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Ficha Técnica

Jornal de Espiritismo nº 41 · Julho 2010Página 33 min

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Correio do leitor FICHA TÉCNICA Jornal de Espiritismo Periódico Bimestral Director: Ulisses Lopes Editor: Jorge Gomes Maquetagem: www.loucomotiv.com Fotografia: Loucomotiv e Arquivo Tiragem: 2000 Exemplares Registado no Instituto da Comunicação Social com o n.º 124325 Depósito Legal: 201396/03 Administração e Redacção ADEPRua do Espírito Santo, N.º 38, Cave Nogueira – 4710-144 BRAGA Assinaturas Jornal de Espiritismo Apartado 161 4711-910 BRAGA E-mail jornal@adeportugal.

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”. Comecei depois a pensar no que significará ser “médium confiável”, no contexto da credibilização de obras espíritas. Será que devemos analisar a confiabilidade do médium, ou a credibilidade da obra, que nem sequer é da autoria do mesmo? Será que não é injusto responsabilizar alguém por aquilo que ele não tem condições de garantir, nem sequer a si mesmo? A credibilidade de um médium reside no facto de podermos confiar que ele reproduz fielmente a mensagem que os espíritos lhe transmitem, e não na credibilidade da mensagem.

A credibilidade de uma mensagem não depende do seu portador, mas do seu autor. As mensagens só dependeriam da credibilidade dos médiuns se admitíssemos que foram eles que as inventaram. De preferência, aos médiuns compete manter o máximo de saúde física e espiritual, para que os bons espíritos não deixem de recorrer a eles e não passem a ser os espíritos imaturos, ignorantes ou mesmo mal intencionados a comunicar. Na verdade, o dever de manter o máximo de saúde física e espiritual não é só dos médiuns, mas de todos nós.

Mas, em regra, todos somos limitados e todos podemos errar, e todos temos momentos melhores e momentos piores na nossa vida. Pensar que um ser humano encarnado não tem quaisquer limitações, é elevá-lo ao nível muito alto (ao nível de Jesus de Nazaré, por exemplo...) Por muito boas que as pessoas sejam, encontrar alguém como Jesus por aqui, só deve acontecer de milhares em milhares de anos, não se deve repetir muitas vezes na história da humanidade da terra, no estado em que os seus habitantes actualmente se encontram (imagino eu...)

A credibilidade, na comunidade humana, é um factor que nos permite merecer a atenção alheia, mas não é um critério para validar cientificamente as nossas obras. Se o espiritismo estivesse dependente da credibilidade dos médiuns, ou dos estudiosos da mesma, teria os dias contados, tal como aconteceria com a ciência, a partir do dia em que o critério de validade de uma descoberta cientifica fosse apenas a credibilidade do investigador que a descobriu primeiro...

Alguém aceita tomar uma vacina nova, sabendo que a maioria da comunidade científica mundial a rejeita? As coisas do espírito são mais importantes do que qualquer vacina, porquê olhá-las com critérios de segurança menos exigentes? Nota final: Este artigo não visa contestar, ou insinuar a contestação do que disse o amigo Ricardo Di Bernardi, nem sequer aborda o mesmo assunto, mas de uma reflexão a propor à comunidade espírita: “como garantir a credibilidade do espiritismo nos dias de hoje”.

Apenas aproveitámos a deixa, que agradecemos.