ou não, poderia assistir, sendo contudo os temas antes vistos, «A data
Jornal de Espiritismo nº 2 · 2004Página 64 min
ou não, poderia assistir, sendo contudo os temas antes vistos,
«A data-limite para a entrega dos trabalhos escritos e comunicação dos trabalhos culturais é de 29 de Fevereiro de 2004, sendo o tempo máximo disponível para apresentação de 15 e 20 minutos respectivamente», informam.
«A data-limite para inscrição é de 31 de Março de 2004, só sendo estas aceites através de Associações Federadas, com o preenchimento da ficha de inscrição», adiantam em segunda circular. O evento irá realizar-se no Hotel S. Lázaro,
sem carimbo de censura, já que o debate poderia esclarecer dúvidas e incoerências. Com o tempo os ENJE impuseram-se e os contestatários tiveram que apanhar o comboio que já ia bem lançado. Apareceu como um movimento formalmente «marginal» à Federação da época, no entendimento do colectivo que foi o conselho directivo de então. Talvez o amplo horizonte de liberdade fizesse confusão. Afinal nada que não se resolvesse, mas só no 3.º ENJE. O primeiro passo foi sugerido logo no dito minicongresso não oficialmente
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por um homem de bom senso reconhecido, então vicepresidente do conselho directivo da Federação Espírita Portuguesa, Manuel dos Santos Rosa, que, comparecendo não oficialmente ao evento, sugeriu que se passassem a chamar não minicongressos mas sim encontros macionais, por questões regulamentares federativas.
De início, por um par de anos, os ENJE eram semestrais. Depois passaram a ser anuais. Eis as datas, locais e organizadores dos primeiros: 1.º Minicongresso, 27/28 de Julho de 1985, subúrbio do Sim, porque o primeiro data de 1985, nos dias 27 e 28 de Julho de 1985. Não havendo auditório disponível de associação espírita das redondezas de Águas Santas (Grande Porto), uma associação recreativa que ainda hoje existe, «Os Restauradores de Brás-Oleiro», cedeu as suas instalações e o então chamado Minicongresso de Jovens Espiíritas surgiu, como uma autêntica bola de neve... até hoje, e vamos ver até quando.
O leitor perguntará nesta altura: então qual foi a origem destes encontros nacionais de
E, porque fomos dos que estiveram na organização do primeiro, diremos que vem de longe, como se disse, de 1985. O primeiro chamou-se Minicongresso e surpreendeu o movimento não-jovem, a uns pela positiva (os que assistiram) e a outros pela negativa. Seja como seja, uma coisa é certa: não havia espartilhos! Qualquer jovem, espírita ou não (embora fosse completamente improvável que os não espíritas aparecessem), ligados a associações espíritas ou não, fossem estas federadas
ou não, poderia assistir, sendo contudo os temas antes vistos, sem carimbo de censura, já que o debate poderia esclarecer dúvidas e incoerências. Com o tempo os ENJE impuseram-se e os contestatários tiveram que apanhar o comboio que já ia bem lançado. Apareceu como um movimento formalmente «marginal» à Federação da época, no entendimento do colectivo que foi o conselho directivo de então. Talvez o amplo horizonte de liberdade fizesse confusão. Afinal nada que não se resolvesse, mas só
no 3.º ENJE. O primeiro passo foi sugerido logo no dito minicongresso não oficialmente por um homem de bom senso reconhecido, então vicepresidente do conselho directivo da Federação Espiírita Portuguesa, Manuel dos Santos Rosa, que, comparecendo não oficialmente ao evento, sugeriu que se passassem a chamar não minicongressos mas sim encontros macionais, por questões regulamentares federativas.
De início, por um par de anos, os ENJE eram semestrais. Depois passaram a ser anuais.
No Porto, em fins do ano passado, jovens desta cidade e das Caldas da Rainha dão resposta às suas inquietudes sobre o movimento espiírita, numa entrevista colectiva para o «Jornal de Espiritismo».
O que traz os jovens ao movimento espírita? Mediante esta pergunta afirmam que «basicamente, a maior parte dos jovens tenta saber algo mais sobre a existência humana, com o intuito de adquirir uma nova visão da Humanidade e dos seus fins. No entanto, para além desta busca interior, muitos jovens procuram no Espiritismo uma solução para os seus problemas pessoais ou procuram, simplesmente, saciar a sua curiosidade». Sendo assim, esta doutrina trouxe o quê para as vossas vidas?
«Podemos enumerar várias mudanças, mas as principais consistiram numa nova visão de nós próprios e do mundo, uma mudança significativa no sentido de sermos pessoas melhores, o que implica,
Gráfico 1 - O vosso centro tem reunião de jovens?
obrigatoriamente, atitudes mais correctas para a vida e uma mudança de valores. Tudo isto pode resumir-se a um maior, e também melhor, conhecimento e lucidez sobre nós próprios, e o mundo que nos rodeia».
Sabendo distinguir movimento espírita de Espiritismo — o primeiro é aquilo que as pessoas fazem supostamente inspiradas pela doutrina, o segundo é a própria doutrina tal como foi codificada por Allan Kardec — , qual a influência do jovem no
Um dos grupos e trabalho da reunião
«Tal como é esperado dos jovens, estes têm a capacidade de implementar uma nova mentalidade e novas formas de comunicar, agir. E isto deve-se a uma crescente vontade e dinamismo, que são características da juventude. Aqui, o cenário não é diferente, pelo contrário, é desejável que assim seja», respondem em grupo.
Sendo a influência jovem positiva para o movimento espírita, qual o seu futuro? «Segundo o nosso parecer, a juventude trará uma visão alargada da doutrina espírita, mas mais desmistificada, o que permitirá associar o Espiritismo à boa disposição e à alegria para a vida. Para além disso, pretende-se que exista maior liberdade e tolerância num futuro próximo, pois urge fomentar a alteridade dentro da unidade, assim como estimular a cooperação entre os jovens».
Texto: António Costa, Cristina Carvalho, Lígia Almeida, Pedro Sil
