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Cinema / Literatura

Jornal de Espiritismo nº 52 · Março 2012Página 173 min

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CINEMA / LITERATURA O Infinito e o Finito O livro editado pela Editora Espírita Correio Fraterno do ABC, em Dezembro de 1983, constituído por 40 crónicas, verdadeiros estudos doutrinários, contribui para resgatar do esquecimento algumas lições do emérito professor José Herculano Pires. Grande parte destes estudos, assinados com o pseudónimo de Irmão Saulo, foi publicada no extinto Diário de São Paulo. Este pequeno livro, de apenas 119 páginas, tem a apresentação de Helena Carvalho, admiradora e estudiosa da sua obra, que nos diz: «Para Herculano, ficava explícito que o Espiritismo e os seus problemas ─ no plano da cultura espiritual, com O Livro dos Espíritos saíam do terreno da abstração para se tornarem acessíveis à investigação racional e até mesmo à pesquisa experimental.

» E que, «aquele que deseja reforçar os seus conhecimentos kardequianos após constante estudo das fontes, encontra posteriormente, em Herculano, o destrinçar de cada assunto no enfoque do mundo dos nossos dias.» Pois, Herculano constitui a «chave para compreendermos em profundidade, os textos de Allan Kardec.» Cada uma das crónicas encerra conhecimentos que a grande maioria de nós, espíritas, desconhece ou interpreta de forma diferente do que pretendiam os Espíritos e Allan Kardec, na Codificação.

O notável professor contribuiu, de forma convincente, para distinguirmos o que é Espiritismo do que é opinião pessoal, vergastando a ignorância atrevida e petulante que desprestigia a Doutrina, levando muitas pessoas a atribuir ao Espiritismo as coisas mais caricatas e absurdas. Recordamos que Herculano Pires foi considerado o maior defensor da pureza doutrinária que o movimento espírita planetário conheceu. Tinha plena consciência de que as grandes verdades ao contacto da Humanidade, como nos disse Léon Denis, em pouco tempo, são desvirtuadas, adulteradas e mutiladas, para servirem a interesses pessoais.

Por tal facto, não tergiversava com os adulteradores. O autor de «O Espírito e o Tempo» contribui claramente para deixarmos superstições e práticas místicas que nos atravancam o caminho do progresso espiritual, mantendo- nos adormecidos, retardando-nos assim a conquista da paz e da felicidade. O nobre benfeitor mostra-nos a actualidade de Kardec, confirmada pelas pesquisas científicas realizadas em destacadas instituições universitárias nos Estados Unidos e na Europa.

Cientistas como Alexandre Aksakof, Friedrich Zöllner, Gustave Geley, Charles Richet, Joseph Banks Rhine, Ian Stevenson, entre outros, confirmam à saciedade os trabalhos de Allan Kardec. Também hoje as grandes mistificações, como a questão Roustaing e Ramatís, já não fazem tantos estragos no Movimento Espírita porque as pessoas passaram a estudar a obra de Allan Kardec sabendo, assim, melhor distinguir a verdade do ridículo e da impostura.

Recordamos que Herculano Pires é considerado o maior intérprete do pensamento de Allan Kardec, conjuntamente com Deolindo Amorim (1906-1984). Com esta coletânea de crónicas, podemos verificar como Herculano contribuiu de forma decisiva para aumentar a cultura espírita na sociedade brasileira, levando o Espiritismo a ser respeitado em todos os seus departamentos culturais, dignificando-o junto das pessoas que não abdicam da razão e do bem senso.

Esclarecemos que estas lições não só são dirigidas aos espíritas, mas, sobretudo, ao público leigo, uma vez que foram publicadas em jornais públicos de grandes tiragens. Repetimos e concluímos que ler e estudar Herculano Pires dá-nos um prazer imenso que nos leva à libertação definitiva das fantasias e superstições, que nos têm embalado no sono da ignorância há séculos, ajudando-nos, deste modo, a despertar o “pensar direito” e a verticalizarmo-nos rumo à nossa destinação — a perfeição.

Por Carlos Ferreira ABRIL.MAIO 2012 Entrevista a dirigentes Jairo Araújo, de 43 anos, é médico-dentista e frequenta a Associação Cultural Espírita das Caldas da Rainha há 15 anos. Trabalha na casa como palestrante e doutrinador na reunião mediúnica. IMPRESSÃO DIGITAL Entrevista a frequentadores Rui Pinheiro tem 46 anos e é gestor de clientes numa empresa. Vive em Monte Real, Leiria.