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Consultório Gémeos siameses De Penacova, Marcos pergunta: «O espírito

Jornal de Espiritismo nº 41 · Julho 2010Página 46 min

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do médico André Luiz diz-nos que o espírito se liga ao corpo físico célula a célula. Se assim for como explica que dois gémeos tenham o mesmo órgão: exemplo um só coração, um só fígado mas com dois corpos?». foto arquivo Ricardo Di BernardiPrezado Marcos, inicialmente, convém colocar que, de facto, o espírito do médico André Luiz informa ser o nosso espírito ligado ao corpo biológico célula à célula, mais exactamente molécula a molécula.

A mesma informação, aliás, deram os espíritos que se comunicaram desde a época de Kardec, em meados do século XIX. Na sua interessante questão estamos diante de um caso de gémeos xifópagos. Os chamados xifópagos, conhecidos a nível popular como gémeos siameses, são aqueles que apresentam os seus corpos unidos por um segmento físico. Comummente observa-se o uso indevido do termo xipófago, ao invés da designação correcta xifópago.

A nomenclatura provém de xifóide que é o apêndice terminal do osso esterno (com s), situado na frente do tórax onde se unem as costelas, isto porque muitos dos xifópagos estudados estavam unidos por esta parte do corpo. As ligações (físicas) podem efectuar-se por diversos órgãos ou segmentos corporais, inclusive inviabilizando a gestação ou a sobrevivência de ambos os recém-natos. No caso, DUAS ENTIDADES ESPIRITUAIS ligam-se à esfera espiritual materna e posteriormente ao fluido vital do óvulo.

Ocorrendo a fecundação, o óvulo fecundado (zigoto) sob a influência de duas energias espirituais diferentes tende a bipartir-se. No início da embriogénese quando o ovo inicia a sua multiplicação, pela presença de dois espíritos, ocorre separação em duas células que desenvolverão dois organismos filhos. No processo normal quando há duas entidades espirituais ligadas ao ovo (óvulo fecundado), a dita separação determina o surgimento de gémeos univitelinos (idênticos).

No entanto, no caso dos xifópagos, permanecem unidos durante a gestação originando a ligação física entre os dois corpos. Ligação esta que pode efectuar-se, inclusive, por órgãos vitais, impossibilitando a intervenção cirúrgica, especialmente em determinadas áreas do planeta onde os recursos são ainda rudimentares na área médica. Do ponto de vista da CIÊNCIA ESPÍRITA, temos a informação de que as pessoas se vinculam energeticamente a outras pela sua postura mental.

Há casos, em que esta fixação atinge níveis patológicos de ligação e intercâmbio energético-vibratório. Espíritos que se odeiam mutuamente, por exemplo, mantêm um fluxo de energia entre si prendendo-se reciprocamente. Em muitas circunstâncias, não há possibilidade, a curto ou mesmo a médio prazo, de se dissolver estas ligações para a recuperação psíquica dos envolvidos. À medida que os anos passam, a imantação acentua-se atingindo níveis graves de comprometimento do perispírito (corpo astral) de ambos.

A anestesia temporária, pela terapia da reencarnação, poderá servir de impulso renovador na reconstituição da normalidade. Considerando sempre que os pais são co- partícipes do processo, os vínculos comuns do pretérito é que os leva a vivenciar esta situação. Não são portanto vítimas inocentes de uma lei natural injusta e arbitrária. O reencontro comum pelas afinidades que os atraem por sintonia energética nada mais é que o merecimento ou lei natural de causa e efeito a qual se opera automaticamente.

Inimigos que estabelecem vínculos expressivos e desequilibrantes retornam juntos e unidos. Não conseguem separar-se, jungidos pelo laço extrafísico que se expressará pela equivalente ligação biológica. Noutros casos, por exemplo obsessões de naturezas diversas onde a dupla se realimenta por vias anormais, e mútuas, só a drenagem para a periferia física dessa ligação extrafísica, poderá facilitar o rompimento energético estabelecido.

Renascem então, ligados. A visão espiritual do processo, além de poder contribuir cientificamente em futuro próximo, para a compreensão da génese do problema, serve desde já, também, para alertar com relação as consequências das fixações mono-ideísticas desequilibradas. A terapia da prece, no sentido da doação energética, é o recurso ideal e indispensável para suavizar as dores, bem como para apontar soluções. Soluções que em futuro próximo para eles (xifópagos) se descortinará: a reconciliação, levando a união pelo vínculo normal e saudável do amor...

Fusão entre chakras Nos casos onde a mútua magnetização patológica, entre dois espíritos, se opera a nível intelectual, o intercâmbio de forças em desarmonia se estabelece entre seus chakras (centros de força espiritual) coronários que se situam no corpo energético no alto das cabeças dos espíritos em vias de reencarnarem. Tal situação ocasiona uma verdadeira fusão de energias podendo agir como um só modelo perispiritual de crânio.

Assim, a exteriorização física se fará como um modelo único de cabeça para dois corpos. O mesmo raciocínio faz-se para os demais órgãos. Em casos de menor intensidade do mesmo fenómeno, observaremos uma união entre dois crânios: teremos, portanto, xifópagos ligados por dois crânios. Os casos acima comentados são alusivos a ligações a nível mental ou intelectual como, por exemplo, perseguições intelectuais mútuas. Quando observamos órgãos unidos a nível torácico, o desequilíbrio costuma ser a nível dos sentimentos e o chakras envolvidos são o cardíaco eogástrico (umblical).

Quando a união é basicamente pelo aparelho digestivo ou abdómen, ela expressa uma desarmonia mútua a nível emocional (paixões patológicas), as quais determinaram uma ligação intensa e desequilibrada a nível do chakra gástrico. A existência de órgãos únicos como por exemplo no aparelho digestivo demonstra a fusão dos chakras gástricos que se comportam como um único chakra. Fusão esta determinada pela intensa troca patológica de vibrações a nível das emoções.

Desenvolvo maiores detalhes no livro Gestação sublime intercâmbio, de minha autoria. Abraço. De Ponte de Lima, Maria Luísa Sardinha diz assim: «Li um livro do conceituado médium espírita Carlos Baccelli que através do espírito do psiquiatra Dr. Ignácio Ferreira nos fala de relações sexuais entre espíritos e até de nascimentos de espíritos no mundo espiritual. Poderia explicar-nos melhor tudo isto, isto já que não consigo entender?

». Ricardo Di BernardiPrezada amiga Maria Luísa, os seus questionamentos são muito justos. Considero as suas indagações bastante procedentes tendo em vista o inusitado das informações que menciona. O critério recomendado por Allan Kardec, na aceitação de comunicações mediúnicas está estabelecido em bases bem definidas. Para que aceitemos uma informação como verdadeira, ou seja, a incorporemos no acervo das informações sobre o plano extrafísico, as mesmas devem no mínimo, preencher os requisitos recomendados pelo organizador (codificador) da Doutrina dos Espíritos.

Recordemo-nos dos critérios: - O primeiro deles seria a universalidade das informações; isto significa que um novo conhecimento, uma nova informação deve proceder de múltiplas fontes. Um só médium, um só espírito não preenche este requisito. Principalmente se um novo dado procede de apenas um espírito e através do mesmo médium. Portanto, assim, consideramos que o novo conceito ou “informação” não contém, ainda, suficiente número de fontes fidedignas para que seja considerada uma verdade.

- O segundo critério sugerido pelo Codificador seria a racionalidade, isto é, toda a notícia dada pelos espíritos deveria ser submetida a uma análise, uma avaliação no sentido se a mesma é compatível com o bom senso. Desta forma eu me indago, como lhe sugiro a si, indagar à sua inteligência: há lógica neste conceito? Existiria uma razão para que os espíritos procriassem? Como eu não consigo observar uma lógica nesta nova assertiva, por enquanto eu a deixo de “molho”, ou seja, aguardo novas assertivas que me tragam subsídios complementares.

Talvez eu não tenha podido compreender a finalidade, mas de momento não posso admitir algo que não preenche, também, este critério. De qualquer forma não aceitar a informação é uma postura provisória, não radical. Embora no momento muito clara. - O terceiro critério de Kardec, que foi considerado o bom senso encarnado, é o da utilidade. Assim, a comunicação mediúnica em questão trouxe com este novo dado um acréscimo?

Trouxe uma substância útil ao nosso desenvolvimento espiritual? Trouxe um facto que levou ao desenvolvimento psíquico do homem? Foi útil no sentido de proporcionar combustível para o grande voo da espiritualização? Bem, minha cara Maria Luísa, como eu, dentro de minhas limitações pessoais, e estando aberto para modificar minha posição quando novos elementos surgirem (se surgirem) demonstrando claramente que estas informações trazem evidente utilidade, até ao momento não as aceito.

Tal postura não deve ser interpretada como desrespeito ao médium nem ao espírito. Mas, afinal, eu também sou um espírito e, como tal, existo porque amo, mas penso. Da mesma forma, você também é um espírito e como tal livre para estabelecer o seu raciocínio sem paixão, mas com amor e prudência. Por Ricardo Di Bernardi Todas as quartas-feiras, pelas 20h15, no horário de Brasília/Brasil, o Dr. Ricardo Di Bernardi (ICEF- Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis SC-Brasil) responde ao vivo a várias perguntas sobre os mais variados temas actuais; para isso basta aceder www.

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