Enrevista a Dirigente
Jornal de Espiritismo nº 29 · Julho 2008Página 164 min
Afinidades Existem centros espíritas suficientes? Impressãodigital ENREVISTA A DIRIGENTE Maria Elisa Viegas, de 44 anos, mora em Queluz. É empregada de escritório e frequenta o Centro Espírita Perdão e Caridade, em Lisboa, desde 1992. Trabalhadora e estudante, é passista, evangelizadora e palestrante. Como conheceu o espiritismo? Maria Elisa – Comecei a conhecer o Espiritismo em 1992; sim, digo comecei a conhecer, porque até hoje o estudo e cada vez tenho mais a noção do quanto há para estudar.
Foi em Outubro de 1992 após o desencarne do meu irmão, dois anos mais novo, que o livro “O Evangelho segundo o Espiritismo” de Allan Kardec me foi emprestado. Li-o e reli-o e aquilo me dizia tanto ao coração que quis conhecer melhor aquela doutrina que desconhecia, nunca ouvira falar e que fazia tanto sentido para mim. Procurei nas primeiras páginas do livro e como aquela era uma edição do CEPC em Lisboa, tomei nota da morada e do telefone e liguei.
Dirigi-me para lá de táxi, até porque não sabia onde era a Rua Presidente Arriaga, n.º 124 e passei a frequentar as palestras públicas, a ler e a sorver tudo o que podia. Até hoje. O Espiritismo modificou a sua vida? M.E. – Bem, é impossível adquirir este conhecimento e continuarmos a ser os mesmos. Após conhecermos os motivos da dor e sabermos que nada nem ninguém se perde (antes pelo contrário) tudo passa a ter sentido na vida e nós passamos a ter uma esperança e um ânimo reforçados.
Além disso, o espiritismo trouxe-me um travão muito grande, porque hoje já sei que tudo posso fazer e ter, mas nem tudo me convém. Para mim foi muito importante obter respostas que mais ninguém me conseguia dar. Saber que temos irmãos maiores que nos amam apesar das nossas imperfeições e que nos amparam quando estamos mais fragilizados, não se trata de uma crença, mas sim, já de uma certeza. O espiritismo ajudou-me imenso a conhecer melhor o nosso Mestre Jesus.
Já não o vejo na cruz como acontecia antes, mas vejo-o a trabalhar e a cuidar de toda a Humanidade. Ele se engrandeceu aos meus olhos e para mim é um privilégio poder trabalhar na sua Seara. Que livro espírita anda a ler neste momento? M.E. – Nunca ando e ler apenas um livro. Geralmente tenho um livro novo a ler, e outros a estudar. Acabei de ler “Francisco de Assis” e estou relendo e estudando “Os missionários de luz” de André Luiz em simultâneo com “O Livro dos Espíritos“ e “O Evangelho segundo o Espiritismo“ de Allan Kardec, para apresentação de trabalhos.
Tenho em fila de espera “SOS Família“, de Joanna de Ângelis. ENTREVISTA A FREQUENTADORES DE CENTROS ESPÍRITAS Paulo Fernando Felicidade Jones dos Santos tem 29 anos de idade, é militar e mora no Montijo. Como conheceu o Espiritismo? Paulo Santos – Encontrei o Espiritismo depois de ter passado alguns anos da minha vida em busca de explicações e soluções para problemas e para melhorar a minha qualidade de vida. Acabei por encontrar a pessoa certa na altura certa, que me ensinou a perceber como o Espiritismo está á minha volta.
Frequenta algum centro espírita? Paulo Santos – Apesar de haver outros centros mais perto da minha residência, costumo frequentar o Centro de Cultura Espírita das Caldas da Rainha. Qual a sua opinião acerca do «Jornal de Espiritismo»? Paulo Santos – Excelentes conteúdos que agradam a espíritas e a curiosos do Espiritismo. Muito bom, gosto bastante! Só me falta ser assinante, mas consigo as edições em atraso no Centro.
Do que já conhece do espiritismo mudou alguma coisa na sua vida? Paulo Santos – O pouco que conheço do Espiritismo já permitiu que grandes mudanças, sempre para melhor, tenham ocorrido na minha vida... se soubesse mais sobre Espiritismo nem imagino como estaria a minha vida. foto arquivo foto arquivo É uma boa pergunta! Par a qual não temos resposta. Mas temos dados de uma amostra de 25000 observações, na qual podemos inferir informação, analisando a distribuição da procura e oferta de Instituições Espíritas.
O quadro que se segue, tem como fonte o site da ADEP www.adeportugal.org onde foram registados pedidos de informação por distrito nos últimos 12 meses. Portanto estes dados são baseados na heterogeneidade que os visitantes do site da ADEP representam, e por isso achamos que pode estar próximo da realidade o que este pequeno estudo indica. Analisando a primeira coluna, de pedidos de informação, verificamos que Lisboa, Porto e Setúbal registam a maior procura.
Mas relativizando com os dezoito Centros que existem nesse distrito, 23% de procura versus 19% de oferta, talvez não sejam assim tantos e pode até ser necessário abrir mais portas. O mesmo se passa com Setúbal, mas não com o Porto. Um aspecto ainda mais curioso é que apesar de em três distritos – Évora, Portalegre e Castelo branconão existir nenhum Centro Espírita, em cada um deles registou-se que 500 pessoas foram em vão à procura informação de Instituições nestas zonas.
O leitor pode apurar mais conclusões deste quadro, basta pensar que de um lado temos a coluna com pedidos de informação em observações absolutas e ao lado quanto representa em percentagem; e do outro temos o número de centros nesse mesmo distrito e quanto representa em percentagem dos que existem em Portugal. E quantos centros têm e-mail e página na Internet? Pois 70% têm e-mail e 18% tem página na Internet. Ambos os valores são baixos, especialmente presenças na maior rede de conhecimento do mundo.
Vasco Marques webmaster@adeportugal.
