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Jornal de Espiritismo nº 2 · 2004Página 74 min
va, Rosa Caride, Vasco Marques.
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Total de inquiridos: 40 associações
Sem resposta: zero Indiferentes (não responderam): 25.
Que idades têm os jovens? (Gráfico 5)
A Associação de Divulgadores de Espiritismo, há um par de anos fez uma sondagem junto das associações espíritas portuguesas, com uma dúzia de perguntas. Somadas as respostas, apuraram-se alguns resultados. Eis um cheirinho.
Gráfico 5 - Que idades têm os jovens?
1 mDe5a. mDesS a12?. O0De13a15. ODe16 a 20.
Falar em sexualidade é ainda hoje complicado para muitos, visto tratar-se de um tema interpretado por
cada pessoa de um modo diferente.
De tabu a mero encontro carnal, passando por algo de grande significado emocional, a sexualidade faz parte de todos, mesmo daqueles que pensam ignorá-la.
O Dicionário de Psicologia dá-nos uma visão muito clara do tema em causa, definindo a Sexualidade como “uma função estritamente humana (...), porque investe nos comportamentos de procura de prazer sexual de conteúdos culturais e simbólicos. (...) A satisfação do desejo exercese sob um quadro de interditos mais ou menos variáveis, indispensáveis para canalizar a energia sexual capaz de escapar ao controlo (...)”.
No entanto, o homem nem sempre se rege por essas regras, tendo um comportamento sexual considerado desequilibrado. Surgem então as parafilias, em que a pessoa obtém prazer sexual através de objectos, e de outras funções fisiológicas, sendo algumas das actividades consideradas crime em sociedades mais civilizadas — pedofilia, necrofilia, voyeurismo, masoquismo, sadismo, etc.
«O Livro dos Espíritos» não dá uma definição concreta da sexualidade, mas a resposta à pergunta 686 é clara: “686. E lei da Natureza a reprodução dos seres vivos?”; “Evidentemente. Sem a reprodução, o mundo corporal pereceria.”
O ser humano caminha com uma energia peculiar que deve ser canalizada para que ele mantenha o seu bem-estar. Essa energia é geralmente descarregada no acto sexual, ou através da expressão artística. No entanto, muitos acumulam e carregam esse fardo energético, por verem na sexualidade algo promíscuo.
No contacto sexual, há uma troca fantástica dessa energia entre os dois protagonistas, estabelecendo-se um circuito fluídico-vibratório intenso. Essas energias espalham-se por todo o corpo físico, e aos poucos são absorvidas pelo psicossoma, nutrindo o ser. Um casal que se ame, ao manter uma sexualidade saudável, estabelece permutas energéticas compensatórias.
No livro Forças Sexuais da Alma, podemos ler: “O desagúe da energética espiritual é variável em graus e tonalidades. (...) Enquanto uns estão travando o sexo no corpo físico (...), outros estão criando e bendizendo nas harmónicas forças criativas. Os primeiros estão recalcando forças que um dia explodirão (...); os segundos encontraram o caminho pelo ajustamento, naturalidade e equilíbrio de conduta.” Então, a energia sexual, direccionada pelo contacto sexual físico e emocional e/ou implementada nas artes, é um combustível valioso que deveremos utilizar no caminho evolutivo.
O seu uso indevido causará um desvio, perdendo-se todas as suas vantagens, assim como tentar silenciar essas forças é destruir-se a si próprio.
físico, mas também pelo nosso psiquismo profundo (inconsciente).
Sendo o espírito dotado de livre-arbítrio, é ele quem escolhe o que fazer com a sua sexualidade. No entanto, a “Lei de Causa e Efeito” é uma “regra” do jogo da vida, o que implica que haja consequências quer pelo bom uso, quer pelo mau uso. O sexo bem dirigido, na monogamia ou na castidade construtiva, é caminho para a ascensão e conquista. Por outro lado, o sexo mal dirigido, na poligamia ou na renúncia sem aplicação alternativa das energias sexuais, traz desarmonia e leva à queda.
E ainda importante termos consciência de o que é realmente a castidade, visto que esta nem sempre implica ausência. E função sexual equilibrante com mente sadia, na troca de energia entre dois seres que se amam, com ajuda dos órgãos sexuais ou sem eles. Então, ser casto não implica que não tenhamos contacto sexual com outrem, mas sim que este seja consciente e harmonioso, apoiado no amor. A sexualidade deve ser utilizada de forma equilibrada em todas as fases da vida. O abuso afecta os centros de força, devido aos desajustes energéticos, interferindo nos sectores emocionais do homem e causando problemas a nível do sistema nervoso neuro-vegetativo.
Em suma, sexo é vida e evolução quando apoiado na ideia do bem comum. Sexo é luta, tormento e desequilíbrio (bem como atraso evolutivo) quando abafamos os sentimentos na satisfação sexual temporária, na ausência de amor e da troca afectiva.
Uma vez mais, o livro Forças Sexuais da Alma diz, a respeito das consequências do mau uso: “Pela morte do corpo, carrega o espírito, (...) toda a desarmonia que provocou, e em nova reencarnação, levará na mente atribulada as tendências desequilibrantes, que somente o esforço, disciplina e bom senso podem encarregarse do equilíbrio reconstrutivo.”. Na verdade, não existe tormento dos órgãos sexuais e sim mentes atormentadas pelo descontrolo vibratório do sexo mal dirigido. E essencial impor nessas mentes a disciplina, para que as energias sexuais e o corpo físico
