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Jornal de Espiritismo nº 32 · Janeiro 2009Página 74 min
Reportagem Jornadas Espíritas de Braga foto josébraga PÁGINAS DE INTERNET www.future-studios.com PUBLICIDADE Ao longo da história humana todos os povos se interrogaram acerca da morte. A partir do século XIX, o Espiritismo dá-nos a resposta. A cidade de Braga assistiu uma vez mais a um evento espírita de abalizado gabarito. Com um programa extremamente atraente, a Associação Sociocultural Espírita de Braga (ASEB) elegeu o tema “A Morte Morreu – Evidências Científicas” e cumpriu o objecti- vo de informar, com rigor, o grande público de que os medos da morte são infundados, uma vez que esta não existe.
Durante dois dias – 7 e 8 de Novembro de 2008 – o auditório do Instituto Português da Juventude foi o palco das III Jornadas Espíritas de Braga, que abordaram assun- tos extremamente actuais e de pertinente relevância, através de conferências propria- mente ditas, mas também de testemunhos verídicos de experiências contadas na primeira pessoa. Entre outros, foram apresentados conteú- dos que se prendem com as perspectivas: científica, filosófica e moral da problemática da morte, a cargo dos oradores Ulisses Lopes, presidente da Associação de Divul- gadores de Espiritismo de Portugal (ADEP) e colaborador da ASEB e de Reinaldo Barros e João Xavier de Almeida, ambos membros da ADEP.
Particularizando os conceitos, cada um preocupou-se em afastar os “fantasmas” que ainda povoam as mentes modernas, com raízes na Idade Média. A busca da espiritualidade idealizada não deixou em branco os fenómenos de Hydesville e as irmãs Fox, as Mesas Girantes, mas também o laborioso trabalho de Francisco Cândido Xavier. Jorge Gomes, vice-presidente da ADEP, cru- zou a História Universal e falou sobre “O Ser e a Morte na História e Histórias de Vida”, re- ferindo os monumentos e os rituais funerá- rios, as diversificadas crenças ou a violência do dogmatismo, anteriores à observação dos fenómenos espíritas, tão criteriosamen- te estudados e experimentados por Allan Kardec, o codificador do Espiritismo.
Entre alusões a autores clássicos dos séculos XIX e XX e a prática de investigações na área da Metapsíquica ou da Parapsicologia, não dei- xou de narrar a “história do pai do médico”. Maria Helena Sarmento, psicóloga, desen- volveu circunstanciadas interpretações do conceito de morte, numa visão pluralista e estratégica da comunidade científica, através de sintomatologias perceptivas, cognitivas, fisiológicas e motoras de cada paciente.
Por sua vez, à psicóloga Cátia Martins, dirigente do Centro Espírita Caridade por Amor (CECA), coube a tarefa de explicar à assembleia “Como é Morrer?”, com base em pressupostos extraídos de “O Livro dos Es- píritos”, de Allan Kardec e de outras fontes, como ensinamentos fornecidos pela Dr.ª Elisabeth Kübler-Ross ou por Ilda Mascaro Saullo, quando afirma: “Agora estou melhor. Morrer é acordar. Ontem foi noite, hoje é um novo dia.
” Também José Lucas, secretário da ADEP, provou detalhadamente aos assistentes daquele auditório que “A Morte não Existe”, através de factos devidamente comprova- dos por cientistas nacionais e estrangeiros que apontam as Experiências Fora do Cor- po (EFC), as Experiências de Quase-Morte (EQM) ou a Transcomunicação Instrumental (TCI) como componentes harmónicas da real certeza de que a morte não passa de uma peça de teatro onde os autores têm de mudar os acessórios do seu vestuário.
E para melhor credibilizar as afirmações dos conferencistas atrás referidos, nada melhor do que recordar William Crookes quando afirma que “é uma verdade indubitável que uma conexão foi estabelecida entre este mundo e o outro” para desmistificar a anedótica forma de crença popular: “Nunca cá voltou ninguém para dizer como foi”. Coube, assim, a Amélia Reis, membro da ADEP e colaboradora do Centro de Cultura Espírita, em Caldas da Rainha, falar de “Co- municações Mediúnicas”, apoiando-se nos conhecimentos científicos já sobejamente comprovados e na sua prática de respon- sável pelas reuniões de intercâmbio com o Mundo dos Espíritos.
E para entrecruzar-se emoções e realismo, ao longo do segundo dia as pesquisas científicas do Dr. Erlunder Haraldson sobre Casos Sugestivos de Reencarnação (CSR) –com crianças que se lembram de vidas passadas – foram-se misturando com tes- temunhos de Experiências Fora do Corpo (EFC), de Terapias Regressivas a Vidas Pas- sadas (TRVP) e de Experiências de Quase- Morte (EQM), provando face a face que o fe- nómeno morte é indissociável da convicção de que a vida existe para além dos sentidos e de que os benefícios desta confiança são radicalmente transformadores.
Entre pausas e desempenhos iam surgindo, em toda a profundidade, facetas diver- sificadas de uma realidade que a todos contempla e que ainda poucos pretendem aprofundar. Ao longo do evento, o público foi respondendo afirmativamente aos desa- fios que o programa contemplava, nomea- damente na abordagem aos conferencistas, mas sobretudo pela quantidade e perti- nência das questões colocadas a todos os oradores, em curtos espaços de tempo, mas principalmente na Mesa Redonda, imedia- tamente antes da sessão de encerramento.
Neste acontecimento ficou mais uma vez confirmada a imortalidade da alma, “descoberta” por Allan Kardec com a ajuda de Espíritos Superiores e devidamente con- densada na incomparável doutrina que, em si mesma, contém a Terceira Revelação.
