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constantemente disponibilizada e abordada como tema de aula, pedagogic

Jornal de Espiritismo nº 50 · Janeiro 2012Página 114 min

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r constantemente disponibilizada e abordada como tema de aula, pedagogicamente, de forma a que a tendência para a tirania se desautorize e desapareça, envergonhada, com o tempo.

O bullying é grave a ponto de não só dramatizar o presente como tem capacidade para projetar no futuro problemas de comportamento.

A vítima deve saber da parte dos adultos — professores e paisque tem apoio da família e da escola para resolver o problema, sem necessidade de bofetadas, de forma eficaz.

Quem for alvo de bullying, seja qual for a sua idade, deve perceber que não é culpado da situação em que se vê, não deve ser criticado, havendo que reforçar a idela de que tem qualidades e que esse fator agressivo não vai durar eternamente.

Em casos graves, há linhas-mestras como estas: reforçar que as vítimas devem procurar ajuda de um adulto da família na ocorrência de situações difíceis; a vítima, com apoio dos pais, deve relatar o ocorrido aos responsáveis da escola; procurar a ajuda de um especialista quando os recursos de apoio emocional da família se esgotarem.

As escolas com casos de bullying podem promover ações de capacitação de professores e funcionários, na identificação e encaminhamentos adequados das vítimas, bem como consciencializar os potenciais agressores de que existem consequências para os crimes contra a honra, de calúnia ou injúria e de que os pais podem ser responsabilizados pelos atos dos filhos. É possível ainda promover, na escola, critérios de não tolerância às condutas de bullying.

Na ótica espírita acrescem ainda os fenómenos obsessivos que catalizam o potencial de ocorrência destes fenómenos. Importa por isso perceber que se é certo que os seres humanos se relacionam através da interpretação das respetivas condutas, garantido é que a violência é uma semente que não faz sentido cultivar, já que o afeto e o respeito mútuo são forças superiores em qualquer época da humanidade.

* O suicídio é a pior forma de partir desta vida, requerendo assistência especializada no plano espiritual que, mesmo assim, demora muito a conseguir equilibrar o psiquismo da pessoa depois de largar

o corpo físico, e pode até projetar em futuras passagens na Terra, pelas vidas sucessivas, moléstias cristalizadas no corpo espiritual como consequência do ato infeliz.

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. JORNAL DE ESPIRITISMO - 50 - janeiro | fevereiro 2012

A palavra de Jesus, à primeira impressão dum exame ligeiro, pode

levar a conclusões precipitadas.

Passagens como a parábola do administrador infiel, a da figueira amaldiçoada, e tantas outras, ocasionaram, por exemplo, a repulsa do prestigiado filósofo sir Bertrand Russel, no seu ensaio de grande voga em meados do século passado “Por que não sou cristão”; mas não deixam de originar também alguma perplexidade e insegurança em cristãos menos prevenidos, pouco familiarizados com a profundeza dos evangelhos. Certas passagens da Boa Nova, com expressão literal mais susceptível de incompreensão e reservas, quando tratadas em “O Evangelho segundo o Espiritismo” ganham uma luz espiritual que lhes evidencia autenticidade

e profundidade. Sobretudo no capítulo XXIII, “Estranha Moral”, aquela obra

esclarece trechos cuja primeira leitura choca e confunde, pois aparentam uma viva discrepância com a benignidade e elevação que em geral se reconhece no ensino do divino Amigo.

O Cap. XVl do Evangelho de Lucas, iniciado com a parábola do administrador infiel, é um exemplo da aparente contradição que apontamos. Eis a sua reprodução: “Havia um homem rico, que tinha um administrador; e este foi acusado perante ele de lhe dissipar os bens. Chamou-o e disse-lhe: Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar. Disse de si para si o administrador: Que farei, pois o meu senhor vai tirar-me a administração? Cavar não posso; de mendigar te-

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nho vergonha... Jjá sei o que hei-de fazer para que haja quem me receba em sua casa quando for desapossado da minha administração. E chamando cada um dos devedores do seu senhor, disse ao primeiro: Quanto deves ao meu senhor? Ele respondeu: cem talhas de azeite. Toma o teu recibo, retorquiu-lhe, senta- -te depressa e escreve cinquenta. Disse depois a outro: E tu quanto deves? Este respondeu: cem medidas de trigo. Toma o teu recibo, retorquiu-lhe, e escreve oitenta.

O Senhor elogiou o administrador desonesto por ter procedido prudentemente”. Assim termina a parábola propriamente dita [mas não o discurso de Jesus, como veremos a seguir) e o seu embate, convenhamos, não deixa de aturdir. Considerada porém a indiscutível rectidão e elevação com que o Rabi sempre falava, procuremos auscultar- -lhe o sentido profundo, dando-lhe a palavra no discurso que interrompemos: "É que os filhos deste mundo são mais sagazes que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes.

E eu digo- -vos: arranjal amigos com o vil dinheiro para que, quando este faltar, eles vos recebam nos tabernáculos eternos.

O capítulo inteiro desta parábola recorda o lugar-comum de que precisamos todos uns dos outros, sem excepção daqueles que detêm a posse da riqueza e do poder: para tal usufruírem, eles não poderiam passar sem os seus concidadãos (gestores, assalariados, consumidores... organizados política, social, economicamente, etc., numa sociedade nacional e/ou internacional); estão, pois, sujeitos a vicissitudes daí decorrentes, mesmo quando se trate de directos dependentes seus; neste caso, um administrador corrupto. Mais adiante no mesmo discurso, com a parábola d