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Jornal de Espiritismo nº 55 · Setembro 2012Página 14 min

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55 ANOIX JDE JORNALDEESPIRITISMONOVEMBRO . DEZEMBRO . 2 0 1 2 JORNAL BIMESTRAL DA ASSOCIAÇÃO DE DIVULGADORES DE ESPIRITISMO DE PORTUGAL DIRETOR . ULISSESLOPES | PRE Ç O € 0 . 5 0 O filme “As mães de Chico Xavier” deu brado no cinema brasileiro, baseado em obras psicografadas pelo médium Francisco Cândido Xavier, nomeadamente nos seus livros “Jovens no Além” e “Somos Seis”, publicados na década de 70. Nessas obras mediúnicas jovens desencarnados escreviam mensagens aos seus familiares, arrebatando pela sua autenticidade e riqueza de detalhes.

15 PESQUISA Cientistas estudam mediunidade Férias, animação, emigrantes, turistas, sol, alegria, cultura, eventos musicais entre outras atividades. Nalgumas cidades, as touradas são também uma tradição. O que tem o espiritismo tem a ver com isso? 17 CINEMA Paranorman 08 OPINIÃO Inteligência artificial Na Universidade de Los Angeles, os neuropsiquiatras Michael Persinger e Vilaianu Ramachandra mapeavam a zona encefálica da inteligência emocional: o monitor surpreendeu-os com um ponto luminoso de curiosas reações… 13 OPINIÃO Colete-de-forças Entre os casos que se atendem através da mediunidade, no sentido de ajudar entidades espirituais que se manifestam em dificuldade, há sempre alguns que tendem a perdurar na memória face a outros.

“Paranorman” é um filme de animação – estreou nos cinemas em Portugal a 13 de setembro – que retrata a mediunidade infantil de uma forma ligeira, descontraída e muito engraçada… 10 ENTREVISTA foto loucomotiv As cartas de Chico Xavier Tinha deixado o azimute a minha amiga Susana: deveria aceitar a sobrecarga de horário e a remuneração acrescida ou deveria recusar e, como alternativa (im)possível, diminuir despesas? Que ninguém se engane.

A decisão pertence sempre a quem tem de agir. Alguns de nós sonhamos encontrar soluções fáceis. Que bom seria acertar sempre, sem lugar a decepção! Assim como se houvesse um espírito bom e sábio que, diante de qualquer dificuldade, nos dissesse sempre o que fazer… Mas, veja bem, poderia haver lapso maior? O engraçado é que eles, esses amigos da Espiritualidade que se interessam pela nossa melhoria, dizem mesmo, e acompanham-nos como um pai bondoso e sábio, mas para não nos retirarem o mérito das decisões pessoais ouvimos o seu alvitre num recatado anonimato, surgindo a sua ideia, esporadicamente, como fossem os nossos próprios pensamentos.

O querer esterilizar a nossa vida de equívocos, como se de nódoas inapagáveis se tratassem, poderá não passar de um devaneio muito pouco ligado ao quadro evolutivo que percorremos há milénios, mesmo sem nos lembrarmos disso. O erro acaba por ser o fruto de uma experiência imperfeita. É uma fase intermédia que nos conduz a um aperfeiçoamento, desde que tenhamos talento para identificar o lapso, evitando repeti-lo. A possibilidade de optar, errando e acertando, aprendendo, cria sabedoria, proporciona evolução.

Quando nos primeiros dias de escola escrevinhávamos a primeira cópia, efeito da novidade, dávamos alguns erros. Quando os reconhecíamos, dificilmente os repetíamos. Quando chegou a hora dos ditados da professora, de início, o quadro era As maçãs e as pessoas Uma destas tardes o meu filho chegou a casa, vindo da escola, e perguntou-me: - As pessoas são todas iguais mesmo que a sua pele seja de cor diferente? Pensei durante um momento e disse: - Vou-te explicar, mas antes vamos aproveitar para passar na mercearia.

Tenho algo interessante para te mostrar. Na mercearia, fomos à secção da fruta e comprámos algumas maçãs vermelhas, maçãs verdes e maçãs amarelas. Em casa, enquanto colocávamos as maçãs na fruteira, relembrei ao meu filho a pergunta que ele tinha feito: - Agora já posso responder à tua pergunta. Coloquei uma maçã de cada tipo sobre a mesa: primeiro uma maçã vermelha, seguida de uma maçã verde e depois uma maçã amarela.

Então olhei para o menino que estava sentado no outro lado da mesa e disse: - As pessoas são como estas maçãs. Todas têm cores, formas e tamanhos diferentes. Vê: algumas maçãs levaram algumas pancadas e estão amolgadas. Por fora não podemos garantir que estão tão deliciosas quanto as outras. Enquanto estava a falar, e o menino examinava cada uma delas, cuidadosamente. Então, apanhei um a uma as maçãs, descasquei-as e recoloquei sobre a mesa, mas em lugares diferentes e perguntei: - Agora, diz-me qual é a maçã vermelha, a maçã verde e a maçã amarela.

Ele disse: - Não sei bem. Agora elas parecem-me todas iguais. - Prova cada uma delas e vê se isso te ajuda a descobrir qual é qual. O menino provou-as, uma a uma. Posto isso, um sorriso enorme estampou-se no seu rosto quando disse: - As pessoas são como as maçãs! São todas diferentes, mas do lado de fora. Por dentro são as mesmas. - Certo!, concordei. Cada pessoa tem sua própria personalidade mas são, basicamente, iguais.

Ele entendeu. Não precisei dizer nem fazer mais nada. E agora, quando provo uma maçã, sinto um sabor um pouco mais doce do que antes. Fonte: http://www.minuto.poetico.nom.br/ msg431.