Entrevista Espiritismo na Universidade do Minho foto loucomotiv Perant
Jornal de Espiritismo nº 30 · Setembro 2008Página 103 min
Entrevista Espiritismo na Universidade do Minho foto loucomotiv Perante a liberdade de escolha anual de temas não leccionados ou de assuntos que despertem especial interesse dos alunos de Mestrado Integrado em Medicina que a Escola de Ciências da Saúde daquela universidade designa por Projecto de Opção, estabeleceu objectivos metodológicos e debruçou-se sobre o tema: “Espiritismo e Medicina – Qual a relação?”. E escolheu a ADEP como instituição acolhedora, por se tratar de uma associação ao serviço da divulgação da doutrina espírita.
Este trabalho valeu-lhe a nota final de 17 valores, além de admiração e respeito de colegas e professores. Como conheceu o Espiritismo? Através de livros. Li um livro sobre reencarnação e ressurreição que abordava Os seus pais são espíritas? Ou alguém na família? Não. Não tenho ninguém na minha família que seja espírita. Aliás, não conhecia nenhum espírita até agora. A filosofia espírita mudou, de alguma maneira, a sua forma de estar na vida?
Sem dúvida! Todas as dúvidas inquietantes que costumam despertar na adolescência sobre a vida e a morte, a alma e os atributos de Deus se dissolveram para dar lugar à serenidade perante a vida e a morte e a uma melhor compreensão da sabedoria do Criador. Eu era alguém que, apesar de espiritualista, sentia falta de algo sólido que me fizesse perceber o sentido da vida. Conheci o Espiritismo numa altura em que questionava muita coisa, era extremamente crítica e punha toda a teoria e mais alguma em causa.
A doutrina espírita foi a única que me conseguiu responder satisfatoriamente a todas as perguntas. Actualmente, estou mais atenta aos meus defeitos, consigo lidar melhor com os problemas e tenho muita mais confiança em Deus. Li um livro sobre reencarnação e ressurreição que abordava estes temas sob diversos pontos de vista, incluindo o da ciência e o espírita, contendo várias referências a O Livro dos Espíritos Porque escolheu a Medicina para a sua realização profissional?
Escolhi Medicina de uma maneira engraçada e talvez incomum. Durante muitos anos não sabia que profissão queria seguir. A ideia de trabalhar só para ganhar dinheiro e sobreviver não me agradava de jeito nenhum. Precisava de algo que eu gostasse de fazer mesmo, que fosse de graça. Sou bastante idealista. Um dia, tinha eu 14 anos, sonhei que estava a assistir a uma cirurgia, como aprendiz. Acordei e fez-se luz! Pensei: “Medicina.
É isso mesmo!”. Sempre me interessei muito por ciências naturais e o corpo humano era uma das matérias que eu mais gostava de estudar. A Medicina, para além de estar intimamente ligada a essas áreas, permitir-me-ia trabalhar em contacto com as pessoas e ajudá- -las com os meus conhecimentos, o que era perfeito para mim. O sonho da noite transformou-se no sonho do dia. A partir Nasceu em Massarelos, Porto. Chama-se Daniela Almeida Lascasas.
Conta 21 anos e estuda Medicina na Universidade do Minho, em Braga. Tem três irmãos. Gosta de poesia, desenho, pintura e teatro. A opressão à liberdade e o jogo das aparências sociais face aos reais conteúdos não se perspectivam no horizonte ético e moral desta jovem que elege a ginástica artística e acrobática como desportos favoritos e vê a Ciência como baluarte de créditos pessoais, particularmente a Medicina, a Filosofia, a Religião, a Retórica, a Psicologia e a Parapsicologia como áreas preferenciais do conhecimento.
estes temas sob diversos pontos de vista, incluindo o da ciência e o espírita, contendo várias referências a O Livro dos Espíritos. Um dia, vi-o à venda e comprei-o. E, depois deste, vieram as outras quatro obras básicas de Kardec. Com que idade? Com 17 anos.
