Breves
Jornal de Espiritismo nº 55 · Setembro 2012Página 613 min
Divaldo Pereira Franco A luz que consola É o maior orador espírita da atualidade e dos maiores divulgadores da doutrina espírita. Mais de 60 anos de atividade, cerca de 13 mil conferências em mais de 2 mil cidades no Brasil e em 63 países. Como médium, recebeu mais de 200 livros ditados pelos espíritos, cerca de 7,5 milhões de exemplares vendidos, 211 autores espirituais, 80 versões para 16 idiomas, cuja venda reverte sempre a favor da obra social de caridade, “A Mansão do Caminho”, em Salvador, Brasil, fundada em 1952, que acolhe e educa cerca de 3 mil crianças carenciadas, por dia.
O seu trabalho em prol da paz mundial tem-no distinguido no Brasil e no exterior, tendo palestrado por três vezes na ONU, e sendo Doutor “Honoris Cause” por 3 Universidades (incluindo a Sorbonne), bem como Embaixador Mundial para a Paz, por uma organização Suíça. Esteve em Portugal a convite da Federação Espírita Portuguesa. O «Jornal de Espiritismo» esteve em vários locais do périplo de Divaldo Pereira Franco. Espírita, médium de notáveis recursos, não só fala, como exemplifica, trabalhando em prol do bem, dando contributos para que a ciência oficial descortine os meandros do mundo pós-morte.
Iniciou a sua digressão em Portugal na cidade do Barreiro, na Casa de Cultura Quimiparque, onde falou da “Crise planetária”, seguindo-se um seminário na sede da Federação Espírita Portuguesa (FEP), que estava superlotado e, onde o tema “Mediunidade: desafios e bênçãos” encantou os presentes, com um à-vontade coloquial fora do normal, fazendo com que não se notasse a passagem dos minutos. As pessoas reviam-se, faziam novos amigos, encontravam-se de várias partes de Portugal.
Havia “magia” no ar. Mais tarde, Divaldo, na sua explanação, referia que, em desdobramento, na noite anterior, tinha sido levado à sede da FEP, onde os espíritos se encontravam a preparar o ambiente há uma semana (o que nos faz pensar quando preparamos uma reunião no próprio dia), revelando os vários tipos de equipamentos espirituais que vira, a que se destinavam, bem como os vultos do movimento espírita português ali presentes, desde os primórdios da FEP, passando por personagens de Luanda, Lobito e outros locais, que iam arrancando expressões de surpresa e alegria, na citação de alguns nomes.
“A conquista da consciência” conquistou a cidade de Évora, no Hotel D. Fernando, numa organização do centro espírita local, e o neófito centro espírita de S. Brás de Alportel, no Algarve, ficou a abarrotar para saber “O que é o Espiritismo”, tendo o sr. presidente da Câmara local prometido um auditório maior para eventos futuros, tendo em conta a qualidade da conferência, que desconhecia até então, em absoluto. Em Leiria, Divaldo Franco dissertou em torno do tema “O Messias”, seguindo para Barcelos, onde no auditório da Câmara Municipal eram dadas “Diretrizes para uma vida feliz”.
No dia seguinte, em Viseu, o tema “Transtornos psiquiátricos e obsessivos” foi levado a público, seguindo-se um mini-seminário sobre “A Psicologia da Gratidão” em S. João de Ver, próximo do Porto. O seminário “A conquista da paz interior” cativou cerca de 300 pessoas, em Coimbra, na Quinta de Sandelgas, numa organização primorosa do Grupo de Estudos Espíritas Allan Kardec. Divaldo Franco encantou os presentes, de várias cidades de Porwww.
adeportugal.org curso básico de espiritismo on-line em Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal Alcobaça: Associaçãode CulturaEspírita No passado dia 22 de setembro, sábado, em Alcobaça, mais propriamente em Capuchos, uma pequena localidade a cerca de 3 km, abriu a ACEAAssociação de Cultura Espírita de Alcobaça. Em jeito de acolhimento e de esclarecimento, principalmente para os que, pela primeira vez iam a um centro espírita, a palestra incidiu sobre “O que é o espiritismo” abordando também, de forma sucinta, o funcionamento de um centro espírita, alertando ainda para o que não faz parte desta doutrina filosófica de caráter moral.
Este grupo resulta de um pequeno grupo de espíritas, habituais frequentadores e trabalhadores do Centro de Cultura Espírita, de Caldas da Rainha, onde foram, ao longo do tempo, participando de forma assídua e contínua. Decidiram agora tornar real um sonho que os vinha aliciando desde o início desta caminhada. O local, gentilmente cedido em prol da divulgação da doutrina espírita e da ajuda, do consolo e da oportunidade de conhecimento que proporciona a todos quanto buscam entender o porvir da vida, outrora uma simples adega que se foi transformando em arrumos, encontra-se agora num espaço simples, acolhedor e muito harmonioso.
Neste dia, em que fisicamente tudo começou, foram ainda em considerável número, os que se dirigiram a este ponto de encontro em busca de entendimento, de consolo, de ajuda, de conhecimento, de partilha, de convívio e aprendizagem em comum. A felicidade e a alegria que se vivia eram visíveis e sentia-se no ar a magia daqueles momentos, únicos, de quem, fortalecidos pela crença na ajuda espiritual, pela confiança dos guias protetores e benfeitores, de grande partilha entre todos, encarnados e desencarnados, vivencia estes momentos de formação de um grupo espírita.
tugal (Portimão, Caldas da Rainha, Alcobaça, Lisboa, Alenquer, entre muitas outras) com a sua jovialidade, nos seus 85 anos de atividade ininterrupta, deixando no ar a certeza da imortalidade do Espírito, bem como a esperança, o ânimo, o consolo, que são paradigma da doutrina espírita, nestes momentos conturbados e passageiros do planeta Terra. “A Psicologia da Gratidão” encerrou o seu périplo na sede da FEP, na noite de 24 de setembro de 2012, onde um auditório cheio se despediu de Divaldo Pereira Franco, que tem sido, ao longo de mais de 40 anos, um farol espiritual para os portugueses, trazendo com o seu verbo iluminado, crítico, sereno e pleno de bom senso, o esclarecimento e o consolo, que são as consequências de quem conhece a doutrina espírita e a incorpora no seu “modus vivendi”, demonstrando de maneira científica, filosófica e moral (os 3 pilares da doutrina espírita) a veracidade da frase grafada no túmulo de Allan Kardec (o pesquisador da doutrina espírita): “Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei”.
No fim da palestra, com o auditório superlotado, o presidente da FEP, Vítor Féria, pediu que as pessoas ficassem mais um pouco pois haveria uma surpresa. Paulo Fregedo à guitarra e uma jovem cantora, entoaram belíssima música, de grande espiritualidade, que, com singeleza e autenticidade, fizeram um enorme agradecimento a Divaldo Pereira Franco, terminando todos os presentes, de pé a cantar, suavemente o refrão “Obrigado Amigo”.
No fim, raras foram as pessoas que não passavam por nós de lágrima no olho (emoção de alegria e de reconhecimento), tamanha foi a emoção e quase todos fizeram questão de se despedirem de Divaldo Franco, que terminou esta conferência com o poema da gratidão, de Amélia Rodrigues, dizendo: “Obrigado, Senhor”! Da nossa parte dizemos: obrigado por tudo, Divaldo! Por José Lucas Divaldinho Matos em Portugal Divaldinho Matos, natural de Votupuranga, Brasil, fundador do Grupo Espírita Maria de Nazaré, esteve em setembro em Portugal a convite do Núcleo Familiar Espírita do Mentor Amigo, de Algarve, para realizar palestras e um seminário, com o objetivo de continuar a sua jornada de divulgação da doutrina espírita.
O programa foi este: dia 24, palestra no Centro Espírita Luz e Amor, às 21h30, em Setúbal. Dia 25, palestra na Associação Cultural Espírita HELIL, às 21h30, em Faro. Dia 26, palestra na União Cultural Espiritualista de Olhão, 21h00. Dia 27, palestra no Núcleo Familiar Espírita Mentor Amigo, às 21h30em Pechão. Dia 29, sábado, palestra no Centro Espírita Casa do Caminho, às 16h00, em Lisboa. Dia 30, domingo, palestra na Associação Cultural Espírita Castrense, em Castro Verde.
Em outubro, dias 1 e 2, reunião de estudo no Núcleo Espírita “O LEME”, às 21h00, em Sines. Dia 4, palestra no Núcleo Familiar Espírita Mentor Amigo, às 21h30, em Pechão. Dia 7, domingo, seminário no Núcleo Familiar Espírita Mentor Amigo das 10h00 às 18h00, com o tema «Deus presente na transição». Dia 11, palestra no Núcleo Familiar Espírita Mentor Amigo, às 21h30. Dia 13, sábado, palestra na Associação Espírita de Lagos, às 16h00, em Lagos.
Dia 13, sábado, palestra no Centro Espírita Boa Vontade, às 18h30 em Portimão. Fonte: Marques NOVEMBRO.DEZEMBRO 2012 Doença bipolar e obsessão: como distinguir uma e outra? Dr.ª Gláucia Lima – As perturbações mentais de uma forma geral muitas vezes são confundidas com as obsessões, não sendo essa uma particular condição da doença bipolar. Tona-se necessário algum conhecimento geral para além do doutrinário para diferenciar uma da outra condição, principalmente no caso de quem faz atendimento espiritual na casa espírita.
O centro espírita naturalmente recebe muitas pessoas em desequilíbrio mental, não somente obsessivo, que necessita apoio clínico, médico e psiquiátrico, e muitas vezes, psicofarmacológico, adequados e imprescindíveis ao seu equilíbrio e restabelecimento mental. Definindo a “doença bipolar”, antigamente conhecida como Psicose Maníaco Depressiva (PMD), entende-se como uma perturbação do foro afetivo, na qual o sujeito apresenta uma dificuldade na regulação do humor, mediado a nível do sistema nervoso central através dos neurotransmissores, serotonina e noradrenalina.
Ocorre que o paciente ora poderá estar num estado depressivo, ora num estado de mania, alternando estes estados, em fases, mais ou menos prolongadas, ou ainda predominar num dos pólos, como no estado depressivo, por um período prolongado, como na depressão major. As crises podem ser graves, moderadas ou leves e frequentemente desencadeadas por eventos de vida stressantes, (ICD,10). Estima-se que um em cada 4 casos seja diagnosticado, os outros passam por pessoas que têm grandes “altos e baixos” nas suas vidas, mas que, a despeito do seu sofrimento, com vivências disfuncionais, acabam por não recorrerem ao clínico.
As fases de DEPRESSÃO caracterizam-se por predomínio de sentimento de tristeza e desespero, desamparo, desânimo com a vida e desesperança. Os sintomas variam com a gravidade da depressão, normalmente são repetitivos e insistentes, tendo a pessoa dificuldades em se libertar deles, o que também ocorre na OBSESSÃO. Haverá também incapacidade de antecipar o futuro positivamente, pessimismo, perda de auto-estima, pensamentos de incapacidade e fracasso, podendo incluir delírios de ruína em casos mais graves.
Sentirá pensamentos de culpa, inutilidade, perda de interesse pelo trabalho, pelos passa- -tempos de que goste, pela convivência com amigos e familiares; perda do prazer. Ocorrerá alguma lentidão psicomotora e por vezes incapacidade para desempenhar atividades que eram habituais, sentindo cansaço, fadiga, incapacidade para leitura, diminuição da atenção, concentração e da memória. Dificuldade em tomar decisões e iniciativas.
Excessiva preocupação com queixas físicas, incluindo queixas somáticas. As alteração do sono sobrevirão, perda de apetite, de desejo sexual, choro fácil, labilidade emocional, sensação de falta de energia. Pode-se incluir também pensamentos recorrentes acerca da morte, ideação suicida ou tentativa de suicídio (critério A9, DSM IV-TR). Estes últimos nos transtornos mistos, obsessivos e psiquiátricos e nos puramente obsessivos, por vezes, sugeridos pelos espíritos obsessores.
Ocasionalmente, podem acontecer alucinações auditivas, “vozes”, com tom depreciativo e conteúdo negativo em depressões mais graves, expressões do inconsciente do indivíduo ou outras vezes, manifestações externas à sua realidade psíquica, na dinâmica do ser espiritual em sintonia obsessiva. As fases de MANIA, caracterizam-se por um estado de humor elevado, expansivo, eufórico ou irritável. Na fase inicial da crise a pessoa pode sentir-se mais alegre, sociável, ativa, faladora, autoconfiante, inteligente e criativa.
Com a elevação progressiva do humor e a aceleração psíquica podem surgir alguns ou todos os sintomas que se seguem. Uma irritabilidade fácil e extrema, alterações emocionais repentinas, pensamento aceleradoa pessoa fala rápido e muda com frequência de assunto. Poderão observar-se reações exageradas, gastos excessivos, sentimentos de grandiosidade, sensação de energia inesgotável, falta de necessidade de descanso, bem como aumento do impulso sexual, comportamento desinibido e normalmente atitudes e escolhas inadequadas.
A perda de noção da realidade e ausência de sentimento de doença. Situações de abuso de álcool e substâncias também são comuns em ambos os pólos, da depressão e da mania. Pode também ter alucinações auditivas com cunho de grandeza ou místico, por exemplo, “ouvir vozes que lhes dizem que tem uma missão grandiosa, especial a cumprir”, “o novo salvador”, fruto da doença, na sua fase de exaltação. Por vezes o doente tem, durante a mesma crise, sintomas de depressão e de mania, o que corresponde às crises “mistas”.
E podemos ainda dizer que estes doentes, perturbados mentalmente, estariam mais fragilizados psiquicamente, para uma influência espiritual negativa, de carácter obsessivo. Sendo as perturbações do humor uma entidade clínica clara, como exposto acima, cabe-nos distingui-las dos fenómenos obsessivos. Sabendo ainda que, a Obsessão se “define pelo domínio que alguns espíritos adquirem sobre os outros, quer encarnados ou desencarnados, provocando-lhes desequilíbrios psíquicos, emocionais e físicos”, poderão os fenómenos obsessivos mimetizar desequilíbrios mentais, logo, ressaltamos que a distinção entre um estado e outro se verifica na observância de alguns critérios, nomeadamente pela existência de alterações de comportamentos prévias ao estado de desequilíbrioembora a perturbação bipolar possa acontecer em qualquer idade, existe uma maior prevalência na faixa etária dos 30 anos de idade.
Mas, frequentemente, observam-se traços pré-mórbidos ou predisponentes anteriores ao desequilíbrio na análise da personalidade do doente, que se podem revelar até mesmo na infância. No fenómeno obsessivo, não se encontra numa faixa etária predominante, podendo acontecer em qualquer faixa etária, não se observando os tais fatores de desequilíbrio prévio. A doença bipolar tem um carácter cíclico, enquanto a obsessão não tem um desenvolvimento cíclico, nem, com as características up/down.
A doença bipolar liga-se a uma história familiar – observa-se maior prevalência em membros de uma mesma família. No fenómeno obsessivo, não existe relato de uma maior prevalência familiar. A existência de factores stressores ou desencadeantes podem estar presentes num primeiro evento, quer na doença bipolar quer no fenómeno obsessivo, porém, no fenómeno obsessivo, uma vez o sujeito sendo devidamente tratado no centro espírita, não terá a tendência para recidivar, enquanto a doença bipolar trata-se de uma doença crónica, de curso prolongado, que requer tratamento farmacológico para o controlo dos sintomas disfuncionais, estando comprovado que quanto mais precoce e eficaz o tratamento clínico, melhor será o seu prognóstico.
O tratamento psicofarmacológico é imprescindível ao doente bipolar, para a sua estabilidade e equilíbrio mental. No fenómeno obsessivo, o tratamento espiritual é curativo e imperativo para o tratamento da alma e espírito obsessor. Nos casos em que houver indícios em que um doente com história prévia de doença bipolar estiver num processo obsessivo, recomenda-se o tratamento espiritual, sem supressão do tratamento psicofarmacológico.
Numa ótica transpessoal, poder-se-á pensar que perturbações como a cleptomania poderão ter origem em supostas memórias de vidas anteriores? Dr.ª Gláucia Lima – A cleptomania é uma doença psiquiátrica crónica caracterizada pela necessidade impulsiva de furtar objetos, classificada no capítulo dos Transtornos dos hábitos e Impulsos do ICD 10 (Código Internacional das Doenças- 10. Edição). Trata-se de um fracasso recorrente em resistir ao impulsos de furtar objetos, embora esses sejam desnecessários para o uso pessoal ou ganho monetário, podendo os mesmos ser atirados ao lixo, servirem de presente ou armazenados, tornando-se um ato repetitivo, mesmo quando o indivíduo já foi punido por lei.
Há sempre uma tensão crescente antes do ato e uma sensação de alívio e satisfação ao realizá-lo. É uma condição rara, que parece ser mais frequente no sexo feminino. Deve ser distinguida do furto vulgar, planeado ou impulsivo, deliberado ou motivado pela utilidade do objeto ou do seu valor material. Ou ainda, das condições comuns entre os adolescentes como desafio, rebelião ou ritual de passagem. Os indivíduos têm consciência de que o seu comportamento é errado e sem sentido, mas, não conseguem deter o impulso de concretizá-lo.
Normalmente o sujeito tem também sintomas de ansiedade e depressão. É praticado sem colaboração de outrem, num ato solitário e incontrolado. Vale ressaltar que dinheiro, jóias ou objetos de valor raramente são levados pelos cleptómanos. Está inserido no mesmo capítulo de outras perturbações do impulso tais como a piromania (comportamento incendiário), tricotilomania (retirar os cabelos), jogo compulsivo (comportamento recorrente em relação aos jogos de azar) e parece ter alguma relação com as perturbações obsessivas-compulsivas, dado o teor da compulsão.
Para a Psiquiatria, o tratamento à base de antidepressivos apoia-se na hipótese de que os cleptomaníacos tenham uma disfunção ou uma diminuição da quantidade de serotonina e dopamina (neurotransmissores responsáveis pelo controlo do impulso) no espaço entre dois neurónios. Essa disfunção provocaria o descontrolo do impulso e, consequentemente, também poderia levar a quadros ango- depressivos. Segundo a visão Transpessoal as perturbações emocionais, principalmente traumáticas, de vidas passadas, podem dar origem a alterações ou disfunções físicas, bioquímica do SNC e corpo físico, através do modelo organizador biológico ou também designado pelo Eng.
Hernâni Guimarães Andrade, Campo Estruturador da Forma (CEF) ou ainda perispírito, para o Espiritismo, que guardam as marcas, “memórias”, cicatrizes destas vivências. Através de um olhar mais profundo, apesar da maioria das doenças físicas terem uma origem (causa primária) no Espírito, SER em evolução, na visão Transpessoal e para o Espiritismo, não podemos generalizar, e afirmar que a causa da cleptomania está na fixação mental do indivíduo em eventos de vidas passadas.
Mas, podemos afirmar que em situações particulares e específicas, podemos admitir como justificativa a hipótese de que memórias de um passado recente ou remoto, de vidas passadas, ainda se encontrem suficientemente presentes e impulsionem gatilhos no inconsciente para atitudes não controladas no presente, gerando culpa, arrependimento e prazer pela sua realização tal como acontecem na cleptomania ou em outras perturbações do comportamento e dos impulsos.
O Espiritismo, funcionará para o cleptómano como terapeuta para a alma, reeducando o espírito, lapidando os seus impulsos quando estes possam emergir de vidas passadas, interferindo e desajustando o caminho através de sintomas disfuncionais. Serve o Evangelho de Jesus, através do amor, na sua expressão mais profunda, como o maior e único caminho para o equilíbrio do Ser, em busca do seu “self”, ou melhor de si mesmo, a caminho das sendas superiores.
