arte Concurso de poesia O Núcleo Espírita Rosa dos Ventos já vai no se
Jornal de Espiritismo nº 2 · 2004Página 172 min
O Núcleo Espírita Rosa dos Ventos já vai no seu segundo concurso de poesia.
Informa a organização: «O poema "Glosas à Rosa e ao que ela sugere" foi o vencedor do II Concurso de Poesia Espírita Rosa dos Ventos, que o Núcleo Espírita Rosa dos Ventos, de Leça da Palmeira, promoveu
A poesia abre caminhos. É um esforço de sensibilidade.
O conteúdo da mensagem passa com uma estética melhorada.
O Núcleo Espírita Rosa dos Ventos descobriu que há poetas que estavam escondidos...
Agora, fez-se mais alguma luz!
durante os meses de Outubro a Dezembro do ano transacto. A cerimónia da entrega dos prémios decorreu nas instalações do referido Núcleo, no dia 20 de Dezembro, aquando do seu convívio de Natab.
Às vezes sinto-me grande, outras vezes bem pequena, com este meu paradoxo, deixo correr minha pena.
Para o homem combater a velha dualidade
ele terá de assumir uma nova identidade.
Fixar nele o que é bom, expulsar os seus diabinhos deixar brotar o amor ajudar os pequeninos.
que Deus nos deu de presente no entanto reina o caos
porque o homem não se entende.
Ser pequeno quando grande, é sinal de humildade
ser grande quando pequeno de orgulho e muita vaidade.
E... deixei esta manhã dar azo à imaginação
da reminiscência da alma falando ao meu coração.
Contactos: 8ub©adeportugal .org 3 326470
Sendo vários os poemas premiados, destacamos aleatoriamente dois deles, e aqui os partilhamos com os leitores que ainda não conhecem estes versos.
Aqui, no Templo de oração Permiti, Senhor, nossa prece Humilde e sincera
Possamos Teus ensinamentos cumprir Nialegria que enternece
“Fazer aos outros O que gostaríamos que nos fizessem”.
Ajuda-nos a ser sóbrio, discreto, Com amor e carinho
Porque aqui são todos iguais O marginal, o paciente,
Que nossas mãos se estendam Com uma palavra amiga Numa ajuda discreta
No vestir, a balsamizar a dor, Simples na palavra
Ajuda-nos a todos a amar Á fraterna união
E aquele incurável Em situação tão grave Ajudemo-lo a morrer Com dignidade.
Ele tem o direito ao alivio Ao conforto, ao amor Direito ao carinho
Nossa mão caridosa Na dele pousada
Que seja a presença anónima De um bom amigo.
Chamar pelo nome Atentamente escutar Ele já não tem lágrimas Para poder chorar.
Com humildade, Levando ao doente
A alegria, a confiança A ternura, a esperança.
Por Maria Aurora Silva Costa, Porto

