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Jornal de Espiritismo nº 32 · Janeiro 2009Página 63 min

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Reportagem Divaldo visitou Portugal A Federação Espírita Portuguesa “presenteou” o Norte do país com a visita do médium brasileiro Divaldo Pereira Franco, utilizando o auditório do Fórum da cidade da Maia. PUBLICIDADE Divaldo Franco continua a ser uma referência para o Espiritismo. Pleno de entusiasmo, ape- sar dos seus 81 anos, continua a perseverar no esclarecimento público da Doutrina dos Espíritos, abrindo novas oportunidades de co- nhecimento e conduta certeira em direcção ao Infinito.

Orador exímio, usa a força da sua mensagem e o grande ideal a que dedica a sua vida para tornar “apetecível” a sua presença em milhares de conferências, seminários e jornadas de cariz científico-cultural. O labor mediúnico que o caracteriza arrebata- -lhe os sentimentos e fortalece-lhe as emo- ções. Por isso, dos quatro cantos do mundo chegam-lhe convites. Umas vezes, pedindo que exteriorize conhecimentos, outras para o galardoar.

Desde 1962, data da sua primeira viagem ao exterior do Brasil, não parou mais. Teatros, cinemas ou grandes auditórios, comportando milhares de lugares, facultam a este educador o uso da palavra na divulgação espírita, o enlevo da mensagem e a visão da jovialidade do seu sorriso. A Portugal, chegou pela primeira vez em 1967. E continua a pisar solo lusitano sempre que é convidado. Normalmente, é pela mão da Federação Espírita Portuguesa (FEP) que este baiano visita os diversos centros espíritas portugueses, acompanhado do grande ami- go Nilson de Souza Pereira, co-responsável pela valiosa obra assistencial brasileira Mansão do Caminho, criada em Agosto de 1952.

O norte do país, mais precisamente a cidade da Maia, acolheu-os no passado dia 16 de Novembro de 2008 e o auditório do Fórum encheu. Entre as 9h30 e as 18h00, o antigo escriturá- rio do Instituto de Previdência e Assistência Social do Estado (IPASE), em Salvador – Brasil, brilhou, exaltando momentos de grande significado para si próprio e para a filosofia espírita. “Transtornos Psiquiátricos e Obsessi- vos” estiveram em palco, num seminário que mediou testemunhos pessoais de ciladas e perseguições por espíritos sofredores, ao longo de sessenta anos de mediunidade, e o aconselhamento sensato de evangelização e confiança em Deus.

O videograma de início matinal dos trabalhos foi largamente observado pelos participantes, dado que narra a “peregrinação” mediúnica do PUBLICIDADE palestrante e engloba diversificados registos de opiniões de muitos espíritas que com ele têm convivido. Muitos são também seus co- laboradores na educação de muitas das mais de 30 mil crianças que passaram pela Mansão do Caminho. A pausa para o café revigorou forças e deu alento para a primeira conferência.

Em relato detalhado, Divaldo explanou conceitos de natureza psíquica, mas também mediúnica. O labor mediúnico que o caracteriza arrebata-lhe os sentimentos e fortalece-lhe as emoções. A tarde pertenceu-lhe integralmente. As 722 pessoas presentes no auditório deliciaram- -se com a fluidez e a exactidão das palavras proferidas pelo médium. Contou experiências vividas, entre risos e realidades que se pren- dem com a ética moral de respeito aos outros e principalmente a si mesmo.

Contrabalançou com a narração de ternos encontros com Joanna de Ângelis, sua mentora espiritual, através do mergulho constante no seu mun- do interior. Divaldo narrou, ainda, frases comprometidas com muitas barreiras e acusações de que tem sido alvo ao longo do tempo. Mas saiu vitorioso. E enumerou a oração, o perdão, a caridade e o amor como terapias preventivas e curadoras, que bem conhece, na profilaxia e tratamento das perturbações psíquicas e obsessivas.

No final da tarde, estava tão “fresco” como no início da manhã. As energias emanadas dos ouvintes entrelaçavam-se em novelos de encorajamento, provando que a vida é “um património de Deus”. Porque não experimenta o triunfo, sabe pro- longar o ideal espírita com elevação emocio- nal e moral imprescindíveis ao bom equilíbrio. Divaldo promete voltar para oferecer o seu “grão de areia” em benefício da causa espírita. A sua lição de vida deve ser meditada, a fim de ser vivenciada por toda a humanidade.

Como ele, poder-se-á então afirmar: “Encon- trei o mapa do tesouro”.