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Lázaro e do rico avarento, o Rabi enfatiza os danos e padecimento a qu

Jornal de Espiritismo nº 50 · Janeiro 2012Página 125 min

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e Lázaro e do rico avarento, o Rabi enfatiza os danos e padecimento a que este pode estar sujeito.

O reparo incentiva os filhos da luz a não descurarem a precaução, dado que facilmente quem mal não pensa, mal não cuida; os cumpridores têm assim, pelo menos, uma lição de cautela e prudência no exemplo dos mal intencionados.

ASSOCIAÇÃO DE DIVULGADORES DE ESPIRITISMO DE PORTUGAL

Louvar a atitude de “arranjar amigos com o vil dinheiro” lembra a todos cumpridores ou não — que o dinheiro, em si, não é bom nem vil, porque nenhum objecto material constitui moralmente um bem ou um mal: o sujeito da acção, que o usa, é que devido à posse de livre arbítrio, se qualifica duma forma ou da oposta; porque não logramos obter amigos no mundo espiritual com os bens materiais, mas com o uso recto que destes fizermos.

Na parábola inicial, nota o Bom Pastor que os filhos do mundo ”, inescrupulosos e despreocupados da moralidade dos meios para alcançar os fins, procedem com mais argúcia para com os semelhantes, do que os “Ffilhos da luz”.

“Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é infiel no pouco, é infiel no muito. Se pois não fostes fieis no que toca ao vil dinheiro, quem vos há-de confiar o verdadeiro bem? E, se não fostes fieis no alheio, quem vos dará o que é vosso? Servo nenhum pode servir a dois senhores: ou há-de aborrecer a um e amar o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. Sem margem para dúvidas, aqui está a grande lição que o Bom Pastor veiculou pela parábola do gestor infiel: reprovando-lhe inequivocamente o procedimento, enfatizou a Impossibilidade de servir a Deus, ao Bem, e simultaneamente ao deus Mamon, dos interesses vis e perversos.

Joana tem 15 anos. Apareceu no centro espírita em que colaboro. Vinha nervosa, afinal era a primeira vez que ia a um centro e nem o facto de ir com uma amiga mais velha a tranquilizava.

Assistiu à palestra da noite, sentiu-se mais à vontade pois o ambiente era alegre, brincalhão embora sério e tratavam-se os assuntos do quotidiano à luz da doutrina espírita (que não é mais uma seita nem mais uma religião).

No fim da palestra foi ao passe espírita (tratamento fluídico com imposição das mãos) e sentiu-se melhor. Posteriormente, quis falar connosco em privado. Expôs o seu assunto. Tinha visões já desde pequena, mas ultimamente essas visões estavam a ser recorrentes. Via Espíritos, isto é, pessoas que já tinham largado o corpo de carne pelo fenómeno natural da morte e que estão tão vivos quanto nós, só que noutra dimensão existencial. Queria saber como resolver o “problema”. O irmão, com quatro anos de idade, também vê os mesmos Espíritos, ao que a mãe retruca dizendo que é tudo mentira. Confusão total na cabeça do miúdo: por um lado vê uma realidade, por outro a mãe diz que não existe.

Lá explicámos à Joana que a percepção extra-sensorial (ou mediunidade)

é apenas um sexto sentido que todos possuímos. Na maioria das pessoas, está adormecido. Noutras, esse sentido está a desabrochar e, em algumas pessoas esse sexto sentido está desenvolvido (os chamados médiuns). Explicámos que ter mediunidade é como ter visão, olfacto, tacto, audição e gosto. Fizemos um paralelismo: se porventura fosse cega de nascença e, aos

15 anos, de repente, começasse a ver no meio da rua, essa nova caracteriística [visão) normal para quase todos nós, seria um problema pois não saberia quais as cores, como lidar com a luz do sol, etc. Diria que ver era um problema, enquanto os demais, habituados a ver desde pequenos, diriam o oposto: que

espíritas), entre outros hábitos, como a leitura diária de um livro espírita, meditação e oração.

Joana ficou mais aliviada, sentia-se normal, afinal havia outras pessoas como ela, que tinhham a mesma perceção. Foi um alívio: “Afinal não estou maluca...”.

A moderna psiquiatria já alerta os médicos para este facto, para que as pessoas que apareçam nos consultórios com visões, audição de vozes que mais ninguém houve, não sejam taxadas de loucas, mas que isso pode reflectir um estado cultural.

não, que ver é óptimo e é muito fácil”. Assim se passa com a mediunidade: quando comecça a desabrochar, não sabemos lidar com ela, ficamos intrigados e por vezes com alguns contratempos. Mas, após a aprendizagem, o médium (pessoa que capta o mundo extra-físico) leva uma vida perfeitamente normal.

A solução passa por aprender a lidar com essa nova faculdade, e na nossa óptica não conhecemos melhor caminho do que começar a frequentar um centro espírita, integrar-se num grupo de estudo (Curso Básico de Espiritismo ou outros), ler e estudar os livros de Allan Kardec (o pesquisador dos factos

Ficou de voltar e frequentar o centro espírita (que é uma escola do Espírito), aprender.

A moderna psiquiatria já alerta os médicos para este facto, para que as pessoas que apareçam nos consultórios com visões, audição de vozes que mais ninguém houve, não sejam taxadas de loucas (como outrora), mas que isso pode reflectir um estado cultural lé a admissão antropológica da mediunidade por parte da ciência médica).

Allan Kardec, no livro “A Génese” referia as crianças da Nova Era (o prelúdio da transição do planeta Terra para um grau superior) que voltariam para dar um novo impulso evolutivo à Terra.

No Novo Testamento, em Actos, 2:17, podemos encontrar a referência de que no fim dos tempos (não significa o fim do mundo, mas sim o fim de um ciclo, uma fase de transição para melhor)

“... E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos terão sonhos”. A mediunidade (ou percepção extrasensorial) é uma faculdade do ser humano que cada vez mais adentra a casa do rico, do pobre, do branco, do negro, do instruído e do pouco instruído, para que assim a espiritualidade se torne perceptível a toda a humanidade e, não seja apenas pertença de um grupo de ini