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Jornal de Espiritismo nº 30 · Setembro 2008Página 92 min

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Entrevista www.adeportugal.org curso básico de espiritismo on-line em Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal PUBLICIDADE laços da matéria; esses desencarnam em paz. Há ainda os que estão inconscientes na hora da morte, ou que até mesmo já estão no mundo espiritual mesmo antes do suspiro final; esses sequer percebem sua transição. Quem frequenta um centro espírita tem vantagens em relação a outrem quando passar para o outro lado da vida?

A. S. – Allan Kardec fez uma pergunta quase nesses termos aos Espíritos que trouxeram à luz a nossa consoladora doutrina, na questão 165 de “O Livro dos Espíritos”: “O conhecimento do Espiritismo tem alguma influência sobre a duração, mais ou menos longa, [da] perturbação [que se segue à morte]?” “Uma influência muito grande,” respondem os sábios mentores, “uma vez que o Espírito já compreendia antecipadamente [como seria] sua situação [após a morte].

Mas a prática do bem e a consciência pura exercem maior influência.” A isto, eu agregaria também a prática diária do perdão, para evitar dolorosos arrependimentos depois. Se se divulga que a vida após a morte não é o drama que a sociedade descreve, não estaremos a incentivar o suicídio? A. S. – Nas experiências de quase-morte (EQM), por exemplo (tema de meu segundo livro, “Nos portais do Além” (abordo o suicídio), a imensa maioria dos casos de quase-morte por causas naturais, tipo ataque cardíaco, afogamento, acidentes etc.

, são tão positivas que a pessoa não quer retornar ou reluta em retornar para vida física. Contudo, nas EQM por tentativa de suicídio ou “overdose” (drogas), as experiências são tão horríveis que a pessoa implora para retornar. Ela reconhece o erro e vislumbra a importância e a necessidade da complementação da sua vida física, além da mudança de comportamento que efectua, geralmente radical, para melhor. “...as lembranças espontâneas de vidas passadas, sobretudo aquelas que a criança se recorda de haver desencarnado de maneira trágica e traumática, trazendo para o novo corpo marcas de nascença ou defeitos congénitos correspondentes às feridas que causaram a morte na sua vida anterior.

” A única maneira de gozar a felicidade na vida após a morte é aquilo que aprendemos no Espiritismo: a nossa vida a Deus pertence e somente Ele tem o direito de tirá-la; o nosso trabalho na Terra é para o nosso próprio bem e adiantamento, a nossa estadia aqui precisa ser levada a termo. É nosso dever aprender a amar, a perdoar, a fazer o bem e instruirmo- -nos. Fazendo isso poderemos ser felizes tanto nesta como em outras vidas, pois estaremos seguindo as leis de Deus, obrigação de todo ser humano.

O suicídio é um grande equívoco que, além de não resolver os problemas dos quais a pessoa tenta escapar, criará outros ainda piores. Portanto, viver ainda é a melhor opção. Quer deixar alguma mensagem final para os nossos leitores? A. S. – Que não há que temer a morte, pois que ela “significa apenas uma nova modalidade de existência, que continua, sem milagres e sem saltos,” para usar as palavras do Espírito Emmanuel.

Mas que é necessário viver cada encarnação seguindo as leis de Deus e os ensinamentos do Cristo, pois é a vida terrena correctamente vivida que nos trará paz na hora de nosso retorno ao Mundo dos Espíritos, o nosso verdadeiro lar.