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Crónica www.adeportugal.org curso básico de espiritismo on-line em Ass

Jornal de Espiritismo nº 24 · Setembro 2007Página 132 min

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Crónica www.adeportugal.org curso básico de espiritismo on-line em Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal Ele me confessou que, estranhamente, não tinha dores no corpo mutilado mas…que lhe doía a perna que acabara de perder E as pernas minha mãe? Pode parecer à primeira vista que o voluntariado hospitalar, ou qualquer outro, constituem, de algum modo, uma forma de altruísmo que vai ganhando espaço na sociedade em que vivemos.

De acordo! Porém, para o espírita, o voluntariado tem a vertente de se poder transformar numa actividade de grandes conquistas, no que diz respeito ao apren- dizado dinamizador do seu progresso como ser imortal. Ter oportunidade de nos podermos abei- rar do sofrimento humano, ameniza-nos por dentro, completa-nos, e é um campo, em que, sem dúvida, o conhecimento da doutrina nos aproxima da realidade, por vezes dura, em que nos movimentamos, dando-nos uma visão mais próxima dos dois campos da existência.

Conversei há dias com um homem a quem foram amputadas as pernas. Já o conhecia de há uns tempos atrás, da al- tura da segunda cirurgia. Era tudo muito recente e pareceu-me, de alguma forma, conformado, como se costuma dizer. Nessa altura falámos longamente, sem pressas, de desaires e conquista da vida, sonhos e desilusões também. Criámos empatia e, só bem mais à frente no tem- po, ele me confessou que, estranhamen- te, não tinha dores no corpo mutilado mas…que lhe doía a perna que acabara de perder.

Gravei o desabafo e o tempo foi passan- do. Voltei a encontrá-lo agora; desta vez menos confiante, abatido pela força do tempo e do sofrimento também. Fomos falando e, sem forçar, disse-lhe o que sentia: que, conhecê-lo, fora uma benesse para mim. E foi. Falei-lhe de Deus, do mérito que ele tinha perante uma situação como a que estava a viver e, inevitavelmente, no seu Espírito protector. É técnica que nunca falha…basta experimentar.

Cada dia em que acabo a minha ronda pelos doentes, costumo vir meditando pelo caminho, na lição que tirei para mim e… faço ligações. Num dos casos de aplicação de passe magnético no domicílio que fazemos no Centro Espírita em que colaboro, havia uma senhora que, já próximo do final da vida, nos confidenciava que via «coisas», (como ela dizia), situações que consi- derava lúcidas, palpáveis, e, ao mesmo tempo…estranhas.

Ao início tinha receio de estar a delirar, dizia com graça, que nem contava a nin- guém, antes que a achassem louca. Mas lá a fomos tranquilizando. Ao mesmo tempo íamos preparando a familiar mais próxima, para os reflexos de tais ocor- rências, pedindo-lhe que não dramati- zasse, porque eram situações reais que a Espiritualidade fazia acontecer, de modo a ir preparando a aproximação do doente a outro plano da existência.