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Capa da edição nº 32 do Jornal de Espiritismo

32Jornal de Espiritismo nº 32

Janeiro 2009 · 20 secções · ≈ 81 min de leitura

A edição 32 do Jornal de Espiritismo explora fenômenos mediúnicos, destacando casos como o de uma criança que vê espíritos e de uma mulher com sintomas inexplicáveis. Aborda a importância da educação espírita para compreender e gerir a mediunidade, alertando contra médiuns charlatães. Apresenta ainda reportagens sobre Divaldo Franco e Raul Teixeira em Portugal, além de uma reflexão filosófica sobre projeções e expectativas humanas.

Mediunidade
Espiritismo
Eventos
Projeções
Reencarnação

Capa

Página 11 min

PUBLICIDADE Jornal Espiritismo Ano V | N.º 32 | Jornal Bimestral da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal | Director . Ulisses Lopes | Preço € 0.50 JANEIRO . FEVEREIRO . 2009 foto loucomotiv O MEU FILHO VÊ ESPÍRITOS FENÓMENO REPORTAGEM DIVALDO FRANCO EM PORTUGAL A Federação Espírita Portugue- sa“presenteou” o Norte do país com a visita do médium brasileiro Divaldo Pereira Franco, utilizando o auditório do Fórum da cidade da Maia.

Pág. 6 ENTREVISTA RAULTEIXEIRA EMPORTUGAL José Raul Teixeira esteve em Portugal, a convite da Federação Espírita Portuguesa. Efectuou longo périplo pelo continente e ilhas onde deixou a semente da Doutrina Espírita. Pág. 8 ENTREVISTA JOÃO XAVIER DE ALMEIDA: A LUZ DO EXEMPLO Num mundo de muitas máscaras, há quem deixe pegadas de bondade e sabedoria que nenhuma má intenção consegue denegrir. É assim que muitos vêem João Xavier de Almeida.

Pág. 10 REPORTAGEM JORNADAS DE CULTURA ESPÍRITA Comumprogramaatraente,a AssociaçãoSocioculturalEspírita deBragaelegeuotema“AMorte Morreu–EvidênciasCientíficas”e informouograndepúblicodeque osmedosdamortesãoinfundados, umavezqueestanãoexiste. Pág.7 O caso poderá parecer fantástico, mas não deixa de ser apenas mais um caso banal, de pessoas que dizem ver outras pessoas, falecidas. Neste depoimento, o personagem principal é uma criança, que deixa a mãe perplexa...

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Editorial foto loucomotiv foto loucomotiv Dizia Joana a Manuel, depois

Página 24 min

de uma de- claração apaixonada: «Não me conheces bem. Dizes isso só porque sou uma tela onde projectas as tuas melhores expec- tativas». Seria verdade? Projecções. O relacionamento humano, vida após vida, anda à baila com elas. Base de conflitos, de construções posi- tivas na área afectiva, alimenta-se cons- tantemente delas, num fluxo e refluxo contínuo, capaz de disparar as sinergias do ser rumo ao porvir.

Que seria de nós sem as projecções que fazemos sobre uns e outros? Expectativas positivas podem levar a decepções, ou não, mas se não fizesse parte da nature- za humana tê-las, a evolução seria mais acanhada e coxa. «Aquela criatura parecia tão bom ra- pazinho, e olha no que deu», diz Mário Beltrano sobre Fulano. Pensar mal dos outros não faz bem à saúde, seja ela física ou mental. O contacto interpessoal num grupo im- plica uma tomada de conhecimento de cada personalidade do grupo.

Ninguém conseguirá tomar de pronto a noção pormenorizada do contorno de cada individualidade. Por isso, na avaliação que vai fazendo, mesmo inconscientemente, agrupa dados considerados como adqui- ridos ou prováveis e, no resto, usa uma técnica própria das percepções imperfei- tas: une os pontos conhecidos com uma linha de continuidade para conseguir delinear uma visão de conjunto. No plano dos afectos, quando a previsão é medianamente acertada, consolida- -se uma amizade que pode perdurar no tempo.

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Ficha Técnica

Página 35 min

Correio do leitor FICHA TÉCNICA Jornal de Espiritismo Periódico Bimestral Director: Ulisses Lopes Editor: Jorge Gomes Maquetagem: www.loucomotiv.com Fotografia: Loucomotiv e Arquivo Tiragem: 2000 Exemplares Registado no Instituto da Comunicação Social com o n.º 124325 Depósito Legal: 201396/03 Administração e Redacção ADEPRua do Espírito Santo, N.º 38, Cave Nogueira – 4710-144 BRAGA Assinaturas Jornal de Espiritismo Apartado 161 4711-910 BRAGA E-mail jornal@adeportugal.

org Conselho de Administração Noémia Margarido, Isaías Sousa Publicidade Apartado 161 4711-910 BRAGA pub@adeportugal.org Propriedade Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal ADEP NIPC 504 605 860 Apartado 161 4711-910 Braga E-mail: adep@adeportugal.org http://www.adeportugal.org Impressão Oficinas de S. José – Braga Mediunidadeporeducar foto loucomotiv «O meu filho tem 9 anos e de há uns tempos para cá tem visto uma imagem como uma sombra branca, que lhe aparece ora em casa, ora na escola.

No início ele encarava isso mais ao menos bem. Ultimamente tem se repetido mais amiúde e ele está a ficar assustado. Não sei bem como acalmá-lo, apesar de tentar fazer ver que talvez seja um espírito que está a tentar brincar com ele. Será normal ele ver essas coisas ou será indício de uma mediunidade?», pergunta uma senhora por e-mail em 3 de Dezembro. A resposta seguiu: «Olá. Começando pelo fim: é normal ele ver essas coisas, e é, certamente, indício de mediunidade.

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Página 44 min

Consultório Carnaval PUBLICIDADE PUBLICIDADE foto loucomotiv Indaga Maria de Fátima, Ponte de Lima: «Caro Dr. Ricardo Di Bernardi, como vê o Carnaval na perspectiva da doutrina espírita»? Dr. Ricardo Di Bernardi – Prezada Maria de Fátima, inicialmente, permita-me dizer que “dentro da doutrina espírita” não existe nada instituído em relação ao Carnaval. Façamos, apenas, uma reflexão. Entendo que todo o excesso, seja em que área for, é nocivo.

Da mesma forma, a alegria poderia ser sadia quando se brinca com espírito familiar, descontraidamente, sem ensejar queda de padrões comportamentais e éti- cos. Nada temos contra o Carnaval em si, se encontrar um grupo (familiar ou não) onde pessoas se reúnem para brincar e dançar dentro da mais pura intenção da brincadei- ra saudável. Já opinei sobre a participação de um amigo e parente quando o mesmo me indagou sobre a seguinte situação: “orga- nizamos, com meus oito cunhados, oito con-cunhados, 25 sobrinhos, sogros, todos eles espíritas, trabalhadores da doutrina, um carnaval familiar na casa dos sogros”.

De facto, organizaram um festejo familiar no dia de Carnaval. Fantasiaram-se, houve conféti e serpentinas. As crianças e adultos brincaram toda a manhã e tarde. Não hou- ve bebida alcoólica, e tudo transcorreu em ambiente de amor fraternal, com música de Carnaval, etc. Questionado a respeito, considerei absolutamente válido dentro destes parâmetros. Nada, portanto, contra o Carnaval. Tudo contra, porém, o que se vê por aí!

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Página 53 min

Breves PUBLICIDADE AGORA NOVA VERSÃO ON-LINE www.adeportugal.org Saiba como na pág. 17 INAUGURAÇÃO DA NOVA SEDE DA ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA CONSOLAÇÃO E VIDA Aconteceu no passado dia 15 de Novembro, na Cumeada, Freguesia de Valongo do Vouga, em Águeda. Eram 15H30 quando Divaldo Pereira Franco entrou nas novas instalações da Associa- ção Espírita Consolação e Vida. Tal como há nove anos, também agora Divaldo Franco esteve connosco, na inauguração da nova sede da Instituição.

O amplo salão depressa ficou cheio de pessoas amigas que quiseram acompanhar-nos nesta radiosa tarde de sol. Do mesmo modo, o primeiro andar rapidamente se encheu e, aí, os presentes puderam assistir à sessão por vídeo-conferência Na cerimónia de abertura, usaram da palavra o Presidente da Direcção, Dr. Luténio Faria, o Presidente da Assembleia Geral, Dr. Alexandre Ramalho, e o Presidente da Federação Espírita Portuguesa, Coronel Arnaldo Costeira.

O Presidente da Câmara Municipal de Águeda, Dr. Gil Nadais, que nos honrou com a sua presença, associou-se ao evento, proferindo um discurso, onde as palavras de incentivo e disponibilização foram uma constante. Depois, a palavra foi bem entregue a Divaldo Pereira Franco que, durante cerca de uma hora, falou e encantou como só ele sabe fazer. Fonte: Sílvia Antunes (Águeda) LISBOA: RELAÇÃO CONJUGAL Domingo, dia 4 de Janeiro, decorreu mais uma reunião enquadrada no programa “DI- ÁLOGOS ESPÍRITAS”.

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Página 63 min

Reportagem Divaldo visitou Portugal A Federação Espírita Portuguesa “presenteou” o Norte do país com a visita do médium brasileiro Divaldo Pereira Franco, utilizando o auditório do Fórum da cidade da Maia. PUBLICIDADE Divaldo Franco continua a ser uma referência para o Espiritismo. Pleno de entusiasmo, ape- sar dos seus 81 anos, continua a perseverar no esclarecimento público da Doutrina dos Espíritos, abrindo novas oportunidades de co- nhecimento e conduta certeira em direcção ao Infinito.

Orador exímio, usa a força da sua mensagem e o grande ideal a que dedica a sua vida para tornar “apetecível” a sua presença em milhares de conferências, seminários e jornadas de cariz científico-cultural. O labor mediúnico que o caracteriza arrebata- -lhe os sentimentos e fortalece-lhe as emo- ções. Por isso, dos quatro cantos do mundo chegam-lhe convites. Umas vezes, pedindo que exteriorize conhecimentos, outras para o galardoar.

Desde 1962, data da sua primeira viagem ao exterior do Brasil, não parou mais. Teatros, cinemas ou grandes auditórios, comportando milhares de lugares, facultam a este educador o uso da palavra na divulgação espírita, o enlevo da mensagem e a visão da jovialidade do seu sorriso. A Portugal, chegou pela primeira vez em 1967. E continua a pisar solo lusitano sempre que é convidado. Normalmente, é pela mão da Federação Espírita Portuguesa (FEP) que este baiano visita os diversos centros espíritas portugueses, acompanhado do grande ami- go Nilson de Souza Pereira, co-responsável pela valiosa obra assistencial brasileira Mansão do Caminho, criada em Agosto de 1952.

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Páginas de Internet

Página 74 min

Reportagem Jornadas Espíritas de Braga foto josébraga PÁGINAS DE INTERNET www.future-studios.com PUBLICIDADE Ao longo da história humana todos os povos se interrogaram acerca da morte. A partir do século XIX, o Espiritismo dá-nos a resposta. A cidade de Braga assistiu uma vez mais a um evento espírita de abalizado gabarito. Com um programa extremamente atraente, a Associação Sociocultural Espírita de Braga (ASEB) elegeu o tema “A Morte Morreu – Evidências Científicas” e cumpriu o objecti- vo de informar, com rigor, o grande público de que os medos da morte são infundados, uma vez que esta não existe.

Durante dois dias – 7 e 8 de Novembro de 2008 – o auditório do Instituto Português da Juventude foi o palco das III Jornadas Espíritas de Braga, que abordaram assun- tos extremamente actuais e de pertinente relevância, através de conferências propria- mente ditas, mas também de testemunhos verídicos de experiências contadas na primeira pessoa. Entre outros, foram apresentados conteú- dos que se prendem com as perspectivas: científica, filosófica e moral da problemática da morte, a cargo dos oradores Ulisses Lopes, presidente da Associação de Divul- gadores de Espiritismo de Portugal (ADEP) e colaborador da ASEB e de Reinaldo Barros e João Xavier de Almeida, ambos membros da ADEP.

Particularizando os conceitos, cada um preocupou-se em afastar os “fantasmas” que ainda povoam as mentes modernas, com raízes na Idade Média. A busca da espiritualidade idealizada não deixou em branco os fenómenos de Hydesville e as irmãs Fox, as Mesas Girantes, mas também o laborioso trabalho de Francisco Cândido Xavier. Jorge Gomes, vice-presidente da ADEP, cru- zou a História Universal e falou sobre “O Ser e a Morte na História e Histórias de Vida”, re- ferindo os monumentos e os rituais funerá- rios, as diversificadas crenças ou a violência do dogmatismo, anteriores à observação dos fenómenos espíritas, tão criteriosamen- te estudados e experimentados por Allan Kardec, o codificador do Espiritismo.

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Entrevista Raul Teixeira: amor e instrução Conheceu a Doutrina Espírit

Página 85 min

Entrevista Raul Teixeira: amor e instrução Conheceu a Doutrina Espírita muito cedo, aos 16 anos. Em que circunstân- cias? Raul TeixeiraTravei contacto com o Espi- ritismo aos 17 anos, em busca de respostas para os fenómenos que eu vivia desde a minha infância. Desde a mais tenra infância, até onde a minha memória alcança, convivi com a minha mãe, que era médium, com as minhas irmãs que eram médiuns e, certa- mente, dentro da minha casa, eu visualizava os seres espirituais com quem a minha mãe e as minhas irmãs travavam contacto.

E não tinha medo. Nada daquilo me assustava, eu via com relativa naturalidade. À medida que fui crescendo, tudo isso se transformou, porque a minha mãe desencarnou. Eu fi- quei órfão muito pequeno, aos quatro anos de idade. E o meu contacto com a Igreja Católica foi me fazendo temer aquilo que eu via, porque o sacerdote que me orien- tava dizia que estava a ver era obra do De- mónio e, na minha mentalidade de garoto, naturalmente ficava muito amedrontado.

Isso perdurou até aos meus 15 anos, quando o sacerdote propôs que eu lesse a Bíblia, para que encontrasse a resposta para afugentar o Demónio que eu via. E, desse período até aos 17 anos, eu li e reli a Bíblia quatro vezes, de ponta a cabeça, de trás para a frente, da frente para trás, na tentativa de expulsar o Demónio que me perturbava. Mas quanto mais a Bíblia eu lia, mais demónios eu via. Então, alguma coisa estava errada.

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Publicidade (pág. 9)

Página 96 min

Entrevista www.adeportugal.org curso básico de espiritismo on-line em Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal PUBLICIDADE Nós temos trabalhos científicos, feitos por indivíduos científicos, mas que não foram chancelados pela Ciência, por esse corpo internacional de pensamento científico. Então nós dizemos que determinadas coisas como a reencarnação, como a mediunidade, de que nós falamos tanto na Doutrina Espírita, no nosso meio, têm demonstrações, têm evidências bastan- te fortes demonstradas por homens da Ciência, homens respeitáveis, homens de notório saber.

Eu não posso publicar um trabalho num jornal espírita, de circulação no meio dos espíritas, e querer que a Academia leia o jornal espírita para estudar os nossos filósofos. Nós temos estudos sobre a reencarnação realizados durante mais de 40 anos pelo Dr. Ian Stevenson na Universidade de Virgínia nos Estados Unidos. Ele era o chefe do Departamento de Psiquiatria da Universi- dade de Virgínia. Tem livros publicados a granel na Universidade.

Tive acesso a vários livros dele publicados em inglês que ainda não chegaram à língua portuguesa sobre as pesquisas que ele realizou em vários países do mundo sobre a reencarnação. Mas esses são estudos de Ian Stevenson que nunca foram chancelados pela grande Ciência, pela Ciência internacional, pela voz da Ciência. Então devemos dizer assim «A reencarnação está demonstrada por Ian José Raul Teixeira esteve em Portugal, a convite da Federação Espírita Portuguesa.

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Entrevista João Xavier de Almeida: a luz do exemplo foto braga Ouve-se

Página 103 min

Entrevista João Xavier de Almeida: a luz do exemplo foto braga Ouve-se aqui e ali que «palavras, leva-as o vento». Nós diríamos que as leva nem que sejam escritas na imprensa! Mas o exemplo de quem esclarece as suas próprias convic- ções não precisa de as codificar nos sons de qualquer língua e é capaz de arrastar os mais endurecidos, já que é a demonstração prática do que realmente se pensa. Num mundo em que as máscaras se aprendem a usar mesmo fora do Carnaval, desde pequeninos, há quem deixe pegadas de bondade e sabedoria que nem a mais talentosa má intenção consegiria denegrir.

É assim que muitos vêem João Xavier de Almeida, uma incontestável reserva moral do movimento espírita português. Com menos acerto do que as suas respos- tas, em breves momentos, enviamos-lhe algumas perguntas. Passados dias, estamos aqui com as suas respostas. Há quanto tempo conhece o Espiritismo? João Xavier de AlmeidaO meu primeiro contacto com fenómenos espíritas (não com a Doutrina) data de 1960, junto duma médium muito desenvolvida e pouco disciplinada, que se afastara dum grupo de Racionalismo Cristão.

Como aconteceu esse contacto? JXAResultou de descrições e muitas perguntas que me fez minha irmã mais velha, que acabava de conhecer aquela médium. Eu nunca ouvira falar de médiuns e creio que até desconhecia esse termo; tomado de imensa curiosidade, não tardei em contactá-la. Teve uma ligação longa com a Federa- ção Espírita Portuguesa. Pode descre- vê-la sumariamente? JXA – Fiz parte, em 1984, duma lista elei- toral da FEP, como tesoureiro, convidado pela saudosa Maria Raquel Duarte Santos, então presidente.

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Entrevista ou grupos; mas sim com interacção sadia, mútuo robustecimen

Página 115 min

Entrevista ou grupos; mas sim com interacção sadia, mútuo robustecimento entre as institui- ções de cúpula e as de base, como meio de consolidar todo o movimento espírita, reforçando-lhe o poder de transformar be- neficamente a sociedade. Reiteradas exorta- ções da espiritualidade superior insistem no ideal da unificação. Tenho ainda como negativa, nada espírita nem cristã, a infantil presunção de grandeza do movimento espírita português, assim como o absurdo lamento de que não lhe é dada internacionalmente a importância devida.

No princípio do século XX, Lenine denunciava o que chamou as “doenças infantis” do nascente socialismo russo. E há muito mais tempo, Jesus advertia os discí- pulos desavindos que disputavam entre si ridículas superioridades: «o maior de vós será aquele que se fizer o mais pequenino e servir a todos». Dada a sua experiência, como comenta a afirmação de a doutrina espírita estar desactualizada? JXA – Como uma afirmação sem sentido, sem fundamento.

Acharão os seus autores que já não há Deus? Ou que acabaram os espíritos, ou a reencarnação…? Que se saiba, nunca explicaram o que quer dizer aquela peregrina afirmação. Acresce que ainda estamos longe de sentir e vivenciar em pleno os altos valores morais e inte- lectuais do Espiritismo, quanto mais de os termos ultrapassado! Entre os pontos estruturais do Espiritis- mo, qual deles lhe diz mais? JXA – É usual indicarem-se cinco pontos estruturais da doutrina espírita: existência de Deus, imortalidade da alma, sua co- municabilidade com o mundo material, sua pluralidade de existências na matéria e a pluralidade dos mundos habitados.

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Publicidade Publicidade (pág. 12)

Página 125 min

Fenómeno O meu filho vê espíritos O caso poderá parecer fantástico, mas não deixa de ser apenas mais um caso banal, de pessoas que dizem ver outras pessoas, falecidas. Aqui, vemos o pequeno David que identifica uma criança desencarnada que ninguém conhecia. PUBLICIDADE PUBLICIDADE foto loucomotiv Quem nos relembra os factos vividos é a mãe de uma família que acabava de chegar a Portugal, emigrada na Suíça, corria o ano de 2000.

Apesar das alterações decorrentes desta mudança, “a vida corria dentro do normal”, até que o filho, pequeno David, “começou a manifestar fenómenos estranhos”, que os pais não compreendiam. “Decorreram dois anos de aflições e tor- mentos inexplicáveis”, recorda. Não era só o filho a fonte de perplexidade. O pai tinha atitudes bizarras e desarticuladas impró- prias do seu carácter, nomeadamente alte- rações de humor… “Ele não era assim…”, refere.

Não conseguia dormir, afastou-se do filho e da esposa, andava à deriva. Quando dormia, dava saltos, acordava a tremer, referindo sentir algo gelatinoso e frio que se colava ao corpo. Via vultos escuros e, por vezes, via e ouvia pessoas suas conhecidas, já falecidas. Tinha premonições durante os seus sonhos. “Não conseguíamos estar juntos, sem que soubéssemos porquê. Aquele não era o José que eu conhecia há 20 anos…”, assegura.

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Opinião FísicaeEspiritismojuntos Tudo surgiu numa conferência na ASEB

Página 137 min

em Braga. Dúvidas surgiram e eis que surge a nossa explicação, acerca da possibilidade de viagens entre dois universos ou regiões diferentes do mesmo Universo. Em concordância com a Relatividade Geral, o espaço-tempo pode ser curvo, de forma a ligar duas regiões longínquas através de um atalho. Este atalho hipotético é denominado por wor- mhole (tradução à letra: buraco de verme).

Um wormhole contém duas entradas que assinala- remos por bocas, ligadas por um túnel, em que a circunferência menor designaremos garganta. Por outro lado André Luiz in Mecanismos da Mediunidade inicia o capítulo IV, “Matéria Mental”, reconhecendo o “Pensamento do Criador”com um “Fluido Elementar”que opera como “base mantenedora de todas as associações a forma nos domínios inumeráveis do Cosmo”. Mas que relação tem a Física com o espírito de André Luiz?

É fácil presumir dois planos para a sua constru- ção: uma quântica e outra clássica, mas antes vejamos quais os atributos de um wormhole transitável: a falta de horizontes permite a viagem em duas vias, e as forças de maré sentidas por um cosmonauta devem ser pequenas; o resultado é esfericamente simétrico e estático, um requisito imposto para facilitar os cálculos, e deve respeitar as equações de campo de Einstein; para ser um wormhole, a solução deve possuir uma garganta (um estreito fragmento do espaço-tempo, extre- mamente curvo) que une duas regiões assimpto- ticamente planas de espaço-tempo; o resultado deve ser estável para pequenas perturbações durante a passagem do cosmonauta; deve ser possível construir um wormhole com uma quantidade de matéria finita num intervalo de tempo finito; um cosmonauta deve atravessar o wormhole num tempo próprio razoável, tal como o tempo medido por um observador colocado numa região plana do espaço-tempo, ou seja, muito afastado do campo gravítico.

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Crónica Corrupção: a grande ilusão foto loucomotiv A conversa ia anima

Página 143 min

Crónica Corrupção: a grande ilusão foto loucomotiv A conversa ia animada na esplanada, a meio de um café, observando um pardalito que de salto em salto, procurava verificar da nossa animosidade ou não, em busca de um pedacito de pão. O tema, mais que comum. Falava-se da corrupção, de desvios de dinheiro, de abuso de poder, de for- tunas nas mãos de uns, enquanto outros se esfalfam a trabalhar para conseguirem suprir as suas dificuldades.

O caso de alguns banqueiros veio à baila, como outros que correm de boca em boca nos dias de hoje, em Portugal. Falou-se da corrupção à escala mundial, qual epidemia sem antídoto, como se fosse algo que nos teríamos de habituar, um mal necessário. Disse-lhes que não era bem assim, que essa perspectiva pessimista derivava apenas de um enfoque materialista, reducionista, olhando apenas para o aqui e o agora. Perante o ar intrigado dos meus interlocu- tores, falei-lhes do meu ponto de vista espí- rita.

Que somos seres imortais, que estamos temporariamente na Terra e, que depois, regressamos ao mundo espiritual, recolhen- do os efeitos das causas geradas por nós no aqui e agora, e que mais tarde voltamos a nascer, trazendo na consciência a marca das aquisições do passado, a repercutirem na vida seguinte, sob a forma de felicidade ou sofrimento. «Está bem»… retrucou um deles… «mas enquanto aqui andam são uns senhores e, depois logo se vê, até pode ser que não seja verdade essa história da reencarnação e entretanto o gajo lá se safou e nós aqui a chuchar no dedo…».

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Pedagogia Avaliar ou não avaliar, eis a questão!

Página 155 min

Tem sido tema de debate e controvérsia, a nível nacional, a avaliação. Mais precisamente a avaliação dos professores. Perguntarão: mas que tem isto a ver com espiritismo? Que relação existe entre a avaliação e uma filosofia de vida? Quisemos investigar essa relação, a nosso ver pertinente, e quiçá promotora de refle- xão individual. Avaliar significa apreciar, reconhecer, julgar, determinar, calcular a valia, o merecimento, a força de algo ou alguém.

É portanto uma apreciação exterior, e como tal parte-se do princípio de que quem ava- lia detém o Conhecimento, a Verdade, pois senão não poderia fazê-lo. Este pressuposto logo à partida levanta dú- vidas: quem pode assumir-se conhecedor de si e do outro a ponto de avaliar, isento de qualquer preconceito à priori, os actos, a inteligência, a capacidade, o desenvolvi- mento moral de alguém? Tornemos a questão mais prática: depois de um plano traçado, com objectivos a atingir, é óbvio que deve existir uma avaliação final do que foi projectado.

E quem vai avaliar? O projectista ou o executor do projecto? Quem melhor conhece as dificuldades e os êxitos por que passou, para alcançar determinados fins, senão aquele que os vivenciou? Estamos sujeitos a avaliações exteriores desde cedo. Logo desde a infância, mal entra para a escola, a criança percebe que todo o seu sucesso passa por obter uma “boa nota”. Não lhe é incutido o estímulo para a descoberta das suas próprias poten- cialidades, mas sim o de competir com um número ou uma qualificação na caderneta.

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Entrevista a Frequentadores

Página 165 min

Afinidades Oqueéquetodoomundoquer? Impressão digital ENTREVISTA A FREQUENTADORES Chama-se Maria Eugénia Lima. Aposentada da Administração Pública, reside em Braga. Como conheceu o Espiritismo? Maria Eugénia LimaConheci vagamente a filosofia espírita, quando ainda jovem, por in- termédio de uma pessoa amiga que me emprestava livros espíritas vindos do Brasil, dado que em Portugal a ditadura salazarista proibia a sua publicação.

Frequenta algum centro espírita? Maria Eugénia LimaFrequento a Associação Sociocultural Espírita de Braga (ASEB). Qual a sua opinião acerca do «Jornal de Espiritismo»? Maria Eugénia Lima - «Jornal de Espiritismo» move-se num universo correcto dos meios de comunicação social, uma vez que sabe dosear e usar a linguagem inerente à doutrina espírita, ao mesmo tempo que acompanha a evolução das tecnologias dinâmicas e actuais da informação bem direccionada.

Do que já conhece do Espiritismo mudou alguma coisa na sua vida? Maria Eugénia LimaO Espiritismo contribuiu, em larga escala, para clarificar as inúmeras questões existenciais com que me debati, permitindo-me uma forma mais harmoniosa, mais fraterna e, acima de tudo, muito mais equilibrada de passar pela vida. foto arquivo foto arquivo ENTREVISTA A DIRIGENTES António Augusto Pinho da Silva, 50 anos, é empresário em nome individual.

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Espírito

Página 172 min

Passatempo Sabia que... Horizontal 1....uma ciência que estuda o ESPÍRITO, a sua origem, natureza, relação com o mundo corpóreo. 4.Amemo-nos uns aos outros. 8.União. 10.Investigação metódica das leis dos fenómenos. 11.Andrea Resch 12.Máxima espírita. 14.O Educador. 15....nos planos individual e social. Vertical 2.Conhecimento. 3.Benevolência. 5.Pluralidade de existências na matéria. 6.Comunicabilidade com o mundo material.

7.Joseph Rhine 9.Charles Richet 13.Causa primária de todas as coisas. Palavras Cruzadas Soluções Horizontal 1.ESPIRITISMO 4.AMAR 8.UNIFICAÇÃO 10.CIÊNCIA 11.PARANORMOLOGIA 12.CARIDADE 14.JESUS 15.EDUCATIVO Vertical 2.SABEDORIA 3.BONDADE 5.REENCARNAÇÃO 6.MEDIUNIDADE 7.PARAPSICOLOGIA 9.METAPSÍQUICA 13.DEUS DIVULGUE SEM CUSTOS OS ACONTECIMENTOS DA SUA ASSOCIAÇÃO PARA MAIS DE 1500 PESSOAS Basta enviar a notícia para adep@adeportugal.

org e, para além de ser enviada por e-mail, será inserida na Agenda do movimento espírita portu- guês, no respectivo dia e mês, facilitando assim a consulta de eventos espíritas nacionais. Para consultar a Agenda basta aceder a www.adeportugal.org. FAÇA A SUA ASSINATURA DO JORNAL DE ESPIRITISMO Assinatura anual (Portugal continental) € 7,00 Assinatura anual (Outros países) € 15,00 Desejo receber na morada que indico o “Jornal de Espiritismo” durante uma ano, pelo que junto cheque ou vale postal a favor da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal, JE, Apartado 161 – 4711-910 BRAGA (portes incluídos).

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Infantil Saber Mais!

Página 182 min

Página Infantil Saber Mais! ‘O que é Caridade’ Por Manuela Simões No número anterior deste jornal, falámos em presentes materiais e espirituais. Vimos que os presentes materiais nem todos podem dar, pois nem todos têm o dinheirinho necessário para os comprar, mas os presentes espirituais podem ser dados por todos, pois todos têm-nos dentro de si, do seu coração. Jesus ensinou-nos: Não faças aos outros o que não queres que te façam!

Se todos agirem assim, nunca ninguém fará mal a ninguém. Podemos então dizer que a Caridade é agir com Amor para fazer bem a alguém. E como podes dar amor, sabes? Carinho, abraços, beijinhos, festas, sorrisos, ajuda, … são formas de dar Amor aos outros. Experimenta dar Amor à mãe, ao pai, ao irmão, aos ami- gos, aos vizinhos e conhecidos, aos animais e plantas, a todos, e vais ver a alegria que recebes de volta. Soluções do passatempo do número anterior (nº31) • Todos podem dar Presentes …Espirituais: Paz; Amizade; Amor; Ajuda; Carinho; Beijinhos; Abraços.

• 7 Diferenças: • Dois ensinos deJesus : I – Amai-vos uns aos outros como eu vos Amei! II – Não façais aos outros o que não quereis que os outros vos façam! Infantil ZOOM Põe em ordem, do mais pequeno ao maior, as 7 ampliações do telecomando. SOPA DE LETRAS Vais encontrar várias palavras conhecidas nesta sopa de letras. Todas podem servir para dar aos outros. Encontra todas e pinta apenas as que todos podem dar, tanto ricos como pobres.

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Literatura/Filme Dvd sobre Chico Xavier Palais Royal Renasceu por Amor

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Literatura/Filme Dvd sobre Chico Xavier Palais Royal Renasceu por Amor Em 1968, três anos antes do histórico «Pinga-fogo», o repórter Saulo Gomes entrevistou, pela primeira vez para a TV, o médium espírita Chico Xavier num momen- to memorável para a história do jornalismo brasileiro. Produzido pela Versátil Vídeo Spirite e dirigido pelo pesquisador e documentarista espírita Oceano Vieira de Melo, com a dura- ção de 77 minutos, Saulo Gomes entrevista Chico Xavier em 1968 mostra o repórter narrando para os espectadores como é um Para falarmos do livro em apreço, começamos por registar as observações de Marlene Nobre, a grande impulsionadora do movimento que tem lutado pela mudança do paradigma mate- rialista da Ciência, em geral e, da Medicina, em particular; primeiro no Brasil e agora no Mundo, com a fundação das associações médicas- espíritas.

Diz-nos a Dra. Marlene, no prefácio do livro: «É bem provável que o leitor familiarizado com o conjunto da obra de Hernani Guima- rães Andrade estranhe o título desta mono- grafia. Afinal, o autor, presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas (IBPP), sempre elaborou os seus trabalhos com critério ético de rigorosa seriedade e imparcialidade, contando suas pesquisas sobre Poltergeist e Reencarnação como clássicos da investigação parapsicológica mundial.

» E conclui: «Aqui está um livro que trata do Espírito, mais que isso, celebra o amor entre as almas. Sob inspiração deste sentimento sublime povoam-se os céus e a Terra, as criaturas buscam-se como abelhas procurando o néctar na ânsia de encontrar a fonte inesgotável – Deus.» Esta obra constitui a monografia nº 7 de casos que sugerem reencarnação, de Hernani Gui- marães Andrade: «Kilden & Jonathan». O relato é feito pela própria mãe de Kilden, a Sra.

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Seminário de Pedagogia Espírita

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Última Cartoon SEMINÁRIO DE PEDAGOGIA ESPÍRITA O I Seminário de Pedagogia Espírita que se realiza no dia 24 de Janeiro, na Fa- culdade de Letras da Universidade do Porto, terá um programa de actividades atractivo. A APPE escolheu o tema “Educar para a Mudança”. Quem se quiser inscrever pode fazê-lo directamente pelo site da instituição que o organiza (www.apedagogiaespirita.org), a Associação Portuguesa de Pedagogia Espírita (APPE).

Após a inscrição cada participante deve seleccionar o workshop em que se inscreve. A entrada para o seminário é de 5 euros, tendo como limite de ins- crições 100 participantes. Eis o programa: 9h-9h30m – Recepção. 9h30m – Abertura. 9h45m – “História da Educação Espírita” pela educadora Regina Figueiredo. 10h15m – “Aplicação da Pedagogia Espírita na Escola” pelo professor Hugo Gonçalves. 10h45m – Coffee-break. 11h15m – “A Pedagogia Espírita no Brasil”, descrição de activi- dades por uma colaboradora da ABPE-Associação Brasileira de Pedagogia Es- pírita.

11h35m – “O professor em tempos de mudança: algumas estratégias de bem-estar e realização profissional” pela professora Luísa Cristina Fernandes. 12h00 – Projectos educacionais Inovadores: “Escola da Ponte”, pelo coordena- dor da escola, professor Cristiano Silva. 12h30m – Objectivos e dinâmica dos workshops. 12h45m – Interrupção para almoço. 14h30m – Workshops: Educa- ção para a morte, orientado pelos prof. José Castro e António Miranda; Educar com Amor, orientado pela educadora Regina Figueiredo e pela professora Ana Neves; Arte em Movimento, orientado pelo educador Daniel Saião e pelo pro- fessor Hugo Gonçalves; Diálogo Inter-Religioso, orientado pelas professoras Vânia Ribeiro e Andreia Teixeira.

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