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Jornal de Espiritismo nº 19 · Novembro 2006Página 32 min

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Correio do leitor PUBLICIDADE PUBLICIDADE Seara grande Desta vez vamos preterir os e-mails — a eles voltaremos — e vamos dar lugar às cartas escritas à maneira antiga: papel e selo dos correios de Portugal. E começamos por um agradecimento que não esperávamos: «A Biblioteca Pública Mu- nicipal do Porto vem acusar a recepção e agradecer a oferta da obra abaixo indicada: «Jornal de Espiritismo». Com os melhores cumprimentos, a Directora (…)».

A Associação Espírita do Luzeiro, de Bragança, escreve pela mão da sua Presi- dente Francisca da Conceição Alves: «É com prazer que continuamos a receber o «Jornal de Espiritismo». Estão de parabéns na maneira como o continuam a manter. É um jornal simpático, muito agradável de ler. É elucidativo, aprende-se sem que os leitores se cansem. Que Jesus vos dê muita coragem e muita energia para continuardes a nobre tarefa que estais a desenvolver.

(…) Saudações fraternas e votos de muita paz». «A Seara é grande e os trabalhadores vão aparecendo! Saudações fraternas deste grupo de amigos» — termina assim a carta manuscrita de Joaquim Gregório, de Moita, que lhe envia uma mensagem de Filipa Esteves. Vai em baixo: A estrada da vida A vida é uma estrada que percorremos na busca de um bem precioso que é a felicidade. No entanto, para alcançarmos esse destino, quantas vezes temos de olhar para o mapa da nossa vida, tentando descortinar se devemos virar à direita ou à esquerda?

Qualquer que seja a nossa opção, temos sempre de avaliar as consequências dos nossos actos, para exercermos consciente- mente o nosso livre-arbítrio. Podemos muitas vezes hesitar entre a direita e a es- querda, só não podemos confundir o travão com o acelerador, pois disso pode estar dependente a obtenção de um grande sucesso ou de um grande desaire. Em cada cruzamento que a vida apresen- tar, não se esqueçam que para seguirem o vosso destino, devem avaliar se a escolha da vossa rota porventura não colide com a escolha de outrem, pois não estamos so- zinhos nesta vida.

Ao longo da nossa via- gem muitos são os viajantes que connosco se cruzam e, por isso mesmo, não podemos descurar o cuidado e atenção que devemos ao nosso semelhante. Continuando a analogia da vida com a es- trada (…) tenham uma condução respon- sável das vossas vidas, e nunca consintam que sentimentos inferiores como o orgulho, a vaidade e a imprudência embriaguem a condução da vossa vida. Lembrem-se que nesta vida nós colhemos aquilo que plantamos eaúnica forma de ter uma boa colheita é seguir a velha máxima que Jesus nos ensinou há 2000 anos, ou seja, fazermos aos outros somente o que gostaríamos que nos fizessem.

Seguindo esta rota, encontrarão certa- mente um destino chamado felicidade».