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opinião Saúde diminui É um facto que o conhecimento aumenta de dia par

Jornal de Espiritismo nº 2 · 2004Página 124 min

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É um facto que o conhecimento aumenta de dia para dia. Cada vez está mais ao alcance de todos. Segundo o sistema médico, hoje sabemos 16 vezes mais sobre o corpo humano e de como tratar as doenças do

O império farmacêutico, aquele mesmo que patrocina inúmeras pesquisas médicas, anuncia a descoberta de novas doenças e respectivos tratamentos farmacológicos através das mais prestigiadas revistas de divulgação científica. Essa poderosa máquina apregoa as conquistas da medicina e sensibiliza para a importância dos exames médicos rotineiros. Multiplicase a cada dia o número de infra-estruturas hospitalares, e à primeira vista somos levados a pensar no futuro da saúde pública com algum optimismo. Estaremos mesmo no caminho certo?

O conhecimento científico isento disponível e aplicado com consciência pode fomentar de facto a saúde. No entanto, verifica-se um crescente número de pessoas portadoras de variadas doenças crónicas e degenerativas, diz-se “as doenças da civilização”, moléstias como as cardiovasculares, diabetes, cirrose hepática, alergias e cancro estão a tornarse comuns, incapacitando ou reclamando a vida de mais pessoas. Se por um lado temos uma publicidade alienante com as suas falsas promessas de felicidade estimulando-nos a adoptar hábitos de vida prejudiciais à mente e ao organismo, por outro temos uma política de saúde indiferente face à raiz do mal, mais preocupada na rentabilização do sector, assim como também um paradigma médico reducionista dominante intolerante face a outras abordagens de estudo e compreensão do ser integral.

outros, assim como organizações independentes, alertam sobre o aumento alarmante de casos de iatrogenia, isto é, males físicos ou mentais provocados pela intervenção médica, nomeadamente efeitos colaterais provocado pelo consumo exagerado ou inadequado de fármacos. Por sua vez, a Organização Mundial de Saúde indica que um número muito restrito de medicamentos podem realmente ser necessários. Perante tantos indícios de que algo está mal, torna-se imprescindível aplicar a recomendação de Albert Einstein: “O importante é nunca parar de questionar”...

Os factores que influem para uma deficiente política de saúde podem ser complexos, mas não podemos ignorar certos flagrantes. O rumo que o mundo moderno leva, os interesses corporativistas que se sobrepõem aos interesses humanos, o esquema mercantilista em que a indústria médica está mergulhada exige lucros, a intolerância académica e a concorrência feroz no sector podem desvirtuar a ciência e a prática médica, pelo que deve ser motivo de atenção.

No livro “Vinhas de Luz”, psicografado por Francisco Cândido Xavier, no capítulo intitulado “Remédio Salutar”, o espírito Emmanuel afirma: “A doença sempre constitui fantasma temível no campo humano, qual se a carne fosse tocada de maldição; entretanto, podemos afiançar que o número de enfermidades, essencialmente orgânicas, sem

interferências psíquicas, é positivamente

A maioria das moléstias procede da alma, das profundezas do ser. Não nos reportando ao imenso caudal de provas expiatórias que invade inúmeras existências, em suas expressões fisiológicas, referimo-nos tão-somente às moléstias que surgem, de inesperado, com raízes no coração.

Quantas enfermidades pomposamente baptizadas pela ciência médica não passam de estados vibratórios da mente em desequilíbrio?

Qualquer desarmonia interior atacará naturalmente o organismo em sua zona vulnerável. Um experimentar-lhe-á os efeitos no figado, outro, nos rins e, ainda outro, no próprio sangue.

Em tese, todas as manifestações mórbidas se reduzem a desequilíbrio, desequilíbrio esse cuja causa repousa no mundo mental. O grande apóstolo do Cristianismo nascente foi médico sábio, quando aconselhou a aproximação recíproca e a assistência mútua como remédio salutares. O ofensor que revela as próprias culpas, ante o ofendido, lança fora detritos psíquicos, aliviando o plano interno; quando oramos uns pelos outros, nossas mentes se unem, no círculo da intercessão espiritual, e, embora não se verifique o registo imediato em nossa consciência comum, há conversações silenciosas pelo "sem-fio" do pensamento.

A cura jamais chegará sem o reajustamento íntimo necessário, e quem deseje melhoras positivas, na senda de elevação, aplique o conselho de Tiago: "Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros para que sareis" ( TIAGO, 5:16.). Nele, possuímos remédio salutar para que saremos na qualidade de enfermos encarnados ou desencarnados.” A reflexão de Emmanuel remete a cada um a sua quota parte de responsabilidade. A saúde não pode ser relegada exclusivamente a uma profissão médica hiper-especializada, a saúde é, antes de mais, uma tomada individual de consciência. Cuidar do corpo e do espírito é essencial, é uma responsabilidade individual.

O conhecimento médico dito oficial ou alternativo pode constituir um poderoso aliado na manutenção ou restabelecimento da saúde, no entanto, num mundo atribulado e longe da perfeição como o nosso em que "a maioria procura vender o seu peixe", estarmos bem informados e conscientes das nossas potencialidades pode determinar a diferença entre a saúde e a doença.

Texto: Walter Mendeswaltermendes(Qnetcabo.pt

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