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Jornal de Espiritismo nº 4 · 2004Página 185 min
por algum motivo e com algum objectivo, que depende de nós prolongar ou abreviar, agravar ou atenuar esse sofrimento, e ganhamos a coragem e força necessárias para suportar os mais diversos problemas do dia-a-dia, solucionamos as mais profundas questões da alma, consolamo-nos na fé e na esperança.
É por tudo isto, por cumprir o que Jesus prometeu, que o Espiritismo é o Consolador de todos quantos chegam até ele.
Texto: Cecília Moraiscecilia.morais&portugalmail.com inquérito
Como se interessou por Espiritismo?
De entre as tarefas desenvolvidas pelos centros espíritas, destacam-se as palestras. Abertas a todo o tipo de público que espontaneamente procura essa porta, são inegavelmente um serviço de interesse público.
Não falha a memória quando na década de 1970, terminada a ditadura com a revolução de 25 de Abril de 74, restaurado o direito de associação e de liberdade de consciência, era procurar agulha em palheiro encontrar alguém que não tivesse surgido nal centro espírita na busca insistente de solução para algum problema, geralmente de saúde. Como a medicina não resolvia, pelo menos pelos métodos convencionais, havia que procurar alternativa. E os problemas, em grande número surgidos por faculdades naturais medianímicas em desequilíbrio, pacificavam.
À luz do serviço desinteressado e fraterno, invariavelmente a saúde normalizava e as pessoas iam-se integrando no movimento. Ainda hoje é assim. Curiosos foram os resultados do inquérito lançado na nossa edição anterior.
Um aparte: apenas vamos considerar os inquéritos respondidos, seja pela Internet seja por correio postal, entrados dentro do prazo
anunciado. Ainda hoje continuamos a receber mais inquéritos, que agradecemos, mas por razões de fecho de edição do jornal, não podemos considerá-los. Mas não há problema, Já que não nos podemos reter em considerações de rigor.
A maior parte das respostas centra-se em pessoas com idades entre os 35 e os 50 anos. Os inquiridos do sexo feminino estão pela metade (vamos a ver, %erdoem-nos as leitoras, mas se não fossem os homens...)!
Deixando a brincadeira, continuemos. A maior parte, pode conferir no gráfico, conheceu o espiritismo através de um amigo, e procurouo por uma busca pessoal, baseada na curiosidade sadia! Que diferença de outras décadas!
A grande maioria começou da melhor maneira: o primeiro livro espírita que leram foi «O Livro dos Espíritos», de Allan Kardec. Também a esmagadora maioria viu a sua expectativa satisfeita, e verificou significativas mudanças
Este último dado é muito relevante: de que serve a quem quer que seja gravitar no movimento espírita se não se torna uma pessoa verdadeiramente mais fraterna e mais esclarecida, mais actualizada e mais trabalhadora?
Nunca a humanidade dispôs de uma ferramenta tão luminosa e profícua para desenvolver de dentro de cada um as qualidades potenciais que possui por hereditariedade divina. Mas é um serviço intransferível, já que ninguém, por muito que nos ame, seja espírito encarnado ou desencarnado, pode evoluir por nós próprios... Talvez possamos decompor o processo em duas fases. Numa primeira adoptamos o espiritismo; numa seguinte, quando assimilamos a doutrina não como a queremos ver mas como ela é em si, adopta-nos o espiritismo e aí os horizontes iluminam-se e engrandecem.
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24 25 10 25 . 10 EM 81 2 64 & 4 4 "s b 44 3 2 24 — - r o o * o 5 : á E | & E |) &ê E |Ê E 2 % Z % âê ª ã U [ oue >= sM NãO n [ I 2«: As expectativas co;responderam sm | NÃO O que achava que era o Espiritismo? ao que aguardava? Mudou algo na sua vida? 14 Ã 13 m : 14 = 12 i 12 10 — 10 º à 8 ó = E . F m 4 " F 4 3 — 7 — 2 7 1 - 1 a D H — º — E Ú FPooPn — 2 = = = = = = = |s - = F- & E E 53 % .ª Sgg = oEZFg e |8 |8 |8 | B| = | 175 |/ SE ES SS /E38) S eoj TE aA = — .
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Tem gerado polémica, em Portugal e no Mundo, o famoso filme de Mel Gibson, intitulado A Paixão de Cristo. Não admira, pois esse tema algo familiar à produção cinematográfica origina quase sempre acesa discussão.
Anti-semitismo e violência excessiva têm sido as principais acusações a este filme. Até entre comentadores eclesiásticos, dos quais talvez se esperasse unanimidade global de apreciação (embora não pontual, obviamente), as opiniões têm oscilado entre dois extremos. Um alto dignitário teria visto na brutal crueza do filme a sua conformidade com a realidade histórica dos acontecimentos; enquanto um teólogo de prestigiosa ordem religiosa não prescinde de ironia, ao conotar tanta violência com “desporto radical”; e refere-se-lhe como encorajamento ao fundamentalismo cristão.
A autoria moral e material do martírio de Jesus coube, historicamente, não apenas ao poder religioso israelita, mas igualmente à ocupação romana (uns e outros, aliás, fidelíssimos representantes do orgulho e maldade de todos nós). Trata-se de factos reais que o cineasta legitimamente apresenta segundo a sua visão e sensibilidade, não se lhe vislumbrando parcialidade ou o propósito de suscitar antisemitismo.
O depoimento do próprio Mel Gibson mostrase importante para melhor compreensão da sua controversa obra.
Em entrevistas à comunicação social, ele declara peremptoriamente não veicular no filme qualquer intuito acusatório contra pessoas, povos ou instituições, sentindo-se ferido por tais opiniões.
Com ênfase refere, antes, uma transformação drástica na sua ma
