatal entre duas O «Resumo da Lei dos Fenómenos Es- píritas» é mais um trabalho primoroso de objectividade e síntese de Allan Kardec, datado de 1864. Cronologicamente, este pequeno livro constitui a quarta obra de divulgação do Espiritismo pelo Codifica- dor.

Antes, com a finalidade de divulgar e explicar a doutrina nascente, Kardec publica em 1858, as «Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas», que só teriam uma edição de sua iniciativa, porque seriam substituídas em Janeiro de 1861 pelo O Livro dos Médiuns; em 1859, «O que é o Espiritismo»; e, em 1862, «O Espiritismo na sua mais simples expressão». Esta síntese que trata exclusivamente da parte experimental da Doutrina Espírita e das condições morais dos intervenientes, em circunstância alguma substitui o livro da Ciência Espírita � O Livro dos Médiuns � que o Sábio de Lyon publicara em 1861.

Tanto naqueles tempos como ainda hoje, usava-se e abusava-se, de forma irrespon- sável das práticas mediúnicas sem qualquer respaldo doutrinário, o que quer dizer sem qualquer conhecimento da forma, do mecanismo e das possibilidades da inter- venção dos Espíritos no mundo corpóreo. Constatando tal realidade, Allan Kardec elabora este Resumo que toca os pontos fulcrais da mediunidade com a finalidade de diminuir a ignorância e a quantidade de «cegos a conduzir cegos», que movidos por interesses pessoais, accionados pela vaidade e pela preguiça, procuravam servir- -se dos Espíritos para enriquecerem sem esforço e resolverem os problemas que aos próprios competia resolver.

Este estudo, que mais uma vez nos con- firma o grande pedagogo e comunicador que foi Allan Kardec, é constituído por uma almas”, mas “entre todos os Espíritos”, apesar de em graus diferentes, “segundo a ordem que ocupam” e a perfeição que já tenham adquirido. Por tudo que sabemos e que vamos obser- vando, é árduo o trabalho da Espiritualidade ao usar todos os meios no sentido de aler- tar o homem para as verdades imutáveis e eternas.

E nós? Como encarnados, teremos feito a nossa parte? Texto: Eugénia Rodrigues de facto não é Elizabeth que está no apar- tamento, mas sim o seu espírito. Depois os dois concordam em descobrir mais sobre Elizabeth e o que lhe havia sucedido. Várias peripécias acontecem até descobrirem que Elizabeth não estava morta, mas sim em coma há 3 meses, e estavam prestes a desligar a máquina de suporte de vida. David decide ajudar Elizabeth a acordar do coma, porque entretanto se tinha apaixo- nado por ela, e por fim ela acorda sem se lembrar de David.

Passado algum tempo, ela reencontra David, e ao tocarem as suas mãos, ela relembra-se de tudo o que se passou entre o seu espírito e David, e “vivem felizes para sempre”. Texto: Filipe Gomes introdução intitulada de «Observações Preliminares» e por quatro capítulos: I – Dos Espíritos (9 artigos); II – Manifestações dos Espíritos (23 artigos); III – Dos Médiuns (6 artigos); e, IV – Das Reuniões Espíritas (4 arti- gos).

Para facilitar o estudo e a localização dos assuntos o texto integral está dividido sequencial em 42 artigos. Para estimularmos a leitura e o estudo desta jóia de Kardec transcrevemos o seu artigo 28: «O fim providencial das manifestações é convencer os incrédulos que nem tudo acaba para o homem com a vida terrestre, e dar aos crentes ideias mais certas sobre o futuro. Os bons Espíritos vêm-nos instruir para nosso melhoramento e progresso, e não para nos revelar o que não devemos ainda saber, ou o que não podemos co- nhecer senão pelo nosso trabalho.

Se fosse bastante interrogar os Espíritos para obter a solução de todas as dificul- dades científicas, ou para fazer descobertas de invenções lucrativas, todo o igno- rante poderia dar-se como sábio, e todo o preguiçoso se faria rico sem trabalho, que é o que Deus não quer. Os Espíritos ajudarão o homem de génio pela inspiração, mas não o isentam do trabalho, nem das inda- gações, a fim de lhe deixar o mérito.